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CARMA E HEREDITARIEDADE

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"Pode explicar-se perfeitamente a hereditariedade, pela teoria cármica. O indivíduo, ao nascer, precisa acompanhar-se de certas qualidades físicas ou morais, de certo ambiente familiar ou social, que lhe permitam cumprir o Carma, organizado pelos Senhores do Carma (Assim, os 4 Maharajas escolhem o carma físico: pais, ambientes etc.). Não existe o acaso. Acaso  é o conjunto de causas que desconhecemos. Quando o biologista, ao demonstrar a hereditariedade, diz que a reunião dos cromossomos paternos e maternos processa-se ao acaso, para darem os caracteres da criança, não diz a verdade, na acepção teosófica. Estes cromossomos reúnem-se pela vontade superior dos Senhores do Carma. São eles o 'acaso'. Vamos apresentar um exemplo muito grosseiro, porém acessível, para explicar, até certo ponto, a relação entre a hereditariedade e o Carma. Seja um indivíduo que, em sua vida anterior, procedeu de tal forma, perdeu tais ocasiões de fazer o bem ou de repelir ...

CORREMOS ATRÁS DE ARCO-ÍRIS

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"Nem sempre vemos o que está mais perto de nós. Passamos direto pelas riquezas que estão ao alcance da mão e corremos atrás do arco-íris. Buscamos a segurança no escuro, quando em realidade ansiamos pela luz. Bebemos sonhos dourados que não nos saciam, quando a alma está sedenta da Realidade Suprema. Corremos atrás da sombra inexistente do abrigo das miragens, enquanto na verdade ansiamos pelo oásis de paz e harmonia que está na alma. A diversidade desarmoniosa que nos chama lá fora é um mero jogo de sombras dos verdadeiros tesouros em nosso interior. Acalme a irrequieta mente que se exterioriza, fazendo com que ela se volte para dentro. Harmonize pensamentos e desejos com as realidades que a tudo satisfazem e que já se encontram na alma. Então você verá a harmonia inerente à vida e à natureza. Se sintonizar suas esperanças e expectativas com sua harmonia interior, você flutuará pela vida nas diáfanas asas da paz. A beleza e a profundidade da yoga  estão no fato de que ela c...

A VIDA NA IOGA

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"Existe um estágio de progresso na ioga no qual as formas e os métodos prescritos não são mais necessários, mas até que este estágio seja alcançado, certos métodos são necessários como os indicados nos autênticos livros sobre ioga. Chega um momento, porém, que o iogue não dá mais atenção a eles, mas vive o tempo todo num estado de êxtase que, embora nem sempre visível em sua mente, está presente no entanto. Ele está naquele estado e sabe disso. O estado está sempre ali, e ele só precisa aquietar a sua mente por um ou dois momentos para experimentá-lo plenamente. Esta é uma doutrina algo perigosa para os principiantes que podem se iludir com este conhecimento, pensando que eles também podem ser independentes das formas e dos métodos indicados. Eles os negligenciam e fracassam inevitavelmente. Assim como a experiência do homem sobre a luz do Sol na Terra inclui todas as fase e os graus de luz, desde o pré-alvorecer ao pôr do Sol e à escuridão da noite - e está limitado a ele...

RENÚNCIA

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"Renuncie à ideia de ser separado. Em todos os seres veja você mesmo, e sinta todos os seres em você. Esta é a mais alta renúncia, a renúncia do sentido do ego, o ego que o faz se apegar a esta sua temporária habitação, a este saco de ossos e carne, a esta casca que usa um nome e uma forma. De duas coisas consiste o exercício espiritual: a contemplação de Deus; e a descoberta da nossa natureza inata, ou seja, da Realidade. Reduza suas necessidades, e viva com simplicidade - tal é o caminho da felicidade. Apego gera aflição em seu despertar. Ao final, quando a morte exige que tudo seja largado para trás e que abandone todas as pessoas, você é esmagado pelo sofrimento. Imite o lótus na água; ele pousa sobre ela, mas não dentro dela. A água é necessária a seu crescimento, mas ele não consente que nem uma gota o molhe." ( Sathya Sai Baba - Sadhana, O Caminho Interior - Ed. Nova Era, Rio de Janeiro, 1993 - p. 49 ) www.record.com.br

LEALDADE (PARTE FINAL)

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"(...) Quando falamos de sermos leais ou não, quem somos 'nós'? É a mente em nós que escolhe ou decide. A mente, embora associada a outros elos da cadeia da individualidade humana, é essencialmente o homem. Onde fica a natural lealdade ou centro de gravitação para a mente? Naquilo que chamamos de Espírito, o foco espiritual da consciência manifestada. Uma vez que o Espírito não é pessoal, mas vivo, onipenetrante, infinitamente centrado, a atração a ele é atração a tudo que seja espiritual. Somente nisso está a direção do progresso, se quisermos elevar-nos acima do plano de mera expansão da mentalidade que é ativa na vasta maioria dos homens. A mente tem de ser enxertada no princípio espiritual ou elevada até ele. Portanto, não pode haver lealdade na mente do homem, exceto aqueles valores, corporificados numa pessoa ou teoricamente contemplados, que são cristalizações da qualidade espiritual imperecível, presentes nele mesmo. Mesmo quando a livre autoentrega do coraçã...