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Mostrando postagens de fevereiro, 2015

A ALEGRIA DIVINA

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"Um membro da congregação de uma das igrejas da Sociedade da Autorrealização, acossado pela dúvida, foi ao encontro de Paramhansa Yogananda. 'Mestre', disse ela, 'algumas pessoas afirmam que, com tanto sofrimento no mundo, não é justo que uma pessoa se sinta feliz. A satisfação pessoal não implicaria, pois, uma falta de compaixão quanto ao sofrimento alheio? 'Jesus', acrescentou ela, 'é por vezes descrito como um 'homem triste'. Jamais deparei com uma descrição Sua que o retratasse como um homem alegre. Paramhansa Yogananda respondeu: 'O Jesus que conheço é alguém que vive em beatitude, não alguém infeliz! Ele sofre pelas dores da humanidade, de fato, mas sua dor não faz dEle alguém assaltado pelo sofrimento.  'Se Ele se entregasse de todo a tristeza dos outros, o que teria para dar às pessoas a não ser mais infelicidade? 'A bem-aventurança de Deus faz com que os homens que a sentem se compadeçam de milhões de pessoas que...

A CIDADE PERFEITA (PARTE FINAL)

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"(...)  A cidade perfeita deve começar a produzir o cidadão perfeito antes que a criança nasça. A partir do momento da concepção, as condições que cercam a mãe são sumamente importantes. O que a mãe sente e pensa produz um grande efeito sobre a criança em formação. Não apenas o que a mãe pensa e sente, mas o que pensam e sentem todos os que estão relacionados ao bebê. Todas as pessoas contribuem para ajudar ou atrapalhar a alma que tenta manifestar sua virtude por meio de um pequeno corpo físico. Todo tipo de benefício social, especialmente os relativos ao bem-estar da mãe trabalhadora antes e após o nascimento da criança, não são meros sonhos dispendiosos de filantropos: são tão necessários à vida de uma cidade quanto a água pura. Quando a criança nasce e sua consciência começa a reagir aos estímulos do mundo, tudo o que o olho consegue ver ou o ouvido consegue ouvir é de suma importância. Que se dê à criança belos parques, jardins com flores e árvores maravilhosas; q...

A CIDADE PERFEITA (2ª PARTE)

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"(...)  Para ajudar o indivíduo a manifestar a ‘virtude original’, existe um princípio a seguir. Devemos evocar a virtude da alma, cercando-a de virtudes. Esse princípio é o que Platão chamava de ‘reminiscência’. Segundo ele, quando uma alma admira uma bela flor, ela se lembra do mundo invisível que abandonou ao descer a Terra. Portanto, tudo que é bom, nobre e belo ao redor da alma que vive num corpo terrestre faz com que ela se lembre do seu verdadeiro lar, onde todas as virtudes são inseparáveis do seu ser.  (...) O princípio de que o desabrochar do caráter de uma criança é influenciado sutilmente pelo ambiente que a cerca mostra a necessidade de instituir uma ciência completamente nova de educação. Os inspetores sanitários combatem o acúmulo de sujeira próximos às residências; entretanto, existe também a sujeira moral, onde um outro tipo de ‘bactéria’ cresce e infecta os cidadãos, especialmente as crianças, cuja sensibilidade é maior. O que sabemos sobre as ema...

A CIDADE PERFEITA (1ª PARTE)

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"Há muito tempo os gregos construíram o que foi, durante algum tempo, uma cidade perfeita. Era Atenas. Conta a história que um espartano visitou Atenas; após o seu regresso a Esparta, os amigos perguntaram que tipo de cidade era Atenas. Sua resposta foi resumida, já que os espartanos eram treinados para serem sucintos e objetivos ao conversar. Ele respondeu: ‘Todas as coisas lá são nobres.’ Nenhuma resposta poderia ser mais verdadeira, pois era o ideal que Péricles idealizou para a cidade. Atenas deveria ser um lugar onde tudo, cada objeto e cada atividade, representasse uma expressão de nobreza. Para enobrecer todas as atividades da vida é necessário evocar o senso de grandeza em cada cidadão. Assim como Platão deu início às suas teorias sobre o Estado perfeito, da mesma forma devemos começar com a ideia de que a trindade ‘bondade, verdade e beleza’ existe no indivíduo quando ele nasce. Precisamos abandonar todo o pensamento de que existe um ‘pecado original’ na alma e ...

