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Mostrando postagens de abril, 2014

O QUE É O DESTINO?

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"Será o destino uma forma externa, misteriosa e implacável que governa os desígnios humanos? Tal conceito tem levado muitas pessoas a acreditar que tudo está predestinado e que nada se pode fazer. Na verdade, destino significa algo determinado - mas determinado por você mesmo quando a lei de causa e efeito, ou karma , opera. Deus lhe deu a liberdade de escolher como vai agir; mas a lei de causação governa o resultado, segundo a natureza da ação. Assim, cada ato se torna uma causa, que produzirá um tipo de efeito. Quando se coloca uma causa específica em movimento, o efeito corresponderá inevitavelmente àquela causa. Faça bem ou mal, você colherá os resultados do que fizer. Portanto, dia a dia você cria as causas que determinam o seu próprio destino. Talvez diga todos os dias, no jantar: 'Acho que vou comer um pouquinho mais'. Depois, pensa: 'Ah, mas eu não devia ter comido tanto!' Assim, é a natureza humana. De todas as criaturas de Deus, somos as mais ...

O DESAFIO DA IMPERMANÊNCIA (1ª PARTE)

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"A única coisa que não muda é o fato de que tudo muda. Mudanças, apesar de ocorrerem todos os dias, sempre nos pegam de surpresa. ‘Fulano morreu?’; ‘Eles se separaram?’ – reagimos com incredulidade diante de coisas que ‘jamais poderíamos esperar’. E quanto a aceitar? A impermanência é algo inerente ao fluxo da vida. A esse respeito, afirma Tolle: ‘Existem ciclos de sucesso, quando as coisas acontecem e dão certo, e ciclos de fracasso, quando elas vão bem e se desintegram. Devemos permitir que elas terminem, dando espaço para que o novo aconteça. Se nos apegamos às situações e oferecemos uma resistência à mudança, estamos nos recusando a acompanhar o fluxo da vida e isso resultará em sofrimento.’ Tudo muda porque a existência material é baseada em ciclos, em vai-vens. A continuidade das coisas é mantida pela descontinuidade, assim como a manutenção de nosso corpo físico depende das batidas do coração. Cada batida é mais um segundo vivido aqui. Nossa história, desde ...

AS MUDANÇAS E O PROCESSO EVOLUTIVO

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"A vida é um processo. Então haverá, de algum modo, uma mudança fundamental? RB: É claro que a todo momento existem mudanças na vida, muitas das quais são imperceptíveis. Cada um de nós passa por mudanças durante diferentes encarnações. Se não houvesse mudança, não haveria processo evolutivo. O processo não somente implica mudança, mas também, a longo prazo, perfeição. A perfeição do organismo físico é produzida através de um lento processo de mudança e de melhoria até o estágio do complexo corpo humano, com um cérebro incrivelmente complexo, muito do qual ainda não é utilizado. Complexidade implica crescente sensibilidade etc. A partir do ponto teosófico, através da evolução biológica, processa-se o desabrochar da consciência. A habilidade de perceber mais e responder mais é desenvolvida através de longos períodos de tempo. Então, deveríamos tomar alguma atitude ou deveríamos deixar que o processo evolucionário nos lançasse à perfeição, aliviando-nos dos nossos problemas?...

O QUE PODEMOS FAZER? (PARTE FINAL)

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"(...) Platão disse certa vez que ‘os pensamentos governam o mundo’. Se pensarmos profundamente a respeito disso, essa afirmação parece quase autoevidente. Tudo a nossa volta – do nosso sistema de governo e de nossas instituições sociais até as paredes à nossa volta e a cadeira na qual estamos sentados – começaram com pensamentos. Se isso for verdadeiro, então, o mundo a nossa volta é o reflexo do mundo no interior da mente coletiva da humanidade. Se vivemos num mundo confuso e desordenado é porque os pensamentos da humanidade como um todo são confusos e desordenados. Se a humanidade parece estar sendo levada para o caos é porque falta aos indivíduos propósito e objetivo em suas vidas pessoais. Inerente a essa noção de que ‘os pensamentos governam o mundo’ está o potencial para a mudança numa escala mundial. Todos nós sabemos ser possível mudar nossas mentes. Fazemos isso todo dia. Se aceitarmos as consequências lógicas da afirmação de Platão, então teremos de concluir que...

