OBJETIVOS DO BLOGUE

Olá, bem-vindo ao blog "Chaves para a Sabedoria". A página objetiva compartilhar mensagens que venham a auxiliar o ser humano na sua caminhada espiritual. Os escritos contém informações que visam fornecer elementos para expandir o conhecimento individual, mostrando a visão de mestres e sábios, cada um com a sua verdade e experiência. Salientando que a busca pela verdade é feita mediante experiências próprias, servindo as publicações para reflexões e como norte e inspiração na busca da Bem-aventurança. O blog será atualizado com postagens de textos extraídos de obras sobre o tema proposto. Não defendemos nenhuma religião em especial, mas, sim, a religiosidade e a evolução do homem pela espiritualidade. A página é de todos, naveguem a vontade. Paz, luz, amor e sabedoria.

Osmar Lima de Amorim


quinta-feira, 9 de julho de 2026

GRAÇA E REENCARNAÇÃO

"Toda vez em que se aborda o tema da reencarnação, os mais ferrenhos estudiosos dos Evangelhos, que se detêm na forma da mensagem antes que no seu conteúdo, opõem à necessidade do nascer de novo na carne, a que se referiu Jesus, a concessão da 'graça', como mecanismo de salvação, em decorrência da divina misericórdia do Pai.

A salvação pela graça, sem dúvida, constitui uma dádiva arbitrária, que viola as leis do equilíbrio universal, a uns beneficiando, em detrimento de outros, em flagrante injustiça por parte do Soberano Criador.

Igualmente, o conceito apresentado, em referência ao 'sangue de Cristo', salvando as criaturas, deve ser entendido como a lição preciosa que o Mestre nos deu, demonstrando que, mesmo Ele, que era puro, não se furtou ao holocausto da própria vida, num extremo ato de amor, a fim de que nos não evadamos à
doação plena e total, quando chegado o momento do sacrifício pessoal.

*

Ensejar-se a um endividado revel a oportunidade de resgatar os débitos, constitui-lhe uma graça.

Conceder-se, ao trânsfuga do dever, o ensejo de reabilitação, torna-se para ele uma graça imerecida.

Facultar-se, ao enfermo, recursos de renovação e saúde é-lhe uma graça auspiciosa.

Proporcionar-se, ao delinquente, o afastamento da sociedade, a reeducação e o retorno à comunidade, torna-se-lhe uma graça bendita.

Agraciar-se, porém, o agressor esquecendo-lhe a vítima, é um ato de injustiça.

Liberar-se o algoz, sem facultar o mesmo a quem lhe padeceu a perversidade, faz-se uma forma de estimular o crime.

O amor e a justiça cooperam em favor da reabilitação do devedor, que libera a consciência da engrenagem do erro, encontrando a felicidade anelada.

O amor verdadeiro não beneficia uns, olvidando outros.

'Nenhuma das ovelhas que o Pai me confiou se perderá' - disse Jesus. Isto equivale a afirmar que todos se salvarão mediante as conquistas realizadas durante as sucessivas existências.

*

A reencarnação é a graça que o Pai concede aos que se comprazem no erro e na delinquência, a fim de desfrutarem a salvação, essa conquista que nos cumpre lograr a esforço próprio e com sacrifício pessoal.

A vida é única, no seu processo de crescimento e perfeição, em que o berço e o túmulo representam portas de entrada e de saída para cada existência física.

A carne nasce, morre e renasce inúmeras vezes, inclusive numa mesma existência corporal, mas a vida não cessa nunca.

Utiliza-te, portanto, da concessão feliz dos renascimentos físicos, a fim de cresceres em direção ao bem e à liberdade que o Mestre te acena, enquanto te aguarda, reabilitando-te dos erros cometidos, evitando incidir em outros e edificando-te no bem para o bem de todos. 

Texto extraído do livro "Oferenda", de Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis, Livraria Espírita 'Alvorada' - Editora, Salvador, BA, p. 37/39.
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terça-feira, 7 de julho de 2026

PROBLEMAS DO AMOR

"'Para que aproveis as coisas que são excelentes, para que sejais sinceros e sem escândalo algum'. Paulo.

O amor é a força divina do Universo.

É imprescindível, porém, muita vigilância para que não o desviemos na justa aplicação.

