OBJETIVOS DO BLOGUE

Olá, bem-vindo ao blog "Chaves para a Sabedoria". A página objetiva compartilhar mensagens que venham a auxiliar o ser humano na sua caminhada espiritual. Os escritos contém informações que visam fornecer elementos para expandir o conhecimento individual, mostrando a visão de mestres e sábios, cada um com a sua verdade e experiência. Salientando que a busca pela verdade é feita mediante experiências próprias, servindo as publicações para reflexões e como norte e inspiração na busca da Bem-aventurança. O blog será atualizado com postagens de textos extraídos de obras sobre o tema proposto. Não defendemos nenhuma religião em especial, mas, sim, a religiosidade e a evolução do homem pela espiritualidade. A página é de todos, naveguem a vontade. Paz, luz, amor e sabedoria.

Osmar Lima de Amorim


Mostrando postagens com marcador desencarnado. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador desencarnado. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

O GRANDE EDUCANDÁRIO

"De portas abertas à glória do ensino, a Terra, nas linhas da atividades carnal, é, realmente, um universidade sublime, funcionando, em vários cursos e disciplinas, com dois bilhões de alunos, aproximadamente, matriculados nas várias raças e nações. 

Mais de vinte bilhões de almas conscientes, desencarnadas, sem nos reportarmos aos bilhões de inteligências sub-humanas que são aproveitadas nos múltiplos serviços do progresso planetário, cercam o domicílio terrestre, demorando-se noutras faixas de evolução. 

Para a maioria dessas criaturas, necessitadas de experiência nova e mais ampla, a reencarnação não é somente um impositivo natural mas também um prêmio pelo ensejo de aprendizagem. 

Assim é que, sob a iluminada supervisão das Inteligências Divinas, cada povo, no passado ou no presente, constitui uma seção preparatória da Humanidade, à frente do porvir. 

Ontem, aprendíamos a ciência no Egito, a espiritualidade na Índia, o comércio na Fenícia, a revelação em Jerusalém, o direito em Roma e filosofia na Grécia. Hoje, adquirimos a educação na Inglaterra, a arte na Itália, a paciência na China, a técnica industrial na Alemanha, o respeito à liberdade na Suíça e a renovação espiritual nas Américas

Cada nação possui tarefa especifica no aprimoramento do mundo. E ainda mesmo quando os blocos raciais, em desvairo, se desmandam na guerra, movimentam-se à procura de valores novos no próprio engrandecimento. 

Nós círculos do Planeta, vemos as mais primitivas comunidades dirigindo-se para as grandes aquisições culturais. 

Se é verdade que a civilização refinada de hoje voa, pelo mundo, contornando-o em algumas horas, caracterizando-se pelos mais altos primores da inteligência, possuímos milhões de irmãos pela forma, infinitamente distantes do mundo moral. Quase nada diferindo dos irracionais, não conseguiram ainda fixar a mínima noção de responsabilidade. 

Os anões docos da Abissínia, sem qualquer vestuário e pronunciando gritos estranhos à guisa de linguagem, mais se assemelham aos macacos. 

Os nossos irmãos negros de Kytches passam os dias estirados no chão, à espera de ratos com que possam mitigar a própria fome. 

Entre grande parte dos africanos orientais, não existe ligação moral entre pais e filhos. 

Os Latucas, no interior da África, não conhecem qualquer sentimento de compaixão ou dever. 

Remanescentes dos primitivos habitantes das Filipinas erram nas montanhas, à maneira de animais indomesticáveis. 

E, não longe de nós, os botocudos, entregues à caça e à pesca, são exemplares terríveis de bruteza e ferocidade. 

No imenso educandário, há tarefas múltiplas e urgentes para todos os que aprendem que a vida é movimento, progresso, ascensão. 

Na fé religiosa como na administração dos patrimônios públicos, na arte tanto quanto na indústria, nas obras de instrução como nas ciências agrícolas, a individualidade encontra vastíssimo campo de ação, com dilatados recursos de evidenciar-se. 

O trabalho é a escada divina de acesso aos lauréis imarcescíveis do espírito. 

Ninguém precisa pedir transferência para Júpiter ou Saturno, a fim de colaborar na criação de novos céus. A Terra, nossa casa e nossa oficina, em plena paisagem cósmica, espera por nós, a fim de que a convertamos em glorioso paraíso." 

Extraído do livro "Roteiro" de Francisco Cândido Xavier/Emmanuel, p. 21/22.
Imagem: Pinterest





quinta-feira, 16 de outubro de 2025

O QUE SE VÊ (PARTE FINAL)

"(...). Pouco a pouco, porém, vão os mortos se convencendo de que estão no outro lado da vida, e então se inquietam e desassossegam devido aos ensinamentos errôneos recebidos, pois não compreendem onde estão, nem o que lhes aconteceu, porque a sua situação não é a que esperavam, sob o ponto de vista ortodoxo. Sobre isto disse certa vez um falecido general inglês: 'Mas eu morri? Onde estou? Se isto é o céu, não vale tanto quanto eu pensava, e se é o inferno, é muito melhor do que eu acreditava.' Os erros ensinados na vida ocasionam graves inquietações e mesmo sofrimentos depois da morte, por culpa dos que persistem em ensinar no mundo fábulas estúpidas sobre vãos espantalhos, em vez de recorrerem ao raciocínio e ao bom senso. A desleal e blasfema doutrina do inferno ígneo tem causado mais mal do que imaginam seus pregadores, não só neste mundo como também no outro. Hoje o desencarnado tem a possibilidade de encontrar outros também desencarnados, porém melhor instruídos, que lhe ensinam a abandonar todo temor por uma vida tão lógica e racional no novo mundo quanto a que tiveram na terra.