VIVENDO NO MUNDO FÍSICO

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"À medida que as lembranças do mundo celestial de luz e alegria lentamente se desvanecem e são substituídas por uma sensação de peso e frio, a alma recém-chegada sente-se um pouco confusa ao entrar no mundo físico mais uma vez. Ela acabou de se afastar de um mundo organizado e acolhedor para ingressar em um lugar de insegurança e solidão. O espiríto não está mais flutuando em um mundo de cor, luz, sentimentos e deslumbramento. Ele já não viaja mais à velocidade do pensamento. Ninguém lê mais sua mente. O espírito está de novo aprisionado em um mundo onde a energia é densa, as cores fracas e insípidas, e a única luz natural emana de um sol. Embora o espiríto que reencarna já seja muito 'velho', de certo modo é também novo em folha. É verdade que traz consigo um pacote de lições cármicas, mas também tem seus corpos mental, emocional e físico recém-formados para vivenciá-las. Em parte, o espírito conta com seus instintos inferiores para satisfazer suas necessidades fí...

O QUE PODEMOS FAZER? (1ª PARTE)

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"Nestes dias de dificuldades econômicas e de tensões internacionais, é fácil tornar-se pessimista a respeito do futuro de nosso mundo. Os filmes contemporâneos e os programas de televisão, ao descreverem o colapso econômico ou o holocausto nuclear, refletem a crescente incerteza e apreensão com as quais muitas pessoas veem os anos vindouros. O que torna essas visões das coisas futuras tão assustadoras é que, em nossa época, elas não mais parecem cenários impossíveis e sim coisas que poderiam muito bem ocorrer se algumas das tendências seguissem seu andamento lógico. Então, o que devemos fazer? Iremos como faz o avestruz, ignorar os sinais dos tempos, continuando ‘com os negócios como de costume’, esperando que todas essas condições ameaçadoras desapareçam se as ignorarmos? Começaremos, em vez disso, a imediatamente construir um abrigo antibombas, ou a estocar alimento e armas para nos defendermos de nossos vizinhos gananciosos? Pessoalmente, nada faz acreditar que qual...

SHRADDHA (FÉ)

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"Tenho fé em Deus que minha mãe ficará boa - repetia o rapaz aflito, esperando de mim um conforto, uma palavra de esperança, para acalmar-lhe um pouco a dor. A mãe estava nas últimas. Cancerosa. - É bom que você tenha fé. Tenha fé principalmente na Sabedoria de Deus - disse-lhe eu, querendo fazê-lo compreender que não se entristecesse nem se sentisse traído se a mãe não conseguisse ficar boa. Manter a mais perfeita convicção de que Deus sabe o que faz é, no meu entender, a mais verdadeira e amadurecida forma de ter fé. Muitos deixam de ter fé exatamente porque Deus não os poupou de uma grande perda, quando confiavam em que tal coisa, pela graça de Deus, não aconteceria. Tais pessoas, se sentem muito decepcionadas porque Ele 'falhou'. Antes diziam que tinham fé. Mas não era bem fé. Era mais um desejo que Deus atendesse os pedidos. - Ter fé não quer dizer esperar firmemente que Deus, que é a lei suprema, se violente, se desrespeite a si mesmo, a fim de atende...

