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AS INTELIGÊNCIAS KÁRMICAS

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"O Karma não é uma lei cega, nem, de forma alguma, sem endereço. Há grandes inteligências à sua retaguarda, e assim deve ser, especialmente para a direção de suas di­versas correntes, e para a orientação quanto ao tempo, a forma e o lugar do renascimento. Todas as Mitologias têm algo a dizer a esse respeito. Os gregos foram mestres no personalizar ou tornar de certa maneira concretas as maravilhosas e algumas vezes deslumbrantes abstrações dos Sábios e Filósofos do Oriente. O Oriente entrega-se a infinitas e ilimitadas abstrações; o Ocidente personali­za. Assim, por exemplo, o Karma do Oriente é transfor­mado, nos ensinamentos do Ocidente, na Deusa Nêmesis, ou Fatalismo, com os Três Destinos e as Três Fúrias. Outro exemplo: a imortalidade e a persistência dos pen­samentos e ações, como são ensinados no Oriente, pas­sam a ser, no Ocidente, a doutrina do Anjo Registrador, que anota nossos atos, bons ou maus. Vamos lançar os olhos para as personificações das Inteligências Ká...

AMOR, CORAGEM E CONFIANÇA (PARTE FINAL)

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"(...) Se vemos um animal ser maltratado e sentimos raiva, essa raiva é uma expressão de separatividade tão ruim quanto a crueldade do malfeitor. Isso não quer dizer que não devemos interferir, mas que devemos interferir sem violência. Uma vez perguntaram a Krishnamurti o que ele faria se um amigo fosse atacado na sua frente. Ele disse que sempre viveu sem violência e que agiria como sempre vivera. Como sair do centro? Será possível abrir mão dessa posição? Isso é possível numa crise súbita, quando a separatividade, o medo e as comparações simplesmente se afastam. Em vez de estar no centro, passamos a estar simplesmente em nenhum lugar ou em toda parte, onipresentes no todo. Em vez de separatividade, existe unidade com todos; em vez de medo há coragem e confiança; em vez de crítica, amor e compreensão; em vez de comparação, apreciação. Isso também pode ocorrer sem aviso, sem causa aparente; podemos simplesmente nos sentir unos  com tudo. Ou pode haver uma causa como amor, ...

AMOR, CORAGEM E CONFIANÇA (1ª PARTE)

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"Soube de um grupo de bombeiros que, ao combater um grande incêndio, experimentou um sentimento de grande unidade que eliminou todo o medo de perigo pessoal. Situações assim são frequentes. Numa crise súbita a pessoa pode esquecer de si mesma, deixar de defender sua posição autocentrada e mostrar uma extraordinária coragem. Mas nem sempre é assim. Quando ameaçadas de escassez, elas tendem a comprar provisões em quantidades ridiculamente grandes, porque a mente teve tempo para reagir e ocupar seu central. Retirar-se do centro deve ser como uma surpresa, de algum modo iludindo o tempo. Isso não pode ser planejado de antemão. Mas há condições para essa retirada. Frequentemente menciona-se as virtudes. Podemos escolher algumas e nos examinar para ver se as desenvolvemos. Mas assim podemos fortalecer a posição autocentrada e nos afastar ainda mais da unidade, rumo a mais separatividade. Ao examinar nossas virtudes, devemos atentar para todas elas, porque nenhuma pode florescer ...

COMO SUPERAR O EGOCENTRISMO (PARTE FINAL)

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"(...) Não vivemos somente como corpos, mas também como sentimentos e pensamentos. Nosso nível psíquico não é uma estrutura tão sólida quanto o corpo físico; é mais fluido. Nesse nível estamos muito mais intimamente relacionados com os outros. Constantemente trocamos sentimentos e pensamentos com outras pessoas. Queremos 'congelar' nossos sentimentos e pensamentos, 'patentear' nossas ideias e protegê-las com direitos autorais. Como não podemos fazer isso, acabamos tendo problemas psicológicos. Examinamos as razões por que nos sentimos 'no centro'. Quais são os resultados desse sentimento? Eles não são diferentes das causas: uma crescente impressão de separatividade e medo de perder nossa posição. Como estamos no centro, não podemos ver a nós mesmos como realmente somos. Vemos, nas outras pessoas, nossas próprias falhas e as criticamos. Esse tipo de crítica, mesmo não expressa, perturba o relacionamento com o nosso meio, e essa perturbação fortal...

COMO SUPERAR O EGOCENTRISMO (1ª PARTE)

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"Durante uma palestra, Krishnamurti observou que a plateia estava desatenta e perguntou: 'Em que vocês estão interessados?' A conclusão foi que cada pessoa estava interessada em si mesma. Com poucas excessões, todos tendem, consciente ou inconscientemente, a ser egocêntricos, ou seja, a imaginar-se no centro. Mesmo ao imaginar uma bela paisagem, nós a vemos a partir do nosso ponto de vista e nos colocamos no centro. Podemos dizer que essa tendência é simplesmente humana. Mas uma criancinha ainda não tem um sentimento definido do 'eu'. Ela às vezes fala de si mesma na terceira pessoa: 'Ana está com sede.' Com o tempo ela desenvolve o sentimento do 'eu'. Será que aprende com os pais ou com o ambiente? Ou esse sentimento será inato? De qualquer forma, podemos ver facilmente as razões psicológicas dessa tendência. Nós nos colocamos no centro para nos proteger e nos autoafirmar. Temos medo de ser magoados ou desaparecer no anonimato. Esse med...