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Mostrando postagens com o rótulo objetivo

A INVESTIGAÇÃO POR PRAZER - II

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"É indubitável que muitos mais que aqueles que o fazem, o recorreriam ao suicídio com o fim de se livrar do fardo da vida, se pudessem convencer-se que daquele modo se pode lograr o olvido. Porém, aquele que duvida antes de esgotar o veneno, por ter medo de mudar unicamente de modo de existência e de se encontrar o sujeito a uma forma talvez mais ativa de miséria, é um homem de mais conhecimento que as almas temerárias que, de um modo selvagem, se atiram no seio do desconhecido, esperando seus favores. As águas do esquecimento são um tanto completamente diferentes das águas da morte e a raça humana não pode se extinguir pela morte, enquanto a lei do nascimento acione. O homem volta à vida física, do mesmo modo que o bebedor volta ao frasco de vinho; ele não sabe porque, sabe unicamente que deseja a sensação produzida pela vida, como o bebedor deseja a sensação pelo vinho originada. As verdadeiras águas do esquecimento existem longe, atrás da nossa consciência, e podem unicamente s...

FUNÇÕES PROFUNDAS DA DOENÇA

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"(...) o objetivo de uma enfermidade é, em princípio, o aperfeiçoamento do próprio homem. Como já dissemos, antes de nascer ele consegue ver claro sua meta evolutiva e programa acontecimentos que proporcionarão os recursos para que certas circunstâncias se deem nos planos físico e psíquico no decorrer daquela encarnação. Como esse programa é traçado pelo eu superior, apoiado nas formas que carmicamente estarão disponíveis, sempre se leva em conta o grau de vigor do indivíduo. Por isso nunca acontece de uma prova, no caso de uma enfermidade, ser maior do que sua capacidade de suportá-la. É o fato de não aceitá-la e de ele reagir diante das evidências que coloca mais peso sobre a situação, tornando-a, muitas vezes, insuportável. Isso é válido inclusive no que se refere à dor física, como veremos mais adiante. Ao passar por uma enfermidade, se souber trabalhá-la e trabalhar-se a si mesmo através dela, o homem adquire forças que substituirão aquelas que anteriormente tinha e que eram ...

VIRAR A PÁGINA

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" Precisamos estabelecer projetos de vida que sejam passíveis de realização. Algumas pessoas têm pena de si mesmas. Elas contam, com riquezas de detalhes, episódios tristes e dolorosos de suas vidas, guardados como se fossem recordações dignas de um álbum. Lamentáveis não são as situações sofridas, porque sofrimentos todos nós vivemos, mas as dificuldades que essas pessoas apresentam em superar os traumas sofridos e deixá-los no passado. É triste que algumas pessoas se disponham a viver colecionando dores e, principalmente, rancores e amarguras. Tais lembranças só servem para aumentar o peso da existência. Seria muito melhor que fizessem um esforço para virar a página e deixar o passado se desfazer na poeira do tempo. O maior perigo destas atitudes reside no fato de que toda a vida da pessoa fica contaminada pelos acontecimentos antigos, e tudo que acontece é avaliado como repetição do passado. As pessoas que foram traídas passam a esperar de cada pessoa que delas se aproxima uma ...

AS REGRAS DO JOGO (2ª PARTE)

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"(...) Em cada nível, a natureza segue essas cinco diretrizes. Elas são invisíveis, existem somente na consciência. A razão pela qual você não percebia não é que seja um segredo de Deus. O plano não é abstrato. Pelo contrário - ele está em cada célula de seu corpo. Você pode se tornar consciente do plano, se quiser, e então o universo adquire uma nova face. 1. Tudo está consciente. Viver em consonância com essa verdade indica que você respeita todas as formas de vida. Você acredita que é parte de uma estrutura viva e age de forma que todas as suas ações ajudem o todo a evoluir. Você reconhece uma afinidade em cada nível de consciência, do mais baixo até o mais alto. 2. Tudo se encaixa. Essa verdade abre sua mente para que veja como a totalidade da vida interage. Em vez de pensar em termos mecânicos, você vê cada ocorrência se desdobrando organicamente. Em vez de observar a vida pedaço por pedaço, você observa o quadro inteiro. Seria também natural investigar como e por que as cois...