A LEI DO DEVER (PARTE FINAL)

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"(...) Podemos errar; mas se errarmos, tendo-nos esforçado para ver com clareza, lembremos que o erro é necessário para nos ensinar uma lição, que para nosso progresso é vital que aprendamos; podemos errar e escolher o caminho do desejo, iludidos por sua influência, e quando pensamos que estamos escolhendo o Dharma , podemos estar sendo movidos por Ahamkᾱra².  Mesmo que seja assim, tomamos a atitude certa quando lutamos para ver o que é correto e resolvemos agir com retidão. Mesmo que ao nos esforçarmos para fazer o que é correto, fizermos o errado, podemos ter a certeza de que o Deus dentro de nós irá corrigir-nos. Por que deveríamos nos desesperar quando cometemos erros, quando nosso coração está fixo no Supremo, quando estamos esforçando-nos para ver o que é correto? Não, em vez disso, se nos esforçarmos para fazermos o que é certo, e em nossa cegueira fazemos o errado, devemos sim dar as boas-vindas à dor que clareia a visão mental, e destemidamente bradaremos ao Senh...

O CICLO DA VIDA

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"Nossas vidas não resultam de acontecimentos e ações aleatórias. O período de cada vida é cuidadosa e sabiamente planejado para nos dar uma oportunidade de aprendizagem e evolução. Escolhemos nossos pais, que são geralmente almas com que interagimos em nossas vidas anteriores. Aprendemos na infância, na juventude e na idade adulta, evoluindo espiritualmente em paralelo com nossa evolução física. Depois que nossa alma deixa o corpo, no momento da morte física, a aprendizagem continua em planos mais elevados de consciência. Revemos a vida que acabamos de deixar, aprendemos nossa lições, planejamos nossa próxima vida. A aprendizagem é permanente e não termina com a morte do corpo. Passamos por vários níveis de consciência quando nossa alma deixa o corpo físico no momento da morte. Um dos níveis importantes é o da aprendizagem, onde revemos nossa vida. Revivemos cada encontro, cada relacionamente. Sentimos as emoções das pessoas que ajudamos e das que ferimos, das que amam...

A LEI DO DEVER (1ª PARTE)

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"Existem muitos casos, em nossa experiência diária, nos quais parece surgir conflito de deveres. Um dever chama-nos numa direção, outro noutra. Então ficamos perplexos quanto ao Dharma , tal como ficou Arjuna na batalha de Kurukshetra.  Estas são algumas das dificuldades da Vida Superior, os testes da Consciência em evolução. Não é muito difícil cumprir o dever que é claro e simples. É provável que aí não ocorra erro. Mas quando o caminho da ação torna-se emaranhado e duvidoso, quando não conseguimos ver, como então iremos trilhá-lo através das trevas? Sabemos de alguns perigos que obnubilam a razão e a visão, e dificultam distinguir o dever. Nossas personalidades são os nossos inimigos sempre presentes, aquele eu inferior que se veste de centenas de formas diferentes, que às vezes põe a mesma máscara do Dharma , e assim evita que reconheçamos que, ao segui-lo, estaremos seguindo o caminho do desejo e não o do dever. Como podemos então distinguir quando a personalidade nos...

A TRANSMUTAÇÃO DO KARMA EM DARMA

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"No universo, cada coisa ingressa no campo da existência no lugar e tempo a que ela ‘pertence’. Ela surge ali e naquele instante, porque naquele lugar e tempo existe uma necessidade particular que ela pode satisfazer. Por que um ser humano específico pode prover a necessidade de uma família, grupo ou nação em particular - e da humanidade em geral – num determinado tempo? Porque a soma total das séries de experiências, pensamentos e ações do passado, que condicionam aquilo que é possível a esse ser humano realizar, faz com que ele ou ela se torne uma resposta potencialmente efetiva à necessidade. O recém-nascido encontra-se condicionado pelo passado – ancestral, sócio-histórico e/ou reencarnacional pessoal – como o último elo de uma cadeia de tentativas do universo (ou, pode-se dizer, de algum Deus) para satisfazer com êxito uma necessidade cósmica particular e, dessa maneira, cumprir um papel específico neste planeta (ou em qualquer outro). Esse condicionamento é o kar...

