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Mostrando postagens de dezembro, 2024

TEU LIVRO

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“A existência na Terra é um livro que estás escrevendo... Cada dia é uma página... Cada hora é uma afirmação de tua personalidade, através das pessoas e das situações que te buscam. Não menosprezes o ensejo de criar uma epopeia de amor em torno de teu nome. As boas obras são frases de luz que endereças à Humanidade inteira. Em cada resposta aos outros, em cada gesto para com os semelhantes, em cada manifestação dos teus pontos de vista e em cada demonstração de tua alma, grafas, com tinta perene, a história de tua passagem. Nas impressões que produzes, ergue-se o livro dos teus testemunhos. A morte é a grande colecionadora que recolherá as folhas esparsas de tua biografia, gravada por ti mesmo, nas vidas que te rodeiam. Não desprezes a companhia da indulgência, através da senda que o Senhor te deu a trilhar. Faze uma área de amor ao redor do próprio coração, porque só o amor é suficientemente forte e sábio para orientar-te a escritura individual, convertendo-a em compêndio de auxílio e...

O SEGREDO DA FORÇA

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“Força para avançar é a principal necessidade daquele que escolheu esta senda. Onde encontrá-la? Olhando em volta, não é difícil ver onde outro ser humano encontra sua força. Sua origem está em sua profunda convicção. Através desse grande poder moral, aquilo que o capacita a prosseguir, e que ele conquista, por mais frágil que seja, é trazido à luz em sua vida natural. Conquistar o quê? Nem continentes nem os mundos, mas a si mesmo. Por meio dessa vitória suprema obtém-se a entrada no Todo, onde tudo o que pode ser conquistado e obtido por esforço se converte ao mesmo tempo, não em algo, mas em si mesmo. Colocar armaduras e sair para a guerra, tendo as chances de morte, na pressa de lutar, é uma coisa fácil; permanecer quieto em meio ao balanço do mundo, para preservar a quietude do tumulto do corpo, para manter silêncio em meio aos milhares de gritos dos sentidos e desejos, pegar a serpente mortal do self e matá-lo, estando despojado de toda a armadura e sem pressa ou excitação, nã...

A PÉROLA DAS ORAÇÕES

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"Continuava Jesus a passar os dias em Jerusalém, e as noites em Betânia, na doce familiaridade da casa de Lázaro, Marta e Maria, quando não amanhecia no Monte das Oliveiras, em colóquio com o Pai celeste. Também durante o dia se retirava frequentes vezes do meio da sociedade, para entrar na atmosfera benéfica da oração. A sua alma respirava então aliviada, desopressa. O mundo profano era para Jesus um exílio; o mundo espiritual era a sua pátria. Certo dia, alguns dos discípulos se acercaram do Mestre, quando estava em oração, e tão enlevados ficaram, que lhe pediram: - Senhor, ensina-nos a orar, assim como João ensinou a seus discípulos: Respondeu-lhes Jesus: - Quando orardes, dizei: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha a nós o teu reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como nos céus; o pão nosso de cada dia nos dá hoje, perdoa-nos as nossas dívidas, assim como também nós perdoamos aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentaçã...

CRISE E OPORTUNIDADE

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“Ainda estamos atrasados em nossa evolução espiritual? Seria razoável essa nossa maneira de ser? Um progresso científico extraordinário e uma ética questionável! Nossos desejos são insaciáveis, não importa em que nível. Olhamos à nossa volta e não aceitamos a realidade. Porém agimos sem considerar as consequências, e quando elas se apresentam ficamos surpresos e reclamamos. Parece-nos estranho conviver com o Bem, o Bom e o Belo. A vida é cheia de ilusões. Uma delas é a de que existe algo permanente. Ninguém muda ninguém, a não ser a própria pessoa e a partir de sua vontade e consciência. Tente mudar a si mesmo, se for esse o caso. A dor é o aguilhão que nos impele à mudança. Mas mudar em quê? Como saber? Os maiores Mestres da humanidade nos deixaram sugestões há séculos e até milénios. Até agora, em vão. Olhar para fora é fácil. Difícil e oportuno é olhar para dentro de nós, para ver quem somos, o que sentimos e como pensamos. Autoconhecimento, sem julgamento. Valorizamos exc...

