OBJETIVOS DO BLOGUE

Olá, bem-vindo ao blog "Chaves para a Sabedoria". A página objetiva compartilhar mensagens que venham a auxiliar o ser humano na sua caminhada espiritual. Os escritos contém informações que visam fornecer elementos para expandir o conhecimento individual, mostrando a visão de mestres e sábios, cada um com a sua verdade e experiência. Salientando que a busca pela verdade é feita mediante experiências próprias, servindo as publicações para reflexões e como norte e inspiração na busca da Bem-aventurança. O blog será atualizado com postagens de textos extraídos de obras sobre o tema proposto. Não defendemos nenhuma religião em especial, mas, sim, a religiosidade e a evolução do homem pela espiritualidade. A página é de todos, naveguem a vontade. Paz, luz, amor e sabedoria.

Osmar Lima de Amorim


quinta-feira, 11 de abril de 2024

OS FUNDAMENTOS DA CRENÇA

"A crença é o estado ou hábito mental em que se coloca crédito, confiança, numa pessoa, coisa ou doutrina; tais como as verdades da religião, por exemplo. A crença é a convicção ou sentimento da verdade ou realidade daquilo em que se acredita. 

Os elementos da crença são assentimento, crédito, certeza, confiabilidade, persuasão, convicção, fé. 

Crença, fé, persuasão e convicção estão presentes sozinhas ou combinadas na ideia de assentimento. A crença e a fé diferem principalmente no fato de que a crença, via de regra, sugere pouco mais do que o assentimento intelectual, enquanto a fé indica confiança total - como numa pessoa cuja persuasão ou crença já tenha amadurecido em fé plena.

Uma persuasão é uma opinião confiante, uma ideia da qual a pessoa se convenceu, como: 'Estou persuadido de que fulano é desonesto'. Isto indica que essa certeza é induzida pelos sentimentos ou desejos da pessoa, e não por argumento ou evidência. 

A convicção significa uma crença fixa e estabelecida, como em: 'A persuasão dele transformou-se em sentimento de certeza'.

O crédito confere substância à crença; algo precisa ser considerado crível para ser tido como verdadeiro.

A crença também, depende da confiabilidade, que é confiar no que se acredita a partir de evidências que o sustentem. 

Implícitos na crença estão os elementos da imaginação e da vontade. Sem vontade não se pode acreditar. E já que a crença é a espera incerta da esperança de se obter um resultado, ela também envolve a imaginação. João imagina que terá êxito no comércio de juta. Portanto, diz-se que ele acredita em seus negócios. Os elementos de imaginação e vontade na crença a tornam uma força poderosa para o bem ou para o mal."

Paramahansa Yogananda, Jornada para a Autorrealização, Self-Realization Fellowship, p. 306/307.
Imagem: Pinterest.


  

terça-feira, 9 de abril de 2024

A FÉ COMEÇA COM A CRENÇA CONSTRUTIVA

"Crença é fé são frequentemente utilizados como sinônimos e por isso seu uso nem sempre é correto. A fé é algo muito maior do que a mera crença, como será mostrado. Tanto na crença quanto na dúvida existe um elemento destrutivo. Quando aplicada construtivamente, a adesão às crenças válidas leva à realização. As verdades numerais não podem ser entendidas pela mente sensorial. Os fenômenos podem ser interpretados pelo intelecto a partir da experiência sensorial, mas não a substância, ou número, subjacente a eles; isto requer iluminação interior. Sendo assim, o instrutor com realização espiritual diz ao discípulo ainda não desenvolvido: 'Até que você seja capaz de entender, acredite em mim e me siga'. Isso não significa aceitar tudo cegamente. A crença construtiva inclui a razão. Sentimento e razão confirmam que existe certa verdade por trás de toda crença válida. Se a pessoa conseguir ganhar acesso à inteligência discernidora que é inerente a ela própria, pode chegar a essa verdade - à compreensão interna da verdade que se atinge apenas por meio do desenvolvimento espiritual dos poderes de percepção intuitiva da alma. Até então, pode haver contradição entre o raciocínio do devoto e a realização do mestre. Por isto os verdadeiros mestres precisam pedir aos discípulos que acreditem e aceitem determinados conceitos com base na sua autoridade, sabendo que com o tempo os discípulos poderão ter a realização dessas verdades por si mesmos. Tal é o princípio de qualquer investigação. 

Se um professor de matemática lhe explicar Cálculo, mas você fechar a mente e disser que não acredita, porque naquele momento não compreende, então ele não pode ensiná-lo. Primeiro você tem que pegar lápis e papel e seguir as instruções do professor. Só se você não obtiver os resultados prometidos é que pode duvidar. Mas cuidado antes de julgar; tenha certeza de que não cometeu nenhum erro na solução do problema. Como se pode ver, é preciso começar acreditando." ... (continua). 

