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Mostrando postagens com o rótulo família

OS INSTRUMENTOS DA PERFEIÇÃO

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"Naquela noite, Simão Pedro trazia à conversação o espírito ralado por extremo desgosto. Agastara-se com parentes descriteriosos e rudes. Velho tio acusara-o de dilapidador dos bens da família, e um primo ameaçara esbofeteá-lo na via pública. Guardava, por isso, o semblante carregado e austero. Quando o Mestre leu algumas frases dos Sagrados Escritos , o pescador desabafou. Descreveu o conflito com a parentela, e Jesus o ouviu em silêncio. Ao término do longo relatório afetivo, indagou o Senhor: - E que fizeste, Simão, ante as arremetidas dos familiares incompreensivos? - Sem dúvida, reagi como devia! - respondeu o Apóstolo, veemente. -  Coloquei cada um no lugar próprio. Anunciei, sem rebuços, as más qualidades de que são portadores. Meu tio é raro exemplar de sovinice , e meu primo é mentiroso contumaz. Provei, perante numerosa assistência, que ambos são hipócritas e não me arrependi do que fiz. O Mestre refletiu por minutos longos e falou, compassivo: - Pedro, que faz um carpi...

A PAZ COMEÇA EM CASA E NAS ESCOLAS

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"Cada indivíduo pertencente a uma família e comunidade deveria se esforçar para viver em harmonia com o próximo. A paz precisa começar em casa e nas escolas. Nas salas de aula é preciso ensinar o patriotismo internacional - amar o mundo como Jesus, Krishna e os grandes mestres ensinaram, e não fazer nada que possa criar desarmonia internacional. Não é da nossa nacionalidade ou da nossa cor que devemos nos orgulhar, e sim da profundidade do nosso entendimento. Temos que cultivar o entendimento e usá-lo para determinar o que é realmente melhor para a felicidade da família, da nação e do mundo. A felicidade internacional deve incluir o bem-estar do país, da comunidade e da família. O padrão usado para legislar deve ser o mérito, e não a cor da pele ou qualquer outra distinção de classe. Estes são os ideais que deveriam ser ensinados às crianças. Enquanto houver diferenças entre os filhos de Deus, do tipo 'somos indianos, vocês, americanos; somos alemães e vocês, ingleses', o ...

RETA CONDUTA

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"O processo oculto não depende de que sejam alcançados elevados níveis de consciência, de poderes, de visões, de sonhos. Depende quase inteiramente da conduta ao longo das horas e dias de nossas vidas e, para a reta conduta, não há substituto. Honra e posição mundanas, dons físicos e intelectuais brilhantes, alta realização cultural - tudo isso não elevará o aspirante um passo em direção aos Mestres, a menos que seu pensamento, fala e ação diários estejam em conformidade com o ideal do Caminho. O homem ou a mulher que mora sozinho é livre para buscar o conhecimento oculto, pois nenhuma outra pessoa é afetada. Quando, no entanto, o novo estudante é casado ou adquire outras responsabilidades, então um cuidado especial deve ser tomado para nunca permitir que o interesse em desenvolvimento o isole da família. Tampouco deve obrigar outro (o parceiro, por exemplo) a responder de maneira semelhante. Tais erros podem ter resultados adversos. Um é criar divisão entre os membros de uma famí...

A PERSONA E O EGO

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"Todos nós temos uma imagem que apresentamos ao mundo - é o que Jung chama de persona . O modo como nos vestimos, como falamos, a personalidade que gostamos de apresentar, tudo isso é parte de uma persona que desenvolvemos desde nossos primeiros anos. A persona é influenciada pela educação. Família, escolas, amigos, sociedade: todos esses elementos têm normas, valores e atributos, e o esperado é que nós os aceitemos e os tornemos nossos. A persona não é o 'eu' real; é a expectativa da sociedade sobre como alguém no nosso papel deve se vestir, falar e se comportar. Se nos preocupamos demais com nossas personas , podemos terminar vivendo segundo as expectativas de nossos pais, de nosso grupo social ou religioso, ou de nossos cônjuges. Podemos não estar sendo verdadeiros e autênticos em relação a nós mesmos. Podemos estar vivendo a ideia de outra pessoa sobre como nossa vida deveria ser. Se nos identificarmos muito intimamente com nossa persona , podemos perder...

