OBJETIVOS DO BLOGUE

Olá, bem-vindo ao blog "Chaves para a Sabedoria". A página objetiva compartilhar mensagens que venham a auxiliar o ser humano na sua caminhada espiritual. Os escritos contém informações que visam fornecer elementos para expandir o conhecimento individual, mostrando a visão de mestres e sábios, cada um com a sua verdade e experiência. Salientando que a busca pela verdade é feita mediante experiências próprias, servindo as publicações para reflexões e como norte e inspiração na busca da Bem-aventurança. O blog será atualizado com postagens de textos extraídos de obras sobre o tema proposto. Não defendemos nenhuma religião em especial, mas, sim, a religiosidade e a evolução do homem pela espiritualidade. A página é de todos, naveguem a vontade. Paz, luz, amor e sabedoria.

Osmar Lima de Amorim


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terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

A ARTE DA ACEITAÇÃO

"'O homem pode abrandar ou aumentar a amargura das suas provas pela maneira que encara a vida terrestre...'
'... contentar-se com sua posição sem invejar a dos Outros, de atenuar a impressão moral dos reveses e das decepções que experimenta; ele haure nisso uma calma e uma resignação...'
(Capítulo 5, item 13.)

Aceitar nossa realidade tal qual é representa um ato benéfico em nossa vida. Aceitação traz paz e lucidez mental, o que nos permite visualizar o ponto principal da partida e realizar satisfatoriamente nossa transformação interior.

Só conseguimos modificar aquilo que admitimos e que vemos claramente em nós mesmos, isto é, se nos imaginarmos outra pessoa, vivendo em outro ambiente, não teremos um bom contato com o presente e, consequentemente, não depararemos com a realidade.

A propósito, muitos de nós fantasiamos o que poderíamos ser, não convivendo, porém, com nossa pessoa real. Desgastamos dessa forma uma enorme energia, por carregarmos constantemente uma série de máscaras como se fossem utilitários permanentes.

A atitude de aceitação é quase sempre característica dos adultos serenos, firmes e equilibrados, à qual se soma o estímulo que possuem de senso de justiça, pois enxergam a vida através do prisma da eternidade. Esses indivíduos retêm um considerável “coeficiente evolutivo”, do qual se deduz que já possuem um potencial de aceitação, porquanto aprenderam a respeitar os mecanismos da vida, acumulando pacificamente as experiências necessárias a seu amadurecimento e desenvolvimento espiritual.

Quando não enfrentamos os fatos existenciais com plena aceitação, criamos quase sempre uma estrutura mental de defesa. Somos levados a reagir com “atitudes de negação”, que são em verdade molas que abrandam os golpes contra nossa alma. São consideradas fenômeno psicológico de 'reação natural e instintiva' às dores, conflitos, mudanças, perdas e deserções e que, por algum tempo, nos alivia dos abalos da vida, até que possamos reunir mais forças, para enfrentá-los e aceitá-los verdadeiramente no futuro.

Não negamos por ser turrões ou teimosos, como pensam alguns; não estamos nem mesmo mentindo a nós próprios. Aliás, 'negar não é mentir', mas não se permitir “tomar consciência” da realidade.

Talvez esse mecanismo de defesa nos sirva durante algum tempo; depois passa a nos impedir o crescimento e a nos danificar profundamente os anseios de elevação e progresso.

Autoaceitação é aceitar o que somos e como somos. Não a confundamos como uma 'rendição conformada', e que nada mais importa. De fato, acontece que, ao aceitar-nos, inicia-se o fim da nossa rivalidade com nós mesmos. A partir disso, ficamos do lado da nossa realidade em vez de combatê-la.

Diz o texto: 'O homem pode abrandar ou aumentar a amargura das suas provas pela maneira que encara a vida terrestre'. Aceitação é bem uma maneira nova de 'encarar' as circunstâncias da vida, para que a 'força do progresso' encontre espaços e não mais limites na alma até então restrita, pois a 'vida terrestre' nada mais é do que o relacionar-se consigo mesmo e com os outros no contexto social em que se vive.

