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Mostrando postagens de dezembro, 2017

A MAGIA DO FINAL DE ANO

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"O  tempo é circular. Tudo o que ocorre ao longo dele é cíclico. Cada final traz um novo começo, e o modo como terminamos um ano das nossas vidas ajuda a definir como será, para nós, o ano seguinte.  Um breve momento é resultado, e semente, de processos imensamente longos. Segundo a filosofia esotérica, também cada ano que passa é um resumo de toda a nossa vida. O final de cada ciclo é oportuno para refletir sobre nossas vitórias e dificuldades, fazer um balanço – e renovar a decisão de viver de maneira sábia.  As quatro estações do ano correspondem às quatro grandes etapas de uma vida humana. A segunda metade do inverno é a infância, que prepara a primavera da juventude. Por enquanto, tudo parece ajudar o nosso desenvolvimento pessoal: somos protegidos e  educados, e as tendências da natureza conspiram a nosso favor.  Na primavera e no verão, que correspondem ao período que vai da juventude à meia-idade, ocorrem os grandes desafios e as principais re...

SOBRE O NATAL E O ANO NOVO - COMO SE CRIA UMA ATMOSFERA CORRETA PARA O FUTURO (PARTE FINAL)

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"(...) Um exame atento do passado nos dá lições e ideias valiosas sobre os padrões futuros de vibração em um nível muito mais amplo de tempo, e talvez um vislumbre da própria eternidade. As origens pagãs das comemorações do Natal estão claramente documentadas ⁴ , e isso não é razão para rejeitá-las. Ao contrário. As comemorações atuais também estão externamente revestidas de uma grossa camada de materialismo e superficialidade. Mas o Natal possui um lado interno e verdadeiramente espiritual, na sua mistura de diferentes tradições religiosas. É uma celebração da fraternidade, uma comemoração do sol, uma homenagem à luz espiritual dentro e fora dos nossos corações. Pensando no Ano Novo, Helena Blavatsky cita um pensador norte-americano: 'Thoreau assinalou que há artistas da vida, pessoas que podem mudar a cor de um dia e torná-lo bonito para aqueles com quem entram em contato. Nós afirmamos que há adeptos, mestres da vida que tornam o dia divino, assim como ocorre em...

SOBRE O NATAL E O ANO NOVO - COMO SE CRIA UMA ATMOSFERA CORRETA PARA O FUTURO (1ª PARTE)

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"A   época do Natal e do Ano Novo possui um forte significado interno para quem tem olhos para ver.  A ronda de 12 meses corresponde a todo um ciclo da nossa existência. Uma página é virada no Livro da Vida, e algumas pessoas sentem a tentação de fazer o autoexame pitagórico, cujo poder benéfico atravessa os milênios: "O que eu fiz de bom? Em que errei? Serei capaz de renovar meus votos de fazer o melhor que posso no próximo ano, e estarei à altura do compromisso?' O fim de qualquer ciclo e o começo do ciclo seguinte são sempre uma boa ocasião para avaliar o nosso progresso no aprendizado, e para adotar novas resoluções. Helena Blavatsky escreveu: 'E que ninguém pense que se trata apenas de uma fantasia, atribuir importância ao nascimento do ano.'   Ela acrescentou:     'A terra passa pelas suas próprias fases bem definidas, e o homem com ela; e assim como um dia pode ter um tom, o ano também pode. A vida astral da Terra é jovem e forte entre...

PARADOXOS

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"Reconhecemos todos que a proposta de Cristo e de todos os grandes Mestres e Encarnações Divinas são evidentes paradoxos. Vejamos: É dando que enriquecemos. É humildando-nos que realmente crescemos. Renunciando é que conseguimos alcançar. Morrendo é que vivemos para a vida eterna. Quem quer salvar sua vida perdê-la-á. Ao dar a outra face - igualzinho a Gandhi - é que vencemos a batalha. Tornando-nos servos do Senhor é que podemos viver a mais perfeita e irrestrita liberdade. Voltando a ser crianças, alcançamos a plena maturidade. Quem usa a violência sempre sairá vencido. Para a horizontalidade da lógica - a tão incensada lógica humana - tudo isto é absurdo. É com absurdos que Eles preferem acordar os surdos. Que nos ajude, Senhor, a ter 'ouvidos de ouvir'. " ( Hermógenes - Deus investe em você - Ed. Nova Era, Rio de Janeiro, 1995 - p. 196/197 ) www.record.com.br