O RIO DA VIDA (PARTE FINAL)

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"(...) Temos nosso interesse na família, no trabalho, no dinheiro. Há pessoas que querem que suas famílias herdem não apenas seus bens, mas também seus interesses; um comerciante, por exemplo, quer que seu negócio seja interessante para seus sucessores. É a isso que chamamos de vida, mas essa vida, como assinala nossa metáfora, é apenas uma pequena poça ao lado do grande rio. Todos nós temos os mesmos tipos de interesses e os mesmos objetivos, mas poucas pessoas compreendem que suas vidas têm muita pouca importância. Mesmo que uma pessoa seja realmente importante durante seu período de vida, logo vai deixar de sê-lo. Perdemos esse senso de importância quando vemos que há coisas maiores, que são universais.  Esse sentimento só surge quando, vida após vida, o sendo de 'egoidade' perde significado. Este é todo o propósito de nossas vidas - perder o senso de limitação. Então a pessoa atinge o estado de negar tudo que esteja no nível da divisibilidade. Na filosofia hind...

OS ARTISTAS DO DESTINO (1ª PARTE)

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"Frequentemente descrevemos nossa vida em termos de habilidades, realizações, carreira, família, lazer, preocupações, compromissos, etc. Nós nos tornamos especialistas em dividir o tempo em compartimentos, mas é triste ver que a atenção dispensada ao lado espiritual frequentemente está em último lugar entre as tantas áreas que compõem a jornada passageira que conhecemos como vida. É possível abordar a vida de uma maneira mais holística, integrando nossas várias experiências e incluindo as espirituais, de modo que haja uma consistência de respostas que não seja determinada pelo 'chapéu' que por acaso estejamos usando numa determinada situação. Em outras palavras, podemos agir a partir de quem verdadeiramente somos, e não de acordo com os ditames das circunstâncias. Podemos usar a metáfora da pessoa como um artista, que pode revelar seu eu interior mais íntimo, e no entanto mais universal. Muitas pessoas acham que não têm habilidades artísticas. Porém, cada um ...

AS CHAVES DA FRATERNIDADE

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 "Os quatro elos da cadeia dourada que deveria unir a humanidade, fazendo dela uma só família e uma fraternidade universal são: Unidade e Causalidade universais, Solidariedade humana, lei do Karma e Reencarnação. Como? No estado atual da sociedade, particularmente nos países chamados civilizados, esbarramos continuamente com grandes massas que sofrem por efeito da miséria, da pobreza e das enfermidades. Suas condições físicas são miseráveis e suas faculdades mentais e espirituais frequentemente inativas. Por outro lado, muitas pessoas que ocupam o extremo oposto na escala social vivem indiferentes, entregues ao luxo material e à complacência egoísta. Nenhuma dessas formas de existência é fruto de pura causalidade, ambas são efeitos das condições que rodeiam aqueles que estão sujeitos a elas se o abandono do dever social por um lado tem relação muito íntima com o progresso interrompido do outro. Na Sociologia, como em todos os ramos da verdadeira ciência, a lei da Causalidade...