A RELIGIÃO DE AHIMSA

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"O mundo está repleto de violência ( himsa ). De fato, a natureza parece estar pronta para cravar seus dentes afiados e suas longas garras em tudo o que aparecer à sua frente. No entanto, se tivermos em mente que o homem é mais elevado que uma fera, então veremos que ele é superior à natureza. Se o homem tem uma missão divina a praticar – e que se transformará nele próprio – é a da não violência, ahimsa .¹ Não sou um visionário. Descrevo a mim mesmo como um idealista prático. A religião da não violência não é direcionada somente aos rishis ² e aos santos. Ela também é voltada para as pessoas comuns. A não violência é a lei de nossa espécie, uma vez que a violência é a lei dos brutos. A dignidade do homem exige obediência a essa lei maior, para assim fortalecer o espírito. O homem enquanto animal é violento, mas enquanto espírito não o é. E, no momento em que acorda para esse espírito que abriga dentro de si, ele não consegue permanecer irascível. Ou ele progride em dir...

KARMA INDIVIDUAL

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"É aquele produzido pela pessoa e que ela mesmo terá que colher, sem envolver outras pessoas. O karma é intransferível. Cada ser traça a sua trajetória de vida. Um ser não pode carregar a cruz do outro. O papel a ser desempenhado por um ator, não pode ser desenvolvido por outro, mesmo que esteja no mesmo drama. Um pode estimular, apoiar, aconselhar o outro, mas cada um tem que carregar sua própria cruz e cada um tem a cruz que merece. Não há dois karmas individuais iguais, assim como não há duas impressões digitais iguais. Que as afirmativas acima não sirvam de pretexto para não ajudar o próximo! Pelo contrário, sendo a Vida Uma, embora formada de muitas existências, compete-nos agir, porém, sempre em direção e sintonia ao Plano Divino. (...) A inação pode constituir um karma de omissão. Sempre que possível devemos agir para amenizar a dor do próximo, mas jamais conseguiremos ‘queimar’ o karma que ao outro compete eliminar. Cada ser é seu legislador, criou o se...

O CAMINHO SOCIAL PARA A ONIPRESENÇA

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"O caminho social para obter a consciência cósmica consiste em expandir o germe do amor divino que está em nossa alma. Amor demais da parte do ego confina a alma nos limites da carne. A alma é um reflexo onipresente do Espírito que permeia todas as coisas. O ego é a consciência anímica ligada ao corpo. A alma como o ego, esquece a própria onipresença e considera-se limitada pelo corpo. Quando o ego começa, graças à simpatia prática, a sentir-se em outros corpos, passa a recuperar sua esquecida onipresença. Ao contrário do homem mundano de vistas curtas, a alma divina trabalha não apenas para si mesma num corpo só, mas também para si mesma no corpo dos semelhantes. Você precisa aprender a buscar nutrição, prosperidade, cura ou sabedoria, não para si num único corpo, mas para si em todos os corpos. A maneira sociável de desenvolver a consciência cósmica é amar a família, os vizinhos, o país e o mundo inteiro como a nós mesmos. Você é o rei e o reino de seu amor inclui nã...

