OBJETIVOS DO BLOGUE

Olá, bem-vindo ao blog "Chaves para a Sabedoria". A página objetiva compartilhar mensagens que venham a auxiliar o ser humano na sua caminhada espiritual. Os escritos contém informações que visam fornecer elementos para expandir o conhecimento individual, mostrando a visão de mestres e sábios, cada um com a sua verdade e experiência. Salientando que a busca pela verdade é feita mediante experiências próprias, servindo as publicações para reflexões e como norte e inspiração na busca da Bem-aventurança. O blog será atualizado diariamente com postagens de textos extraídos de obras sobre o tema proposto. Não defendemos nenhuma religião em especial, mas, sim, a religiosidade e a evolução do homem pela espiritualidade. A página é de todos, naveguem a vontade. Paz, luz, amor e sabedoria.

Osmar Lima de Amorim


quinta-feira, 22 de agosto de 2019

EGOÍSMO

"É nosso ego ofendido, ferido, ressentido que nos faz curtir dias, semanas, meses e anos, a vida inteira, neuroticamente padecendo, remoendo, carregando cargas tóxicas de pensamentos e desejos de vingança, que nos envenenam e nos tornam incapazes para viver em paz, alegres, sadios e felizes.

É nosso ego frustrado que nos acorrenta às costas imensas cargas de amarguras e ódio...

Não são bem as outras pessoas ou as circunstâncias que nos machucam e esmagam, mas nós mesmos, isto é, nosso ego ressentido.

Nosso inimigo maior é nosso ego.

Que Tua Luz vença as trevas que me acorrentam ao eu."

(Hermógenes - Deus investe em você - Ed. Record, Rio de Janeiro, 1995 - p. 50)


terça-feira, 20 de agosto de 2019

EM BUSCA DO INCOGNOSCÍVEL

"Você quer que eu lhe diga o que é realidade. Será possível pôr em palavras o indescritível? Você consegue medir algo imensurável? Consegue agarrar o vento com sua mão? Se consegue, aquilo é o vento? Se você mede o que é incomensurável, aquilo é real? Se você formula alguma coisa, ela é real? Certamento, não, pois no momento em que se descreve algo indescritível, ele deixa de ser real. No momento em que se transforma o incognoscível em conhecido, ele deixa de ser daquela maneira. No entanto, é nessa busca que permanecemos. O tempo todo queremos saber, porque somente dessa maneira acreditamos ser capazes de continuar, imaginar, captar a felicidade e a permanência fundamentais. Queremos saber por que não estamos felizes, por que nos esforçamos miseravelmente, por que estamos desgastados, degradados. Mas, em vez de entendermos o simples fato - o fato de que estamos degradados, entorpecidos, esgotados, perturbados -, queremos nos afastar do que é conhecido e ir atrás do desconhecido, que também se tornará conhecido e, portanto, nunca permitirá que encontremos o real."

(Krishnamurti - O Livro da Vida - Ed. Planeta do Brasil Ltda., São Paulo, 2016 - p. 256)


quinta-feira, 15 de agosto de 2019

A PAZ DINÂMICA (PARTE FINAL)

"(...) Podemos perceber o poder do pensamento e a necessidade de paz interior. Mas como essa paz pode acontecer em nós? Pode ser após muita busca espiritual, mas pode também ser num segundo. O primeiro passo é perceber objetivamente nossos conflitos; então, eles podem desaparecer. Krishnamurti disse: 'Onde há divisão deve haver conflito. É a lei!' Divisão aqui significa divisão psicológica: separar-se como indivíduo ou grupo de outros indivíduos e grupos. Para não haver conflito não deve haver divisão isolando nossos corações. 

Isso não exclui a diversidade. Somos todos diferentes física e psiquicamente, mas espiritualmente estamos unidos. Não podemos nos separar de ninguém internamente. 'Não imagine que você pode se separar do homem mau ou do tolo. Eles são você mesmo.'

O que acontece nas relações quando há conflito? Se nosso relacionamento com os outros for superficial, se depender de conforto físico, prazer emocional e concordância mental, se estiver centrado em nós e na convicção de que somos diferentes dos outros - talvez melhores ou mais interessantes -, o conflito é possível a qualquer momento. Mas se o relacionamento ocorre num nível profundo, onde 'o espírito salta para o espírito através do véu da carne', então ficamos mais próximos das pessoas, vemos suas fraquezas como se fossem nossas e sentimos compaixão e compreensão, mesmo que nem sempre concordemos com elas.

A verdadeira paz interior surge quando cessa o conflito interno. Mas essa não é uma paz passiva; é também força, tanto quanto amor e alegria. Tudo isso se irradia da nossa mente, dos sentimento e até do corpo, tornando possível a cooperação e o trabalho construtivo e criativo com os outros.