OS DEVERES

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"O primeiro dos deveres teosóficos é o de cumprir o próprio dever para com todos os homens e principalmente com aquelas pessoas com as quais temos obrigações especiais, seja por tê-las assumido voluntariamente, como por exemplo os laços do matrimônio, seja por termos sido ligados a elas pelo destino, como as que devemos a nossos pais ou parentes.  Deve-se reprimir e vencer ao seu inferior por intermédio do superior. Purificar-se interna e moralmente; não temer a ninguém nem a nada além do tribunal de sua própria consciência. Não fazer nada pela metade; isto é, quando se acredita fazer uma coisa boa, deve-se fazê-la aberta e francamente e se é má, apartar-se dela completamente. ' É dever de um teósofo aliviar sua carga pensando no sábio aforismo de Epitecto: Não te deixes apartar de teu dever por qualquer reflexão que possa fazer a teu respeito o néscio mundo, porque suas censuras não estão em teu poder e consequentemente não devem importar em nada... '  Nenhum ...

SEXO E AMOR (PARTE FINAL)

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"(...) As religiões se preocupam muito com a moralidade sexual, mas muitas vezes não censuram crueldades cometidas em nome do patriotismo, da busca de poder e de sucesso. Mas as religiões organizadas fazem parte do ambiente que criamos, semeado por esperanças, inveja e separatividade. No terreno religioso, como em outro qualquer, a mente está aprisionada às projeções dos seus próprios desejos.  Enquanto não houver compreensão profunda de todo o processo do desejo, a instituição do matrimônio, como existe hoje quer no Oriente, quer no Ocidente, não poderá solucionar o problema sexual. O amor não nasce com a assinatura de um contrato; não depende de uma permuta de prazeres ou de conforto. Essas coisas pertencem à mente; é por isso que o amor ocupa um lugar tão insignificante em nossas vidas. O amor não é da mente, é independente do pensamento, de seus cálculos sutis e desejos de autoproteção. Havendo amor, o sexo nunca será problema.  Os obstáculos e as fugas da ment...

KARMA INDIVIDUAL E KARMA COLETIVO (5ª PARTE)

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"(...) 3. Karma Mútuo. Esse tem muitos tipos. Os ami­gos podem partilhar seus Karmas, especialmente se a ami­zade for verdadeira e profunda. Quando, e em que exten­são, não podemos dizer. Sociedades, Fraternidades, etc., têm uma espécie de Karma comum. O mesmo se dá com Professores e Alunos. Em todos esses casos, os trabalhos da Lei não podem ser investigados e, em muitos casos, o Karma Mútuo existe em grau mínimo. Sua ação mais forte se faz no caso das mais profundas e verdadeiras ami­zades, e também no caso de um Guru, ou Mestre Espiri­tual, e seu Discípulo. O Guru partilha os sofrimentos do seu discípulo, e com todos os Mestres e seus Discípulos isso se dá por causa da união espiritual que existe entre eles. Pelo amor do nosso Mestre, seja de que grau ele for, nós nos devemos preparar para nos tornarmos dignos seguidores. No Caminho mais elevado somente 'quando o discípulo está preparado é que o mestre irá aparecer'. O discípulo partilha, novamente, em maior ou meno...

KARMA INDIVIDUAL E KARMA COLETIVO (4ª PARTE)

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"(...) 2. Karma de Família. No Capítulo IV, tratando da hereditariedade, vimos como os membros de uma famí­lia se afetam mutuamente. O bom ou o mau Karma de um membro pode, às vezes, afetar toda a família, mas até que ponto afetamos uns aos outros não é possível a um mortal comum saber, pois esse relacionamento é de­masiado complicado. O Marajá de Bobhili diz 'que, a não ser que a pessoa tente destruir seu pecado paterno pelos seus bons atos, aquele pecado jamais deixará a fa­mília sem ser esgotado'. Tudo isso nos leva a pensar, pois mostra o quanto somos responsáveis para com a Huma­nidade em geral, e como devemos procurar a erradicação do mau Karma da Família, por amor da posteridade, e para a diminuição das suas cargas, pois, com toda a cer­teza, os 'pecados do pai serão censurados nos filhos'. Temos o poder de chamar a nós, voluntariamente, a car­ga da família e, por suportá-la, destruímos o mau Karma da Família. No Upanishad Kaushítaki, lemos: 'O filho...