TORNAR-SE COMO AS CRIANCINHAS

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"Muitos que leem estas instruções talvez se surpreendam por sua extrema simplicidade, e quiçá as desdenhem por lhes parecerem insuficientes para guiar e auxiliar as pessoas na imensa complexidade da civilização moderna. Mas quem assim pensa esquece-se de que é da essência da vida do discípulo que ele ponha de lado toda esta complexidade, para que ele, como disse o Mestre, 'saia de seu mundo para o nosso', e penetre num mundo de pensamento em que a vida é simples e a direção retilínea, em que o certo e o errado estão mais claramente definidos, em que as perspectivas que se abrem diante de nós são corretas e inteligíveis. É a vida simples que o discípulo tem de viver; é a própria simplicidade que ele alcança que lhe torna possível o progresso superior. Fizemos de nossa vida um cipoal de incertezas, uma massa de confusão, uma tormenta de correntes cruzadas, em que os fracos caem e naufragam; mas o discípulo do Mestre deve ser forte e são, deve tomar sua vida nas próprias ...

O TRIUNFO DA ALMA POR MEIO DA PRÁTICA DA YOGA (PARTE FINAL)

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"(...) A alma, 'inimiga' ao ego, retém suas bênçãos de paz e felicidade duradoura, enquanto o ego, comportando-se de maneira ignorante como seu próprio inimigo, desencadeia as forças cármicas da Natureza produtora de infelicidade. Sem a beneficência da proteção da alma no mundo de maya , o ego se acha na lamentável situação de ter as próprias ações contra sua verdadeira natureza como alma voltando-se contra ele, como bumerangues, destruindo toda nova ilusão de felicidade e realização. Na composição desses dois concisos versículos, a palavra atman ('eu') aparece doze vezes em uma construção ambígua que permite o intercâmbio dos significados de 'alma' ou de 'ego' (pseudoalma) - exemplo clássico dessa dicotomia tão característica das escrituras indianas. Como se mostra no comentário acima, o entretecer astucioso das palavras alma  e ego neste exemplo consiste no fio singular da verdade que percorre todo o tecido do Gita : que o homem seja eleva...

O TRIUNFO DA ALMA POR MEIO DA PRÁTICA DA YOGA (1ª PARTE)

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"[No Bhagavad Gita VI:5.6, o Senhor Krishna oferece este conselho a Arjuna:] ' Que o homem eleve o eu (ego) pelo próprio eu; que o eu não seja degradado (derrubado) por si próprio. Com efeito, o eu é seu próprio amigo, e o eu é seu próprio inimigo. Para aquele cujo eu (ego) foi vencido pelo Eu (alma), o Eu é amigo do eu; mas em verdade, o Eu comporta-se de maneira hostil, como inimigo, para com o eu que não esteja subjugado.' O ego físico, a consciência ativa no homem, deve elevar seu eu identificado com o corpo até à unidade com a alma, sua verdadeira natureza. Ele não se deve permitir que permaneça atolado nas camadas inferiores e enganosas dos sentidos e do emaranhamento material. O ego age como seu próprio melhor amigo quando, por meio da meditação e do exercício de suas inatas qualidades de alma, espiritualizando-se e termina por recuperar sua própria verdadeira natureza como alma. Em sentido oposto, o ego físico faz papel de seu próprio pior inimigo q...

KARMA: TEMPO DE MANIFESTAÇÃO

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"O efeito de uma causa pode ser imediato ou tardio. Ao atirarmos uma pedra para o alto, logo em seguida ela cairá atraída pela força da gravidade. Ao darmos corda num relógio, demorará várias horas para esgotar esse efeito. De modo semelhante, daquilo que fazemos para os outros, podemos receber de imediato ou demorar muitos anos para termos a retribuição de nossos atos. Poderemos, ainda, defrontarmo-nos com a reação em outra existência. Uma pessoa que faz um empréstimo num banco tem de pagá-lo, em prestações ou de uma só vez, na mesma cidade – ou em outra – com dinheiro, cheque, imóveis, ouro, joia, trabalho... Enfim, tem possibilidades diversas de saldar o débito. O fato de mudar de país, não exclui o débito. Essa analogia usamos no caso do desencarne: o débito ou  crédito, continua. Nessa ou noutra encarnação será saldada e por meios os mais variados possíveis: pelo amor, pela dor, pelo trabalho, auxílio, amparo, abrigo, pela doença, etc. A natureza é perfeita e tem seus...