O RIO DA VIDA (PARTE FINAL)

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"(...) Temos nosso interesse na família, no trabalho, no dinheiro. Há pessoas que querem que suas famílias herdem não apenas seus bens, mas também seus interesses; um comerciante, por exemplo, quer que seu negócio seja interessante para seus sucessores. É a isso que chamamos de vida, mas essa vida, como assinala nossa metáfora, é apenas uma pequena poça ao lado do grande rio. Todos nós temos os mesmos tipos de interesses e os mesmos objetivos, mas poucas pessoas compreendem que suas vidas têm muita pouca importância. Mesmo que uma pessoa seja realmente importante durante seu período de vida, logo vai deixar de sê-lo. Perdemos esse senso de importância quando vemos que há coisas maiores, que são universais.  Esse sentimento só surge quando, vida após vida, o sendo de 'egoidade' perde significado. Este é todo o propósito de nossas vidas - perder o senso de limitação. Então a pessoa atinge o estado de negar tudo que esteja no nível da divisibilidade. Na filosofia hind...

O RIO DA VIDA (1ª PARTE)

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"Vários instrutores espirituais afirmaram que a vida segue na direção do sagrado, do vasto, do belo, assim como um rio segue infalivelmente até o mar. Desenvolvendo essa metáfora, Krishnamurti disse que a água pode formar um rio e também uma poça estagnada. Nós gostamos dessa estagnação, porque temos medo do rio. O rio pode levar a muitos lugares, pois segue seu caminho, enquanto a poça está protegida. A pessoa que está cercada por coisas que conhece, diretamente ou por ouvir dizer, pensa que está em terreno seguro, e assim a poça torna-se uma realidade da qual ela gosta. Infelizmente os seres humanos se aferram a uma poça - ou a uma ilha - e, até onde podem, permanecem distantes do rio que flui. O homen não gosta de saber em que direção o rio segue. Ele olha para o universo, para os amplos céus, para as estrelas, e sabe cada vez mais a respeito deles, mas sua vida pessoal não muda. A maior parte das coisas passa pelo ser humano médio como se não existisse, ou causa apenas...

CELEBRA O TEU NATAL - DE DENTRO!

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"Quantas vezes, meu amigo, celebrastes o Natal de fora? O Natal litúrgico, de 25 de dezembro de cada ano? 20, 30, 50 vezes em tua vida? Foi um verdadeiro Natal - ou foi apenas um pseudonatal? Foi um Natal  - ou foi o teu Natal ? Foi como um fogo pintado na tela - ou foi um fogo real, cheio de força, luz e calor? Natal sem natalidade não passa de ilusão e mentira... Que quer dizer um Natal onde não haja nascimento do Cristo? Nasceu ele, é verdade, há quase 2000 anos, na gruta de Belém - mas não nasceu na gruta de teu coração. Foi reclinado na singela manjedoura de palha - mas podes tu dizer em verdade: Já não sou eu que vivo, o Cristo é que vive em mim? Ainda que mil vezes nasça Jesus em Belém - se não nascer em ti, perdido estás... A árvore de Natal que costumas armar em tua casa é bem o símbolo inconsciente do teu pseudonatal interior: árvore sem raízes, morta ou moribunda, ostentando lindos enfeites de papel sem vida, frutinhas ocas de cel...

RESPONDA AO CHAMADO DE CRISTO!

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"A concepção de Cristo não foi comum, mas imaculada. Portanto, a comemoração de seu aniversário é um dia muito especial, sabendo-se e sentindo que, na concepção imaculada de Jesus, o Pai Celestial preparou o nascimento de um ser perfeito.¹ A verdadeira comemoração do Natal é sentir, na própria consciência, o nascimento da Consciência Crística. Eliminem todos os pensamentos errantes e unam-se ao espírito de Cristo. Eu invoco o Espírito de Jesus e dos Mestres a ele unidos no Espírito, para que o ser perfeito que nasceu na Terra há mil e novecentos anos possa manifestar agora a sua consciência em vocês. Para isso oro profundamente hoje, com todo o ardente fervor da minha alma. Tudo é possível pela oração. Jesus disse: 'Por isso vos digo que tudo o que pedirdes orando, crede que o recebereis, e tê-lo-eis."² Acreditem que está sendo atendida a oração para que Jesus venha a vocês, e assim será. O amor de Cristo manifesta-se em vocês não somente através da paz mental nem...

