OBJETIVOS DO BLOGUE

Olá, bem-vindo ao blog "Chaves para a Sabedoria". A página objetiva compartilhar mensagens que venham a auxiliar o ser humano na sua caminhada espiritual. Os escritos contém informações que visam fornecer elementos para expandir o conhecimento individual, mostrando a visão de mestres e sábios, cada um com a sua verdade e experiência. Salientando que a busca pela verdade é feita mediante experiências próprias, servindo as publicações para reflexões e como norte e inspiração na busca da Bem-aventurança. O blog será atualizado com postagens de textos extraídos de obras sobre o tema proposto. Não defendemos nenhuma religião em especial, mas, sim, a religiosidade e a evolução do homem pela espiritualidade. A página é de todos, naveguem a vontade. Paz, luz, amor e sabedoria.

Osmar Lima de Amorim


segunda-feira, 5 de outubro de 2015

ORIGEM E NATUREZA DO SOFRIMENTO HUMANO (1ª PARTE)

"Ainda que o sofrimento seja um fenômeno universal na natureza dos seres vivos, a fim de promover a sua evolução, contudo, no mundo da humanidade, existe um sofrimento diferente, que é antes doentio do que sadio. O homem não sofre apenas para promover sua evolução natural, sofre também, e sobretudo, porque existe nele algo que não devia existir, algo creado pelo livre-arbítrio, que pode produzir fenômenos positivos e bons, e pode também produzir fenômenos negativos e maus. 

Na humanidade atual, prevalecem os fenômenos menos negativos e maus. Não vivemos numa humanidade definitiva e ideal, vivemos ainda numa humanidade provisória e imperfeita. Os grandes videntes do passado têm falado e escrito sobre esta humanidade negativa, que deu origem ao sofrimento doentio.

Cerca de seis séculos antes da Era Cristã, um famoso príncipe hindu, Gautama Siddartha - mais conhecido pelo seu nome iniciático Buda -, resumiu esse fenômeno negativo nas chamadas 'quatro verdades nobres'. Estas verdades dizem o seguinte:

1 - a vida do homem é essencialmente sofrimento,
2 - a causa deste sofrimento é a ilusão tradicional em que vive o homem identificando-se com o seu ego periférico (Aham),
3 - a abolição do sofrimento doentio está no conhecimento da verdade sobre o seu Eu central (Atmam),
4 - o método para passar da ilusão do ego à verdade do Eu é a meditação.

Cerca de mil anos antes de Buda, por volta de 1500 antes de Cristo, um grande vidente hebreu-egípcio, Moisés, escreveu as primeiras páginas do Gênesis sobre a origem e o motivo do sofrimento humano.

Segundo Moisés, o corpo do homem perfeito seria imortal e não sujeito a doenças. Mas este homem perfeito não existia ainda, a não ser esporadicamente. O grosso da humanidade atual representa ainda a velha humanidade, cheia de males e sujeita à morte. (...)"

(Huberto Rohden - Porque Sofremos - Ed. Martin Claret, São Paulo, 2004 - p. 22/23


domingo, 4 de outubro de 2015

A LEI DA DUALIDADE

"'De que maneira Deus, a Realidade única, manifestou esse universo de aparências? Ele fez isso por via da lei da dualidade.

'Sua consciência única assumiu a forma dos opostos: do positivo e do negativo, da luz e das trevas, do prazer e da dor, e assim sucessivamente, até uma infinidade de ilusões contrastantes.

'Uma parte da Sua consciência se moveu. Como nos diz a Bíblia: '... e o Espírito de Deus pairava sobre a superfície das águas.'* Poderíamos comparar esse movimento ao movimento das ondas na superfície do mar. O nível do mar nunca muda, nem mesmo quando as ondas se alteiam, pois todo movimento ascendente num lugar é compensado por um movimento descendente num outro lugar. Como um todo, o nível da água continua sempre o mesmo.

'Ainda assim, Deus, o Oceano do Espírito, continua inalterado pela Sua criação. Na 'superfície' da Sua consciência, todavia, Seu espírito se move, e esse movimento, ou vibração, produz a dualidade, assim como as ondas do mar que se levantam e se quebram. 

'O Uno Infinito fez vibrar uma parte de Si mesmo a fim de se tornar dois, e depois muitos, e assim prosseguiu até que a vibração cósmica produzisse as estrelas, as galáxias e os planetas, as flores, as árvores e os corpos humanos. 

'A vibração cósmica é chamada de Aum. Trata-se do Amém do Apocalipse na Bíblia. Equivale ao Verbo no Evangelho de São João. É a 'música das esferas', dos antigos gregos. É o Amim dos muçulmanos, o Ahunavar dos zoroastristas. Tudo que é veio a ser a partir dessa grande vibração.

'A vibração gera a dualidade. Para vir a conhecer a Realidade Una por trás de todas as aparências, afaste-se mentalmente dos estados opostos da Natureza. Aceite tranquilamente o que quer que lhe aconteça na vida: o prazer e a dor, a alegria e a tristeza, o êxito e o fracasso.

'Viva apenas em função de Deus. Apenas seja o Seu servo. Apenas ame-O.'"  

* Gênesis 1:2.

