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Mostrando postagens de fevereiro, 2020

A RELAÇÃO ENTRE HOMENS E ANIMAIS (1ª PARTE)

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"A relação do homem com os animais é compreendida de maneira bastante incompleta, principalmente porque os animais normalmente são considerados seres 'sem alma', e por isso separados do homem por um abismo insuperável. Mesmo entre os que evitam cometer crueldades há uma ideia generalizada de que os animais são meros acessórios para o homem - 'Deus fez os animais para uso do homem', como muitas vezes se diz. Essa postura de considerar o animal somente à luz de sua utilidade faz com que as pessoas considerem sem sentido questões como o bem-estar e a evolução dos animais. Mas tudo isso muda se eles forem vistos como criaturas em evolução - se o animal, tal como o homem, tiver uma 'alma'. Nos animais encontramos afeto fraternal, capacidade de amar, medo da dor, uma inteligência que está despertando, e em alguns vemos grande coragem, resignação, fidelidade e devoção ao dono. Por maiores que sejam as diferenças entre essas qualidades e as suas corresponde...

A TENACIDADE DOS HÁBITOS

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"Posso dar uma ordem à minha mente e logo ela reagirá ou se comportará conforme o ordenado. A maioria das pessoas que decide parar de fumar ou de comer muitos doces continua a fazê-lo a despeito da decisão tomada. Elas não mudam porque têm a mente impregnada dos hábitos de pensamento, como um papel mata-borrão. Ter um hábito significa que a mente acredita que não pode se livrar de determinado pensamento. Os hábitos são realmente tenazes. Depois que você age de determinada maneira, isso causa um efeito ou impressão na consciência. Como resultado desta influência, a probabilidade é que você repita a ação. Depois de várias repetições, a inclinação se fortaleceu de tal maneira que a ação se torna um hábito. Em algumas pessoas, basta um só ato para formar o hábito em razão de uma predisposição latente oriunda de vidas passadas. Talvez a mente lhe diga que você não vai conseguir se livrar de determinado hábito; mas os hábitos nada mais são do que repetições de seus próprios pensam...

ENTENDENDO O SOFRIMENTO

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"Por que somos insensíveis ao sofrimento do outro? Por que somos indiferentes ao trabalhador braçal que carrega algo pesado, à mulher que carrega um bebê? Por que somos tão insensíveis? Para entender isso, precisamos entender por que o sofrimento nos torna entorpecidos. Certamente, é o sofrimento que nos torna insensíveis. Porque é por não entender o sofrimento que nos tornamos indiferentes a ele. Se eu entendesse o sofrimento, então me tornaria sensível a ele, estaria alerta para tudo, não apenas para mim mesmo, mas para as pessoas à minha volta - meu cônjuge, meus filhos, um animal, um mendigo. Mas não queremos entender o sofrimento, e essa fuga nos torna entorpecidos, e, consequentemente, insensíveis. A questão é que esse sofrimento, quando não entendido, entorpece a mente e o coração. Não entendemos o sofrimento porque queremos fugir dele, por meio do guru, de um salvador, de mantras, de reencarnação, das ideias, da bebida e de qualquer outro tipo de vício - tudo para fugir ...

O DESPERTAR ESPIRITUAL

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"O medo de um estado de completa liberdade interior, um total não condicionamento da mente, sem muletas para se apoiar, é irônico. É a resistência do ser humano ao estágio seguinte - o despertar espiritual. É o 'homem animal' confrontando o homem divino. O condicionamento pode ocorrer sob quaisquer circunstâncias quando o medo da liberdade está à espreita. É engano acreditar que o condicionamento é causado por circunstâncias ou coisas particulares - organizações, cerimônias, ambientes ou ensinamentos. Esses são fatores relativamente menores; o verdadeiro problema é o medo e a dúvida sobre a liberdade interior ser plenamente desejável. Qualquer coisa pode condiconar a mente quando lhe falta percepção, e nada consegue condicioná-la se está alerta e aberta ao que está acontecendo. Os textos antigos, particularmente, mencionam um condicionamento corporal, ambiental, societário, escritural e verbal. Com a percepção, o impacto de todas essas influências será visto, e portant...

