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Mostrando postagens com o rótulo mérito

AÇÃO DO BEM (PARTE FINAL)

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"(...). Agrada a Deus toda e qualquer ação meritória, porque faculta o inter-relacionamento útil entre as criaturas que, em estado de sociedade, se necessitam para progredir. Não fazer o mal é meritório, porque a sua prática é degradante e cruel. No entanto, há que se atuar de forma fecunda no contexto social, gerando simpatia e cordialidade, evitando que se degenerem os sentimentos humanos por falta de calor e de amizade, de compreensão e de ajuda. O progresso da Ciência e da Tecnologia que faculta o desenvolvimento da Humanidade e ameniza as agruras e desafios existenciais, está firmado nos propósitos dignificantes que estimulam os seus lutadores e missionários, a fim de que o bem, um dia que não está longe, domine na Terra." Extraído do livro "Lições para a Felicidade", de Divaldo Franco/Joanna de Ângelis, Espírito, Livraria Espírita Alvorada Editora, Salvador/BA, 2003, p. 104/105. Imagem: Pinterest  

TEXTO ZAZEN WASAN

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" Desde o princípio todos os seres são Budas. Como a água e o gelo, sem água não há gelo, Fora de nós não há Budas Quão próximos da verdade, todavia quão longe a buscamos. Como alguém dentro d'água gritando 'Tenho sede'. Como uma criança de rica linhagem vagueando neste terra como se fosse pobre, nós vagueamos eternamente e damos voltas aos seis mundos. A causa de nossa dor é a ilusão do ego. De um caminho sombrio a outro vagueamos nas trevas, Como podemos nos livrar da roda de samsara? A passagem para a liberdade é o Samadhi Zazen, além da exaltação, além de nossos louvores, o puro Mahayana. A observação dos preceitos, o arrependimento e o doar-se, as incontáveis boas ações e o caminho do reto viver surgem todos de Zazen. Assim, um verdadeiro Samadhi extingue os males; purifica o carma, dissolvendo as obstruções. Então, onde estão os caminhos sombriso que nos fazem extraviar? A Ter...

O CORAÇÃO NA MEDITAÇÃO (PARTE FINAL)

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"(...) Bom no Começo nasce da consciência de que nós e todos os seres sencientes temos como nossa essência mais profunda a natureza búdica, e do entendimento de que realizá-la é ficar livre da ignorância e acabar com o sofrimento. (...) Bom no Meio é a atitude da mente com que entramos no coração da prática, inspirada na realização da natureza da mente, de onde surge uma disposição para o desapego livre de toda e qualquer referência conceitual, e surge também a consciência de que todas as coisas são inerentemente 'vazias', ilusórias e semelhantes ao sonho.  Bom no Fim é o modo com que trazemos nossa meditação até o final, dedicando todo o mérito dela obtido e orando com real fervor: 'Possa qualquer mérito vindo desta prática conduzir à iluminação de todos os seres: possa tornar-se uma gota no oceano da atividade de todos os budas em seu incansável trabalho pela liberação de todos os seres'. Mérito é o poder positivo e benéfico, a paz e a felicidade que ir...

A IMPORTÂNCIA DE CONTROLAR OS SENTIDOS

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"A filosofia vedanta  ensina que, desde que reconheçamos a base essencial de tudo que vemos, desnecessário se torna qualquer outro sadhana  (disciplina). Se você tem um pote com um furo, jamais o encherá de água. Da mesma forma, se o pote de nossa mente tem alguns furos, na forma de desejos sensuais, todo trabalho que fizermos será inútil; nunca a plenificaremos com pensamentos sagrados. Somente quando já hão haja orifícios, suas tentativas serão eficazes e você poderá elevar-se ao Divino. Rancor, orgulho e outras paixões reduzem o homem ao nível de um lunático e algumas vezes o degradam ao nível da besta. Portanto, é necessário que devamos reconhecer vijnana , prajnana e sujnana⁶⁹ , que latentes no homem, o dirigem, por canal apropriado, para assim atingir o estado mais alto da felicidade suprema. A causa de todos os problemas, confusões e desordens é o fato de que perdemos o domínio sobre nossa sensualidade. Permitimos que tudo ocorra de maneira selvagem. Por deixar ...

KARMA INDIVIDUAL E KARMA COLETIVO (2ª PARTE)

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"(...) Já que afetamos uns aos outros, uma pessoa piedosa irá 'transferir' ou fazer um 'parivarta' de seus méritos em benefício de todos os seres. E isso virá do amor que tem a todos, e do seu desejo de ajudar a salvação da raça. 'Todo o bem que fazemos é absorvido no depósito uni­versal de méritos, que é nada menos do que o Dharma-kâya (Deus). Cada ato de amorosa bondade é concebido no Seio de Tathâgata (Seio do Senhor Universal) e ali é nutrido e amadurecido, vindo a ser trazido de novo a este mundo do Karma para dar seus frutos' (ib.). A dou­trina, aqui, é lindamente exposta, e com muita clareza, mas é preciso notar que o que ela diz sobre a região do Karma não estar no Mundo Social aplica-se ao bem moral e aos maus frutos, pois em outra parte ela diz que o Kar­ma também é Social, isto é, Coletivo. Pugnar pelo bem-estar da Humanidade é o nosso mais sagrado trabalho, e 'transferir' nossos méritos, tanto quanto possível, para a salvação dos...