Quando um homem se devota, de maneira absoluta, aos seus cofres perecíveis, essa energia, no coração dele, denomina-se 'avareza'; quando se atormenta, de modo exclusivo, pela defesa do que possui, julgando-se o centro da vida, no lugar em que se encontra, essa mesma força se converte nele em 'egoísmo'; quando só vê motivos para louvar o que representa, o que sente e o que faz, com manifesto desrespeito pelos valores alheios, o sentimento que predomina em sua órbita chama-se 'inveja'.

O ódio é, comumente, o amor envenenado de ontem.

O ciúme é o amor vestido de espinhos dilacerantes.

A soberba é o amor desvairado a si próprio.

Paulo, escrevendo à amorosa comunidade filipense, formula indicação de elevado alcance. Assegura que 'o amor deve crescer, cada vez mais, no conhecimento e no discernimento, a fim de que o aprendiz possa provar as coisas que são excelentes'.

Instruamo-nos, pois para conhecer. Eduquemo-nos para discernir.

Cultura intelectual e aprimoramento moral são imperativos da vida possibilitando-nos a manifestação do amor, no império da sublimação que nos aproxima de Deus.

Atendamos ao conselho apostólico e cresçamos em valores espirituais para a eternidade, porque, muitas vezes, o nosso amor é, simplesmente, querer, e, tão somente com o 'querer' é possível desfigurar, impensadamente, os mais belos quadros da vida."

Extraído do livro "Segue-me", de Francisco Cândido Xavier, ditado pelo Espírito EmmanuelCasa Editora O ClarimMatão/SP, p. 49/50.
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quinta-feira, 2 de julho de 2026

O SANTO DESILUDIDO


"Inclinara-se a palestra, no lar humilde de Cafarnaum, para os assuntos alusivos à devoção, quando o Mestre narrou com significativo tom de voz: 

— Um venerado devoto retirou-se, em definitivo, para uma gruta isolada, em plena floresta, a pretexto de servir a Deus. Ali vivia, entre orações e pensamentos que julgava irrepreensíveis, e o povo, crendo tratar-se de um santo messias, passou a reverenciá-lo com intraduzível respeito. Se alguém pretendia efetuar qualquer negócio do mundo, dava-se pressa em buscar-lhe o parecer. Fascinado pela alheia consideração, o crente, estagnado na adoração sem trabalho, supunha dever situar toda gente em seu modo de ser, com a respeitável desculpa de conquistar o paraíso. 

Se um homem ativo e de boa-fé lhe trazia à apreciação algum plano de serviço comercial, ponderava, escandalizado: 

 — É um erro. Apague a sede de lucro que lhe ferve nas veias. Isto é ambição criminosa. Venha orar e esquecer a cobiça. 

Se esse ou aquele jovem lhe rogava opinião sobre o casamento, clamava, aflito: 

 — É disparate. A carne está submetendo o seu espírito. Isto é luxúria. Venha orar e consumir o pecado.

Quando um ou outro companheiro lhe implorava conselho acerca de algum elevado encargo, na administração pública, exclamava, compungido: 

— É um desastre. Afaste-se da paixão pelo poder. Isto é vaidade e orgulho. Venha orar e vencer os maus pensamentos. 

Surgindo pessoa de bons propósitos, reclamando-lhe a opinião quanto a alguma festa de fraternidade em projeto, objetava, irritadiço:

— É uma calamidade. O júbilo do povo é desregramento. Fuja à desordem. Venha orar subtraindo-se à tentação. 

E assim, cada consulente, em vista da imensa autoridade que o santo desfrutava, se entristecia de maneira irremediável e passava a partilhar-lhe os ócios na soledade, em absoluta paralisia da alma. 

O tempo, todavia, que todo transforma, trouxe ao preguiçoso adorador a morte do corpo físico. 

Todos os seguidores dele o julgaram arrebatado ao Céu e ele mesmo acreditou que, do sepulcro, seguiria direto ao paraíso. Com inexcedível assombro, porém, foi conduzido por forças das trevas a terrível purgatório de assassinos. Em pranto desesperado indagou, à vista de semelhante e inesperada aflição, dos motivos que lhe haviam sitiado o espírito em tão pavoroso e infernal torvelinho, sendo esclarecido que, se não fora homicida vulgar na Terra, era ali identificado como matador da coragem e da esperança em centenas de irmãos em humanidade. Silenciou Jesus, mas João, muito admirado, considerou:

— Mestre, jamais poderia supor que a devoção excessiva conduzisse alguém a infortúnio tão grande! 