O MEDO DA LIBERDADE

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"O hábito é útil no plano físico. É por meio do hábito que as várias funções do corpo físico ocorrem e continuam a ocorrer de modo eficiente. Se fosse necessário aplicar a mente aos processos físicos como respiração e digestão, não sobraria energia para nada mais. Portanto, o corpo se desenvolveu de tal maneira que automaticamente cuida de suas próprias funções essenciais. No entanto, o hábito atuante em nossa natureza psicológica, estabelecendo reflexos que evitam o uso da mente e da inteligência, está longe de ser uma vantagem. Pessoas inteligentes têm teorias a respeito de usar a propensão da mente de se condicionar como um método de mudança, mas isso é apenas mais um meio para os espertos explorarem os outros. Muitos problemas atuais - religiosos, políticos ou econômicos - envolvem esse tipo de exploração. As pessoas se acostumam tanto aos condicionamentos que às vezes perguntam se é realmente possível viver de forma não condicionada, isto é, ser verdadeiramente livr...

PEREGRINOS NO CAMINHO

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"'Dá  luz e conforto ao cansado peregrino, e procura aquele que sabe ainda menos do que tu.' Com estas palavras A Voz do Silêncio  instrui o aprendiz na senda espiritual a agir positivamente em auxílio de seus irmãos e irmãs. Todos somos peregrinos, movendo-nos consciente ou inconscientemente rumo à meta da vida unificada. Mas aos poucos, aqueles que estão despertos para o seu próprio desenvolvimento e o da humanidade, nesta peregrinação, têm tanto o privilégio quanto a responsabilidade da obediência a uma regra mais exigente.  ' Dá luz... '  Para consegui-lo, devemos ter luz para dar. A Tradição-Sabedoria afirma que a luz está no interior, seu brilho aguardando apenas a remoção dos obscurecedores véus da ignorância e do egoísmo. Como eles são dissolvidos lentamente pelo conhecimento e o aumento do altruísmo, a luz começa a se mostrar na ação compassiva, num vivo interesse nas crenças, necessidades e interesses dos outros, no compartilhamento de nossos modest...

A SAÚDE DO AMOR

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"Amar loucamente soa contraditório, pois o amor deve ser sadio e tranquilo, portanto não deveria ter nada de loucura. Além disto, o amor requer independência, o que quer dizer poder viver sem o outro. É muito bom quando duas pessoas que podem viver sozinhas descobrem o desejo de viverem juntas, não porque precisam ou por dependência, mas por escolha, por preferência. A atração sexual não é sinal de amor pois ela, em princípio, sempre existe entre pessoas sadias. E um bom entendimento na relação sexual é natural, quando as pessoas se gostam. Sexo é bom e gostoso, nada mais lógico que as pessoas se dêem bem sexualmente. Isso não é nenhuma grande conquista, nem algo difícil de ser alcançado. Realmente difícil entre um homem e uma mulher é desenvolver uma relação afetiva de mútuo entendimento e respeito, com admiração, consideração e carinho. Não se deve perder as esperanças, mas precisamos sempre nos preparar para as alternativas. Não devemos colocar nosso destino nas mãos ...

A LÍNGUA DOS HOMENS

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"De uma maneira geral, pode-se dizer que existem três diferentes formas de amor. Cada uma representa um diferente momento na evolução das pessoas desde a infância até a idade adulta. O amor infantil é um amor carente. O bebê ama seus pais, ou aqueles que dele cuidam porque deles recebe os cuidados que necessita. Esta forma de amor, que podemos chamar de amor egoísta, é a única ao alcance das crianças e também daqueles que ainda não evoluíram de uma situação emocional infantil. A partir da adolescência já é possível desenvolver uma forma de amor que se manifesta sob uma perspectiva de troca. Assim, não apenas amamos a quem nos ama, mas nos tornamos capazes de oferecer à pessoa amada uma retribuição de amor. Do amor egoísta, o jovem evolui para a possibilidade de também ser capaz de dar. Mas é o amor desinteressado, aquele que geralmente surge quando nascem os filhos, que culmina o desenvolvimento do sentimento de amor. É quando se ama independentemente da retribuição ...