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Mostrando postagens de julho, 2020

A CONSCIÊNCIA VIGÍLICA (1ª PARTE)

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"Estamos agora em condições de compreender como a vida do homem já 'desperto' prossegue dia após dia nos três mundos: físico, astral e mental. Vive ativamente em três corpos: o mental, o astral e o físico, o que quer dizer, num corpo composto das três classes de matéria física, astral e mental, correspondentes na nomenclatura hinduísta à terra, à água e ao fogo. Estes corpos são a roupagem do ego, o verdadeiro homem.  Na ordinária roupagem pode o corpo de uma pessoa estar coberto por três peças: a jaqueta de lã, a camisa de linho e a camiseta de algodão, que são tiradas e postas sem detrimento de sua pessoa. Da mesma forma o homem verdadeiro pode despojar-se de seu corpos sem deixar de ser o mesmo homem. Porém, ainda que continuadamente viva nos três mundos, somente se põe em contato direto com aquele em que sua consciência atua vigilicamente no corpo que contém a mesma classe de matéria que o respectivo mundo. Contudo, a percepção deste mundo pode ser tão...

O CORPO MENTAL E OS FENÔMENOS A ELE RELACIONADOS

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"O corpo mental está bastante desenvolvido na generalidade dos intelectuais; porém, sua função como instrumento de consciência não é observar os fenômenos do mundo mental em que atua, e sim servir de transmissor ao cérebro físico. A consciência do ego recebe o contato dos pensamentos externos, porém, não sabe donde procedem. Sua atenção está concentrada em si mesmo e ocupada em receber impressões dos mundos inferiores e sintetizá-las em percepções que por sua vez se resumem em conceitos e ideias. O ego proporciona recordações de passadas percepções que tanto contribuem ao reconhecimento dos objetos físicos, e classifica, fundamenta e formula conclusões que apresenta à sua vontade para que dentre elas escolha uma. Poderemos considerar a consciência do ego como um receptor de impressões que transmite ao corpo mental, donde as digere e assimila a consciência mental, que por sua vez transfere os resultados desta atuação ao cérebro físico, donde brotam as impressões que afetam o ...

A YOGA

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"O terceiro método para tornar insensível o corpo físico e atuar o ego independentemente no astral, é a prática da yoga, aprendendo-se a concentrar o pensamento. A vantagem deste método é que o ego, livre de suas ataduras físicas, pode recordar ao tornar ao corpo físico tudo quanto fez e o que aconteceu fora deste. Ao contrário, no êxtase artificialmente conseguido, a pessoa, ainda que em completa consciência no mundo astral e capaz de responder a perguntas e transmitir informes por meio do inerte corpo físico, não recorda, em geral, ao volver ao corpo físico, o que lhe sucedeu no mundo astral durante o êxtase." Annie Besant - A Vida do Homem em Três Mundos - Ed. Pensamento, São Paulo - p. 85) www.pens amento-cultrix.com.br

HIPNOTISMO

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"O êxtase hipnótico se provoca por procedimentos mecânicos com temporária paralisia dos sentidos corporais. No ano de 1830, o doutor Braid, depois de presenciar um fenômeno do mesmerismo, fez algumas experiências, e observou que uma pessoa podia cair em êxtase olhando um objeto brilhante colocado em posição tal que a vista terminaria afetada por estrabismo interno, ou, como se diz vulgarmente, olhando para dentro de si mesmo. A explicação está em que as ondas de uma luz brilhante que fere a retina, estando os olhos naquela violenta posição, fatigam muitíssimo os filamentos do nervo ótico e os insensibilizam durante algum tempo. Posteriormente se aperfeiçoou esta experiência, e os médicos e psicólogos a empregaram para obter o êxtase das pessoas em quem tinham de operar. No Hospital de Salpetrière, de Paris, foram realizadas pelo Sr. Charcot muitas experiências desta espécie, valendo-se de preferência de um espelho giratório ou de uma luz elétrica focada na vista da pessoa;...

MESMERISMO (PARTE FINAL)

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"(...) Convém também ter presente que a relação entre o operador e o paciente estabelece um laço magnético que pode prejudicar a este último, a menos que o operador seja um homem de pensamentos puros e limpos, bem como emoções livres de qualquer estado mórbido. Uma enfermidade do operador pode contagiar o paciente ou vice-versa, a menos que o operador saiba resguardar-se deste contágio. Os apetites maus, as paixões perversas, os desejos baixos, as emoções sinistras e os maus pensamentos, podem ser transmitidos ao paciente por esta telegrafia sem fios. Ademais, é possível dominar até certo ponto a vontade da pessoa, que umas vezes notará o domínio que sobre si é exercido e outras o suportará inconscientemente. Um operador sincero romperá desde logo o laço magnético, uma vez realizada a sua obra; porém, infelizmente aparecem com demasiada frequência nos jornais, anúncios que prometem ensinar a prática do mesmerismo a fim de obter bastarda influência nas pessoas, para se aproveit...

