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quinta-feira, 20 de agosto de 2026

BENFEITORES E BÊNÇÃOS

"Confiemos nos benfeitores e nas bênçãos que nos enriquecem os dias, sem no entanto, esquecer as próprias obrigações, no aproveitamento do amparo que nos ofertam. 

Pais abnegados da Terra, que nos propiciam o ensejo da reencarnação, por muito se façam servidores de nossa felicidade, não nos retiram da experiência de que somos carecedores. 

Mestres que nos arrancam às sombras da ignorância, por muito carinho nos dediquem, não nos isentam do aprendizado. 

Amigos que nos reconfortam na travessia dos momentos amargos, por mais nos estimem, não nos carregam a luta íntima. 

Cientistas que nos refazem as forças, nos dias de enfermidade, por mais que nos amem, não usam por nós a medicação que as circunstâncias nos aconselham. 

Instrutores da alma que nos orientam a viagem de elevação, por muito nos protejam, não nos suprimem o suor da subida moral. 

Ninguém vive sem a cooperação dos outros. 

Encontramo-nos, porém, à frente do amor de que todos somos necessitados, assim como o vegetal, diante do apoio da Natureza. A planta não se cria sem ar, não medra sem sol, não dispensa o auxílio da terra e não prospera sem água, mas deve produzir por si mesma. 

Assim também, no reino do espírito. 

Todos temos problemas reclamando o concurso alheio, mas ninguém pode forjar a solução do esforço para o bem que depende exclusivamente de nós."

Extraído do livro "Estude e Viva", de Francisco Cândido Xavier, pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz, item 4.
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terça-feira, 18 de agosto de 2026

AUXÍLIO MORAL

"Em muitas circunstâncias, afligimo-nos ante a impossibilidade de alterar o pensamento ou o rumo das pessoas queridas. 

Como auxiliar um filho que se distancia de nós, através de atitudes que consideramos indesejáveis, ou amparar um amigo que persiste em caminho que não nos parece o melhor? 

Às vezes, a criatura em causa é alguém que nos mereceu longo tempo de convivência e carinho; noutros lances da vida, é pessoa que se nos erigia na estrada em baliza de luz. 

Tudo o que era harmonia passa ao domínio das contradições aparentes, e tudo aquilo que se nos figurava tarefa triunfante, nos oferece a impressão de trabalho deteriorado voltando à estaca zero. 

Chegados a esse ponto de indagação e estranheza é imperioso compreender que todos os temos na edificação espiritual uns dos outros uma parte limitada de serviço e concurso, depois da qual vem a parte de Deus. 

O lavrador promove condições favoráveis ao plantio da lavoura, mas não consegue colocar o embrião na semente; protege a árvore, mas não lhe inventa a seiva. 

Assim ocorre igualmente conosco, nas linhas da existência. 

Cada qual de nós pode ofertar a outrem apenas a colaboração de que é capaz. 

Além dela, surge a zona íntima de cada um, na qual opera a Divina Providência, através de processos inesperados e, muitas vezes, francamente inacessíveis ao nosso estreito entendimento. 

Diante, pois, dos seres diletos que se nos complicam na estrada, o melhor e mais eficiente auxílio moral com que possamos socorrê-los, será sempre o ato de entender-lhes a bênção da oração silenciosa, para que aceitem, onde se colocaram, o Amparo Divino que nunca falha. 

Sejam quais sejam os problemas que nos forem apresentados pelos entes queridos, guardemos a própria serenidade e cumpramos para com eles a parte de serviço e devotamento que lhes devemos, depois da qual é forçoso nos decidamos a entregá-los à oficina da vida, em cujas engrenagens e experiências recolherão, tanto quanto nós todos temos recebido, a parte oculta do Amor e da assistência de Deus."

Extraído do livro "Alma e Coração", de Francisco Cândido Xavier, Ditado pelo Espírito Emmanuel, p. 12.
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quinta-feira, 23 de julho de 2026

EXCESSO DE VOCÊ

"Cap. XIII – Item 10
 
Amigo, Espiritismo é caridade em movimento. 

