"'Para que aproveis as coisas que são excelentes, para que sejais sinceros e sem escândalo algum'. Paulo.
O amor é a força divina do Universo.
É imprescindível, porém, muita vigilância para que não o desviemos na justa aplicação.
Quando um homem se devota, de maneira absoluta, aos seus cofres perecíveis, essa energia, no coração dele, denomina-se 'avareza'; quando se atormenta, de modo exclusivo, pela defesa do que possui, julgando-se o centro da vida, no lugar em que se encontra, essa mesma força se converte nele em 'egoísmo'; quando só vê motivos para louvar o que representa, o que sente e o que faz, com manifesto desrespeito pelos valores alheios, o sentimento que predomina em sua órbita chama-se 'inveja'.
O ódio é, comumente, o amor envenenado de ontem.
O ciúme é o amor vestido de espinhos dilacerantes.
A soberba é o amor desvairado a si próprio.
Paulo, escrevendo à amorosa comunidade filipense, formula indicação de elevado alcance. Assegura que 'o amor deve crescer, cada vez mais, no conhecimento e no discernimento, a fim de que o aprendiz possa provar as coisas que são excelentes'.
Instruamo-nos, pois para conhecer. Eduquemo-nos para discernir.
Cultura intelectual e aprimoramento moral são imperativos da vida possibilitando-nos a manifestação do amor, no império da sublimação que nos aproxima de Deus.
Atendamos ao conselho apostólico e cresçamos em valores espirituais para a eternidade, porque, muitas vezes, o nosso amor é, simplesmente, querer, e, tão somente com o 'querer' é possível desfigurar, impensadamente, os mais belos quadros da vida."
Extraído do livro "Segue-me", de Francisco Cândido Xavier, ditado pelo Espírito Emmanuel, Casa Editora O Clarim, Matão/SP, p. 49/50.
Imagem: Pinterest

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