AS FERIDAS DA ALMA SÃO MAIORES DO QUE AS FERIDAS DA GUERRA

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"Quando menino, eu tinha um gênio terrível. Mas um dia disse a mim mesmo: 'Se você quiser fazer o bem aqui, não pode se descontrolar'. Prometi a mim mesmo que destruiria os inimigos de minha alma, e até hoje nunca feri ninguém por raiva ou rancor. As feridas da alma são maiores do que as feridas da guerra. Não permita que a alma seja ferida pelo ódio e pela raiva. Embora seja terrível ver pessoas incapacitadas e mortas nesta guerra, existe um certo consolo: por um lado, sabem que são almas imortais e que apenas o corpo foi ferido. As cicatrizes físicas perecem com o corpo, mas as feridas que a alma sofre no campo de batalha espiritual são terríveis, pois a tortura que infligem é muito mais mortífera. Os que perdem a batalha da vida, sucumbindo ao ódio e à mesquinhez, perdem a si mesmo. As cicatrizes permanecem na alma e os acompanham no além-túmulo por muitas encarnações. Se você é uma pessoa que sente raiva ou ódio, quem sabe poderá retornar à Terra por muitas encarna...

A MORTE DO EGO (PARTE FINAL)

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"(...) Materialistas ou não - igualmente propensos a arruinar o corpo, inclusive pelos vícios e alimentos incorretos - de fato estamos identificados com ele. E assim tememos a morte. A propósito, quando se falou no fim de mundo, com base no calendário maia de 2012, Eckhart Tolle disse: 'Por que temer o fim do mundo? Caso sobrevenha, já não ocorre para milhares de pessoas diariamente?' E nos incita a pensar: 'O segredo da vida é morrer antes que você morra.' Nessa questão, a lógica cristalina é: não conseguimos viver enquanto presos no emaranhado de medos e ambições pessoais, separados do agora , o momento em que a vida acontece. E não conseguimos até mesmo pelo medo antecipado da morte em suas muitas formas - perda de amor, de prestígio e outras - que representam a morte psicológica.  Onde se localiza o medo? Na parte de nós sujeita a morrer, assim como o corpo: o 'eu' transitório chamado ego. Propondo eliminar esse medo na fonte, o sábio Ramana...

A MORTE DO EGO (1ª PARTE)

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"O que é estar morto? Pelo ângulo 'favorável', é deixar para trás os problemas. Isso vale tanto para os materialistas - que nada esperam para depois - como para os que creem em algo após a morte. Nossas contas bancárias e afetivas, tudo que era oneroso ou importante, como cabides pendurados no guarda-roupa do ego, ficam para os vivos. Na visão dos espiritualistas, além do ganho consciencial, levamos para o outro lado  o saldo final das experiências terrenas (que o mundo está aprendendo a denominar karma ). Isso não deixa de ser um 'problema', se o saldo é negativo: a morte não resolve tudo. Essa circunstância afeta também os descrentes, pois a lei não para de funcionar só porque a ignoramos. A diferença a favor dos espiritualistas é (ou deveria ser) alguma preparação para a continuidade após o suspiro final, sabendo que apenas o corpo morre. Cientes disso, naturalmente não ficaríamos identificados com esse invólucro de carne, colocando em seus contornos...

PURIFICAÇÃO DO CORPO MENTAL¹

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“(§09) Teu corpo mental deseja pensar em si mesmo orgulhosamente separado, pensar muito em si mesmo e pouco nos outros. Mesmo quando tu o tiveres desviado das coisas mundanas, ainda tentará especular para si, fazer-te pensar em teu próprio progresso, em vez de pensar sobre a obra do Mestre e em auxiliar os outros. Quando tu meditares, tentará fazer-te pensar sobre as inúmeras diferentes coisas que ele deseja, em vez de pensar na única coisa que tu queres. Tu não és esta mente, mas ela é tua para que a uses; assim, aqui novamente o discernimento é necessário. Tens de vigiar incessantemente, ou falharás .”  Nos excertos de Cartas dos Mestres de Sabedoria, Editora Teosófica, às páginas 131, temos : "Não foi frase vazia do Tathagata ao dizer: ‘aquele que domina o Eu é maior do que aquele que vence milhares de indivíduos na batalha’; não há luta mais difícil. Se assim não fosse, o Adeptado seria conquista de pouca valia." Nessa frase o Mestre K.H. nos aponta a grande empr...

