quinta-feira, 27 de agosto de 2026

CULTIVO DO BEM

"Seleciona os temas do teu cotidiano para as cogitações de cada hora.

À semelhança de uma corrente elétrica que deve ser periodicamente interrompida, não te deixes fixar nas ideias deprimentes que rondam as tuas telas mentais.

Há mensagens de variada gama que te alcançam, quanto incontáveis outras que emites em todas direções.

Aplica o seletor do bom senso, de modo a registrar, apenas, as que edificam, e emitir, somente, as que enobrecem.

Toda imagem perniciosa que te recebe a contribuição mental transforma-se em fulcro de desequilíbrio próximo ou remoto.

Desvia a atenção das impressões destruidoras, enriquecendo as paisagens mentais com otimismo, a fim de haurires saúde e valor.

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Aqui é uma calúnia que te alcança.

Adiante é uma agressão inesperada que te atinge.

Hoje é um amigo que te abandona.

Amanhã é um familiar que te acusa.

Num momento é a deserção de um afeto; noutro é a chegada da tentação.

Agora é o cansaço, inspirando-te ao desânimo; depois é a ansiedade exigindo-te desespero.

A leviandade de alguns amigos traz-te a maledicência, envolvendo outros, que estão ausentes.

A insensatez de alguns companheiros faz-se voz de acusação em teus ouvidos e a imaturidade, de outros, procura perturbar-te os planos de educação pessoal e o teu trabalho de crescimento interior.

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Desenovela-te das artimanhas da afeição que não deves sofrer.

Retira as tomadas da corrente do mal e eleva o pensamento às Esferas Superiores.

Mentaliza o tema edificante, pensa e reflexiona em torno das ideias enobrecedoras.

Não dês guarda a assunto depreciativo.

Vives hoje para a exaltação da vida agora e mais tarde.

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Jesus, acoimado pela perturbação de uns e pela loucura de outros, agredido pela invigilância dos frívolos e perseguido pela astúcia dos que disputavam o império da ilusão, jamais se deteve nas insinuações e ciladas que Lhe eram propostas.

Enfrentou cada situação com espírito nobre e seguiu adiante, vitalizando a esperança e fomentando o bem para a felicidade geral."

Texto extraído do livro "Oferenda", de Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis, Livraria Espírita 'Alvorada' - Editora, Salvador, BA, p. 50/52.
Imagem: Pinterest

terça-feira, 25 de agosto de 2026

NO CAMINHO DAS VIRTUDES

 
"... A alegria apareceu e plantou belo jardim... 

Conta-se que o Senhor desejou levantar grande mansão destinada à moradia de certo orientador de encargos complexos, num mundo feliz, e para isso convocou algumas das Virtudes do seu Reino de Sabedoria e de Amor. 

Apareceu a Geometria e escolheu o local no topo de um monte. 

Veio o Cálculo e traçou os planos. 

Chegou o Gênio das Invenções e ergueu máquinas que garantissem a segurança e o conforto na construção. 

Surgiu o Equilíbrio e orientou a formação de pisos e vigas cornijas e paredes, tetos e mirantes. 

Destacou-se a Higiene, que cuidou de tudo o que se reportava ao asseio. 

Veio a Beleza e decorou o palácio com imagens e cores de elevada significação. 

A Cultura entrou em atividade e organizou valiosa biblioteca. 

A Prudência compareceu e guiou a fabricação de portas e chaves. 

A Alegria apareceu e plantou belo jardim. 

Terminada a obra, o Senhor veio examiná-la mas não pareceu satisfeito. 

Alguns dos aposentos eram sombrios e depois de entardecer a noite dominava todo o grande recinto. A vista disso, recomendou mais ampla cooperação dos Cimos e a Administração dos Céus enviou-lhe outra Virtude que não pedia qualquer consideração. 

Abordou a paisagem, evitando os espelhos da popularidade e da fama, penetrou no castelo, sem perder tempo, e, lá dentro, esculpiu a tomada elétrica, retirando-se logo após. 

Desde esse momento, a vivenda, tanto quanto quisessem os moradores, convertia-se em soberbo espetáculo de luz. 

Multidões de curiosos cercaram a mansão, no intuito de algo perguntar a quem realizara semelhante prodígio, no entanto, não mais encontraram a mensageira. 

