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Mostrando postagens com o rótulo santo

O SANTO DESILUDIDO

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"Inclinara-se a palestra, no lar humilde de Cafarnaum, para os assuntos alusivos à devoção, quando o Mestre narrou com significativo tom de voz:  — Um venerado devoto retirou-se, em definitivo, para uma gruta isolada, em plena floresta, a pretexto de servir a Deus. Ali vivia, entre orações e pensamentos que julgava irrepreensíveis, e o povo, crendo tratar-se de um santo messias, passou a reverenciá-lo com intraduzível respeito. Se alguém pretendia efetuar qualquer negócio do mundo, dava-se pressa em buscar-lhe o parecer. Fascinado pela alheia consideração, o crente, estagnado na adoração sem trabalho, supunha dever situar toda gente em seu modo de ser, com a respeitável desculpa de conquistar o paraíso.  Se um homem ativo e de boa-fé lhe trazia à apreciação algum plano de serviço comercial, ponderava, escandalizado:   — É um erro. Apague a sede de lucro que lhe ferve nas veias. Isto é ambição criminosa. Venha orar e esquecer a cobiça.  Se esse ou aquele jove...

NÃO JULGUEIS - E NÃO SEREIS 'JULGADOS!' - NÃO CONDENEIS - E NÃO SEREIS CONDENADOS!

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"Com estas duas frases lapidares enuncia o divino Mestre a lei universal e infalível de causa e efeito, ou, como diz a filosofia oriental, a lei do 'karma'. Se os homens compreendessem praticamente essa lei, não haveria malfeitores sobre a face da terra, porque o homem compreenderia que fazer mal a seus semelhantes é fazer mal a si mesmo, e, como ninguém quer ser objeto de um mal, ninguém seria autor do mal; cada um compreenderia que ser mau é fazer mal a si mesmo. O universo é um 'kosmos', isto é, um sistema de ordem e harmonia, regido por uma lei que não admite exceção, ou no dizer de Einstein, o universo é a própria Lei Universal. Dentro desse sistema cósmico, a toda ação corresponde uma reação equivalente. Pode essa reação tardar, mas ela vem com absoluta infalibilidade. Objetivamente, ninguém pode perturbar o equilíbrio do universo, embora, subjetivamente, os seres conscientes e livres possam provocar perturbação. A ação do perturbador provoca infalivelmente a...

A ORAÇÃO (PARTE FINAL)

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"(...) Quando entrasse no seu longo repouso no mundo celeste, estaria inteiramente fora de qualquer possibilidade de ser perturbado por coisas terrenas; no entanto, até num caso desses, uma oração que lhe fosse dirigida talvez não ficasse sem efeito.  Um homem assim estaria quase certamente despejando uma torrente constante de pensamentos de amor sobre a humanidade, e esses pensamentos seriam um verdadeiro e poderoso chuveiro de bênçãos, tendendo geralmente ao auxílio espiritual daqueles sobre os quais viesse a cair; e não há dúvida que o homem que estivesse pensando com fervor no santo, ou rezando para ele, estabeleceria relação com ele, e atrairia, por consequência, sobre si grande quantidade daquela força, se bem que inteiramente à revelia do santo de que ela provinha. Se o santo fosse suficientemente adiantado para ter entrado numa série especial de nascimento, que se seguissem, rápidos, uns aos outros, o caso seria igualmente diverso. Ele estaria então, durante o tempo to...

A ORAÇÃO (1ª PARTE)

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"É difícil dizer alguma coisa sobre a oração que se aplique universalmente, porque existem espécies diferentes de oração, e porque estas são dirigidas a seres que diferem amplissimamente na evolução. Os fundadores da maioria das grandes religiões nunca estimularam, de maneira alguma, os seus seguidores a rezarem para eles, e, via de regra, estes últimos têm sido esclarecidos demais para fazerem alguma coisa desse gênero. Se um pensamento muito forte, endereçado a eles, os alcançaria, ou deixaria de alcançá-los, depende da linha de evolução que tivessem seguido desde então - na realidade, se continuam, ou não, em contato com a terra. Se eles ainda estivessem ao alcance dos interessados, e se um pensamento dessa natureza os atingisse, é provável que, vendo que seria bom para o emissor de pensamento que alguma nota fosse tomada nesse sentido, eles voltassem para a sua direção a atenção de alguns discípulos que ainda se encontrassem na terra. Mas é totalmente inconcebível que um h...