A MENTE É UM FENÔMENO SOCIAL (PARTE FINAL)

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"(...) Siga devagar, com paciência. Não tenha pressa, pois o objetivo não está em algum outro lugar, mas sim dentro de você. Quando você não estiver com pressa, quando não estiver indo para lugar algum, irá senti-lo. No entanto, se estiver correndo, não poderá sentir nada, pois estará preocupado e tenso. No Japão, a meditação é chamada de zazen . Zazen significa apenas sentar sem fazer nada. Os monges zen  têm que se sentar durante seis horas por dia, às vezes mais. O mestre nunca lhes dá nada para fazer, eles apenas têm que ficar sentados. Foram treinados para sentar, sem pedir nada para fazer, nem mesmo um mantra. Apenas sentar. Parece fácil, mas na prática é muito duro, porque a mente pede algum trabalho, algo para fazer. E a mente fica dizendo: 'Por quê? Por que perder tempo? Por que ficar aqui, apenas sentado? O que irá acontecer só por estar sentado?' Ainda assim, durante muitos anos, o aprendiz permanece sentado, dia após dia. Então, aos poucos, a mente ...

AS MÁS PROPENSÕES TENDEM A SE TRANSFORMAR EM HÁBITOS CONSOLIDADOS

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"Muitos de nós estamos inclinados a acreditar em Deus se nossos desejos são atendidos, e nos negamos a acreditar quando o curso da vida flui contrariamente ao que pretendemos. Tais considerações, em qualquer caso, nada têm a ver com a verdade sobre Deus. As más propensões tendem a se transformar em hábitos consolidados. A doença de tais hábitos não pode ser curada por um sadhana  (prática disciplinar) mecânico. Sobre isso há uma pequena história. Um indivíduo sofria de indigestão. Porque a doença se fizera crônica, e ele tomara diversos medicamentos. Entretanto, para a sua felicidade apareceu um santo e sugeriu-lhe a cura. Disse-lhe para mascar e chupar pedras de sal durante o dia inteiro. Fazendo assim, tempos depois lhe veio um grande alívio. Essa pessoa costumava distribuir doces às crianças em dias de festival. Num dia de dipavali  visitou várias lojas e em todas achou que os laddus (um tipo de doce) eram amargos. O dono de uma das lojas, que conhecia seu hábito de chu...

A MENTE É UM FENÔMENO SOCIAL (4ª PARTE)

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"(...) No Oriente sempre foi totalmente diferente. O ser era respeitado. Não se perguntava o que a pessoa fazia, mas sim quem  a pessoa era. E isso bastava. Se você tivesse descoberto a compaixão, se tivesse florescido, isso bastava. A sociedade devia ajudá-lo e servi-lo. Ninguém dizia que você deveria trabalhar ou que deveria criar algo. No Oriente, pensava-se que vivenciar seu próprio ser era a mais alta forma de criatividade, e a presença de um homem assim era valorizada. Ele poderia ficar anos em silêncio. Maavira passou doze anos em silêncio. Não falava, não ia aos vilarejos, não via ninguém. E quando começou a falar, alguém perguntou a ele: 'Por que você nunca falou nada antes?' Ele respondeu: 'A fala se torna valiosa apenas quando você atingiu o silêncio. Do contrário, é fútil. Não apenas fútil, mas também perigosa, pois você está jogando lixo na cabeça dos outros. Foi esse o esforço que fiz, o de falar apenas quando toda fala houvesse cessado dentro de ...