Essa paz que transmite compreensão pode iluminar nossas vidas e, uma vez que todos compartilhamos da mesma vida e somos a mesma vida, pode espalhar-se e plantar as sementes da paz externa - a ausência de guerra e de violência. 

A Primeira Nobre Verdade proclamada por Buda fala da dor e do sofrimento. Não será a violência a própria dor? Não acarretará ela sofrimento? A Segunda Nobre Verdade fala da causa da dor. Não estará a causa da violência em nosso coração? O mesmo se dá com o fim da dor - a Terceira Nobre Verdade -, que está na transformação em nossos corações, em nossa vida diária. Então o Nobre Caminho Óctuplo - a Quarta Nobre Verdade - se abrirá diante de nós, pois teremos dado o primeiro passo, a correta percepção das coisas, inclusive a causa interna da miséria humana e o conhecimento de que a paz começa na nossa mente, mais próxima da mente dos outros do que imaginamos.

Como podemos compreender isso? Como podemos nos aproximar dos outros - quer sejam humanos, animais, a natureza ou o Divino? Virando as costas à autopreocupação, ao autointeresse, à autoimportância. Então, em nossos corações haverá espaço para os outros. Isso produzirá a verdadeira paz em nós e no mundo."

(Mary Anderson - A paz dinâmica - Revista Sophia, Ano 9, nº 33 - p. 15)


terça-feira, 13 de agosto de 2019

A PAZ DINÂMICA (1ª PARTE)

"O século 20 caracterizou-se por guerras cruéis, mais do que qualquer outro período da história. As pessoas anseiam pela paz. Mas o que querem dizer com paz?

Podemos pensar na paz como ausência de guerra. Mas será apenas isso? O conflito pode existir separadamente da guerra. Nos chamados 'tempos de paz' também existem conflito e violência nas ruas, nos lares, nas escolas, nos escritórios. Existem crime e perseguições, depressão e outros problemas que levam até mesmo ao suicídio.

Portanto, as pessoas anseiam por não apenas estar livres de guerras, mas de violência sob qualquer forma. E acima de tudo anseiam pela paz interior, sem conflitos internos.

Frequentemente há conflito em nós, sob muitas formas. Às vezes estamos em guerra contra nós mesmos. Pode ser uma luta entre nossos desejos e deveres, ou entre desejos conflitantes ou deveres conflitantes; ou contradição entre a realidade e nossa imagem das coisas.

Krishnamurti indagou: 'O que ocorre quando se presta total atenção àquilo que chamamos de violência? Quando se está prestando total atenção existe cuidado, e não se consegue cuidar se não há amor. E quando na atenção existe amor, será que haverá violência?'

Atenção significa ver as coisas como são, sem justificá-las ou rejeitá-las. Mas se rejeitamos a violência, o conflito continua; ele segue 'pelo subsolo' e algum dia pode entrar em erupção como um vulcão.

Portanto, o conflito interno é um problema. Mas por outro lado, pode levar a uma ação necessária e promover a solidariedade. Somos impelidos à atividade como medida defensiva ou nos aproximamos de outros em oposição a um inimigo comum'. A atividade e a solidariedade em situações de conflito podem ser necessárias e úteis. 

A paz que desejamos é a ausência de conflito. Mas poderá ser algo positivo, envolvendo harmonia, amor e criatividade? A paz não é apenas um estado externo, mas também interno, e não apenas passiva, mas dinâmica. Ela depende de condições internas. O espírito está em paz e é livre em quaisquer que sejam as circunstâncias externas: 'Muralhas de pedra não fazem uma prisão, barras de ferro também não.' (...)"

(Mary Anderson - A paz dinâmica - Revista Sophia, Ano 9, nº 33 - p. 14/15)


quinta-feira, 8 de agosto de 2019

EM SINTONIA COM A FONTE DO SUCESSO

"Pouquíssimas pessoas percebem que a lei divina governa todas as ações e determina os efeitos dessa ação. Assim, o destino de cada um não é regido pela sorte, mas pelas causas que o próprio indivíduo colocou em movimento. Por meio da percepção espiritual, cada circunstância da vida de uma pessoa pode ser cientificamente rastreada até sua causa ou um padrão específico de causas. Mas como a pessoa comum não percebe a lei de ação e reação que governa a sua vida, ela acredita que o que lhe ocorre é em grande parte uma questão de coincidência e destino. É comum as pessoas dizerem 'tive sorte' ou 'foi meu infortúnio'. Não há sorte que não tenha sido criada antes, nesta ou em outra encarnação, e não há destino infeliz, exceto o que já tenha sido 'predestinado' por nossos próprios atos no presente ou num passado distante - às vezes até muitas vidas antes de adentrarmos os portais da vida atual. Essas causas autocriadas são o motivo de algumas pessoas nascerem pobres e outras ricas; algumas doentes e outras saudáveis, e assim por diante. Do contrário, onde estaria a justiça de Deus se Ele criasse todos iguais - mas depois destinasse alguns a viver em circunstâncias favoráveis e outros a suportar condições desfavoráveis?