O Cristo, porém, respondeu, imperturbável: 

— Plantemos a crença e a confiança entre os homens, entendendo, entretanto, que cada criatura tem o caminho que lhe é próprio. A fé sem obras é uma lâmpada apagada. Nunca nos esqueçamos de que o ato de desanimar os outros, nas santas aventuras do bem, é um dos maiores pecados diante do Poderoso e Compassivo Senhor."

Extraído do livro "Jesus no Lar", de Chico Xavier, pelo Espírito Neio LúcioFEBBrasília, p. 47/49.
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terça-feira, 30 de junho de 2026

PREEXISTÊNCIA DA ALMA

"38. Sem a preexistência da alma, a doutrina do pecado original não seria somente inconciliável com a justiça de Deus, que tornaria todos os homens responsáveis pela falta de um só, seria também um contrassenso, e tanto menos justificável quanto, segundo essa doutrina, a alma não existia na época a que se pretende fazer que a sua responsabilidade remonte. Com a preexistência, o homem traz, ao renascer, o gérmen das suas imperfeições, dos defeitos de que se não corrigiu e que se traduzem pelos instintos naturais e pelos pendores para tal ou tal vício. É esse o seu verdadeiro pecado original, cujas consequências naturalmente sofre, mas com a diferença capital de que sofre a pena das suas próprias faltas, e não das de outrem; e com a outra diferença, ao mesmo tempo consoladora, animadora e soberanamente equitativa, de que cada existência lhe oferece os meios de se redimir pela reparação e de progredir, quer despojando-se de alguma imperfeição, quer adquirindo novos conhecimentos e, assim, até que, suficientemente purificado, não necessite mais da vida corporal e possa viver exclusivamente a vida espiritual, eterna e bem-aventurada. 

Pela mesma razão, aquele que progrediu moralmente traz, ao renascer, qualidades naturais, como o que progrediu intelectualmente traz ideias inatas; identificado com o bem, pratica-o sem esforço, sem cálculo e, por assim dizer, sem pensar. Aquele que é obrigado a combater as suas más tendências vive ainda em luta; o primeiro já venceu, o segundo procura vencer. Existe, pois, a virtude original, como existe o saber original, e o pecado ou, antes, o vício original."

Extraído do livro "O Espiritismo na sua expressão mais simples e outros opúsculos de Kardec", III Caráter da Revelação Espírita, FEB, item 38.  
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quinta-feira, 25 de junho de 2026

JESUS E PERDÃO

"Ensinando o amor para com os inimigos vejamos como procedia Jesus, diante daqueles que lhe hostilizavam a causa e lhe feriam o coração. 

Em circunstância alguma vemo-lo a derramar-se, louvaminheiro, encorajando os que se mantinham no erro deliberado, mas sim renovando sempre o processo de auxiliar com esquecimento de toda injúria. 

Diante da turba que O preferia a Barrabás, o delinquente confesso, não se entrega ao elogio da multidão, mas guarda dignidade e silêncio, tolerando-lhe a afronta. 

Perante Pilatos, o juiz inseguro, não lhe beija as mãos lavadas, mas sim, pela conduta de vítima irreprochável, lhe devolve o espírito inconsequente à noção de responsabilidade própria. 

Em plena rua, cambaleante sob o lenho do suplício, não se volta para sorrir aos ingratos que lhe cospem no rosto, mas ora por todos eles, confiando-os ao tempo que é o julgador invisível da Humanidade. 

Na cruz não toma a palavra para agradecer a inconstância de Pedro ou a fraqueza de Judas, nem faz voto festivo aos sacerdotes que lhe insultam a Doutrina de Amor, mas a todos contempla, sem mágoa, pedindo perdão para a ignorância de quantos Lhe impunham a humilhação e a morte. 

E olvidando os verdugos e adversários, ei-Lo que torna ao convívio das criaturas, em pleno terceiro dia depois do túmulo em trevas, a fazer ressurgir para a Terra enoitada a radiante mensagem da Luz. 

Desculpar aos que nos ofendem não será comungar-lhes a sombra, mas sim esquecer-lhes os golpes e seguir para a frente, trabalhando e aprendendo, amparando e servindo sempre, na exaltação do bem para que o mundo em nós outros se liberte do mal."

Extraído do livro "Abrigo" de Francisco Cândido Xavier/Emmanuel, p. 16/17.
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