PURIFICAÇÃO DO CORPO ASTRAL¹ (PARTE FINAL)

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E o que são esses elementais que interagem conosco dificultando o nosso trabalho de purificação dos nossos corpos físico, astral e mental? Por que muitas vezes reagimos de determinada forma a algo com ira, inveja, palavras ásperas e até agressões físicas, se já sabemos que essas atitudes não são as corretas? Antonio Geraldo Buck, no Manual Básico de Teosofia, nos informa:  “É de fundamental importância o entendimento sobre o funcionamento dos reinos elementais da natureza, porque eles estão no homem, fazendo parte da sua constituição mental e astral. Ora, tais reinos estão numa evolução descendente e, portanto, necessitam de vibrações mais grosseiras para se densificarem (...)”. Os elementais não são nem bons e nem maus, simplesmente provenientes do Segundo Aspectos do Logos. Esse fluxo de vida ao adentrar no plano mental Superior após construir formas, passa a habitá-las. Esse é chamado de primeiro Reino Elemental, o qual com a finalidade de alcançar o reino mineral, ...

PURIFICAÇÃO DO CORPO ASTRAL¹ (1ª PARTE)

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" (§08) O corpo astral tem seus desejos - e os tem às dúzias; ele quer que fiques irado, que digas palavras ásperas, que sintas ciúmes, que sejas ávido por dinheiro, que invejes as posses de outras pessoas, que te entregues à depressão. Ele quer todas estas coisas, e muitas mais, não porque deseje prejudicar-te, mas porque gosta de vibrações violentas, e gosta de mudá-las constantemente. Mas tu não queres nenhuma destas coisas, e portanto deves discernir entre os teus desejos e os de teu corpo astral. " Quando nos deparamos pela primeira vez com a leitura de Aos Pés do Mestre, achamos uma leitura fácil e tranquila. E é, mas com o passar dos anos, vamos percebendo a profundidade das palavras que ali estão. Se passarmos a fazer um link com outras leituras, ampliando o nosso conhecimento, vamos percebendo que existem várias camadas para reflexão. É o caso do parágrafo oitavo o qual se refere ao corpo astral e suas implicações. “O corpo astral tem seus desejos e os têm às...

A RODA DA BOA LEI

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“A roda da Boa Lei gira rapidamente. Noite e dia mói, separando o joio do trigo dourado e a casca da farinha. A mão do Karma guia a roda; as rotações marcam o bater do coração kármico . O verdadeiro conhecimento é a farinha, a falsa erudição é a casca. Se queres comer o pão da Sabedoria, tens de amassar a tua farinha com as águas límpidas de Amrita (a imortalidade). Mas se amassas cascas com o orvalho de Mᾱyᾱ (ilusão) , só podes criar alimento para as pombas negras da morte, as aves do nascimento, da decadência e da tristeza.” (H. P. Blavatsky -  A Voz do Silêncio - Ed. Teosófica, Brasília - p. 145/146) www.editorateosofica.com.br

A RENÚNCIA (PARTE FINAL)

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"(...) Abandonar as atividades significa desistir dos apegos às atividades ou de seus frutos, abrindo mão da ideia de que 'eu sou o agente'. As atividades que o corpo está destinado a desempenhar terão que acontecer. Não há que se falar em desistir de tais atividades, gostemos ou não delas. Se nos mantivermos fixados no Eu Real, as atividades continuarão a acontecer do mesmo jeito e seu sucesso não ficará comprometido. Não se deve ter a ideia de que somos nós os agentes. Ainda assim as atividades continuarão. Esta força - qualquer que seja o seu nome - que trouxe o corpo à existência cuida para que as atividades que o corpo está destinado a desempenhar sejam realizadas. Se as paixões fossem algo externo a nós, poderíamos guerrear com elas e conquistá-las. Mas todas elas vêm de dentro de nós. Quando olhamos internamente a fonte de onde elas vêm, impedimo-las de surgir e as conquistamos. É o mundo e seus objetos que fazem surgir nossas paixões. Mas o mundo e seus...