Souberam apenas que essa Virtude trazia o nome de Humildade."

Extraído do livro "Amizade", de Francisco Cândido Xavier, Ditado pelo Espírito Meimei, p. 30.
Imagem por nisargaraj655 via Pinterest


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REFLEXÕES A PARTIR DA MENSAGEM
 
A VIRTUDE QUE ILUMINA AS DEMAIS

Na pequena narrativa de Meimei, várias virtudes e qualidades colaboram para a construção de uma grande mansão. Cada uma oferece algo importante: planejamento, equilíbrio, beleza, cultura, prudência e alegria.

Tudo parece perfeito. Entretanto, ainda falta luz.

É então que surge a Humildade. Sem procurar reconhecimento, ela realiza silenciosamente a sua tarefa e permite que toda a construção seja iluminada.

A imagem utilizada por Meimei nos convida a olhar para a nossa própria construção interior.

Podemos desenvolver conhecimentos, capacidades e muitas qualidades. Podemos realizar boas obras e oferecer muito aos outros. Mas de que maneira fazemos tudo isso?

A humildade talvez seja justamente a virtude que nos ajuda a colocar as demais no lugar certo.

Ser humilde não significa diminuir o próprio valor. Significa reconhecer nossas possibilidades sem necessidade de superioridade, compreender que ainda temos muito a aprender e realizar o bem sem transformar nossas ações em motivo de exaltação pessoal.

Há também um detalhe muito significativo na mensagem: depois de cumprir sua tarefa, a Humildade simplesmente se retira. Não permanece esperando aplausos.

Essa imagem nos leva a uma questão importante: quanto do bem que fazemos conseguiríamos realizar mesmo que ninguém viesse a saber?

Para refletir

  • Tenho necessidade de reconhecimento quando faço algo de bom?
  • Como reajo quando outra pessoa recebe os méritos por um trabalho do qual também participei?
  • Consigo reconhecer meus erros e aprender com outras pessoas?
  • Minhas qualidades têm servido principalmente a mim ou também ao próximo?
  • Em quais situações da minha vida preciso exercitar mais a humildade?

Talvez a grande lição de Meimei esteja justamente aí: não basta construir virtudes; é preciso iluminá-las pela humildade.

Quando ela está presente, nossas qualidades deixam de ser instrumentos de afirmação pessoal e passam a servir, com maior simplicidade, ao bem.

Um convite para a semana

Escolha uma boa ação que possa ser realizada discretamente, sem divulgação e sem expectativa de agradecimento.

Depois, observe o que essa experiência desperta em você.

Às vezes, é no bem realizado em silêncio que começamos a compreender a verdadeira grandeza da humildade.

Que a virtude seja a tua companhia constante. Paz e Luz. 





quinta-feira, 20 de agosto de 2026

BENFEITORES E BÊNÇÃOS

"Confiemos nos benfeitores e nas bênçãos que nos enriquecem os dias, sem no entanto, esquecer as próprias obrigações, no aproveitamento do amparo que nos ofertam. 

Pais abnegados da Terra, que nos propiciam o ensejo da reencarnação, por muito se façam servidores de nossa felicidade, não nos retiram da experiência de que somos carecedores. 

Mestres que nos arrancam às sombras da ignorância, por muito carinho nos dediquem, não nos isentam do aprendizado. 

Amigos que nos reconfortam na travessia dos momentos amargos, por mais nos estimem, não nos carregam a luta íntima. 

Cientistas que nos refazem as forças, nos dias de enfermidade, por mais que nos amem, não usam por nós a medicação que as circunstâncias nos aconselham. 

Instrutores da alma que nos orientam a viagem de elevação, por muito nos protejam, não nos suprimem o suor da subida moral. 

Ninguém vive sem a cooperação dos outros. 

Encontramo-nos, porém, à frente do amor de que todos somos necessitados, assim como o vegetal, diante do apoio da Natureza. A planta não se cria sem ar, não medra sem sol, não dispensa o auxílio da terra e não prospera sem água, mas deve produzir por si mesma. 

Assim também, no reino do espírito. 

Todos temos problemas reclamando o concurso alheio, mas ninguém pode forjar a solução do esforço para o bem que depende exclusivamente de nós."

Extraído do livro "Estude e Viva", de Francisco Cândido Xavier, pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz, item 4.
Imagem: Pinterest