OBJETIVOS DO BLOGUE

Olá, bem-vindo ao blog "Chaves para a Sabedoria". A página objetiva compartilhar mensagens que venham a auxiliar o ser humano na sua caminhada espiritual. Os escritos contém informações que visam fornecer elementos para expandir o conhecimento individual, mostrando a visão de mestres e sábios, cada um com a sua verdade e experiência. Salientando que a busca pela verdade é feita mediante experiências próprias, servindo as publicações para reflexões e como norte e inspiração na busca da Bem-aventurança. O blog será atualizado com postagens de textos extraídos de obras sobre o tema proposto. Não defendemos nenhuma religião em especial, mas, sim, a religiosidade e a evolução do homem pela espiritualidade. A página é de todos, naveguem a vontade. Paz, luz, amor e sabedoria.

Osmar Lima de Amorim


Mostrando postagens com marcador Krishna. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Krishna. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

A VERDADE DE DEUS É UMA VERDADE ETERNA

""Mas, a todos que o receberam deu o poder de se tornarem filhos de Deus, mesmo àqueles que acreditam em seu nome."

Adorar um Cristo ou um Krishna é adorar a Deus. Não é, porém, adorar um homem como Deus, adorar uma pessoa. É adorar o próprio Deus, a Existência impessoal-pessoal na encarnação e através dela; é adorá-la como una com o Espírito eterno, transcendente como o Pai e imanente em nossos corações. Neste contexto, o testemunho de São Paulo sobre Cristo é de importância relevante. Diz ele:

"Pois nele habita corporalmente toda a plenitude da Divindade. E nele fostes levados à plenitude, Ele que é a  cabeça de todo principado e poder."

De igual peso é a afirmação de São João de que a mesma Palavra que era "no princípio" e "era Deus" se fez carne em Cristo. Nesta passagem, o autor do quarto Evangelho relembra-nos que seu mestre não era um mero homem histórico, mas que é o Cristo eterno, um com Deus desde os tempos sem princípio. Este ponto de vista parece validado por Jesus, ao dizer: "Antes que Abraão existisse, eu sou."

Um hindu, pois, acharia fácil aceitar Cristo como uma encarnação divina e adorá-lo sem reservas, exatamente como adora Sri Krishna ou outro avatar de sua escolha. Mas não pode aceitar Cristo como o único filho de Deus. Os que insistem em encarar a vida e os ensinamentos de Jesus como únicos, certamente terão grande dificuldade para compreendê-los. Qualquer avatar pode ser muito bem entendido à luz de outras grandes vidas e doutrinas. Nenhuma encarnação divina jamais veio para refutar a religião e a doutrina de outro, e sim para cumprir todas as religiões, porque a verdade de Deus é uma verdade eterna. Disse Santo Agostinho:

"Aquilo a que chamamos religião cristã existia entre os antigos, e nunca deixou de existir desde o começo da raça humana, até que Cristo se fez carne, quando então a religião verdadeira, que já existia, começou a ser chamada de Cristianismo."

Se Jesus, na história do mundo, tivesse sido a única fonte geradora da verdade de Deus, ele não seria a verdade; porque a verdade não pode ser gerada: ela existe. Mas se Jesus simplesmente revelou e interpretou essa verdade, então podemos olhar para os outros que fizeram o mesmo antes dele e da mesma forma o farão depois dele. E, de fato, à medida que lemos os ensinamentos de Jesus, descobrimos que ele deseja de nós todos que descubramos a verdade: "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará." Ele veio - como declara - não para destruir a verdade eternamente existente, mas para cumpri-la. Isto ele fez, reafirmando-a, dando-lhe vida nova através de uma apresentação renovada." 

(Swami Prabhavananda - O Sermão da Montanha Segundo o Vedanta - Ed. Pensamento, São Paulo - p. 50/51)


terça-feira, 29 de janeiro de 2013

DEUS RESPONDERÁ A SUAS AMOROSAS DEMANDAS


“Deus não é um Ser mudo e insensível. Ele é o próprio amor. Se você souber meditar para entrar em contato com Ele, Ele responderá a suas amorosas demandas. (...)

Prefiro a palavra “demanda” à palavra “prece”, porque a primeira não traz consigo o conceito primitivo e medieval de Deus como um rei tirano a quem nós, como mendigos, temos de adular e suplicar.

A oração é a demanda da alma. Deus não nos fez mendigos; criou-nos à imagem Dele. A Bíblia e as escrituras hindus assim afirmam. Um mendigo que vai pedir esmolas na casa de um homem rico recebe o que toca aos mendigos; mas o filho pode ter, de seu abastado pai, tudo o que pedir. Portanto, não devemos nos comportar como mendigos. Seres divinos, como Cristo, Krishna e Buda não mentiram quando disseram que fomos feitos à imagem de Deus. Todavia, vemos que algumas pessoas têm tudo, como se tivessem nascido em berço de ouro, enquanto outras parecem atrair o fracasso e as dificuldades. Onde está a imagem de Deus nelas? O poder do Espírito está dentro de cada um de nós; a questão é como desenvolvê-lo.”

(Paramahansa Yogananda – No Santuário da Alma – Self-Realization Fellowship – Ed. Lótus do Saber, Rio de Janeiro - p. 08/09)


sábado, 24 de novembro de 2012

O QUE É DEUS?


“Deus é Bem-aventurança Eterna. Seu ser é amor, sabedoria e alegria. Ele é tanto impessoal quanto pessoal e Se manifesta no que quiser manifestar-Se, seja o que for, Ele aparece a Seus santos na forma que seja amada por cada um deles: um cristão vê Cristo, um hindu contempla Krishna ou a Mãe Divina, e assim por diante. Os devotos cuja adoração assume a forma impessoal tornam-se conscientes do Senhor como uma Lua infinita ou como o maravilhoso som de OM, o Verbo primordial, ou Espírito Santo. A experiência mais elevada que o homem pode ter é sentir essa Bem-aventurança na qual todos os outros aspectos da Divindade – amor, sabedoria, imortalidade – estão plenamente contidos. Como, porém, lhe posso transmitir em palavras a natureza de Deus? Ele é inefável, indescritível. Somente na meditação profunda é que vocês conhecerão a essência singular Dele.

Numerosas pessoas não pensam no Senhor como sendo pessoal; acham que uma concepção antropomórfica é limitadora. Consideram-No como o Espírito Impessoal, a Onipotência, a Força Inteligente responsável pelo universo.

Se, porém, nosso Criador fosse impessoal, como é que Ele teria criado os seres humanos? Nós somos pessoais, temos individualidade. Pensamos, sentimos, queremos, e Deus nos deu não apenas o poder de apreciar os pensamentos e os sentimentos dos outros, mas de reagir a eles. Certamente, o Senhor não está desprovido do espírito de reciprocidade que anima Suas próprias criaturas. Quando permitirmos, nosso Pai Celestial pode estabelecer e estabelecerá uma relação pessoal com cada um de nós.”

(Paramahansa Yogananda – No Santuário da Alma – 74/75)