A RENÚNCIA (2ª PARTE)

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"(...) Por que os seus deveres ou ocupações na vida deveriam atrapalhar o seu esforço espiritual? Por exemplo, há uma diferença entre suas atividades em casa e no trabalho. No trabalho você está desapegado: você apenas cumpre o seu dever e não se importa com o que vai acontecer, não está preocupado com o ganho ou a perda do seu chefe ou empregador. Os seus deveres com a família, por outro lado, são desempenhados com apego: você está sempre preocupado se as suas ações vão trazer benefício a você e sua família. Mas é possível desempenhar todas as atividades da vida com desapego e ver apenas o Ser como real. É errado pensar que se você permanecer fixado interiormente no Eu Real as obrigações da vida não serão bem desempenhadas. É como um ator no palco: vestido do personagem, ele age como tal e até sente que é parte da peça, mas na verdade sabe que na vida real não é o personagem, mas outra pessoa. Da mesma maneira, por que deveria a consciência do corpo ou o sentimento 'eu-so...

A RENÚNCIA (1ª PARTE)

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"Quando perguntado sobre como um chefe de família ( grihastha ) se encaixa no esquema da Libertação, Bhagavan disse: Por que você pensa que é um chefe de família? Se você se tornar um asceta ( sannyãsi ), um pensamento similar de que você é um asceta vai assombrá-lo. Quer você continue como chefe de família ou renuncie a tal condição e vá para a floresta, sua mente vai junto com você. O ego é a fonte de todo o pensamento. Ele cria o corpo, o mundo e faz você pensar que é um homem do mundo. Se você renunciar ao mundo, o pensamento de que você é um asceta substituirá o de que você é um chefe de família, e o ambiente da floresta substituirá o de casa. Mas os obstáculos mentais ainda estarão lá. Eles inclusive aumentam em novos ambientes. Mudar de ambiente não ajuda em nada. O obstáculo é a mente. Ela deve ser superada, seja em casa ou na floresta. Se você pode fazê-lo na floresta, por que não em casa? Então para que mudar de ambiente? Seus esforços podem ser feitos agora mesmo, q...

A VISÃO DE UM FILÓSOFO DE DEUS

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"Agostinho é considerado um grande filósofo. Foi um filósofo de Deus. Certa vez disse uma frase intrigante e complexa: 'Deus se tornou um homem para que o homem se tornasse Deus'.  Agostinho, nesse pensamento, quis dizer que o objetivo de Deus era que o homem recebesse, através de Jesus Cristo, a sua vida e conquistasse o dom da eternidade. Recebendo a vida de Deus teria acesso a todas as dádivas do Seu Ser e a condição de se tornar filho de Deus seria a maior delas. O próprio apóstolo Pedro, na sua velhice, escreveu em uma de suas cartas que através de Cristo 'nós somos coparticipantes da natureza de Deus'.¹ Incompreensível ou não, era essa a ideia que norteava o projeto de Jesus e que envolvia os seus apóstolos e seus mais íntimos seguidores. Como pode o homem, mortal, cheio de falhas, limitado e que frequentemente desonra sua inteligência se tornar filho do Autor da vida e ser eterno como Ele? Marx, Hegel, Freud, Sartre e tantos outros pensadores...

