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Mostrando postagens de agosto, 2020

O MUNDO CELESTE

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"É uma porção do mundo mental, cujos moradores estão especialmente preservados de tudo quanto pode manchar ou entorpecer sua perfeita felicidade ou a incessante transmutação de suas úteis experiências e faculdades. O céu que escrevem os clarividentes ou os extáticos, não é mais que o céu materializado do mundo astral, composto das formas mentais de quem nele habita e reproduz o céu segundo o pintam as diversas religiões em suas Escrituras sagradas. Não tem nada de comum com o verdadeiro céu do mundo mental, donde todas as emoções antiegoístas, as nobres aspirações, os pensamentos generosos, os elevados anelos da passada vida terrena se transmudam em potências e faculdades para empregá-las na vida seguinte. Quanto mais copiosas hajam sido as experiências colhidas, mais potentes serão as faculdades adquiridas. No mundo celeste todo amor altruísta encontra seu prazer em uma plenitude e vizinhança de comunhão que jamais poderá conhecer na terra. A permanência do homem no mundo...

O MUNDO ASTRAL

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"Depois da morte física e do desprendimento do duplo etéreo, a roupagem externa do homem é o corpo astral, o corpo dos apetites, das paixões e emoções. A atenção do ego não tem então mais remédio que se dirigir aos contatos do mundo astral, e assim o percebe, muito embora confusamente, porque sua atenção se fixa mais no agitado torvelinho dos desejos que borbulham no mesmo corpo astral e não pode satisfazer porque já não possui corpo físico por intermédio do qual os satisfaça. Deste modo aprende afinal que a satisfação de um desejo em prejuízo do próximo reverte em sofrimento, que serve de semente para uma qualidade de sua futura consciência física. De outro modo, também goza da satisfação dos desejos convenientes à sua etapa de evolução. Sua estadia no mundo astral é tão duradoura como seus desejos, segundo a qualidade que tiveram na sua última vida terrestre, e goza de paraíso de índole material. Com o tempo se desintegra o corpo astral, e então a externa roupagem do ego é o...

EXPERIÊNCIAS DE ALÉM-TÚMULO

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"Segundo já dissemos o homem ao morrer se desprende do corpo físico denso e continua vivendo nos demais corpos. Aos poucos deixa também o duplo etéreo e subsiste nos outros. O físico denso e o duplo etéreo se desintegram, ficando assim o ego livre de uma roupagem de que não mais pode servir-se para sua ulterior evolução. A memória de tudo quanto lhe sucedeu na vida física queda, por assim dizer, armazenada em sua contínua consciência de ego, readquirindo-a quando atua em seus corpos permanentes , porém, não quando atua em seus corpos transitórios. Mercê desta admirável ordem o ego aproveita quantas experiências tenha adquirido; e não obstante, queda 'puro e limpo', como dizia Goethe, para entrar em cada nova vida mortal sem os entorpecimentos e as remordedoras memórias de um passado turbulento. Tudo quanto de valor existiu nas passadas experiências se transmuda em faculdades, caráter e temperamento, e renasce em aperfeiçoados corpos mental, astral e físico, conveniente...

OS CORPOS EM SEU ASPECTO DE PONTES

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"Durante largo tempo, o ego utiliza seus corpos astral e mental como se fossem pontes para chegar ao mundo físico, e não como instrumentos para se relacionar com os mundos aos quais respectivamente pertençam devido à sua constituição. A consciência do ego flui e reflui através de suas roupagens astral e mental, e as vibrações da matéria que acompanham as permutas de consciência em cada uma das ditas roupagens se transmitem de uma a outra até atingir a física. Convém ter presente que as três classes de matéria se interpenetram mutuamente, como sucede com os sólidos, líquidos e gases no corpo físico; e assim a vibração de uma delas provoca a vibração nas outras duas, Os contatos do mundo físico levantam na matéria do corpo físico vibrações que, transmitidas pelos corpos astral e mental, chamam a atenção do ego, afetando sua consciência de modo a perceber algo exterior a ela. Os órgãos sensoriais do corpo físico vão se aperfeiçoando durante a idade de evolução, e a faculdad...