MESMERISMO (1ª PARTE)

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"Dá-se a este procedimento o nome de seu inventor, o médico alemão Frederico Antônio Mesmer, residente em Paris em 1778, que descobriu o modo de consumir em sono a uma pessoa submetida à sua influência pessoal, exercida com tal propósito e auxiliada por artifícios excitadores da imaginação. Seu procedimento foi condenado por uma comissão de eminentes médicos franceses encarregada de examiná-lo, e o mesmerismo caiu no anátema da ciência ortodoxa. Não obstante, continuou sua prática que foi tida por charlatanismo apesar dos notáveis resultados com ela obtidos na cura de algumas enfermidades e na anestesia local durante as operações cirúrgicas, sem que o paciente perdesse o conhecimento. O mesmerismo consiste em relacionar a vontade da pessoa com a do operador, a fim de provocar o sono. O operador fixa sua atenção nos olhos do paciente, que por sua vez olha fixamente o operador, e então este 'faz passes' sobre a fronte do paciente ordenando-lhe que durma, como de fato d...

ÊXTASE (PARTE FINAL)

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"(...) Consideremos agora o caso de uma pessoa vulgar posta artificialmente em estado de êxtase, ²⁶ com o objetivo de colocar-se em consciência hipnótica e interrogá-la nessa situação. Os psicólogos ocidentais começaram a colocar a pessoa em sono, e despertaram-na depois para lhe perguntar de que se recordava. Posteriormente a colocaram em sono e a interrogaram sem despertá-la. O sono, neste estado, era extático, isto é, o ego se ausentava do corpo, e assim não se despertava a pessoa até que lhe focassem uma luz elétrica sobre os olhos ou disparassem um tiro perto de seus ouvidos, ou lhe atravessassem a carne com uma agulha. O coração diminuía suas pancadas, a respiração apenas era percebida e o sangue circulava lentamente, carregado de resíduos carbônicos, até alcançar o estado comatoso do organismo. Entretanto, em tais condições, a pessoa respondia às perguntas que se lhe formulavam e os resultados eram assombrosos. As primeiras experiências desta espécie ²⁷ foram efetua...

ÊXTASE (1ª PARTE)

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"É um estado hipnótico ²³ em que o ego sai de seu corpo físico por sua própria vontade ou artificiosamente expulso pelos procedimentos de mesmerismo, sugestão, magnetismo, histeria, etc. ²⁴ Difere o êxtase do sono ordinário em que durante este o ego queda magneticamente ligado ao corpo físico, de modo que, em caso de necessidade pode reincorporar-se o ego. Quando uma pessoa adormecida desperta subitamente em estado de terror, o coração palpita com violência, e o corpo se banha de suor, e parece como se uma entidade repugnante se houvesse acercado do corpo adormecido com o intento maligno de se aproveitar dele e sinistramente nele influenciar, e que a consciência remanescente no corpo enviará aviso ao ego em demanda de amparo e proteção. Então o ego se apressa a voltar, recobra a posse do corpo e o terror se desvanece. Ademais, no sono ordinário, o toque ou sacudidela externa do corpo, um ruído estrepitoso ou a repentina claridade de uma luz servem de chamada ao ego ausente. Poré...

CONTINUIDADE DE CONSCIÊNCIA

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"O homem que atua conscientemente no mundo astral pode ou não ter continuidade de consciência, isto é, recordar ou não, ao volver ao corpo físico, quanto viu e fez no mundo astral. A este fato, deve estar o cérebro convenientemente educado, com certas modificações em seu funcionamento. Uma melodia que compreenda três oitavas não pode ser interpretada como um instrumento que abarque somente duas. Se o cérebro tem latente a capacidade de vibrar em três oitavas, pode-se atualizar dita capacidade, porém, se o cérebro não a tem latente e se fazem violentos esforços para que reproduza as vibrações astrais, acarretarão notas falsas e discordantes, manifestadas em acidentes histéricos, irritabilidade nervosa, impressões contrafeitas e distensão das células normais do cérebro. Daí a necessidade da disciplina da yoga. Numa etapa de evolução mais adiantada, a consciência vigílica inclui o mundo astral e não há necessidade do sono nem do êxtase para atuar conscientemente nele, bem como ...