Não converta o próprio lar em museu. 

Utensílio inútil em casa será utilidade na casa alheia. 

O desapego começa das pequeninas coisas, e o objeto conservado, sem aplicação no recesso da moradia, explora os sentimentos do morador. 

A verdadeira morte começa na estagnação. 

Quem faz circular os empréstimos de Deus, renova o próprio caminho. 

Transfigure os apetrechos, que lhes sejam inúteis, em forças vivas do bem. 

Retirem da despensa os gêneros alimentícios, que descansam esquecidos, para a distribuição fraterna aos companheiros de estômago atormentado. 

Reviste o guarda-roupa, libertando os cabides das vestes que você não usa, conduzindo-as aos viajores desnudos da estrada. 

Estenda os pares de sapatos, que lhes sobram, aos pés descalços que transitam em derredor. 

Elimine do mobiliário as peças excedentes, aumentando a alegria das habitações menos felizes. 

Revolva os guardados em gavetas ou porões, dando aplicação aos objetos parados de seu uso pessoal. 

Transforme em patrimônio alheio os livros empoeirados que você não consulta, endereçando-os ao leitor sem recursos. 

Examine a bolsa, dando um pouco mais que os simples compromissos da fraternidade, mostrando gratidão pelos acréscimos da Divina Misericórdia que você recebe. 

Ofereça ao irmão comum alguma relíquia ou lembrança afetiva de parentes e amigos, ora na Pátria Espiritual, enviando aos que partiram maior contentamento com tal gesto. 

Renovemos a vida constantemente, cada ano, cada mês, cada dia... 

Previna-se hoje contra o remorso de amanhã. 

O excesso de nossa vida cria a necessidade do semelhante. 

Ajude a casa de assistência coletiva. 

Divulgue o livro nobre. 

Medique os enfermos. 

Aplaque a fome alheia. 

Enxugue lágrimas. 

Socorra feridas. 

Quando buscamos a intimidade do Senhor, os valores mumificados em nossas mãos ressurgem nas mãos dos outros, em exaltação de amor e luz para todas as criaturas de Deus."  (André Luiz)

Texto extraído do livro "O Espírito da Verdade - Estudos e dissertações em torno da obra 'O Evangelho Segundo o Espiritismo', de Allan Kardec", de Francisco Cândido Xavier/Waldo Vieira, por vários Espíritos, FEB, Brasília/DF, item 2, p. 11/12.
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quinta-feira, 16 de julho de 2026

PALAVRAS

"'Da mesma boca procede bênção e maldição.' - (TIAGO, 3:10.) 

Nunca te arrependerás: 

De haver ouvido cem frases, pronunciando simplesmente uma ou outra pequena observação. 

De evitar o comentário alusivo ao mal, qualquer que seja. 

De calar a explosão de cólera. 

De preferir o silêncio nos instantes de irritação. 

De renunciar aos palpites levianos nas menores controvérsias. 

De não opinar em problemas que te não dizem respeito. 

De esquivar-te a promessas que não poderias cumprir. 

De meditar muitas horas sem abrir os lábios. 

De apenas sorrir sempre que visitado pela desilusão ou pela amargura. 

De fugir a reclamações de qualquer natureza. 

De estimular o bem sob todos os prismas. 

De pronunciar palavras de perdão e bondade. 

De explanar sobre o otimismo, a fé e a esperança. 

De exaltar a confiança no Céu. 

De ensinar o que seja útil, verdadeiro e santificante. 

De prestar informações que ajudem aos outros. 

De exprimir bons pensamentos. 

De formular apelos à fraternidade e à concórdia. 

De demonstrar benevolência e compreensão. 

De fortalecer o trabalho e a educação, a justiça e o dever, a paz e o bem, ainda mesmo com sacrifício do próprio coração. 

