CONFIANDO E SERVINDO - (CONFIANÇA E PERSEVERANÇA NO SERVIÇO DO BEM)

"Quantas vezes a nave de nossas tarefas é compelida a romper maré alta!... 

Não importam dificuldade, ventania, tormenta, ameaça... 

Seguir sempre em busca do porto seguro dos nossos objetivos. 

Quanto mais nos sustentarmos firmes no domínio da união, mais amplos recursos para a obra a desenvolver. 

Urge reconhecer que temos, pela frente, numerosos deveres a cumprir, notadamente no setor da divulgação de nossos princípios. 

Nesse sentido é forçoso observar que os agentes da perturbação e da agitação criam o clima adequado ao trabalho que nos compete. 

Nunca desanimar, por isso, diante de lutas e desconsiderações, conflitos e empeços. 

Abstermo-nos sempre de participação no entrechoque das forças habituadas à sombra e sim aproveitar os momentos de indagação para responder certo. 

Lá fora, no plano externo de nossa construção espiritual, que a tempestade ruja e avance... no entanto que, por dentro de nossa edificação, haja entendimento e luz suficientes a fim de que os caminhos a percorrer se façam claros. 

Dificuldades e crises nos oferecem a medida exata do serviço a erguer-se com as sugestões necessárias para o levantamento do bem. 

Que outros arrastem para a arena da discussão e do azedume os temas da inquietação e da intemperança mental. 

De nossa parte, estejamos naquela atitude de oração e vigilância, isto é, confiando e servindo em nome do Senhor."

Extraído do livro Mais Luz, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Batuíra, p. 13.                      
Foto de Karthik U no Pexels

REFLEXÕES A PARTIR DA MENSAGEM

Confiar em Deus não significa aguardar passivamente: é continuar servindo, mesmo quando as dificuldades parecem ameaçar a tarefa

A mensagem compara nossas atividades a uma embarcação que precisa atravessar a maré alta, enfrentando ventos, ameaças e tempestades. A imagem recorda que nenhuma obra verdadeiramente edificante está livre de obstáculos.

Quando surgem incompreensões, conflitos ou impedimentos, podemos interpretar essas experiências como sinais de fracasso. Entretanto, elas também revelam a medida de nossa confiança, a firmeza de nossos propósitos e a sinceridade com que nos dedicamos ao bem.

Confiar sem abandonar a tarefa

A confiança verdadeira não nos afasta das responsabilidades. Ao contrário, fortalece-nos para prosseguir quando o caminho se torna difícil.

Confiar é reconhecer que nem todas as circunstâncias estarão sob nosso controle, mas que sempre poderemos escolher a maneira de enfrentá-las. Podemos alimentar a irritação e o desânimo ou preservar a serenidade, a oração e a disposição para servir.

A fé não elimina imediatamente a tempestade exterior, mas acende uma luz dentro de nós. Essa claridade interior ajuda-nos a distinguir o que deve ser enfrentado, o que precisa ser tolerado e aquilo que convém entregar à sabedoria de Deus.

A força da união

A mensagem também destaca a união como fonte de recursos para o trabalho. Quando os servidores do bem se apoiam mutuamente, as dificuldades deixam de ser pesos isolados e transformam-se em oportunidades de cooperação.

Entretanto, união não significa uniformidade absoluta de pensamentos. Pessoas diferentes podem colaborar na mesma obra, desde que preservem o respeito, a finalidade comum e a disposição de colocar o bem coletivo acima das preferências pessoais.

Muitas iniciativas meritórias enfraquecem não pela ausência de recursos materiais, mas pela presença do personalismo, da disputa e da intolerância. Por isso, conservar o entendimento no interior da tarefa é tão importante quanto enfrentar os obstáculos que surgem do lado de fora.

Vigilância diante das perturbações

Os momentos de crise favorecem questionamentos e podem abrir caminhos para esclarecimentos necessários. Contudo, é preciso evitar que a defesa da verdade se transforme em discussão improdutiva, ressentimento ou agressividade.

Responder certo não é simplesmente apresentar argumentos corretos. É falar no momento adequado, com equilíbrio e respeito, procurando esclarecer sem humilhar e orientar sem impor.

A oração e a vigilância auxiliam-nos a não reproduzir a perturbação que desejamos combater. Quando preservamos a paz interior, conseguimos atravessar os conflitos sem permitir que eles determinem nossas atitudes.

Para refletir

  1. Tenho permitido que as dificuldades enfraqueçam minha disposição de servir?

  2. Minha participação nas tarefas favorece a união ou alimenta conflitos desnecessários?

  3. Diante das perturbações, consigo preservar a oração, a vigilância e o equilíbrio?

Reflexão final

Confiar e servir são atitudes inseparáveis. A confiança sustenta o coração, enquanto o serviço transforma a fé em benefício para os semelhantes.

As tempestades podem surgir, as incompreensões podem ferir e os obstáculos podem retardar nossos projetos. Ainda assim, nenhuma dificuldade nos impede de conservar a serenidade, cumprir o dever possível e oferecer nossa parcela de cooperação.

Não precisamos entrar em todas as discussões nem responder a todas as provocações. Podemos trabalhar em silêncio, fortalecer a união e manter acesa a luz do entendimento.

Que saibamos atravessar as marés difíceis sem abandonar o bem, confiando em Deus e servindo com perseverança, oração e humildade. Paz e luz.

Reflexão desenvolvida por Osmar Lima do Amorim com o auxílio do ChatGPT, ferramenta de inteligência artificial da OpenAI, e revisada antes da publicação.

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