Gradualmente começará a ver ali muita novidade e novos aspectos complementares do que já conhecia, porque no mundo astral os pensamentos e desejos tomam forma visível, constituída em sua maioria de matéria mais sutil desse plano. Conforme transcorre a vida astral, aquelas formas adquirem maior relevo, porque as vão atraindo para si com força cada vez maior. O Ego emprega o primeiro período de sua encarnação em fundir-se na matéria, e o segundo, em desprender-se dela com os resultados de sua ação.

Conforme dissemos, mesmo durante a vida física o homem pode elevar seus pensamentos e retirá-los cada vez mais das coisas terrenas, até que chegue a hora de abandoná-las com o corpo denso. Então começa sua vida astral, porém continua o processo de eliminação cujo resultado é que, segundo passa o tempo, afasta cada vez mais sua atenção da ínfima matéria astral que constitui as imagens dos objetos físicos, e a converte à sutil matéria constitutiva das formas de pensamento, tais como aparecem no plano astral. Desta forma se habitua a viver num ambiente mental e desaparece de sua vista a imagem do mundo físico, não porque ele tenha mudado de lugar no espaço, e sim, porque o seu interesse muda de centro. Todavia seus desejos subsistem expressos nas formas circundantes, e da índole destes desejos dependerá a felicidade ou o infortúnio de sua existência astral.

O estudo desta vida suprafísica nos mostra, com toda a clareza, a razão de muitos preceitos morais. A maior parte dos homens reconhece a maldade das faltas que prejudicam materialmente o próximo; porém admiram-se de que também se tenha por maldade sentir inveja, ódio ou ambição, embora não concretizem estes pensamentos ou sentimentos em palavras ou ações. Um olhar ao mundo astral nos mostra como semelhantes sentimentos prejudicam o homem que os alimenta, e lhe causam agudos sofrimentos depois da morte. Compreenderemos muito melhor esta verdade, se examinarmos alguns casos da vida astral e observarmos suas características principais."

C. W. Leadbeater, O que há além da morte, Editora Pensamento, São Paulo, SP, p.81/82.
Imagem: Pinterest

 

terça-feira, 14 de outubro de 2025

O QUE SE VÊ (1ª PARTE)

"O que é que vemos primeiramente ao observarmos este novo mundo? Supondo que um de nós transferisse sua consciência ao plano astral, que mudanças lhe chamariam primeiro a atenção? De momento perceberia pouca diferença e poderia supor estar vendo a mesma coisa que anteriormente. Expliquemos o porquê, embora parcialmente, já que a explicação completa requereria um tratado sobre a física astral. Assim como a matéria terrestre apresenta três estados: sólido, líquido e gasoso, cujas condições são diferentes, assim também há diferentes graus, densidades e condições de matéria astral, análogas e correspondentes aos seus similares da matéria física.

Portanto, o indivíduo consciente no plano astral continuaria vendo as paredes e os móveis de seu aposento, porque, embora a matéria física de que estão formados já não seria visível para ele, a matéria astral mais densa delinearia alguns objetos de tal modo que perceberia sua configuração tão claramente como antes. Se examinasse o objeto de perto, veria nos móveis as suas moléculas constitutivas cujo movimento é invisível no plano físico; porém como poucos moradores do plano astral observam de perto os objetos que os rodeiam, a maior parte dos mortos crê logo que não houve mudança de condições, pois vê os familiares aposentos de sua casa, as mesmas pessoas com as quais conviveu, porque o corpo astral destas últimas está ao alcance de sua nova percepção. Pouco a pouco nota as diferenças, e em seguida percebe que não mais sente dores nem fadigas. Quem pudesse compreender o que isto significa, vislumbraria a realidade da vida superior, pois como dar ideia da total falta de cansaço e dor a quem não tem nenhum momento de descanso nos afãs da vida e apenas recorda que está livre de ansiedade? Temos adulterado de tal modo, no Ocidente, a doutrina da imortalidade da alma, que com frequência os desencarnados continuam crentes de que estão vivos, porque ouvem, veem, pensam e sentem. As vezes acontece exclamarem: 'Mas se eu não morri! Estou tão vivo como sempre e sinto-me muito melhor do que antes.' Verdadeiramente continuam vivendo, e isso mesmo deveriam ter esperado se não houvessem sido ensinados erroneamente.

A consciência astral se consolida e define ao perceber que não pode mais falar com os parentes e amigos que está vendo, pois embora se comunique com eles, estes não a ouvem, e se lhes toca, não desperta neles sensação alguma. Então crê que está sonhando e que logo desperta, e algumas vezes (quando os da terra estão dormindo), seus parentes e amigos notam sua presença e lhe falam como em vida. (...)." (CONTINUA)

C. W. Leadbeater, O que há além da morte, Editora Pensamento, São Paulo, SP, p.79/81.
Imagem: Pinterest