NO CENÁRIO DA VIDA

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"Não importa, ó homem, qual o papel que te coube no drama da vida. Rei ou vassalo, milionário ou mendigo, filósofo ou analfabeto - não importa. Se o mendigo no palco desempenhar bem o seu papel de mendigo, receberá mais aplausos do que o rei que não soube fazer o papel de rei. Mais vale desempenhar com inteligência o papel de tolo do que tolamente fazer o papel de inteligente. Homem! Desempenha bem o papel que te coube no plano de Deus - e será homem de bem! Deus não precisa de ti nem do estardalhaço que no mundo fizeres - ele poderia fazê-lo muito maior... Deus não precisa do bem que fizeres - ele o poderia fazer sem ti mil vezes melhor... Mas Deus quer que pratiques o bem para seres bom. Pode Deus fazer sem ti todo o bem - mas não pode ser bom em teu lugar. Seres bom é tarefa eminentemente individual - ninguém a pode fazer por ti. Para todos os efeitos podes passar procuração a outrem - menos para ser bom. Ninguém te pode fazer bom contra a...

A MENTE É UM FENÔMENO SOCIAL (3ª PARTE)

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"(...) Como eu disse antes, este conceito linear de uma vida única cria ansiedade. Por isso, quando você fica em silêncio, sozinho, fica preocupado. Uma coisa é certa para você: o tempo está sendo desperdiçado. Você não está fazendo nada, está apenas sentado. Por que você está desperdiçando sua vida? E este tempo não pode ser recuperado, porque no Ocidente se ensina que 'tempo é dinheiro'. Isto está absolutamente errado, porque a riqueza é criada pela escassez e o tempo não é escasso. Toda a economia depende da escassez: se alguma coisa é escassa, ela se torna valiosa. Mas o tempo não é escasso, está sempre presente. Não é possível esgotá-lo, então o tempo não pode ser econômico e, portanto, não pode representar riqueza. Ainda assim, continuam ensinando que o tempo é uma riqueza que não deve ser desperdiçada, pois não voltará. Então, você não pode ficar sozinho, apenas sentado, durante três anos. Nem três meses, nem mesmo três dias, pois você terá desperdiçado esse...

CONHECIMENTO ESOTÉRICO, PARA VIDYA E EXOTÉRICO APARA VIDYA

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Somente Brahman é realmente o Universo. Aquele que conhece esse Brahman, o supremo e o Imortal, oculto na cavidade do coração, desfaz aqui mesmo o nó da ignorância. "Desfazer o nó da ignorância é chegar ao conhecimento superior, chegar até Para Vidya . Enquanto olha para a imagem de um espelho, aquele que vê também a pessoa que lançou a imagem, conhece a criação e também o Criador presente na criação. Ver o Criador na criação é, de fato, chegar ao conhecimento superior. Aquele que vê somente a criação está perdido em Apara Vidya , e será enredado nos problemas da criação. (...) O Criador pode ser encontrado em cada ponto da criação. Para indicar isso, o Instrutor diz que Ele está ‘oculto na cavidade do coração’. A palavra cavidade indica aquilo que é imperceptível. Precisamos de extraordinária sensibilidade para ver o Criador na criação, pois, embora manifesto ele está oculto. O Upanixade Mundaka O descreve como ‘movendo-se em segredo’. Para Vidya é de fato conhecimen...

A MENTE É UM FENÔMENO SOCIAL (2ª PARTE)

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"(...) Em uma das escrituras tibetanas está escrito que, mesmo se você tiver que correr, deve fazê-lo devagar. Se você correr, jamais atingirá lugar algum. Perceba o aparente paradoxo: sente-se e você atingirá seu objetivo, mas, se correr, não chegará a lugar algum. Nessa cadeia eterna, de milhões de vidas, há sempre tempo suficiente. A paciência, então, se torna possível. Mas no Ocidente, como há apenas uma vida, a cada momento um pouco dessa vida vai se transformando em morte. Há uma perda constante, nada é realizado, nenhum desejo é satisfeito, tudo está incompleto... Como você pode ser paciente? Como esperar? Tornou-se impossível esperar. Com essa ideia de uma única vida, junto com outra ideia, a do tempo linear, o pensamento cirstão criou uma forte ansiedade dentro da mente. (...) O pensamento cristão diz que o tempo não se move em círculos, mas sim em linha reta. Nada se repetirá, então tudo é único. Todo o qualquer evento irá ocorrer uma única vez em toda a eternidade...