AS REGRAS DO JOGO (1ª PARTE)

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"O plano para o universo em expansão está bem à nossa frente, mesmo que não consigamos vê-lo. Somos cegos para ele porque o plano somos nós. Ou, para torná-lo pessoal, você é o plano cósmico - ou plano divino, se preferir. Não existem regras fora de sua mente, nenhuma ação fora de seu corpo. Seja o que for que você escolha fazer, o plano se adapta. Quando você tem um novo desejo, o universo muda concomitantemente. Ele não tem escolha porque não existe propósito na criação além de você, exatamente aqui e agora. Concordo que essa descrição soa como uma hipérbole. Por toda a sua vida você absorveu uma visão de mundo que o coloca sob um poder superior. Se não for o poder de Deus, é o poder de forças naturais. Se não for o poder de autoridades, é o poder da natureza humana e seus impulsos autodestrutivos. Nada disso é verdade - ou, para ser mais preciso, nada disso é verdade uma vez descoberto seu eu real. Em última análise, descobrir seu propósito o conduz à descoberta de quem você re...

PRATIQUES O DARMA AGORA (PARTE FINAL)

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"(...) Algumas pessoas pensam que vão praticar o Darma quanto tiverem concluído seus afazeres mundanos. Isso é um erro, pois nosso trabalho neste mundo nunca acaba. Trabalho é como uma pequena ondulação de água movendo-se continuamente na superfície do oceano. É muito difícil ficar livre das nossas ocupações a fim de poder praticar o Darma. O trabalho interminável com o qual preenchemos a vida só se conclui no hora da nossa morte. Ainda que sejamos jovens e saudáveis, bem alimentados, elegantes e livres de circunstâncias desfavoráveis, a vida pode repentinamente nos enganar. Nosso corpo é um objeto que nos foi emprestado por pouco tempo. Se quisermos gerar a preciosa bodichita, teremos de fazê-lo no decorrer desta vida. Dia a dia, hora a hora, minuto a minuto, nosa vida vai passando. Até enquanto dormimos, a vida está esvaindo. Não podemos ter certeza de que a morte não descerá subitamente sobre nós. Apesar de tudo isso, cada um de nós pensa: 'Não vou morrer hoje... nem amanh...

BEATITUDE

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" (4:38) Seguramente, nada há neste mundo que santifique tanto quanto a sabedoria. No devido tempo, todo devoto bem-sucedido em suas práticas perceberá, no próprio Eu, a verdade do que acabo de dizer. (4.39) O devoto imerso no infinito, com os sentidos sob controle, alcança a sabedoria e obtém aquilo que sabe, desde logo, ser a paz perfeita. Os devotos que supõem um conflito entre amor religioso, autocontrole yóguico e sabedoria verdadeira (em oposição à intelectual) não logram perceber que todos esses caminhos (devoção, prática, yóguica e calmo discernimento) são meros aspectos de uma mesma verdade que resultam na mesma conquista. A palavra para devoção neste sloka é shraddha , geralmente traduzida por 'fé'. Refere-se ao tipo de devoção que não mantém Deus a distância implorando-Lhe favores, mas que, à semelhança de uma seta, voa direto para o alvo de Seu amor divino como tendência natural do coração a buscar sua Fonte verdadeira, intuitivamente percebida. ...

A VOZ DA VIDA

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"O objetivo e a direção da vida estão nas mãos da Vida Eterna. Nosso dever é dar cada passo nítida, sincera e corajosamente. Acontecimentos comuns na vida do aspirante adquirem uma complexidade divina. Seus próximos são fragmentos divinos, lutando na treva ao seu lado para serem compreendidos, e o aspirante está sempre pronto a lhes ajudar. Os acontecimentos da vida, mesmo os pequenos, tornam-se cheios de mensagens, desde que ele saiba que eles são a Voz da Vida falando à sua alma. Na vida do discípulo, disse H.P.B., não há acontecimentos insignificantes e, por vezes, os mais triviais são os que contêm mais significados. Por isso ela nos recomenda pensar sobre os acontecimentos da vida e tentar extrair deles os seus significados, estudá-los e tentar ver que mensagens contêm para o desenvolvimento de nossa alma. Pois Vida é Deus, e Deus é Amor, e trabalha somente para a realização e bem-aventurança futuras. Assim aprendemos a ler o Grande Livro da Vida. Isto é bem mais importan...