Paramahansa Yogananda, Jornada Para a Autorrealização, Self-Realization Fellowship, p. 305/306.
Imagem: Pinterest.

quinta-feira, 4 de abril de 2024

A DÚVIDA CONSTRUTIVA NOS MOVE EM DIREÇÃO À VERDADE

"A dúvida é uma energia dinâmica que deve ser adequadamente canalizada para nos levar a ações progressivas. Se com a dúvida construtiva destruirmos algumas de nossas mais estimadas teorias, até isso é melhor do que seguir os outros de modo cego e estúpido - 'o cego guiando cego'. A dúvida construtiva sobre assuntos divinos nos conduz à verdade muito mais rapidamente do que a crença dogmática. Esta última faz com que nos falte a clareza mental necessária para perceber corretamente a verdade que já nos foi dada por Deus. O dogmatismo confunde nossa habilidade de analisar com profundidade as verdades pregadas pelos grandes seres como Jesus no Novo Testamento e o Senhor Krishna no Bhagavad Gita. Como uma ciência, a religião deve ser testada de modo adequado. Foi assim que os rishis das eras antigas, que conheciam Deus, alcançaram a realização: investigaram, descobriram e provaram para si mesmos os invariáveis princípios que demosntram e manifestam a Realidade Eterna. 

Os grandes mestres pedem que acreditemos, mas não dizem que não devemos usar a dúvida construtiva para questionar. Suponhamos que ocorra um erro de impressão em uma escritura. Por exemplo: em vez de 'não roubarás', a palavra não é omitida e lemos 'roubarás'. Aceitar isso cegamente é o mesmo que aceitar outros erros ardilosos - o engano na hora de redigir, o erro de impressão. 

Aplique o teste da razão. Se puder analisar ideias com respeito e discernimento, livre de preconceitos, você apreenderá a verdade muito mais rapidamente e conseguirá discernir o que é falso. Deus lhe concedeu o poder de compreender: você só precisa usar o instrumento da inteligência de acordo com as leis por Ele estabelecidas. Trate a religião com o mesmo espírito que aplica à ciência. Sem dúvidas e investigações, muitos não alcançam a verdade. O questionamento razoável destrói os frágeis alicerces do fanatismo dogmático e ajudam a construir em seu lugar uma sólida fundação de crenças, capaz de sustentar a superestrutura da fé."... (continua).

Paramahansa Yogananda, Jornada Para A Autorrealização, Self-Realization Fellowship, p.  304/305.
Imagem: Pinterest.

terça-feira, 2 de abril de 2024

SE O SER HUMANO NÃO DUVIDASSE, NÃO PROGREDIRIA

"A predominância da matéria perante nossos olhos, na forma de objetos e seres, impede que percebamos completamente a verdade. Mas é quando duvidamos da primazia da matéria que a existência de Deus se estabelece. Se a matéria, que é um conglomerado de átomos, é tudo o que existe, então como essas partículas invisíveis formaram um parlamento que criou e governa um universo organizado? É impossível que átomos inanimados viessem a se reunir para produzir seres inteligentes. Então a aceitação de Deus, uma Consciência Inteligente como criadora do mundo, foi estabelecida a partir do materialismo aplicando-se o elemento construtivo e progressivo da dúvida. Este elemento construtivo é a corrente científica do pensamento usada no questionamento para descobrir a verdade. Sem isso, se meramente aceitássemos as coisas como parecem ser, os seres humanos seriam como animais. Algumas civilizações antigas acreditavam que o Sol, a Lua e as estrelas eram divindades que governavam a vida. Pelo processo da dúvida o ser humano ultrapassou esse conceito. Por meio do questionamento construtivo, esse tipo de crença foi considerado falho. Se o ser humano não pudesse duvidar, não poderia progredir; o mundo estaria atolado na ignorância. Se não questionassemos, não conseguiríamos diferenciar da verdade a teoria ou os argumentos falaciosos. É pois correto aplicar as leis da razão. 

A dúvida decide uma hipótese. Os cientistas pegam um teorema e o investigam juntamente com a Sra. Dúvida, a examinadora sempre presente. Nada é tido como certo. A proposta é levada a uma conclusão, para ver se funciona ou não. Se não funcionar, é posta de lado ou reestruturada. Se os cientistas ficassem satisfeitos com o status quo do conhecimento, não haveria adiantamento na civilização. Há uma grande lição aqui.

No que diz respeito à religião, os cientistas deveriam empregar, no elemento construtivo da dúvida, a mesma abertura como que realizam as pesquisas científicas. Por um tempo longo demais a ciência se fechou no elemento destrutivo da dúvida, desprezando a religião como dogma supersticioso. Se o objetivo dos operários da construção civil fosse apenas demolir todos os prédios defeituosos, e não reconstruí-los nem substituí-los com estrutura aperfeiçoada, seria um desastre. O mesmo ocorre com os que querem dispensar a moralidade e a religião, não deixando nenhuma estrutura para abrigar os princípios divinos que podem se provar essenciais ao bem-estar e à felicidade da existência humana. É claro que até o elemento destrutivo da dúvida pode ser necessário para nos livrar de erros há muito sustentados; mas o processo será prejudicial para a humanidade se também obliterar a verdade."... (continua)

Paramahansa Yogananda, Jornada para a Autorrealização, Self-Realization Fellowship, p. 303/304.
Imagem: Perintest.