Aceitar-se é ouvir calmamente as sugestões do mundo, prestando atenção nos 'donos da verdade' e admitindo o modo de ser dos outros, mas permanecer respeitando a nós mesmos, sendo o que realmente somos e fazendo o que achamos adequado para nós próprios.

Em vista disso, concluímos que aceitação não é adaptar-se a um modo conformista e triste de como tudo vem acontecendo, nem suportar e permitir qualquer tipo de desrespeito ou abuso à nossa pessoa; antes, é ter a habilidade necessária para admitir realidades, avaliar acontecimentos e promover mudanças, solucionando assim os conflitos existenciais. E sempre caminhar com autonomia para poder atingir os objetivos pretendidos." 

Extraído do livro "Renovando Atitudes", de Francisco do Espírito Santo Neto, pelo espírito Hammed, site: www.ebookespirita.org., p. 70/71.
Imagem: Pinterest



terça-feira, 29 de abril de 2025

VÍCIOS E PAIXÕES (PARTE FINAL)

"(...). Os vícios, por sua vez, são os devastadores efeitos das paixões, que se enraízam em forma de hábitos de qualidade inferior, responsáveis pelos desastres morais e emocionais que trucidam as criaturas imprevidentes que se lhes vinculam sem qualquer esforço para a sua libertação.

Apresentam-se disfarçados ou desvelados, de forma que se impregnam em a natureza humana, transformando-se em verdadeiros verdugos portadores de inclemência e perversidade.

De início, asfixiam nas suas malhas estreitas e apertadas aqueles que se lhes concedem predominância no comportamento.

Aturdem, enfermam, enfraquecem, desarticulam a vontade e terminam por infelicitar sem qualquer compaixão o seu próprio mantenedor.

Depois, espraiam-se, contaminando outros desavisados que se deixam enganar com as suas falsas promessas de alegria e de bem-estar, de euforia e de poder, que logo se convertem em decepção e fuga para novos tentames em escala ascendente e volumosa até a consumpção da sua vítima.

Concomitantemente os viciados perturbam a ordem social, por desejarem impor-se ou para manterem as suas necessidades mórbidas, tornando-se sicários de outras vidas ou sendo por si mesmos vitimados.

Com essa imperfeição moral, que resulta da falta de esforço para libertar-se dos estágios primários pelos quais transitou, o Espírito que se deixa vencer pelos vícios permanece em atraso no curso da evolução, tornando-se elemento pernicioso para a sociedade, que passa a vê-lo como inimigo do progresso, credor de penas que se lhe devem impor, a fim de serem evitados danos aos demais membros, tanto quanto a si mesmo.

Os vícios são cruéis mecanismos emocionais a que o ser se adapta, permitindo-se-lhes a vigência e soberania nas paisagens das emoções.

Infelizmente, na sociedade contemporânea, muito esclarecida em torno das conquistas tecnológicas e científicas, as paixões perniciosas e os vícios destrutivos recebem muita consideração, quando os indivíduos são açodados para conseguirem os seus propósitos, às vezes ignóbeis, ou para saírem-se bem nas reuniões de negócios ou de recreios, apelando para os alcoólicos, tabaco, o sexo e outras drogas aditivas.

Longe está o homem de ser social, somente porque se permite o uso e o abuso dos vícios em voga em cada época, ou das paixões animalizantes que os fazem sobressair, conquistando o enganoso brilho da mídia também alucinada em algumas áreas da atual comunicação de massa...

O ser humano marcha para a saúde plena, e as paixões que nele remanescem devem ser encaminhadas para os ideais de crescimento interior e de realização externa, ampliando os horizontes de felicidade do planeta.

Da mesma forma, os vícios deverão ser transformados em hábitos saudáveis ou em peregrinas belezas que deles emergem, lucilando como estrelas no zimbório da noite escura. 

Cada época da sociedade sempre se tem caracterizado pelos seus vícios e virtudes, desgraças ou grandezas que foram vivenciados.

Inegável que antes da queda de todas as civilizações do passado, que começou no apogeu da sua glória e do seu poder, quando os valores morais cederam lugar aos vícios e os ideais de engrandecimento foram substituídos pelas paixões devoradoras, fizeram-se vítimas da insânia os seus governantes e o povo em geral.