O REENCONTRO

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"Eis-me aqui, Senhor, ansioso, na espera de num dia bem próximo sentir, em plenitude, Tua presença. Muito há que se trabalhar. Sentimentos indomáveis tumultuam minha consciência ainda em formação. O caminho é longo... No conflito da mente pela busca de fazer-Te totalmente presente em meu ser, raros são os dias em que não há luta, É uma batalha incansável de pensamentos, que não se coadunam com palavras e ações. Momentos existem que são puros e harmoniosos. E a vida se torna bela. Tua presença radiante ensina-me a ver em tudo e em todos a Tua Essência. A vida, então, é um eterno convite para experienciar, a cada instante, a bondade, a compreensão, a tolerência, a compaixão, enfim, a justiça, a verdade e o amor. Nesses instantes Tua grandeza é sentida. Vejo então, através dos olhos do coração, a Tua beleza. Nas mais das vezes, porém, confesso que me sinto distante. É quando divago pelos descaminhos que me levam para longe da verdade, ora impulsionado pela...

ILUSÃO (PARTE FINAL)

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"(...) Como se pode saber que uma experiência, num dado momento, é verdadeira? Isso é uma parte da questão. Por que desejais saber se é verdadeira? Um fato é um fato, nem verdadeiro, nem falso. E só quando quero traduzir um fato de acordo com minha sensação, com minha 'ideação', é só então que entro na ilusão. Quando estou encolerizado, isso é um fato, não há ilusão alguma. Quando sou lascivo, quando sou ávido, quando estou irritado, cada uma dessas coisas é um fato; é só depois que começo a justificá-lo, a procurar explicações para ele, a traduzi-lo de acordo com meus preconceitos, isto é, a meu favor, ou quando o evito só então é que pergunto: 'Que é a verdade?'. Isto é, no momento em que examinamos um fato emocionalmente, sentimentalmente, elaborando ideias a respeito do mesmo, nesse momento penetramos no mundo da ilusão e da autodecepção. Para se encarar um fato, livre de tudo isso, requer-se uma extraordinária vigilância. Por essa razão, é de suma impor tâ...

ILUSÃO (1ª PARTE)

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"PERGUNTA: Como se pode conhecer e sentir  de maneira inequívoca a realidade, a significação exata e imutável de uma experiência que é a verdade? Toda vez que tenho o percebimento de uma realidade e sinto ser Verdadeira essa experiência, diz-me alguém, se lha comunica, que estou iludindo a mim mesmo. Sempre que penso haver compreendido, vem alguém dizer-me que estou na ilusão. Haverá uma maneira de saber o que é verdadeiro, em mim, sem ilusão nem engano? KRISHNAMURTI: Toda forma de identificação  conduz necessariamente à ilusão. Existem a ilusão psiquiátrica e a ilusão psicológica. Quanto à ilusão psiquiátrica, sabemos as providências que se devem tomar. Quando um indivíduo se julga Napoleão ou um grande santo, sabeis a maneira de se atender ao caso. Mas a identificação e ilusão de natureza psicológica é coisa de todo diferente. O indivíduo político ou religioso identifica-se com a nação ou com Deus. Ele é a nação, e, se tem talento, torna-se um pesadelo para o resto d...

OS BARDOS (PARTE FINAL)

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"(...) 2. O bardo doloroso da morte se estende do início do processo de morrer até o fim do que é conhecido como 'respiração interior'; esta, por sua vez, culmina no despontar da natureza da mente, o que chamamos a 'Luminosidade Base', no momento da morte. 3. O bardo luminoso do dharmata abrange a experiência pós-morte da radiância da natureza da mente, a luminosidade ou 'Clara Luz', que se manifesta como som, cor e luz. 4. o bardo cármico do vir a ser é o que em geral denominamos 'bardo ou estado intermediário', que dura até o momento em que assumimos um novo nascimento. O que distingue e define cada um dos bardos é que todos eles são intervalos ou períodos em que a possibilidade do despertar está particularmente presente. As oportunidades de liberação estão ocorrendo de maneira contínua e ininterrupta ao longo da vida e da morte; os ensinamentos do bardo são a chave ou a ferramenta que nos permitirá descobrir ou reconhecer essas op...