QUERER O DEVER (1ª PARTE)

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"Freud, Jung, Einstein, Frankl e outros pensadores modernos perguntam: 'que é o sentido da vida? A sua última razão de ser'? Freud declara que é o prazer, cuja expressão máxima está na libido. Outros, porém, já compreenderam que o sentido da vida está no valor realizado pela obediência ao dever. O querer ou prazer é do ego e depende das circunstâncias, ao passo que o dever é do Eu e é creado pela substância interna. O homem é objeto das circunstâncias, mas é sujeito ou autor da sua própria substância. O querer nos acontece, o dever é obra nossa. Querer é prazer, dever é felicidade. Eu sou objeto de um prazer, mas sou sujeito da minha felicidade. Eu tenho prazer, eu sou a felicidade. Há quase sempre um conflito entre querer e dever, porque o homem não harmonizou ainda o seu ego externo com o seu Eu interno. Nem é possível esta harmonização, porque 'o ego é o pior inimigo do Eu', como diz a sabedoria milenar da Bhagavad Gita. Jamais o ego fará um ...

AMOR PELA HUMANIDADE (PARTE FINAL)

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"(...) Não temos conhecimento de nossos poderes. A mente é potencialmente capaz de habilidades incríveis. No futuro distante, a mente usará a imaginação para moldar formas conscientes, e saberá disso. Quando pensarmos numa casa, outra pessoa verá como ela se parece. Isso pode ser acelerado atualmente com a prática correta. Assim que compreendermos isso, poderemos ajudar qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo exatamente agora, fazendo uso de pensamento ou de sentimento, ou de ambos conjuntamente. Conforme afirmou Blavatsky, 'a pessoa pode estar na prisão e ainda ser um trabalhador pela causa'. Existem, no entanto, alguns passos primários que precisam ser entendidos. O primeiro é que 'o que quer que venha a nós teve origem em nós'. Logo que isso é compreendido em profundidade, requerendo contemplação e possivelmente algum estudo para verdadeiramente apreender, podemos parar de buscar do lado de fora as respostas para nossos problemas, e começar a buscar...

FRATERNIDADE (PARTE FINAL)

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"(...) As explanações dadas aqui a respeito do que deve ser o discípulo, significam que ele deve ser como uma estrela que dá luz a todos sem tirá-la de ninguém; como a neve que recebe a geada e os ventos cortantes para proteger do frio as sementes que dormem na terra e permitir sua germinação quando chegar a estação do crescimento. Eis a instrução à qual os Mestres Divinos exigem obediência; eis o que eles pretendem dos homens que desejam tornar-se discípulos. Não a realização imediata, mas sim o empenho; não a perfeição imediata, mas sim o esforço; tampouco é exigida, certamente, a revelação do ideal, mas sim a luta por alcançá-lo superando fracassos e desacertos. E agora eu lhes pergunto: Acreditam que aqueles entre nós, que acatamos isto como um ideal e que reconhecemos ser uma exigência que nos é imposta por nossos Mestres, possamos prejudicar a sociedade ou que sejamos apenas os serventes da humanidade obedecendo àqueles cuja lei nos esforçamos em acatar? Além disso, ...

O EMPREGO DA VONTADE

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"Quando M. Coué, tratando do poder da imaginação ou do poder criador do pensamento, diz que na luta entre a imaginação e a vontade vence sempre a imaginação, está com a razão, contanto que por 'vontade' tomemos essa resistência frenética e ansiosa, que para a maioria das pessoas é o substituto da verdadeira vontade. Assim, quando aprendemos a andar de bicicleta e ao vermos uma árvore no meio do caminho nos precipitamos diretamente contra esse obstáculo, com risco de acidente, o erro provém da indisciplinada imaginação, pois formamos a temerosa imagem de que vamos nos chocar contra a árvore, representamos a nós mesmos no ato do choque, e vigorizamos a imagem pela emoção de temor. Então começamos a resistir à imagem. Mas essa relutância inquieta não merece o nome de 'vontade'. Ao contrário, essa resistência fortalece seguramente a imaginação, e mesmo ajuda a provocar o acidente que procuramos evitar. Mas se empregássemos a genuína Vontade, não consentiríamos abso...