COMPAIXÃO: A BASE PARA A PAZ

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"A compaixão é a base para se viver como um verdadeiro ser humano. O que geralmente consideramos viver é apenas uma parte mecânica da vida, que deve ser entendida como um terreno onde a compaixão nasça, é nutrida e floresce, levando o ser humano à plenitude de seu potencial. A palavra compaixão sugere um sentimento apaixonado por aquilo com que se entra em contato. Mas o que quer dizer com um sentimento apaixonado? Ele surge da unidade de que falamos ao contemplar a Teosofia. Essa unidade não é apenas mental, nem apenas sentimental, por mais profunda que possa parecer. É, na verdade, uma percepção que inclui tudo, que faz a pessoa compreender as necessidades do outro, mesmo que o outro não compreenda a sua própria vida. É uma paixão, não simplesmente um sentimento. Os sentimentos podem ser superficiais e mudar de tempo em tempos; essa é a sua natureza. Mas a paixão que trabalha por todas as pessoas e coisas, e através delas, é algo que nunca muda. Ela busca o progresso e a...

A MENTE É UM FENÔMENO SOCIAL (1ª PARTE)

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"A mente só pode existir em sociedade. Ela é um fenômeno social, pois necessita da presença de outras pessoas. Você não pode sentir raiva quando está sozinho ou, se isso acontecer, se sentirá tolo. Você não pode ficar triste quando está sozinho, pois não há desculpa para tal. Também não pode se tornar violento, é necessário que haja mais alguém por perto. Você não pode falar, não pode continuar tagarelando. Não pode usar a mente, ela não pode funcionar - e quando a mente não pode funcionar, ela se torna ansiosa e preocupada. Ela precisa funcionar, precisa de alguém com quem se comunicar.  A mente é um fenômeno social, um subprodutdo da sociedade. Não apenas da sociedade moderna, mas de qualquer sociedade. Mesmo nos tempos ancestrais, quando alguém ia caçar sozinho na floresta, essa pessoa ficava ansiosa, ficava deprimida no começo. A diferença não está na mente, a diferença está no grau de paciência. A mente permanece a mesma, seja ela moderna ou antiga, mas nos velhos...

A REALIDADE DE DEUS

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"'Minha doutrina é a verdade, a simplicidade e o amor' Babaji costumava dizer quando lhe perguntavam. 'Deus é a verdade, a verdade é suprema, nada está acima dela.' A simplicidade é a conscientização vivida da relatividade e transitoriedade da criação material, por isto ele recomendava exercícios constantes de desprendimento do mundo físico enquanto se está em plena vida. Babaji também disse que Deus é o amor e o amor é Deus, amor como consciência de que todos os seres formam uma unidade com Deus e que todos nós estamos unidos; esta consciência elimina qualquere agressão. OM NAMAHA SHIVAYA, a oração que significa 'eu procuro refúgio em Deus', 'Senhor, seja feita a Vossa vontade', é o exercício central que Babaji recomenda. O tema fundamental de sua materialização foi o de levar as vibrações desse 'Mantra do início da criação' para o mundo e até o último recanto da consciência, para que ele possa ser novamente eficaz como impulso para...

