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MESMERISMO (PARTE FINAL)

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"(...) Convém também ter presente que a relação entre o operador e o paciente estabelece um laço magnético que pode prejudicar a este último, a menos que o operador seja um homem de pensamentos puros e limpos, bem como emoções livres de qualquer estado mórbido. Uma enfermidade do operador pode contagiar o paciente ou vice-versa, a menos que o operador saiba resguardar-se deste contágio. Os apetites maus, as paixões perversas, os desejos baixos, as emoções sinistras e os maus pensamentos, podem ser transmitidos ao paciente por esta telegrafia sem fios. Ademais, é possível dominar até certo ponto a vontade da pessoa, que umas vezes notará o domínio que sobre si é exercido e outras o suportará inconscientemente. Um operador sincero romperá desde logo o laço magnético, uma vez realizada a sua obra; porém, infelizmente aparecem com demasiada frequência nos jornais, anúncios que prometem ensinar a prática do mesmerismo a fim de obter bastarda influência nas pessoas, para se aproveit...

MESMERISMO (1ª PARTE)

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"Dá-se a este procedimento o nome de seu inventor, o médico alemão Frederico Antônio Mesmer, residente em Paris em 1778, que descobriu o modo de consumir em sono a uma pessoa submetida à sua influência pessoal, exercida com tal propósito e auxiliada por artifícios excitadores da imaginação. Seu procedimento foi condenado por uma comissão de eminentes médicos franceses encarregada de examiná-lo, e o mesmerismo caiu no anátema da ciência ortodoxa. Não obstante, continuou sua prática que foi tida por charlatanismo apesar dos notáveis resultados com ela obtidos na cura de algumas enfermidades e na anestesia local durante as operações cirúrgicas, sem que o paciente perdesse o conhecimento. O mesmerismo consiste em relacionar a vontade da pessoa com a do operador, a fim de provocar o sono. O operador fixa sua atenção nos olhos do paciente, que por sua vez olha fixamente o operador, e então este 'faz passes' sobre a fronte do paciente ordenando-lhe que durma, como de fato d...

ÊXTASE (PARTE FINAL)

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"(...) Consideremos agora o caso de uma pessoa vulgar posta artificialmente em estado de êxtase, ²⁶ com o objetivo de colocar-se em consciência hipnótica e interrogá-la nessa situação. Os psicólogos ocidentais começaram a colocar a pessoa em sono, e despertaram-na depois para lhe perguntar de que se recordava. Posteriormente a colocaram em sono e a interrogaram sem despertá-la. O sono, neste estado, era extático, isto é, o ego se ausentava do corpo, e assim não se despertava a pessoa até que lhe focassem uma luz elétrica sobre os olhos ou disparassem um tiro perto de seus ouvidos, ou lhe atravessassem a carne com uma agulha. O coração diminuía suas pancadas, a respiração apenas era percebida e o sangue circulava lentamente, carregado de resíduos carbônicos, até alcançar o estado comatoso do organismo. Entretanto, em tais condições, a pessoa respondia às perguntas que se lhe formulavam e os resultados eram assombrosos. As primeiras experiências desta espécie ²⁷ foram efetua...