A lei de causa e efeito que governa nossa vida é o que chamamos de karma. Karma significa ação; e também os frutos e efeitos de nossas ações. São esses efeitos, bons ou maus, que tornam as mudanças tão difíceis para algumas pessoas - mudanças pessoais ou das circunstâncias. Não há outra forma de explicar as desigualdades entre os seres humanos que não negue a justiça de Deus. E sem justiça eu diria que não vale a pena viver.

Então, se sucessos ou fracassos são mais ou menos determinados por você mesmo no passado, não haveria remédio para alterar as condições atuais? Sim, há. Você é dotado de razão e vontade. Não há dificuldade que não possa ser resolvida, desde que você acredite que tem mais poder do que dificuldades e que use esse poder para pulverizar os seus impedimentos. Faça o esforço científico necessário para ter êxito."

(Paramahansa Yogananda - Jornada para a Autorrealização - Self-Realization Fellowship, 2014 - p. 65/66)
http://www.omnisciencia.com.br/jornada-para-a-autorrealizacao/p


terça-feira, 6 de agosto de 2019

OFEREÇA SEUS DONS ESPECIAIS A DEUS

"(18:46) Atinge a perfeição o homem que oferece seus dons especiais Áquele que permeia todo (o universo) e por meio do qual todos os seres se manifestam.

Qualquer que seja o dom especial de uma pessoa, ela evoluirá mais se ofertar espiritualmente esse dom a Deus. Este, de seu lado, aprimorará o dom e ajudará a pessoa a sair-se bem em tudo o que faça. Também a ajudará, pois que a vê ansiar pela verdade, a avançar na direção da liberdade interior. 

Vemos aqui, recapitulado, o conselho de Krishna a Arjuna para agir e não tentar chegar a Deus renunciando a toda atividade. A única restrição a esse ensinamento é: 'Se um dever conflitar com outro, de tipo superior, deixará de ser um dever.' Em outras palavras, havendo diversas coisas que ele faça bem, o homem se concentrará naquela que lhe expanda os bons sentimentos e lhe exalte a consciência. 

Muitos comentadores afirmaram que Krishna, nessa passagem, recomenda seguir a vocação tradicional na família. Estão enganados. Numa sociedade estável (não em transição como a nossa no mundo inteiro), esse conselho talvez pudesse ser aceito de um modo geral (embora não se saiba, então, como alguém que o seguisse iria se tornar um sannyasi!). Entretanto, numa época em que a própria sociedade não pára de modificar-se, tal conselho seria ruinoso! Em verdade, neste mundo, cada qual é cada qual. Aparece em sua família como um convidado. Sendo transitório, nada que está fora poderá definir quem ou o que ele é. Todo homem deve seguir sua própria estrela. Quanto mais subir rumo à liberdade interior, mais imperativo se tornará para ele esse conselho."

(A Essência do Bhagavad Gita - Explicado por Paramhansa Yogananda - Evocado por seu discípulo Swami Kriyananda - Ed. Pensamento, São Paulo, 2006 - p. 494/495)
www.pensamento-cultrix.com.br



quinta-feira, 1 de agosto de 2019

SOFRIMENTO CONSCIENTE E SOFRIMENTO INCONSCIENTE

"Sofrimento é luto, incerteza, a sensação de absoluta solidão. Há o sofrimento da morte, de não ser capaz de se realizar, de não ser reconhecido, de amar e não ser correspondido. Há inúmeras formas de sofrimento e, sem entendê-lo, não haverá fim para o conflito, para a infelicidade, para o esforço diário da corrupção e da deterioração. 

Há o sofrimento consciente, e há também o inconsciente, o sofrimento que parece não ter base, não ter causa imediata. A maioria de nós conhece o sofrimento consciente - e sabemos lidar com ele. Ou fugimos dele mediante a crença religiosa ou o racionalizamos; ou tomamos algum tipo de droga, intelectual ou física; ou distraímos nossa atenção com palavras, diversões, entretenimento superficial. Fazemos tudo isso, e ainda assim não conseguimos nos livrar do sofrimento consciente. 

O sofrimento inconsciente, nós herdamos ao longo dos séculos. O homem sempre buscou superar essa coisa extraordinária chamada sofrimento, luto, infelicidade. Mas mesmo quando está superficialmente feliz e tem tudo o que quer, no fundo do insconsciente ainda existem as raízes do sofrimento. Portanto, quando falamos sobre o fim do sofrimento, nos referimos ao fim de todo ele, consciente e inconsciente.

Para pôr fim ao sofrimento devemos ter uma mente muito clara, muito simples. A simplicidade não é uma mera ideia. Ser simples exige muita inteligência e sensibilidade."

(Krishnamurti - O Livro da Vida - Ed. Planeta do Brasil, São Paulo, 2016 - p. 225)