OS BARDOS (1ª PARTE)

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"Devido à popularidade do Livro Tibetano dos Mortos , as pessoas comumente associam a palavra bardo com a morte. É verdade que 'bardo' é usado na linguagem diária dos tibetanos para designar o estado intermediário entre a morte e o renascimento, mas ele tem um sentido muito mais amplo e profundo. É nos ensinamentos sobre o bardo que, talvez mais do que em qualquer outro lugar, podemos ver como é profunda e abrangente a sabedoria dos budas sobre a vida e a morte, e como é inseparável essa coisa chamada 'vida' daquilo que chamamos 'morte', quando vistas e entendidas claramente a partir da perspectiva da iluminação. Podemos dividir o conjunto da nossa existência em quatro realidades: vida, o morrer e a morte, o pós-morte e o renascimento. São esses os Quadro Bardos: o bardo 'natural' desta vida o bardo 'doloroso' da morte o bardo 'luminoso' do dharmata o bardo 'cármico' do vir a ser 1. O bardo natural desta vida ...

CONTENTAMENTO

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"No desespero, pare um pouco e se pergunte: 'Por que estou desesperado?' Não será porque esperou dos outros mais do que eles poderiam ser? Porque esperou aquilo  que não poderiam dar? Não está desesperado porque esperou demais de si mesmo ou aquilo de que ainda não é capaz? Esperar soluções adequadas e perfeitas, e conforme almejamos, conforme nosso interesse egoístico, não será imprudente?! Coitados daqueles que só esperam afagos e facilidades da Vida, principalmente nesta hora da humanidade! Aprendamos a sabedoria da aceitação e do contentamento, agora. Bem sei, meu Deus, que Tu queres que eu seja misericordioso ." ( Hermógenes - Deus investe em você - Ed. Nova Era, Rio de Janeiro, 1995 - p. 68/69 ) www.record.com.br

UM PROCESSO CRIATIVO (PARTE FINAL)

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"(...) A ação do ego, que é individual e universal, não é sequer previsível. Uma artista australiana, Margaret Olley, afirmou: 'Estou sempre esperando para ser surpreendida. Se não restam mais surpresas, você poderia muito bem morrer agora. Mantenha o seu senso de curiosidade e de espanto. A grande obra-prima pode estar esperando na próxima esquina.' É assim também com a jornada espiritual. A curiosidade e o espanto a respeito de nós mesmos e do mundo evitam a estagnação e a previsibilidade, e estimulam a ação criativa do espírito. Essa postura evita que a mente se cristalize, presa à rotina, e nos ajuda a responder mais à vida, em vez de reagir de acordo com velhos padrões. Gradualmente nos tornamos autorresponsáveis, agindo em todas as situações alinhados com a nossa natureza mais profunda.  Como podemos manifestar isso em termos concretos? Alguns exemplos são a honestidade em assuntos financeiros, admitir um erro em vez de encobri-lo, fazer o que prometemos, ter...

UM PROCESSO CRIATIVO (1ª PARTE)

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"O artista geralmente começa com uma ideia do que será trazido à vida sobre a tela. Talvez por um longo período de evolução o ser humano não tenha uma visão específica do que pode se tornar. Um vislumbre precisa de tempo para ganhar clareza. Porém, quando o momento crítico é alcançado, a visão de uma ordem diferente da humanidade pode começar a surgir. Quanto mais focada esteja a visão, mais rápido o retorno. À medida que o eu retrocede, o Eu começa a revelar suas cores delicadas e sutis. Para Krishnamurti e Ken Wilber poderia não ser necessário buscar aquele algo que já somos, mas que percebemos apenas de maneira obscura. Talvez também não lhes tenha sido necessária uma visão, o simples reconhecimento do que é . Para Wilber, o que é importante no final das contas é reconhecer o imutável, o vazio primordial, a divindade inqualificável, o puro espírito. Podemos chamar a isso de reconhecer o eu universal interior, ou conhecer mais uma vez aquilo que verdadeiramente somos. Poré...