PRECES ATENDIDAS

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"Vindos a este mundo sem sabermos de onde, naturalmente refletimos sobre a origem e a finalidade da vida. Ouvimos falar de um Criador, lemos a Seu respeito, mas não conhecemos nenhum meio de entrar em contato com Ele. Só sabemos que o universo inteiro é o retrato de Sua inteligência. Assim como o intrincado mecanismo de um pequeno relógio desperta a nossa admiração pelo relojoeiro, assim como as máquinas enormes e complexas de uma fábrica nos fazem admirar o seu inventor, também a visão dos prodígios da natureza provoca em nós o respeito reverente pela inteligência neles oculta. Perguntamos: quem fez da flor uma forma viva, que se ergue em direção ao sol? De onde vem seu aroma e beleza? Como foram suas pétalas modeladas com tanta perfeição e tingidas com cores tão encantadoras? À noite, as estrelas e a lua, derramando luz prateada a nosso redor, fazem-nos refletir sobre a inteligência que guia esses corpos celestes pelo firmamento. A suave luz da lua é insuficiente para as...

ABANDONANDO O TEMPO PSICOLÓGICO (1ª PARTE)

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"Aprenda a usar o tempo nos aspectos práticos da sua vida - podemos chamar de 'tempo de relógio' -, mas retorne imediatamente para perceber o momento presente, tão logo esses assuntos práticos tenham sido resolvidos. Assim, não haverá acúmulo do 'tempo psicológico', que é a identificação com o passado e uma projeção compulsiva e contínua do futuro. Se estabelecemos um objetivo e trabalhamos para alcançá-lo, estamos empregando o tempo do relógio. Sabemos bem aonde queremos chegar, mas respeitamos e damos atenção total ao passo que estamos dando neste momento. Se insistimos demais nesse objetivo, talvez porque estejamos em busca de felicidade, satisfação ou de um sentido mais completo do eu interior, deixamos de respeitar o Agora. E ele é reduzido a um mero degrau para o futuro, sem nenhum valor intrínseco. O tempo do relógio se transforma então em tempo psicológico. Nossa jornada deixa de ser uma aventura e passa a ser encarada como uma necessidade obsessiva...

A META

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"Visando a defender seu maior patrimônio, a saúde, descubra um motivo muito elevado, muito nobre para nele empenhar sua existência; encontre um grandioso ideal a perseguir; ache uma tarefa importante e mesmo essencial a cumprir; defina um papel sublime a desempenhar no imenso palco da vida; isto lhe aumentará a vitalidade e o poder imunológico. Quem tem algo muito significativo a fazer não se entrega à doença e à morte. Vive doente e fraco quem não tem o motivo para viver e não se sente atraído para as alturas maiores quem não sente o apelo do mundo transcendente. Não tem resistência nem euforia vital o entediado pela carência de motivação. Se você ainda não descobriu um objetivo, uma finalidade, uma grandiosa meta para sua existência, deixe-me lembrar mais uma vez - você é um precioso investimento de Deus. Sou forte, sadio e feliz porque tenho algo a fazer ao qual dedico minha vida - fazer render o investimento que eu sou. " ( Hermógenes - Deus investe em...

KARMA INDIVIDUAL E KARMA COLETIVO (4ª PARTE)

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"(...) 2. Karma de Família. No Capítulo IV, tratando da hereditariedade, vimos como os membros de uma famí­lia se afetam mutuamente. O bom ou o mau Karma de um membro pode, às vezes, afetar toda a família, mas até que ponto afetamos uns aos outros não é possível a um mortal comum saber, pois esse relacionamento é de­masiado complicado. O Marajá de Bobhili diz 'que, a não ser que a pessoa tente destruir seu pecado paterno pelos seus bons atos, aquele pecado jamais deixará a fa­mília sem ser esgotado'. Tudo isso nos leva a pensar, pois mostra o quanto somos responsáveis para com a Huma­nidade em geral, e como devemos procurar a erradicação do mau Karma da Família, por amor da posteridade, e para a diminuição das suas cargas, pois, com toda a cer­teza, os 'pecados do pai serão censurados nos filhos'. Temos o poder de chamar a nós, voluntariamente, a car­ga da família e, por suportá-la, destruímos o mau Karma da Família. No Upanishad Kaushítaki, lemos: 'O filho...

