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CORAGEM E DETERMINAÇÃO

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"Nem sempre a vida do Buda correu em meio ao reconhecimento geral e tranquilidade. Ao contrário, existem dados que mostram obstáculos e calúnias que o Mestre enfrentava no meio dos ascetas e brâmanes para os quais ele, como verdadeiro guerreiro, se fortalecia e firmava o significado da sua conduta. Para os primeiros ele dizia: 'Se o homem pudesse conseguir libertar-se dos grilhões que o prendem à terra, apenas pela recusa do alimento ou condições físicas desfavoráveis, o cavalo e a vaca já teriam atingido isto há muito tempo.' Para os segundos: 'Pelo que faz o homem ele é um sudra (casta inferior), da mesma forma é um brahmana (casta superior, sacerdote). O fogo aceso pelo brâmane, ou pelo sudra, tem a mesma chama, calor e luz. Por que a separatividade?'  Sentia-se coragem e intrepidez no fundo de suas afirmações: 'Não há verdadeira compaixão e renúncia sem coragem, sem coragem não se pode alcançar a autodisciplina; sem paciência e coragem, não se pod...

OS RÓTULOS NÃO DEVEM CONDICIONAR A MENTE

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"As diferentes denominações, Judaísmo, Bramanismo, Budismo (Theravada, Mahayana em suas diferentes formas: Tibetano, Zen etc.), Cristianismo (Catolicismo, Ortodoxo, Protestantismo etc.) como rótulos não são fundamentais.  -"Que importância tem um nome? O que chamamos uma rosa, se tivesse outro nome continuaria com o mesmo perfume." (W. Shakespeare.)  A Verdade não tem rótulos. Ela não é budista, judaica, cristã, hindu ou muçulmana. Não é monopólio de quem quer que seja. Estes e outros rótulos sectários são obstáculos à Compreensão da Verdade, porque germinam no homem o individualismo, que é o espírito da separatividade e condicionamentos, como os preconceitos e outros, prejudiciais a sua mente. Isto é valido tanto em assuntos intelectuais, como em espirituais, e também nas relações humanas. Quando encontramos alguém, não o consideramos simplesmente um ser humano. Logo o identificamos com um rótulo: inglês, francês, alemão, japonês, judeu, branco ou preto, cat...

EGO ESPIRITUAL

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" P : Se o Ego Espiritual é onisciente, onde fica então essa decantada onisciência durante sua vida devakhânica? T : Durante esse tempo está em estado latente e potencial, porque, em primeiro lugar, O Ego Espiritual não é o Eu Supremo , que sendo uno com a Alma Universal ou Inteligência, só ele é onisciente; e segundo, porque o Devakhan é a continuação idealizada da vida terrestre que se acaba de abandonar, período de ajustamento retributivo e recompensa pelos danos e sofrimentos imerecidamente experimentados naquela vida especial. O Ego Espiritual só é potencialmente  onisciente, em Devakhan, e de fato , exclusivamente em Nirvana, quando o Ego funde-se na alma-Mente Universal. Volta a ser quase  onisciente durante aqueleas horas na terra em que certas condições anormais e mudanças fisiológicas do corpo, libertam o físico dos entraves e impedimentos da matéria. Exemplos disso são os casos de sonambulismo já citados, de uma pobre criada falando hebraico e outra tocando vi...

OS MALFEITORES

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" (7:15) Os malfeitores (nos quais predomina tamas ), seres humanos degradados, tolos e faltos de entendimento devido (ao poder de) maya , não buscam refúgio em Mim e partilham a natureza dos demônios. Encontramos muita gente assim no mundo. Não são rakshasas  - monstros malignos com goelas escancaradas, prontos a nos devorar. São seres humanos, embora cruéis, indiferentes ao sofrimento alheio, absorvidos em si mesmos, famintos de sexo, ávidos por riquezas, não importa como as possam adquirir (para eles, a honestidade nada significa), ébrios de poder e implacáveis. Tais pessoas não são demônios, à espreita dos incautos. Podem ser vistas a qualquer tempo, caminhando pelas ruas. Eis como meu Guru descreveu, a sério, uma conhecida artista de cinema que lhe pedira uma entrevista: 'Ela é um demônio!' Após a morte, as almas são levadas para seus respectivos níveis no mundo astral.   É preciso ter sempre em mente, contudo, que ninguém é mau por natureza . Todos so...

AS DOZE FORÇAS E A DÉCIMA TERCEIRA

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"Cada indivíduo tem em si a predominância de uma das doze forças zodiacais, elas são como doze chaves para a vida. Conhecendo as profundezas de seu ser, o indivíduo pode tornar-se o mestre de suas forças e dar constantemente nova motivação à sua vida, desenvolvendo além das qualidades inatas as outras qualidades. Dessa forma, torna-se capaz de criar uma décima terceira força sublimada, transformada, purificada, remetendo à imagem do Cristo e seus doze discípulos. No Cristo vivia a força do ‘Logos’, da sabedoria universal, mas cada discípulo só podia refletir uma parte do que vivia no Ser Crístico. Sua substância divina, porém, distribuía amor divino entre todos, unificando-os; para ele, o amor entre os discípulos era o mais importante.  Numa comunidade, a união também só é possível por meio do amor, do respeito e da compreensão mútua, bem como do trabalho por um ideal superior, por uma meta comum unindo a todos. Nós temos a possibilidade de dirigir para o bem todas as fo...