CLAREZA DE VISÃO (PARTE FINAL)

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"(...) A noção do eu pessoal se desenrolando implica o fato de que estamos normalmente num estado de autoproteção que não nos permite 'desistir do eu pelo não eu', para usar as palavras de A Voz do Silêncio . Para não ter que abrir mão do eu , o ser humano se comporta como uma cobra, que ataca quando provocada e que se sente mais confortável quando está dormitando, enroscada em si mesma. Porém, quando a serpente se desenrola e sua superfície fica plenamente exposta ao ambiente, ela também pode corporificar a sabedoria. Ken Wilber observa que, quando nos percebemos aqui e agora, basicamente sentimos 'uma diminuta tensão ou contração interior, uma sensação de agarrar, desejar, cobiçar, evitar, resistir - é uma sensação de esforço, de busca'. Em sua forma mais elevada, essa sensação assume a forma da 'grande busca pelo espírito'. O paradoxo é que o espírito não está em lugar algum. A sabedoria perene fala do 'espírito como matéria'; portanto, tudo ...

CLAREZA DE VISÃO (2ª PARTE)

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"(...) Nós decidimos nosso destino através das escolhas e de como lidamos com as coisas. Essas escolhas refletem-se como oportunidades de crescimento na infalível lei do karma . O crescimento espiritual não é algo que somos compelidos a aceitar pelas circunstâncias. Ele deve vir como um ato de escolha, e o desenvolvimento posterior da nossa natureza só pode ser alcançado pelo esforço pessoal. Quando o véu da personalidade é reduzido, a escolha é feita por um aspecto mais profundo de nós mesmos. Lembremos que o significado de responsabilidade é 'dever'. No livro A Chave para a Teosofia (Ed. Teosófica), Blavatsky fala do dever em termos amplos e bastante duros: 'O dever é aquilo que é devido à humanidade, ao nosso próximo, nossos vizinhos, à família, e especialmente aquilo que devemos a todos aqueles que são mais pobres e mais impotentes. Esse é um débito que, se não for saldado durante a vida, deixa-nos espiritualmente insolventes e moralmente falidos na nossa p...

CLAREZA DE VISÃO (1ª PARTE)

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"Os ensinamentos da Sabedoria Perene podem nos ajudar a ser artistas exímios. Madhava Ashish apontou a necessidade de uma visão clara de nós mesmos, ao comentar que a nossa habilidade de manter os pés na estrada depende da clareza da visão. Ele observou que, 'quanto mais entendemos aquilo que somos, e como chegamos a ser o que somos, mais entenderemos o que temos que nos tornar, e como nos tornar'. Quando realmente enxergamos, a maneira e o método tornam-se claros. Para isso é preciso fortalecer os aspectos mais elevados da nossa natureza, e, por outro lado, enfraquecer o poder compulsivo dos velhos hábitos. Para entendermos a nós mesmos, é necessário considerar os vários hábitos e desejos da personalidade de maneira tão imparcial quanto possível: gostos e aversões, amores e temores, respostas às outras pessoas - particularmente as respostas negativas -, tendências duradouras e repetitivas, habilidades que possuímos e as que precisamos desenvolver, áreas em que nos...

NUTRIÇÃO SÁTVICA

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"Moderação no alimento, na palavra, nos desejos e anelos, mas também o contentamento com o pouco que, com trabalho honesto, se pode obter, e mais, o empenho por servir aos outros e a todos dar alegria - tais são os mais poderosos de todos os tônicos e defensores da saúde que o Sanathana Ayurveda (a eterna ciência da saúde) conhece.  Você não deve cuidar de comer muito e assim prejudicar a saúde. Quando o corpo está doente, a mente também fraqueja, e o cérebro não funciona adequadamente. Nutrição sátvica  não significa tão somente o alimento que ingerimos pela boca, mas também o ar puro que respiramos pelo nariz, a visão pura que vemos pelos olhos, os sons puros que escutamos pelos ouvidos e os objetos puros que tocamos com mãos e pés. Tudo de puro que nos invade pelos órgãos dos sentidos pode ser descrito como dieta sátvica (pura, inteligente). Escutar sons maus, contemplar visões más, tocar coisas ruins não contituem a dieta inteligente ( sátvica ). ( Sathya ...