RETA AÇÃO (2ª PARTE)

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"(...) Qual deve ser a natureza do mérito da ação, as qualidades que devem marcar o seu mérito? Os termos em que a resposta a esta pergunta pode ser dada parecem diferentes, segundo o ponto de vista. Listarei algumas qualidades nas quais geralmente não se pensa com relação à ação potente e eficaz, e depois acrescentarei algumas outras. Primeiramente, deve haver inocência - a ausência de qualquer motivo, intenção, desejo ou pensamento de ferir ou lançar a mais leve sombra sobre a felicidade de outra pessoa, muito menos coisas grosseiras tais como má vontade e malícia. Segundo, deve haver gentileza , tornando a ação tão útil quanto possível à pessoa que é objeto da ação; mesmo que seja uma operação cirúrgica deve-se evitar toda dor desnecessária. Deve haver um temperamento que seja uma perfeita adaptação à necessidade da pessoa a ser auxiliada.  Terceiro, lisura , de modo que na adaptação não haja a mancha do engano ou da fraqueza. Quarto, inteligência e discri...

LÓGICA DA REENCARNAÇÃO (PARTE FINAL)

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"(...) Não atribuamos a Deus mistérios onde há apenas absurdos teológicos e onde pode haver explicação lógica dentro do bom senso, da observação e, às vezes da experiência. Atribuamos a Deus a imperscrutabilidade, mas não lhe confiramos desígnios caprichosos ou cruéis, sob pretexto de que 'Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir os sábios.' (S. Paulo, I Coríntios, 27). Não é a Deus que lançamos a réplica e sim aos teólogos... Gozo eterno para uma criança que morre logo após ao nascer?! Castigo eterno por maiores que tenham sido os pecados de um homem? Recompensa e castigo estarão em proporção com os méritos ou as faltas?! Não é mais natural, mais lógico, admitir que o homem grosseiro deve evoluir paulatinamente, até apresentar a delicadeza e a elevação do homem adiantado, ou melhor, biblicamente: 'Até ser perfeito como o Pai é perfeito', ou 'Até atingir à estatura completa do Cristo'? A quantos será possível isto numa só vi...

HÁBITOS DESTRUTIVOS (2ª PARTE)

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"(...) Para que lutamos? Por que o estresse surge das profundezas do nosso ser? A luta do nosso passado animal ainda estará ativa no cérebro? Por que as pessoas que desfrutam das benesses da vida sentem-se pobres? As crianças são preparadas para assumir posições cada vez melhores, adquirir mais habilidades, realizar sempre mais. Além disso, existe a luta para ser amado. Quanto mais as pessoas anseiam por amor, admiração e reconhecimento, mais estressadas se tornam. Desejando e exigindo – em vez de estarem elas mesmas amando e sendo úteis -, passam suas vidas lutando. A luta é um hábito psicológico destrutivo para provar o próprio mérito, para parecer esperto, obter vantagens, progredir rapidamente e assim por diante. Mas por que devemos parecer espertos? Por que devemos parecer alguma coisa? Por que todo esse esforço? Será possível agir e viver, fazer o que vale a pena, o que é útil e bom, sem precisar psicologicamente lutar para isso? Como lutar é um hábito do...

BUDDHA - A TERCEIRA VIGÍLIA

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"(...) Estando a terra silenciosa, as legiões infernais fugiram, Um ar macio soprando da lua que se punha, Nosso Senhor atingiu Samma-sambuddh (a perfeita iluminação), Ele viu, através da luz que brilha. Além do nosso horizonte mortal, A linha de todas as suas vidas em todos os mundos,  Recuada e mais recuada e mais recuada ainda. Quinhentas e cinquenta vidas. Tal como alguém, Descansando no topo da montanha, Observa a senda por ele seguida, a profundidade dos precipícios e penhascos Através de pântanos de um verde enganador, Descendo até os vales onde trabalhou à exaustão; Sobre picos atordoantes Onde seus pés quase escorregaram; Além da relva iluminada pela luz do sol, A catarata, a caverna e a lagoa, De volta àqueles baixios sombrios de onde saiu Para alcançar o céu - assim Buddha contemplou Os passos ascendentes da vida, há muito unidos, Desde os níveis inferiores, onde a respiração é pesada, Até as inclinações superiores e além, Sob...

CEGUEIRA

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“Disse a flor: - Como são tolos os homens! A mim fazem versos e cantam louvores. Mas, sem teu mergulho no fundo escuro do humo, existiria eu, para recolher orvalho, para inspirar amantes, enfeitar a meditação dos místicos e oferecer nutrição às abelhas?! Desculpa, irmã raiz. Mas não sou culpada. É a cegueira dos homens que me faz usurpar teus méritos.” (Hermógenes – Mergulho na paz – p. 134)