ORAI PELOS QUE VOS PERSEGUEM - (PERDÃO E VIGILÂNCIA DIANTE DA PERSEGUIÇÃO)

"O conselho de Jesus, no que se refere à oração pelos nossos perseguidores, não se baseia tão-somente na lei universal da bondade para com os semelhantes. 

Vai mais além. Fundamenta-se no princípio justo das correspondências. 

O ódio, o crime, a calúnia segregam forças perniciosas e destrutivas. O perseguidor encarcera-se no abismo das inquietações; o criminoso, onde estiver, é prisioneiro da consciência, guardado pelo remorso, então transformado em sentinela vigilante; o caluniador envolve-se na peçonha dos próprios atos. Emitem pensamentos destruidores, como o pântano os elementos mortíferos. 

Na lei das forças, que rege todos os fenômenos da vida, os semelhantes atraem-se uns aos outros. Odiar aos que odeiam, retribuir o mal com o mal, seria abrir portas em nós mesmos à selvageria dos que nos convocam a suas furnas de trevas. 

Alimentemos a chama benéfica que indique o caminho santo do bem, mas evitemos o incêndio devastador que aniquila as possibilidades da vida. Contra a labareda criminosa do mal, façamos chover os pensamentos calmantes do bem. 

Toda vez que a onda escura da perseguição nos procure envolver na luta digna, oremos e vigiemos. Encontrando-nos a resistência fraternal, voltarão os fios negros aos seus próprios autores, encasulando-os em sua obra. 

Orai pelos que vos perseguem e caluniam, acendei a luz dos pensamentos nobres no círculo de sombras dos que vos tentam confundir, certos de que a maldade é o inferno dos maus e que cada Espírito carrega na vida o abismo tenebroso ou a montanha de luz, dentro de si mesmo." 

Extraído do livro Coletâneas do Além, Psicografia de Francisco Cândido Xavier, ditado por Espíritos Diversos, mensagem do Espírito Emmanuel, item 11, p. 20.
Foto de Rani Sahu no Pexels

REFLEXÕES A PARTIR DA MENSAGEM

Orar por quem nos persegue é impedir que a agressão recebida encontre, dentro de nós, o terreno necessário para transformar-se em ódio e desejo de vingança

A recomendação de Jesus para que oremos por nossos perseguidores representa um dos ensinamentos mais desafiadores do Evangelho. Diante da calúnia, da injustiça ou da agressão, nossa primeira reação pode ser a revolta, a condenação ou o desejo de retribuir o sofrimento recebido.

A oração, contudo, interrompe essa corrente de hostilidade. Ela não transforma imediatamente o agressor nem significa concordância com o mal praticado. Sua primeira ação ocorre em nosso próprio mundo interior, ajudando-nos a preservar o equilíbrio e a não reproduzir a violência que nos atingiu.

Não alimentar o mal recebido

Toda agressão procura provocar uma resposta semelhante. Quando retribuímos a ofensa com outra ofensa, permitimos que a perturbação do agressor também passe a governar nossos pensamentos e atitudes.

O mal recebido não precisa tornar-se o mal praticado. Podemos reconhecer a injustiça, procurar os meios legítimos de defesa e estabelecer limites necessários sem alimentar ódio ou vingança.

Orar por quem nos persegue não é aceitar passivamente a violência. É defender a própria dignidade sem abandonar os princípios que desejamos conservar.

A oração como proteção interior

A oração modifica a qualidade dos nossos pensamentos. Em vez de permanecermos ligados mentalmente à ofensa, começamos a procurar serenidade, discernimento e forças para agir corretamente.

Quando oramos pelo agressor, reconhecemos que ele também é um Espírito em processo de aprendizado, ainda dominado por desequilíbrios que lhe obscurecem a consciência. Isso não elimina sua responsabilidade, mas impede que o reduzamos definitivamente ao erro cometido.

A compaixão não absolve automaticamente quem pratica o mal. Ela apenas nos permite enxergar além da falta e desejar que o outro encontre esclarecimento e renovação.

Perdão, vigilância e prudência

Perdoar não significa esquecer imprudentemente o acontecido nem restabelecer, sem critérios, uma convivência prejudicial. Podemos perdoar e, ao mesmo tempo, manter distância, procurar auxílio e adotar medidas de proteção.

A vigilância recomendada pela mensagem também deve alcançar nossos próprios pensamentos. É necessário observar se estamos revivendo continuamente a ofensa, alimentando julgamentos ou imaginando formas de retribuição.

Orar e vigiar significa trabalhar para que a sombra exterior não se converta em sombra dentro de nós. Assim, preservamos a consciência e continuamos livres para escolher o bem.

Para refletir

  1. Tenho permitido que as ofensas recebidas permaneçam governando meus pensamentos?

  2. Consigo distinguir o perdão verdadeiro da aceitação passiva de comportamentos prejudiciais?

  3. Posso incluir em minhas preces alguém que ainda me desperta mágoa ou ressentimento?

Reflexão final

Orar por quem nos persegue é um exercício de liberdade espiritual. Enquanto cultivamos o ódio, continuamos intimamente ligados àquele que nos feriu. Quando começamos a perdoar, recuperamos gradualmente o governo de nossa vida interior.

Não somos chamados a aprovar o erro, mas a impedir que ele se multiplique por nosso intermédio. Podemos responder com firmeza, buscar justiça e proteger-nos, conservando no coração o desejo sincero de que todos encontrem o caminho da renovação.

A oração transforma a revolta em serenidade, a mágoa em aprendizado e o desejo de vingança em disposição para seguir adiante.

Que saibamos acender a luz dos pensamentos nobres diante das sombras da perseguição, preservando a consciência por meio da oração, do perdão e da vigilância. Paz e luz.

Reflexão desenvolvida por Osmar Lima do Amorim com o auxílio do ChatGPT, ferramenta de inteligência artificial da OpenAI, e revisada antes da publicação.

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