O DESENVOLVIMENTO DE PODERES OCULTOS

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"Os aspirantes formulam com frequência a pergunta sobre como a pessoa pode desenvolver os poderes ocultos ou siddhis . O seu desenvolvimento depende do carma, do dharma , da capacidade e do motivo da pessoa. A questão é motivada pelo interesse pessoal sobre estas coisas como objetivos, ou é para ganho material, prestígio e riquezas? Ou a questão origina-se do amor altruísta para ajudar nosso próximo? O sucesso será difícil a menos que o amor pela humanidade seja o motivo. Isto não significa necessariamente amor possessivo ou emocional, mas compaixão búdica , na qual a pessoa compartilha as necessidades e os sofrimentos da humanidade e anseia retirar um pouco do pesado carma do mundo. Por trás de tudo deve haver uma vontade sem egoísmo para curar, para descobrir a fim de compartilhar e para ensinar os outros a fazerem o mesmo. O desenvolvimento da clarividência não terá utilidade sem este motivo altruísta de serviço, não sendo alcançada a plena floração de seu desenvolvimento...

A SENDA DO EQUILÍBRIO

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"Qual é a melhor maneira de viver? Em algum estágio de sua vida a pessoa tem que responder a essa pergunta por si mesma. Nesta sociedade cada vez mais caótica e em um mundo de crescente complexidade, a questão torna-se mais urgente e a resposta mais importante. Uma outra questão no mesmo contexto, e igualmente desconcertante, diz respeito ao objetivo da pessoa na vida. Isso é um pouco mais complicado por causa dos princípios éticos aparentemente contraditórios que são propostos. Os sábios e os santos, cuja meta é a salvação, tentam levar uma vida de pureza espiritual. Eles veem a criação como uma peça da Divindade, onde todos os fenômenos são uma manifestação de Brahman , a Realidade Última. Eles disciplinam suas mentes para transcender a multiplicidade de coisas, e finalmente fundir-se com a realidade ao libertar-se de Maya, o mundo das aparências. Por outro lado, os assim chamados homens práticos, para quem o mundo é a única realidade, têm por meta o acúmulo de posse...

VIVA NO MAIS ELEVADO

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"Muito frequentemente as pessoas pensam que uma mudança de circunstâncias irá ajudá-las a atingir o seu ideal. Ou julgam que a prática sincera de sua fé religiosa ou o trabalho que fazem para transformar o mundo em uma utopia devem ser a sua preocupação principal. Todavia, a única mudança que vale a pena deve ocorrer na consciência do próprio indivíduo. Cada um de nós deve parar de projetar seus próprios problemas para o mundo e depois culpar o mundo pelos problemas que são nossos. A maioria de nós faz isso o tempo todo. Construímos grandes edifícios e instituições intelectuais para justificar e reforçar as barreiras contra o autoexame. Por exemplo, minha própria profissão, a psicologia, como disciplina intelectual, é um produto do esforço e da consciência humana e, portanto, tende a sofrer de síndrome de superdeterminismo. O debate 'hereditariedade versus ambiente' começou cedo na história da psicologia. Primeiramente, o desajuste foi atribuído a causas paternais e so...

SOFREDORES PROFANOS E INICIADOS (PARTE FINAL)

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"(...) A amargura máxima do sofrimento não está no fenômeno externo dele, mas na atitude interna do sofredor. E essa correta atitude interna supõe autoconhecimento. Quando o sofredor sabe que não é o seu Eu divino, mas apenas o seu ego humano que sofre, então pode ele sofrer serenamente, e mesmo sabiamente - talvez até jubilosamente, por saber que ele está construindo a 'única coisa necessária que nunca lhe será tirada'. A maior acerbidade do sofrimento, como dizíamos, está na sua absurdidade, no seu aspecto paradoxal, no seu caráter antivital e antiexistencial - mas esse aspecto não vem do sofrimento em si, mas unicamente da falsa perspectiva do sofredor. O sofrimento do sofredor profano é necessariamente absurdo, paradoxal, antivital, antiexistencial, e é capaz de levar o sofredor à revolta, à frustração, ao suicídio, ou ao inferno em plena vida. É pois de suprema sabedoria que o homem mude de perspectiva e atitude - e isto, não quando vítima de uma tragédia, m...