O INSTRUTOR: “QUANDO O DISCÍPULO ESTÁ PRONTO, O MESTRE APARECE”

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"Aqueles que leram a Voz do Silêncio saberão que esta obra consiste em três tratados que transmitem a essência do pensamento Mahayânico de uma forma muito clara. Estão agrupados em forma de discursos, nos quais o aluno pede orientação e luz ao instrutor, e este fala ao aluno sobre os objetivos da senda, as várias virtudes a serem desenvolvidas, as fraquezas a serem evitadas, e as verdades relacionadas a tudo isto. O instrutor também esclarece que ele pode apenas apontar o caminho, ele não pode conduzir o aluno até o destino pretendido. O aluno terá de usar a sua própria inteligência a cada passo, reunir todas as energias de sua natureza, e aplicar-se seriamente à tarefa. Se fosse meramente uma questão de encontrar um instrutor que conduzisse a pessoa até o objetivo adequado, a dificuldade residiria apenas em encontrar a pessoa certa, e assim o aluno não teria responsabilidade alguma. Mas não é este o caso. O discípulo terá de realizar a viagem por ele próprio, enfrentando to...

O FÔLEGO

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"Um bando de malfeitores capturou um elemento de um grupo inimigo e o condenou à morte. Amarraram-lhe uma enorme pedra nas pernas e o atiraram ao lago. Mas o homem tinha grande fôlego e conseguiu desamarrar-se e escapar. Não tivesse ele bom fôlego não teria conseguido safar-se da pedra, teria ficado no lodo e jamais voltaria à superfície. Tal somos nós. Enormes pedras nos retém. São elas nossos apegos e condicionamentos, confortos e pertences, honrarias e ‘postos’, sucesso e ‘pastos’... que nos mantêm sufocados no lodo que é este mundo material, domínio dos opostos, que são: prazeres e pesares, nascimentos e mortes, quedas e ascensões, lutos e festas, elogios e condenações, honra e desonra, dar e tomar, subir e descer, lucros e perdas... Contamos com a duração da existência. Esse é o nosso fôlego." ( Hermógenes - Viver em Deus – Ed. Nova Era, Rio de Janeiro, 4ª edição - p. 149 ) http://www.record.com.br

JOVENS PARA SEMPRE (PARTE FINAL)

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"(...) O tirano chamado Tempo mora dentro de nós, alimentado por nossas atividades e desejos por coisas transitórias. Dependendo de nossa condição mental, o tempo passa rápida ou lentamente. As paixões e emoções perturbam as mentes dos mortais, enquanto os deuses, não contaminados pelos pensamentos e desejos mundanos, experienciam a imortalidade e a juventude. Para sermos jovens e belos, devemos necessariamente nos livrarmos dos impulsos – o ímpeto para chegar a algum lugar, para ser o primeiro, para realizar. Isso nos escraviza ao tempo. O tempo priva a mente de sensibilidade e flexibilidade e a torna propensa às ansiedades do egocentrismo que envelhece o corpo. A pessoa deve viver de maneira absolutamente diferente para preservar a juventude. O apego é a verdadeira essência da mente mundana; ausência de apego é liberdade. Para sermos jovens, a mente deve ser livre. Citando o Dammapadda : ‘A ausência de atenção é a estrada que leva à morte. Os atentos não morrem; os d...

AUTO-OBSERVAÇÃO

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"A observação dos próprios pensamentos e reações é uma forma de meditação em que se estuda a verdadeira natureza da mente e seu estado, em que se olha nela profundamente para descobrir-lhe motivos e forças ocultas, alcançando assim a autocompreensão integral. É disso que H. P. B. fala em diferentes termos quando ela se refere ao estudo da natureza inferior à luz da superior. A mente e as emoções precisam ser estudadas com objetividade absoluta, e tratadas como se separadas da pessoa. Isto é muito mais difícil do que retirar um pensamento de um livro ou selecionar alguma virtude e revolvê-la na mente, embora isto também seja bom, especialmente como um começo ou uma base para um esforço maior. É bom concentrar-se e contemplar a verdade mesmo como a conhecemos, enquanto exploramos ou descobrimos as engrenagens da nossa própria mente. O que é errado é compreendido simultaneamente ou em relação àquilo que é certo, da mesma maneira como aquilo que é belo é percebido em relação àquil...