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A INVESTIGAÇÃO POR PRAZER - IV

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"O que os homens desejam é saber como mudar a dor pelo prazer; ou, por outras palavras, encontrar por meio de que procedimento pode regular-se a consciência, com o fim de que a sensação mais agradável, seja e que se experimente. Se é possível descobrir-se isto para o esforço do pensamento humano, é pelo menos uma questão digna de se ter em conta. Se a mente do homem permanece fixa sobre algum assunto determinado com a concentração suficiente, obtém a iluminação com relação ao mesmo, mais cedo ou mais tarde. O indivíduo em quem a iluminação final aparece, é chamado um gênio, um inventor, um inspirado. Porém, ele é unicamente a síntese de uma grande obra mental verificada em seu redor por homens desconhecidos, dos quais alguns estão separados dele por grandes distâncias; sem ele houvera carecido de material necessário para sua empresa. Do mesmo modo o poeta precisa o alimento de inumeráveis poetastros. Ele é a essência do poder poético do seu tempo e dos tempos anteriores a ele. É i...

A INVESTIGAÇÃO POR PRAZER - III

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"Esta pergunta, filha da tristeza e do aborrecimento, que nos parecem constituir uma parte essencial do espírito do século em que vivemos é de fato, uma questão que deve ter sido tratada em todas as épocas. Se com a inteligência nos dirigimos para trás, através da história, sem dúvida encontraremos que tem sido feita sempre quando a flor da civilização se tinha aberto completamente e quando suas pétalas com dificuldade se mantinham unidas. A porção natural do homem tem alcançado então sua maior altura; tem levado rodando a pedra até o cimo do monte da dificuldade, só para contemplá-la a rodar novamente para baixo, logo que tem alcançado o cume, como no Egito, em Roma, na Grécia. Porque este trabalho inútil? Não é suficiente para produzir um desalento e um mal-estar impossíveis de descrever, estar levando a cabo um trabalho, só para vê-lo destruído? Depois de tudo, isto é o que o homem tem feito através de toda a história, o mais longe que nossos limitados conhecimentos podem alcan...

A INVESTIGAÇÃO POR PRAZER - II

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"É indubitável que muitos mais que aqueles que o fazem, o recorreriam ao suicídio com o fim de se livrar do fardo da vida, se pudessem convencer-se que daquele modo se pode lograr o olvido. Porém, aquele que duvida antes de esgotar o veneno, por ter medo de mudar unicamente de modo de existência e de se encontrar o sujeito a uma forma talvez mais ativa de miséria, é um homem de mais conhecimento que as almas temerárias que, de um modo selvagem, se atiram no seio do desconhecido, esperando seus favores. As águas do esquecimento são um tanto completamente diferentes das águas da morte e a raça humana não pode se extinguir pela morte, enquanto a lei do nascimento acione. O homem volta à vida física, do mesmo modo que o bebedor volta ao frasco de vinho; ele não sabe porque, sabe unicamente que deseja a sensação produzida pela vida, como o bebedor deseja a sensação pelo vinho originada. As verdadeiras águas do esquecimento existem longe, atrás da nossa consciência, e podem unicamente s...

A INVESTIGAÇÃO POR PRAZER - I

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"Todos conhecemos aquele algo misterioso e severo, ao qual chamamos miséria, que ao homem persegue e de um modo bastante estranho, como a primeira vista parece; não o persegue vaga e incertamente, mas com pertinácia positiva e inquebrantável. Sua presença não é absolutamente contínua, pois de outro modo deixaria o homem de viver; porém sua pertinácia não cessa de modo algum. O sombrio fantasma da desesperação permanece por trás do homem, pronto para tocá-lo com seu dedo terrível, tão depressa como se tivesse sido demasiado tempo feliz. Quem deu a este horrível espectro o direito de vagar ao nosso redor desde que nascemos até que morremos? Quem lhe deu o direito de permanecer sempre à nossa porta, conservando-a entreaberta com sua mão invisível, mas não obstante horrível, pronta a entrar no momento oportuno? O maior filósofo de todos os que viveram sucumbe, afinal ante o mesmo; e unicamente é filósofo, no verdadeiro sentido da palavra, aquele que reconhece o fato de que é irresistí...

OS QUATRO ERROS

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"Por que as pessoas acham tão difícil até mesmo conceber a profundidade e a glória da natureza da mente? Por que ela parece para tantos uma ideia tão exótica e improvável"? Os ensinamentos falam e quatro erros que nos impedem de realizar imediatamente a natureza da mente: A natureza da mente está próxima demais para ser reconhecida. Tal como não conseguimos ver nosso próprio rosto, a mente também tem dificuldade de ver sua própria natureza. É profunda  demais para ser sondada. Não fazemos ideia de quão profunda pode ser; se fizéssemos, já a teríamos realizado até certo ponto. É fácil  demais para acreditarmos nela. Na verdade, tudo o que precisamos é simplesmente repousar na consciência pura desnuda da natureza da mente, que está sempre presente. É maravilhosa demais para que nos adaptemos a ela. Sua absoluta imensidão é vasta demais para caber em nosso estreito modo de pensar. Simplesmente nós não podemos acreditar nela. Nem talvez imaginar que a iluminação é a natureza rea...