(Paramhansa Yogananda - A Sabedoria de Yogananda, A Essência da Autorrealização - Ed. Pensamento, São Paulo, 2012 - p. 32/33) 


sábado, 3 de outubro de 2015

CARMA E HEREDITARIEDADE

"Pode explicar-se perfeitamente a hereditariedade, pela teoria cármica.

O indivíduo, ao nascer, precisa acompanhar-se de certas qualidades físicas ou morais, de certo ambiente familiar ou social, que lhe permitam cumprir o Carma, organizado pelos Senhores do Carma (Assim, os 4 Maharajas escolhem o carma físico: pais, ambientes etc.).

Não existe o acaso. Acaso é o conjunto de causas que desconhecemos.

Quando o biologista, ao demonstrar a hereditariedade, diz que a reunião dos cromossomos paternos e maternos processa-se ao acaso, para darem os caracteres da criança, não diz a verdade, na acepção teosófica. Estes cromossomos reúnem-se pela vontade superior dos Senhores do Carma. São eles o 'acaso'.

Vamos apresentar um exemplo muito grosseiro, porém acessível, para explicar, até certo ponto, a relação entre a hereditariedade e o Carma.

Seja um indivíduo que, em sua vida anterior, procedeu de tal forma, perdeu tais ocasiões de fazer o bem ou de repelir o mal, que, ao nascer, terá de sofrer certas limitações, por exemplo, da vista ou do ouvido.

Ora, ele só poderá nascer numa família em que haja defeitos hereditários da vista ou do ouvido e não numa família inteiramente eugênica, cujos pais não têm, portanto, caracteres hereditários da doença.

Mas, dirão os materialistas: 'Fulano nasceu surdo ou cego, ou com tal defeito visual ou auditivo, porque o pai ou a mãe, ou o avô etc., eram surdos, cegos, ou tinham tais defeitos.

De fato, o indivíduo apresenta tal ou tal defeito hereditário, porque, na família em que nasceu, existem tais defeitos. Mas, se nasceu em tal família e com tal defeito, isto não se deu por mero acaso..."

(Alberto Lyra - O Ensino dos Mahatmas - IBRASA, São Paulo - p. 211/213


sexta-feira, 2 de outubro de 2015

CORREMOS ATRÁS DE ARCO-ÍRIS

"Nem sempre vemos o que está mais perto de nós. Passamos direto pelas riquezas que estão ao alcance da mão e corremos atrás do arco-íris. Buscamos a segurança no escuro, quando em realidade ansiamos pela luz. Bebemos sonhos dourados que não nos saciam, quando a alma está sedenta da Realidade Suprema. Corremos atrás da sombra inexistente do abrigo das miragens, enquanto na verdade ansiamos pelo oásis de paz e harmonia que está na alma. A diversidade desarmoniosa que nos chama lá fora é um mero jogo de sombras dos verdadeiros tesouros em nosso interior. Acalme a irrequieta mente que se exterioriza, fazendo com que ela se volte para dentro. Harmonize pensamentos e desejos com as realidades que a tudo satisfazem e que já se encontram na alma. Então você verá a harmonia inerente à vida e à natureza. Se sintonizar suas esperanças e expectativas com sua harmonia interior, você flutuará pela vida nas diáfanas asas da paz. A beleza e a profundidade da yoga estão no fato de que ela concede a invariável serenidade."

(Paramahansa Yogananda - Jornada para a Autorrealização - Self-Realization Fellowship - p. 102)


quinta-feira, 1 de outubro de 2015

A VIDA NA IOGA

"Existe um estágio de progresso na ioga no qual as formas e os métodos prescritos não são mais necessários, mas até que este estágio seja alcançado, certos métodos são necessários como os indicados nos autênticos livros sobre ioga. Chega um momento, porém, que o iogue não dá mais atenção a eles, mas vive o tempo todo num estado de êxtase que, embora nem sempre visível em sua mente, está presente no entanto. Ele está naquele estado e sabe disso. O estado está sempre ali, e ele só precisa aquietar a sua mente por um ou dois momentos para experimentá-lo plenamente.

Esta é uma doutrina algo perigosa para os principiantes que podem se iludir com este conhecimento, pensando que eles também podem ser independentes das formas e dos métodos indicados. Eles os negligenciam e fracassam inevitavelmente. Assim como a experiência do homem sobre a luz do Sol na Terra inclui todas as fase e os graus de luz, desde o pré-alvorecer ao pôr do Sol e à escuridão da noite - e está limitado a eles - assim também o principiante na ioga precisa experimentar as fase separadas e progressivas da luz interior. Porém, acima e além da Terra e de sua sombra, o Sol está brilhando o tempo todo. Aqueles que alcançaram um certo estágio de desenvolvimento em vidas anteriores estão numa posição peculiar numa nova vida quando iniciam a ioga outra vez. Eles devem obedecer as regras, mesmo que as achem desnecessárias por causa de realizações anteriores que os levaram além destas regras. 

O mais sábio nestas circunstâncias é combinar as práticas, isto é, realizar a disciplina indicada da forma mais completa e honesta possível, e formar o hábito durante o resto do dia de elevar a consciência, como se fora até o êxtase interior, assim como um míssil é disparado libertando-se da Terra. É importante, porém, que este último procedimento não leve o aspirante a parar com o autotreinamento metódico na ioga."

(Geoffrey Hodson - A Suprema Realização através da Yoga - Ed. Teosófica, Brasília, 2001 - p. 97)