domingo, 29 de dezembro de 2013

COMO DEVEMOS VIVER?

"Devemos pensar com muito cuidado nesta questão. Observem cuidadosamente como a mente age, vejam como as correntes se movem, observem como elas condicionam nossas ações na vida diária e como afetam nossa percepção do mundo que nos cerca. Como devemos olhar para os outros? Qual é o nosso relacionamento com eles? Como reagimos ao que nos acontece? Avaliamos tudo conforme nossos desejos, procurando apenas os objetos que contribuem para nosso prazer e rejeitamos veementemente os que nos parecem obstáculos? Fazemos julgamentos, temos preconceitos, atribuímos valores? Sem uma reflexão ponderada sobre como levamos nossas vidas, sem observar honesta e objetivamente como operam nossas mentes, sem  compreender a relação de nossa vida interna com o mundo externo, não haverá nem mesmo o primeiro vislumbre de iluminação.

Assim, nossa preparação deve começar por aí – com vichara, isto é, com o pensamento profundo: ver todas as implicações. Não é suficiente reconhecer que talvez alimentemos um ou dois desejos e, depois, calmamente mandemos todos eles embora. Se houver determinada atitude na mente, devemos examinar todas suas implicações. Elas afetam o que vemos; afetam nossos relacionamentos?

Quanto mais observamos, quanto mais pensamos cuidadosamente, mais a mente se torna capaz de ver. E ver que temos vivido neste tipo de escuridão marca o nascimento da luz.(...)"

(Radha Burnier - Como devemos viver? - Revista TheoSophia - Pub. da Sociedade Teosófica no Brasil, Ano 102, Outubro/Novembro/Dezembro 2013 - p. 08)


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