COMPANHEIROS FRANCOS - (A AMIZADE QUE NOS AJUDA A CRESCER)

"Na esfera do sentimento, habitualmente defrontados por certa classe de amigos que são sempre dos mais preciosos e aos quais nem sempre sabemos atribuir o justo valor: aqueles que nos dizem a verdade, acerca das nossas necessidades de espírito. 

Invariavelmente, categorizamos em alta conta as afeições que nos assegurem conveniências de superfície, nos quadros do mundo. Confiança naqueles que nos multipliquem as posses efêmeras e solidariedade aos que nos garantam maior apreço no grupo social. 

Perfeitamente cabível a nossa gratidão para com todos os benfeitores que nos enriquecem as oportunidades de progredir e trabalhar na experiência comum. 

Sejamos, porém, honestos conosco e reconheçamos que não nos é fácil aceitar o concurso dos companheiros cuja palavra franca e esclarecedora nos auxilia na supressão dos enganos que nos parasitam a existência. Se nos falam, sem qualquer circunlóquio, em torno dos perigos de que nos achamos ameaçados, à vista de nossa inexperiência ou invigilância, ainda mesmo quando enfeitem a frase com o arminho da bondade mais pura, frequentemente reagimos de maneira negativa, acusando-os de ingratos e duros de coração. Se insistem, não raro consideramo-los obsidiados, quando não permitimos que o mel da amizade se nos transtorne na alma em vinagre de aversão, exagerando-lhes os pequeninos defeitos, com absoluto esquecimento das nobres qualidades de que são portadores. 

Tenhamos em consideração distinta os amigos incapazes de acalentar-nos desequilíbrios ou ilusões. Jamais cometamos o disparate de misturá-los com os caluniadores. Os empreiteiros da difamação e da injúria falam destruindo. Os amigos positivos e generosos advertem e avisam com discrição e bondade. Sempre que algo nos digam, sacudindo-nos a alma, entremos em sintonia com a própria consciência, roguemos ao Senhor nos sustente a sinceridade e saibamos ouvi-los."

Extraído do livro "Estude e Viva", de Francisco Cândido Xavier, pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz, item 8.
Foto de Mohammed Safir no Pexels.


REFLEXÕES A PARTIR DA MENSAGEM

Amigos verdadeiros não alimentam nossas ilusões: ajudam-nos, com bondade, a reconhecer o que precisamos transformar.


Em “Companheiros Francos”, Emmanuel e André Luiz convidam-nos a valorizar os amigos que, movidos por sincero interesse, apontam perigos, enganos e atitudes que podem prejudicar nossa caminhada.

Geralmente, apreciamos aqueles que confirmam nossas ideias e favorecem nossos interesses. Nem sempre, porém, recebemos com serenidade os que nos apresentam verdades necessárias ao nosso crescimento.

A sinceridade que auxilia

Ouvir uma advertência sobre nossas imperfeições pode causar desconforto. Mesmo quando as palavras são respeitosas, o orgulho pode levar-nos a reagir negativamente e a considerar insensível aquele que deseja ajudar.

Por isso, diante de uma observação sincera, convém silenciar e consultar a própria consciência. Em vez de rejeitá-la imediatamente, podemos examinar se existe nela alguma verdade capaz de contribuir para nossa renovação.

O amigo verdadeiro não busca humilhar nem controlar. Ele adverte com discrição, preserva nossa dignidade e deseja sinceramente o nosso bem.

Sinceridade não é agressão

A mensagem também nos ensina a distinguir a franqueza da maledicência. Quem calunia ou difama utiliza as palavras para destruir, expor e ferir. O companheiro franco, ao contrário, procura esclarecer com respeito e bondade.

Nem toda crítica deve ser aceita como verdadeira. É necessário observar a intenção, a maneira e as consequências das palavras recebidas. Ainda assim, mesmo uma advertência imperfeita pode oferecer alguma oportunidade de reflexão.

Valorizar os amigos sinceros significa reconhecer que eles podem funcionar como espelhos, ajudando-nos a perceber aspectos que, sozinhos, dificilmente enxergaríamos.

Para refletir

  • Como tenho reagido quando um amigo aponta alguma de minhas falhas?
  • Consigo distinguir uma advertência fraterna de uma crítica destrutiva?
  • Tenho oferecido sinceridade aos outros com respeito, discrição e bondade?

Reflexão final

“Companheiros Francos” recorda-nos que a amizade verdadeira não se limita a elogiar, concordar ou favorecer nossos interesses.

Há grande valor naquele que nos alerta com carinho e coragem, auxiliando-nos a corrigir enganos e evitar escolhas prejudiciais. Aprender a ouvir exige humildade, equilíbrio e sinceridade diante da própria consciência.

Da mesma forma, quando precisarmos advertir alguém, façamo-lo sem superioridade ou aspereza. A verdade somente cumpre sua finalidade quando é colocada a serviço do amor.

Que a humildade nos ensine a ouvir os amigos sinceros e que o amor oriente nossas palavras sempre que formos chamados a esclarecer. Paz e luz.  

Reflexão desenvolvida por Osmar Lima do Amorim com o auxílio do ChatGPT, ferramenta de inteligência artificial da OpenAI, e revisada antes da publicação.

Comentários