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A PÉROLA DAS ORAÇÕES

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"Continuava Jesus a passar os dias em Jerusalém, e as noites em Betânia, na doce familiaridade da casa de Lázaro, Marta e Maria, quando não amanhecia no Monte das Oliveiras, em colóquio com o Pai celeste. Também durante o dia se retirava frequentes vezes do meio da sociedade, para entrar na atmosfera benéfica da oração. A sua alma respirava então aliviada, desopressa. O mundo profano era para Jesus um exílio; o mundo espiritual era a sua pátria. Certo dia, alguns dos discípulos se acercaram do Mestre, quando estava em oração, e tão enlevados ficaram, que lhe pediram: - Senhor, ensina-nos a orar, assim como João ensinou a seus discípulos: Respondeu-lhes Jesus: - Quando orardes, dizei: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha a nós o teu reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como nos céus; o pão nosso de cada dia nos dá hoje, perdoa-nos as nossas dívidas, assim como também nós perdoamos aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentaçã...

CRISE E OPORTUNIDADE

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“Ainda estamos atrasados em nossa evolução espiritual? Seria razoável essa nossa maneira de ser? Um progresso científico extraordinário e uma ética questionável! Nossos desejos são insaciáveis, não importa em que nível. Olhamos à nossa volta e não aceitamos a realidade. Porém agimos sem considerar as consequências, e quando elas se apresentam ficamos surpresos e reclamamos. Parece-nos estranho conviver com o Bem, o Bom e o Belo. A vida é cheia de ilusões. Uma delas é a de que existe algo permanente. Ninguém muda ninguém, a não ser a própria pessoa e a partir de sua vontade e consciência. Tente mudar a si mesmo, se for esse o caso. A dor é o aguilhão que nos impele à mudança. Mas mudar em quê? Como saber? Os maiores Mestres da humanidade nos deixaram sugestões há séculos e até milénios. Até agora, em vão. Olhar para fora é fácil. Difícil e oportuno é olhar para dentro de nós, para ver quem somos, o que sentimos e como pensamos. Autoconhecimento, sem julgamento. Valorizamos exc...

FÉ E CORAGEM

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“Proclamar as próprias convicções, notadamente diante das criaturas que se nos façam adversas, é coragem da fé, no entanto, semelhante afirmação de valor não se restringe a isso. O assunto apresenta outra face não menos importante: o desassombro da tolerância pelo qual venhamos a aceitar os outros como os outros são, sem recusar-lhes auxílio. Cunhar pontos de vista e veiculá-los claramente é sinal de espontaneidade e franqueza, marcando alma nobre. Compreender amigos e adversários, simpatizantes ou indiferentes do caminho, estendendo-lhes paz e fraternidade, é característico de paciência e bondade, indicando alma heroica. Demonstra a própria fé, perante todos aqueles que te compartilham a estrada, mas não deixes de amá-los e servi-los quando se patenteiam distantes dos princípios que te norteiam. Reportamo-nos a isso, porquanto, junto dos companheiros leais, surgirão sempre os companheiros difíceis. Esse, de quem esperavas testemunhos de amor e bravura nas horas graves, foi...

A GÊNESE DA FÉ

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"O que se precisa é de uma crença investigativa com sinceridade e reverência, seguida da persistência em crenças verdadeiras, ou pelo menos naquelas que constantemente manifestem resultados convincentes. Através da fenda da paciência, gota a gota, a substância química da verdade entra e cristaliza tal crença em sólida fé. Mas se a crença não for fundamentada na verdade, ela não sustentará a convicção que produz o progresso rumo à fé. A fé pode se manifestar em muitas áreas da crença se houver verdade inerente nas convicções sinceras da pessoa: Crença firme ou confiança (numa pessoa, coisa, doutrina ou ideia), tal como fé em Deus, fé na medicina. Reconhecimento da supremacia das realidades espirituais e dos princípios morais.     Fé histórica, como fé na verdade e na autoridade das narrativas e dos ensinamentos das escrituras. Ou fé prática - por aceitação intelectual, afeição e vontade nas dádivas que Deus concede ao ser humano através de emissários divinos. O co...

A AFABILIDADE E A DOÇURA

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“6. A benevolência para com os seus semelhantes, fruto do amor ao próximo, produz a afabilidade e a doçura, que são as suas formas de manifestar-se. Entretanto, nem sempre se deve confiar nas aparências. A educação e as relações mundanas podem dar ao homem o verniz dessas qualidades. Quantos existem cuja fingida bonomia não passa de máscara para o exterior, de uma roupagem cujo talhe primoroso dissimula deformidades interiores! O mundo está cheio dessas criaturas que têm sorriso nos lábios e o veneno no coração; que são brandas, desde que nada as aborreça, mas que mordem à menor contrariedade; cuja língua, de ouro quando falam pela frente, transforma-se em dardo peçonhento, quando estão por detrás.   A essa classe também pertencem esses homens, de exterior benigno que, tiranos domésticos, fazem que suas famílias e seus subordinados lhes sofram o peso do orgulho e do despotismo, como se quisessem compensar o constrangimento que, fora de casa, se impõem a si mesmos.  Não se at...