A RELIGIÃO DA BELEZA (PARTE FINAL)

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"(...) A resposta à beleza transmuta a consciência. Quando vemos a luz do sol se derramando sobre as folhas ou sentimos a beleza do entardecer, algo se abre dentro de nós. Há um sentimento de alívio e deleite, pois a beleza nos libera, nos põe em contato com o eu, com a nossa natureza mais profunda, onde está o sujeito que não pode ser visto ou ouvido, mas que é todo percepção. A beleza é uma ponte entre o eu e a essência daquilo que vemos. A experiência da beleza nos transporta ao universal. Tudo que é belo abre uma vereda para o sagrado e o santificado, porque é um fragmento manifestado das verdades divinas. Segundo Hugh l'Anson Fausset, 'pela visão espiritual daqueles que viram a beleza celestial, podemos descobrir a realidade à qual pertencemos e participar de seu mistério.' Por isso, os Upanishades  aconselham: aprenda a olhar, ouvir, penetrar em você mesmo e meditar, pois é assim que a consciência universal é conhecida. Krishnamurti também recomendou, c...

AS RELIGIÕES

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"O ideal de todas as religiões é o diálogo e o  mútuo respeito e reverência por todos os verdadeiros santos e caminhos de todas as religiões. Isso não significa que elas perderão suas individualidades desmanchando-se como o açúcar para formar uma única religão. Não! Cada religião é única. Representa um aspecto da Divindade que não pode ser diluído. Porém, Deus não pode ser limitado ou enclausurado senão no Amor. O Amor é a única armadilha capaz de aprisionar o Senhor. Portanto, todas as religiões representam, cada uma, aspectos diferentes do Divino. Assim como a luz branca revela sete diferentes cores e inúmeros matizes quando passa pelo prisma, também as religiões representam facetas de Deus que não podem ser aprisionadas entre os sectários muros das ideologias criadas pelos homens. Cada religião, assim como cada cor do arco-íris, possui sua intrínseca e insubstituível individualidade e, ainda assim, cada uma deve saber, reverenciar e respeitar todas as outras como in...

ENCONTRE A VERDADE EM SEU INTERIOR

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"Nada é 'oculto' àquele que investiga seu interior encontrando no mais recôndito de sua alma, respostas para os mais intrigantes mistérios. Nenhum santo em nenhuma época ou religião encontrou qualquer verdade senão dentro de Si mesmo ( Self ou Atman ). Deus ou Espírito não está fora do homem. Os grandes santos, tais como Krishna, Shankara, Jesus ou Budha, afirmaram a existência do Reino de Deus dentro do homem. Tais homens, renunciantes do mundo, do luxo ou da luxúria, da ganância e de tudo o que diz respeito às relatividades e subjetividades da vida mundana, vivem em plena comunhão com a Divindade. Sentem-se na concavidade de suas almas preenchendo-os como o vinho preenche o cálice até a borda. Cada vórtice de energia (chackra), como os sete candelabros de ouro em plena força, brilham como sóis de vida e força em sua potência. Caminham com o Espirito, percebendo-O em Sua graça e majestade. (...) 'Ébrios' de Deus, do mais doce néctar, vivem absortos n...

ATEUS E MATERIALISTAS (2ª PARTE)

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"(...) Alguém de espírito crítico poderá arguir que conhece indivíduos que são ateus e, no entanto, vendem saúde. Assim como existem carolas, neurastênicos, irascíveis, estressados, sofrendo de úlceras, aerofagia, asma, insônia... É certo que muitos que parecem religiosos andam por aí como verdadeiros 'poços de doença', em contraste com 'materialistas' cheios de saúde e paz.  Como reconhecer tal verdade e ainda manter a tese de que saúde e paz são riquezas dos que mais amam a Deus e O servem? Para começar, é preciso definir o ateu. Costuma-se dizer que ateu é aquele que diz não acreditar em Deus. Entretanto, conheço muitos que negam existir Deus, mas vivem como o melhor dos crentes. Efetivamente existem 'santos ateus'. Conheci um assim. Dr. Luis Antônio dos Santos Lima, natalense, médico dos cancerosos, inteiramente devotado ao serviço inegoístico (Karma Yoga) e seu mais ardente desejo era encontrar Deus, mas um Deus que não aquele que tem sido ...

