"'[…] Na infância da Humanidade, o homem o confunde,
frequentemente, com a criatura, da qual lhe atribui as imperfeições.
Mas, à medida que o senso moral se desenvolve nele, seu pensamento
penetra melhor o fundo das coisas, e dele se faz uma ideia mais justa
e mais conforme a sã razão, embora sempre incompleta.' (O Livro dos Espíritos – Questão 11 – Boa Nova Editora)
É preciso identificar padrões de pensamento deficitários e
crenças ultrapassadas que vigem em nossa intimidade, pois muitas
de nossas convicções não são fruto de nossas próprias
experiências, mas transmitidas de modo acanhado, desde a
infância, por pais, avós, amigos, religiosos, professores – enfim,
pela sociedade.
Por exemplo, muitos de nós ainda temos noções infantis de
Deus (um pai intransigente e austero; um bondoso e alegre 'Papai
Noel'; um policial implacável e inflexível, armado para nos castigar
etc.), crenças essas que não são mais apropriadas nem suficientes
para as necessidades adultas.
Todo dia temos infinitas oportunidades de desvendar as causas
de nossos medos e desajustes e de descobrir antigas convicções e
conceitos que ainda nos prendem, porém que não mais
precisamos aceitar.
O que nos serviu ontem pode não ter mais significado hoje."
Texto extraído do livro "A Busca do Melhor", de Francisco do Espírito Santo Neto, ditado por Hammed, Boa Nova Editora, Catanduvas/SP, item 4.
Imagem: Pinterest

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