As paixões, dessa forma, podem ser alavancas direcionadas para o desenvolvimento cultural, emocional, social e espiritual da Humanidade, assim como os vícios mórbidos e devastadores deverão ser convertidos em sentimentos de autocompaixão, de amor e de caridade para com todas as demais criaturas.

Assim agindo-se, a transição do planeta para melhor será feita com mais facilidade, porque os seus habitantes terão optado por conduta mais condizente com a harmonia que vige no Cosmo e a plenitude que lhe está destinada."

Texto extraído do livro "Lições para a Felicidade", de Divaldo Franco/Joanna de Ângelis, Livraria Espírita Alvorada Editora, Salvador/BA, 2003, p. 159/161.
Imagem: Pinterest

terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

PACIÊNCIA E RESILIÊNCIA

"A primeira dor que angustia o ser humano é a dor da expectativa frustrada, o que foi planejado não se cumpriu de acordo com o desejado, pois isso nos fere profundamente. O indivíduo traça um plano e subitamente as circunstâncias, a conjuntura, mudam tudo.

Outra dor que incomoda profundamente o ser humano é lidar com a incerteza da vida, da morte; lidar com a incerteza no relacionamento, na questão econômica também desagradam. Sem embargo, a vida é feita de incertezas, e muitas vezes sofremos com isso.

Para lidar com a dor da decepção e com a incerteza nós precisamos de paciência e resiliência.

Inicialmente, é importante distinguir preocupação de ocupação. O primeiro aspecto a ser destacado é quanto à preocupação, que não precisa necessariamente ser ruim, pois algumas são produtivas. Por exemplo, diante de um mal-estar é prudente consultar um médico. Por outro lado, devemos ter em mente que somente o desassossego não resolve problema.

A inquietação é um alarme que soa para nos lembrar de que precisamos agir, pois nada vai acontecer se estagnarmos apenas na preocupação. Porque é preciso se ocupar, converter preocupação em ação. Para exemplificar: diante da preocupação em perder o emprego, não basta se limitar à inquietação, mas se qualificar dentro da respectiva área de atuação visando à recolocação, caso venha a perder o emprego. Ter ações concretas é essencial.

O objetivo da preocupação é levar à ocupação. Ambas são importantes, mas uma não vive sem a outra. É necessário corrigir, refazer, aperfeiçoar, melhorar. Por conseguinte, devemos riscar o vocábulo 'culpa' do nosso dicionário e substitui-lo por 'responsabilidade'.

Para nos preparar diante das mudanças da vida dois aspectos são fundamentais: paciência e resiliência. Devemos aprender a lidar com os perigos, riscos e os impasses da vida. Para isso a resiliência, dado que a vida não vai mudar por nossa causa, ela flui do jeito que deve ser. Controlar a vida não é possível, mas colocar em prática ações para torná-la melhor deve ser a nossa meta.

Assim, resiliência para aprender a lidar com as adversidades, também paciência que toma assento quando se esgotam todas as possibilidades. Em função disso, a importância de planejar, preparar e agir.

Ao planejar eu devo considerar os riscos, o que precisa ser feito, quais são as dificuldades, em todas as áreas da minha vida. Todavia, o que vai de fato resolver é a ação que foi planejada e o quanto eu me preparei para fazer.

Dessa forma, planejar, preparar e agir são iniciativas que devem ser abraçadas após o momento da preocupação, com paciência e resiliência, convictos de que não controlamos todas as situações, porém somos totalmente capazes de administrar nossa preparação, nosso planejamento.

Nessa lógica, ainda uma vez, que O Sermão do Monte vem ensinar que Jesus veio à Terra não para dividir-nos, mas para nos guiar na condição de modelo do ser humano, um farol a nos apontar o caminho reto e seguro. O Messias veio mostrar que Deus está dentro de cada um de nós, olhando nossas vidas através dos nossos olhos, mas Ele jamais irá ferir o nosso livre-arbítrio, então é preciso ser manso e deixá-Lo agir."

Haroldo Dutra Dias, O Sermão do Monte, Intelítera Editora, São Paulo/SP, 2024, p. 43/45.
Imagem: Pinterest.