A FUGA GERA CONFLITOS

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"Por que somos ambiciosos? Por que queremos ter sucesso, ser alguém? Por que lutamos para ser superiores? Por que todo esse esforço para nos afirmarmos, diretamente ou por meio de uma ideologia ou Estado? Essa autoafirmação não é a principal causa do nosso conflito e da nossa confusão? Sem ambição, nós pereceríamos? Não podemos sobreviver fisicamente sem sermos ambiciosos? Por que somos espertos e ambiciosos? A ambição não é um desejo de evitar o que existe ? Essa esperteza não é realmente estúpida, que é o que somos? Por que temos tanto medo d o que existe ? Qual é o benefício de fugir, se, independentemente do que somos, seremos sempre assim? Podemos ter sucesso na fuga, mas o que somos continua ali, gerando conflito e infelicidade. Por que temos tanto medo da nossa solidão, do nosso vazio? Qualquer atividade fora d o que existe está propensa a gerar tristeza e antagonismo. O conflito é a negação ou a fuga do que existe , não há outro conflito além desse. Nosso conflito...

PRECES PELOS MORTOS

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"P 191: As preces pelos mortos têm algum valor? Se o têm, como devem ser oferecidas?   R: As preces sempre têm valor, tanto para os vivos como para os mortos, quando são ditadas pelo amor. Uma prece será eficaz na proporção da intensidade do pensamento expressado por ela, da pureza e força de vontade com as quais for dirigida à pessoa em questão, e do conhecimento que possua o solicitante. Uma oração, assim como um pensamento, cria uma forma, um elemental artificial, 'um poder benéfico ativo' que vai até a pessoa para cujo benefício foi criado e que a ajuda quando a oportunidade se apresentar. Essa energia posta em jogo no plano astral pode afetar qualquer pessoa em seu corpo astral; portanto, é possível auxiliar e proteger um morto com tais formas mentais enquanto ele permanecer no mundo astral.    Um homem que compreenda a constituição do corpo astral e o poder do pensamento pode aumentar enormemente sua ajuda pelo envio deliberado de um elemental ...

RENDIÇÃO

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"Quando não aceitamos o mundo tal como ele é, estamos presumindo que não se pode confiar nele e que o universo não se apresenta como deveria. Nosso ego carrega um enorme fardo de crenças sobre como as coisas teriam de ser. Mesmo que nossa crença seja positiva e profundamente espiritual, precisamos encarar o fato de que, caso ela não corresponda à realidade, estamos gerando sofrimento interior e, portanto, conflito - por nos apegarmos a uma imagem falsa. Em seu livro Loving What Is , Byron Katie vai diretamente ao ponto:  Se você quiser que a realidade seja diferente, que tal também ensinar um gato a latir? Poderá tentar infatigavelmente, mas no fim o gato olhará para você e dirá: 'Miau'. É inútil desejar um mundo diferente do que é... Deveríamos saber que as coisas são boas assim como elas se apresentam, pois quando as questionamos sentimos tensão e frustração. Se deixarmos de nos opor à realidade, a ação se tornará simples, fluida, amorosa e sem riscos.  É iss...

DESFAZENDO A IDENTIFICAÇÃO COM O SOFRIMENTO (PARTE FINAL)

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"(...) QUANDO PASSAMOS A OBSERVADORES e começamos a deixar de nos identificar, o sofrimento ainda continua a agir por um tempo e vai tentar fazer com que voltemos a nos identificar com ele. Embora não esteja mais recebendo a energia originada da nossa identificação com ele, o sofrimento ainda tem sua força, como uma roda-gigante que continua a girar mesmo quando deixa de receber o impulso. Nesse estágio, o sofrimento pode até ocasionar dores em diversas partes do corpo, mas elas não vão durar. Esteja presente, fique consciente. Vigie o seu espaço interior. Você vai precisar estar presente e alerta para ser capaz de observar o sofrimento de um modo direto e sentir a energia que emana dele. Agindo assim, o sofrimento não terá força para controlar o seu pensamento. No momento em que o seu pensamento se alinha com o campo energético do sofrimento, você está se identificando com ele e, de novo, alimentando-o com os seus pensamentos. Por exemplo, se a raiva é a vibração de e...