SOMOS BORBOLETAS DA ETERNIDADE

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"O dia amanheceu e Bupendra, desde as cinco da manhã, estava submerso em meditação (...) Após deliciar-se no infinito, saiu para caminhar (...) Enquanto caminhava (...) um dos moradores se aproximou (...) Trocaram cumprimentos com um pronam e o homem disse: - Senhor, poderia me ajudar tirando uma grande dúvida do coração? - Se puder, será um prazer - respondeu Bupendra. -Esta noite tive um sonho. Jamais fui capaz de crer que os homens pecadores fossem capazes de se livrar do pecado e realizar Brahman, contudo, em meu sonho, vi o diálogo entre uma borboleta e uma lagarta. -A borboleta dizia: "Querida lagarta, você, um dia, será como eu e deixará de se rastejar pelo solo." - Incrédula, a lagarta apenas ria da borboleta sem crer naquilo. Não era capaz de compreender como ela, um simples inseto rastejante, pudesse algum dia, criar asas e voar livremente pelo azul do céu. -Mas, um belo dia, a lagarta passou muito mal e se enclausurou num casulo (...) Então, ap...

A VIRTUDE DO AMOR

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"O amor natural do coração é o principal requisito para se alcançar uma vida santa. Quando aparece no coração, esse amor, a dádiva celestial da Natureza, remove todas as causas de excitabilidade do organismo, acalmando-o até um estado de perfeita normalidade; e, ao revigorar os poderes vitais, elimina todas as matérias estranhas - germes das doenças - por meios naturais (transpiração, etc.). Desse modo ele torna o homem perfeitamente saudável no corpo e na mente e o capacita a compreender acertadamente a orientação da Natureza. Quando se torna desenvolvido no homem, esse amor o capacita a compreender a verdadeira posição de seu próprio Eu, como também a dos outros em seu redor. Com a ajuda desse amor desenvolvido, o homem tem a felicidade de obter a companhia divina de santos personagens e está protegido para sempre. Sem esse amor, o homem não pode viver de maneira natural, nem pode se manter em companhia da pessoa adequada para o seu próprio bem-estar; ele fica freque...

A MENTE DESTEMIDA E O CORPO SADIO

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Versão de uma fábula tradicional "Enquanto meditava, tarde da noite, um santo viu o fantasma da terrível doença da varíola entrando na aldeia em que vivia, e exclamou: - Pare, sr. Fantasma! Vá embora. Não deve molestar a cidade em que cultuo a Deus. O espectro respondeu: - Só levarei três pessoas, de acordo com meu dever cósmico determinado pela karma . - Ao ouvir isso, o santo consentiu, com tristeza. No dia seguinte, três pessoas morreram de varíola. Contudo, um dia depois, mais pessoas morreram, e a cada dia outras mais eram vencidas pela temerosa doença. Considerando-se vítima de um grande engodo, o santo meditou profundamente e invocou o fantasma. Quando este chegou, o santo o repreendeu: - Sr. Fantasma, o senhor me enganou e mentiu quando disse que só levaria três pessoas com a sua varíola. Mas o espectro respondeu: - Em nome do Grande Espírito, eu lhe falei a verdade. O santo insistiu: - O senhor prometeu levar apenas três, mas um...

O SIGNIFICADO DO ATO DE "DAR"

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“Atirando a moeda ao mendigo, pensava um homem: - Com isto, afasto do meu destino vir a ser igual a ele. Era um covarde. Um outro deu a esmola, convencido de que “dar aos pobres é emprestar a Deus”. Era um mercenário. Um homem ajudou ao mendigo porque via na esmola, no mendigo, no ato de dar, e em si mesmo o próprio Ser Supremo. Era um santo.” ( Hermógenes – Mergulho na paz – Nova Era, Rio de Janeiro – p. 156 )

NÃO SOU O QUE PENSAVA SER

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Eis a canção que escutei o Sábio cantar: “Não sou o que pensava ser. O que julgava Real era apenas sombra. O que cria valer, valor não tinha. O consciente revelou-se-me não ser. Vi a impermanência do que eterno me parecia. Vi mentiras escondidas em reposteiros de verdades. Ao desiludir-me, vi sorrisos disfarçando prantos. Em meu desencanto descobri maldades nos que supusera santos. Quando me desenganei, constatei a estultícia de quem supusera ser sábio. Vi tibieza nos que pareciam fortes. Assim como o Real se veste de aparências, os homens se vestem de ilusões. O mal não está em o Real vestir-se de maya, nem no homem que se veste de hipocrisia. O mal está no engano, no encanto, nas ilusões que minha própria ignorância engendrava e nutria. Desiludido, desenganado, desencantado, agora estou salvo. Agora vejo. Agora sei. Agora Eu Sou”. (Hermógenes – Mergulho na paz – p. 193)