Examina o sentido, o modo e a direção de tuas palavras, antes de pronunciá-las. 

Da mesma boca procede bênção ou maldição para o caminho."

Texto extraído do livro "Vinhas de Luz", de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel, item 179,  FEB/RJ, p. 185.  
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terça-feira, 23 de junho de 2026

INIMIGOS OCULTOS

"Mencionamos, com muita frequência, que os inimigos exteriores são os piores expoentes de perturbação que operam em nosso prejuízo. Urge, porém, olhar para dentro de nós, de modo a descobrir que os adversários mais difíceis são aqueles de que não nos podemos afastar facilmente, por se nos alojarem no cerne da própria alma. 

Dentre eles, os mais implacáveis são:

- o egoísmo, que nos tolhe a visão espiritual, impedindo vejamos as necessidades daqueles que mais amamos; 
- o orgulho, que não nos permite acolher a luz do entendimento, arrojando-nos a permanente desequilíbrio; 
- a vaidade, que nos sugere a superestimação do próprio valor, induzindo-nos a desprezar o merecimento dos outros;
- o desânimo, que nos impele aos precipícios da inércia;
- a intemperança mental, que nos situa na indisciplina;
- o medo de sofrer, que nos subtrai as melhores oportunidades de progresso, e tantos outros agentes nocivos que se nos instalam no Espírito, corroendo-nos a energias e depredando-nos a estabilidade mental. 

Para a transformação dos adversários exteriores contamos, geralmente, com o amparo de amigos que nos ajudam a revisar relações, colaborando conosco na constituição de novos caminhos; entretanto, para extirpar os que moram em nós, vale tão-somente o auxílio de DEUS, com o laborioso esforço de nós mesmos. 

Reportando-nos aos inimigos externos, advertiu-nos JESUS que é preciso perdoar as ofensas setenta vezes sete vezes, e decerto que para nos descartarmos dos inimigos internos – todos eles nascidos na trevas da ignorância – prometeu-nos o Senhor: 'conhecereis a verdade e a verdade vos fará livres', o que equivale dizer que só estaremos a salvo de nossas calamidades interiores, através de árduo trabalho na oficina da educação."

Extraído do livro "Alma e Coração", de Francisco Cândido Xavier, Ditado pelo Espírito Emmanuel, p. 7.
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quinta-feira, 18 de junho de 2026

NA EXECUÇÃO DA DIVINA LEI

"Amemos a Deus sobre todas as coisas, procurando-lhe o Reino do Amor, em cuja edificação devemos contribuir. 

Auxiliemos ao próximo, tanto quanto desejamos ser auxiliados. 

Cumpramos, de boa vontade os deveres de cada dia. 

Honremos os familiares amparando-os, quanto nos seja possível. 

Procuremos não prejudicar a ninguém. 

Trabalhemos com alegria servindo a todos, em favor de nós mesmos. 

Desculpemos as faltas alheias, compreendendo quanto temos errado por nossa vez. 

Não cobicemos dos outros senão as virtudes e as qualidades respeitáveis que nos compete imitar na experiência comum. 

Busquemos não realizar despesas além das nossas possibilidades, ainda mesmo que essa medida nos custe sacrifícios ingentes. 

Conservemos a saúde, através de hábitos dignos, espalhando, em torno de nós, a alegria e a fé, o otimismo e a confiança. 

Não nos cansemos de aprender, entendendo que o progresso da alma é infinito, no espaço e no tempo. 

Vivamos cada dia as bênçãos do serviço e do estudo, da prática do bem e do concurso fraterno, com paciência e compreensão, à frente de todas as situações, de todas as pessoas e de todas as coisas, na certeza de que poderemos ser convidados à prestação de contas da própria vida, a qualquer momento, e assim estaremos habilitados a viver diante do Senhor e diante das criaturas, cumprindo fielmente a Divina Lei."

Extraído do livro "Assim Vencerás", de Francisco Cândido Xavier, Ditado pelo Espírito Emmanuel, p. 14.
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