FÉ E CORAGEM

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“Proclamar as próprias convicções, notadamente diante das criaturas que se nos façam adversas, é coragem da fé, no entanto, semelhante afirmação de valor não se restringe a isso. O assunto apresenta outra face não menos importante: o desassombro da tolerância pelo qual venhamos a aceitar os outros como os outros são, sem recusar-lhes auxílio. Cunhar pontos de vista e veiculá-los claramente é sinal de espontaneidade e franqueza, marcando alma nobre. Compreender amigos e adversários, simpatizantes ou indiferentes do caminho, estendendo-lhes paz e fraternidade, é característico de paciência e bondade, indicando alma heroica. Demonstra a própria fé, perante todos aqueles que te compartilham a estrada, mas não deixes de amá-los e servi-los quando se patenteiam distantes dos princípios que te norteiam. Reportamo-nos a isso, porquanto, junto dos companheiros leais, surgirão sempre os companheiros difíceis. Esse, de quem esperavas testemunhos de amor e bravura nas horas graves, foi...

A GÊNESE DA FÉ

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"O que se precisa é de uma crença investigativa com sinceridade e reverência, seguida da persistência em crenças verdadeiras, ou pelo menos naquelas que constantemente manifestem resultados convincentes. Através da fenda da paciência, gota a gota, a substância química da verdade entra e cristaliza tal crença em sólida fé. Mas se a crença não for fundamentada na verdade, ela não sustentará a convicção que produz o progresso rumo à fé. A fé pode se manifestar em muitas áreas da crença se houver verdade inerente nas convicções sinceras da pessoa: Crença firme ou confiança (numa pessoa, coisa, doutrina ou ideia), tal como fé em Deus, fé na medicina. Reconhecimento da supremacia das realidades espirituais e dos princípios morais.     Fé histórica, como fé na verdade e na autoridade das narrativas e dos ensinamentos das escrituras. Ou fé prática - por aceitação intelectual, afeição e vontade nas dádivas que Deus concede ao ser humano através de emissários divinos. O co...

A AFABILIDADE E A DOÇURA

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“6. A benevolência para com os seus semelhantes, fruto do amor ao próximo, produz a afabilidade e a doçura, que são as suas formas de manifestar-se. Entretanto, nem sempre se deve confiar nas aparências. A educação e as relações mundanas podem dar ao homem o verniz dessas qualidades. Quantos existem cuja fingida bonomia não passa de máscara para o exterior, de uma roupagem cujo talhe primoroso dissimula deformidades interiores! O mundo está cheio dessas criaturas que têm sorriso nos lábios e o veneno no coração; que são brandas, desde que nada as aborreça, mas que mordem à menor contrariedade; cuja língua, de ouro quando falam pela frente, transforma-se em dardo peçonhento, quando estão por detrás.   A essa classe também pertencem esses homens, de exterior benigno que, tiranos domésticos, fazem que suas famílias e seus subordinados lhes sofram o peso do orgulho e do despotismo, como se quisessem compensar o constrangimento que, fora de casa, se impõem a si mesmos.  Não se at...

DEFINIÇÃO DE VIRTUDE E VÍCIO

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"Do que foi visto até agora, conclui-se imediatamente que as virtudes e os vícios da humanidade são apenas as Emoções se tornando permanentes e abrangentes: são apenas estados de humor da mente (no sentido do desejo), permanentes ou habituais, guiando modos de ação, geralmente em relação aos outros. No caso dar virtudes elas são Emoções do lado do Amor; no caso dos vícios, aquelas do lado do Ódio. Por exemplo, a emoção do Amor, originalmente sentida em relação a um círculo pequeno, por razões pessoais especiais, laços de sangue, etc., se torna a virtude do amor (amorosidade, cordialidade, uma natureza afetuosa, benevolência) quando sentida em relação a todos com quem se tem contato, reconhecida (deliberada ou instintivamente) como uma obrigação devida a cada um e baseada na ideia básica da Unidade do Eu. A emoção do amor parental, sentida pelo filho, se torna a virtude da compaixão, da ternura e proteção, quando exercitada em relação a qualquer um que seja inferior ou desamparado....

O PROPÓSITO ESPIRITUAL DAS EXISTÊNCIAS

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"Qual é o propósito da existência humana? Por que estamos aqui na Terra como seres humanos? De onde viemos? Para onde estamos indo e como chegaremos lá? Desde os tempos mais remotos, essas grandes perguntas têm absorvido a atenção da mente humana. Elas são plena e satisfatoriamente respondidas pela Teosofia. Deixe-me apresentar essas respostas de forma clara e breve. De acordo com a Teosofia, o homem é definido como aquele ser em quem o espirito mais elevado e a matéria mais baixa estão unidos pelo intelecto. O espirito mais elevado significa o Habitante no mais Profundo Interior, a Centelha Divina no homem. A matéria mais baixa refere-se ao seu corpo e natureza física, enquanto o princípio unificador do intelecto refere-se à sua mente e seus poderes mentais. Assim, é dito que a unidade da existência humana essencial, o Eu Interior ou o Espírito, a Mônada, se manifesta primeiro como um Eu Interior imortal ou Eu Superior ou Ego e, segundo, como uma personalidade externa em forma mo...