quarta-feira, 21 de maio de 2014

A NATUREZA DA BONDADE

"No tratado A filosofia Perene, Adous Huxley afirma: ‘O bem é a conformidade separada do eu, até a aniquilação final no fundamento divino que lhe dá existência; o mal é a intensificação da separatividade, a recusa em reconhecer que o fundamento existe’.

A bondade, portanto, é aquilo que reflete ou tenta refletir a divindade profundamente alojada dentro de nós. Essa divindade não é sua nem minha. Ela penetra tudo que existe, sendo, portanto, um todo indivisível. Por isso, a bondade não pode existir quando pensamos e sentimos que somos indivíduos separados, seres com identidades, interesses e desejos próprios.

Ao pensar desse modo, ficamos limitados e sofremos por causa dos desejos não realizados: dinheiro, fama, posição social, reconhecimento de nossa suposta importância, etc. Alem disso, ao tentar satisfazer desejos egoístas, (físicos, emocionais ou mentais), mais cedo ou mais tarde acabamos sofrendo. (...)

A bondade reflete-se na vida diária de várias maneiras. O relacionamento correto com todas as coisas e com todas as pessoas é uma qualidade básica da bondade – o relacionamento com a terra, a água, o ar, as árvores, os animais e os seres humanos. Isso surge de um permanente senso de harmonia e respeito por tudo, pois tudo que vive é sagrado. (...)

É preciso lembrar que a bondade sempre purifica, como afirma o livro A Chave para a Teosofia (Ed. Teosófica): ‘Para cada flor de amor e caridade que plantamos no jardim do nosso vizinho, uma semente daninha desaparece do nosso próprio jardim’. (...)

Inundemos o mundo com pensamentos de amor; eles se disseminarão nos lugares mais longínquos. Assim devemos nos treinar."

(Surendra Narayan - A natureza da bondade - Revista Sophia, Ano 5, nº 19 – Pub. da Ed. Teosófica, Brasília - p. 29)


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