O PRAZER DA COOPERAÇÃO (PARTE FINAL)

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"A cooperação é algo muito diferente. É a alegria de estar juntos e atuar juntos – sem estar necessariamente fazendo determinada coisa. As crianças pequenas gostam de estar juntas e atuar juntas, simplesmente. Estão sempre dispostas a cooperar em qualquer coisa. Não é questão de acordo ou desacordo, de recompensa ou de castigo; querem simplesmente ajudar. Cooperam instintivamente, por prazer. Mas os adultos destroem esse natural e espontâneo espírito de cooperação, dizendo: ‘Se você fizer isso, te darei um presente; se não fizer, não deixarei ir ao cinema’. É assim que se introduz o elemento corruptor. A verdadeira cooperação nasce não de se ter combinado um certo projeto, mas da alegria, do sentimento de união, porque nesse sentimento não há a obstinação das ideias e das opiniões pessoais. Quando você conhece essa qualidade de cooperação, saberá também quando não se deve cooperar – o que é igualmente importante. É necessário despertar em nós mesmos esse espírito de coope...

O PRAZER DA COOPERAÇÃO (1ª PARTE)

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“Um dos problemas básicos que o mundo enfrenta é o da cooperação. Cooperar significa trabalhar juntos, sentir juntos, ter algo em comum para se agir livremente. Entretanto, as pessoas em geral não se sentem inclinadas a cooperar espontaneamente; elas são forçadas a cooperar por vários meios – ameaça, intimidação, castigo, recompensa. Esses são os métodos mais comumente praticados no mundo. Sob governos tirânicos, os homens são brutalmente forçados a cooperar; se não o fazem, são mortos ou aprisionados. Nas chamadas nações civilizadas, somos persuadidos a cooperar mediante conceito como ‘pátria’ ou em prol de ideologias caprichosamente elaboradas e largamente propagadas, a fim de serem aceitas; ou ainda, cooperamos para a execução de um plano traçado por alguém que consideramos especial – um projeto de utopia. Portanto, é o plano, a ideia ou a autoridade que induzem as pessoas a trabalhar juntas. Isso em geral se chama ‘cooperação’, e supõe sempre recompensa ou punição – o q...

LIVRE-ARBÍTRIO

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"Nossas almas têm todas a mesma idade, ou seja, não têm idade, mas algumas evoluem mais rápido do que outras. Saddam Hussein estaria no segundo ano primário, enquanto que o Dalai-Lama está na faculdade. No final, todos nos diplomaremos com o Uno. A rapidez de nossa evolução dependerá de nosso livre-arbítrio. O livre-arbítrio de que estou falando aqui é diferente da capacidade da alma que nos permite escolher nossos pais e nossas circunstâncias. Ao contrário, ele é uma vontade humana que está sob nosso controle na Terra. O livre-arbítrio também não é a mesma coisa que o destino, que frequentemente nos aproxima uns dos outros, para o bem e para o mal. É o livre-arbítrio que nos faz escolher o que comemos, nossos carros, nossas roupas, nossas férias. O livre-arbítrio também nos permite escolher nossos companheiros, ainda que provavelmente seja o destino que nos leva em direção a eles. Conheci Carole, minha esposa, quando trabalhava como ajudante de garçom no hotel em que ...

ALIMENTOS PARA A MENTE

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"A mente é fantoche do alimento que é consumido pelo homem. A qualidade do alimento determina a direção do desejo que conduz o fluxo da mente. Eis por que, na Gita , como em todos os textos espirituais, o alimento sátvico  é recomendado para a elevação do aspirante. Mente significa desejo ( sankalpa ), alguma coisa pela qual se aspira. Quando 'Aquele-que-não-tem-forma' desejou uma forma, surgiu o Universo. Assim, a mente é o Princípio Criativo ( maya ), que desejou o primeiro desejo e tal desejo foi 'que haja muitos'. Quando, agora, a mente é alimentada de rajas (paixão, emoção, atividade e aventura), galopa no mundo com o crepitar do desejo, aprofunda o homem cada vez mais fundo no pântano. Quando a mente é alimentada com alimentos tamásicos, que obscurecem, inebriam, perturbam a razão, e induzem à indolência, torna-se ignorante, inerte e inútil ao soerguimento do homem. A qualidade do alimento é determinada pelas vibrações com as quais ele está 'carre...