EVOLUÇÃO

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"Vimos que a consciência vigílica do homem é, em termos gerais, a que, segundo vai desenvolvendo suas faculdades e correlacionando-as com seus corpos, atua no mundo que mais estreitamente a limita.  Já descremos no terceiro capítulo as sucessivas roupagens em que se vai limitando a consciência do ego, que só percebe o mundo correspondente à matéria do corpo que pouco a pouco modela e aperfeiçoa. O corpo mental é durante muitos nascimentos uma nuvem informe, e muito pouco pode expressar pela sua conduta. A consciência no corpo mental é entretanto cega, muda, surda e paralítica sobre o que diz respeito ao mundo mental. Também o corpo astral, durante muitas encarnações, é uma massa de buliçosa, turbulenta e agitada matéria, conveniente para expressar apetites e paixões animais que instigam o corpo físico a violentas ações. A consciência do ego está dominada pela matéria astral e governa uma forma humana.  O corpo físico é a primeira escola do ego em sua evolução...

A CONSCIÊNCIA VIGÍLICA (PARTE FINAL)

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"(...) A Teosofia distingue na 'subconsciência' dos psicólogos dois aspectos, a saber: a subconsciência propriamente dita e a supraconsciência. A subconsciência inclui todos os instintos e atos resultantes de passadas experiências conscientes, porém, que ficaram para além do conjunto da consciência física por inúteis e inadequadas às atuais condições. Exemplo disto temos em que os quadrúpedes silvestres dão voltas e mais voltas na espessura do bosque para apanhar a erva e arranjar o lugar para dormir comodamente. É uma deliberada ação resultante do pensamento e do desejo. Não obstante, um cão doméstico dá também várias voltas, antes de deitar-se para dormir sobre um lugar onde não há erva para alisar. É uma ação involuntária que resulta do automatismo subconsciente. Um cavalo aguça as orelhas em direção das vibrações sonoras para melhor perceber o som; ou, de modo casual, ele movimenta-as a fim de localizar a direção de um som; em compensação o homem não tem mobilida...

A CONSCIÊNCIA VIGÍLICA (3ª PARTE)

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"(...) Em princípio só há um desejo, um vago sentimento de necessidade seguido da satisfação. Este é o reflexo do princípio cósmico: 'O desejo despertou primeiramente no Eterno.' Porém muito depressa se estabelece a série normal de pensamento, desejo e ação, que se manifestam respectivamente por meio do cérebro, das glândulas e dos músculos, cujas vibrações se iniciam correspondentemente na matéria mental, astral e física. Segundo aumentem os conhecimentos humanos, descobriremos provavelmente maior número de pormenores das diversas classes de matéria mental, astral e física, em sua relação com as operações da consciência. Já sabemos que a luz, a eletricidade, o calor, o magnetismo, o som, etc., são modalidades vibratórias da energia única através do éter. Sabemos que o magnetismo ou a eletricidade galvânica se relaciona com a atividade mental do cérebro físico e que provoca alterações químicas na composição da matéria densa das células cerebrais. Não obstante, o ...

A CONSCIÊNCIA VIGÍLICA (2ª PARTE)

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"(...) A consciência vigílica no mundo físico é a que todos nós temos em nossa vida diária e pela qual pensamos, queremos e trabalhamos, sem nos apercebermos de que em nossas experiências ordinárias empregamos as três classes de matéria: mental, astral e física. Exemplifiquemos: se temos fome e tomamos para comer o alimento ao nosso alcance, qual o processo desta operação? Ao sentirmos fome e ao vermos o alimento, reconhecemos que ele serve e recordamos que satisfaz a fome. Este reconhecimento e esta recordação são de ordem mental e se efetuam no cérebro onde vibra a matéria do corpo mental que interpenetra os outros dois, e por meio da matéria do corpo astral que lhe serve de ponte, transmite as vibrações às matérias etérea e nervosa do corpo físico, cujo resultado é o reconhecimento do alimento e a recordação de que satisfaz a fome em ocasiões anteriores. Esta recordação desperta o desejo de comer, que corresponde ao corpo astral, cujas vibrações se transmitem por meio do ...