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Mostrando postagens com o rótulo beleza

O MUNDO INTERIOR EM CONTRAPOSIÇÃO AO MUNDO EXTERIOR

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"Os sentidos são a raiz da consciência material. O indivíduo comum está mais inclinado para o mundo e para as coisas materiais do que para as coisas espirituais, porque os faróis de seus cinco sentidos - visão, audição, olfato, paladar e tato - estão direcionados para o exterior, isto é, aos objetos e prazeres materiais. É por isso que tudo lá fora parece lindo e agradável. Nunca se contempla o 'mundo interior' a menos que os faróis se invertam e se focalizem ali. Só quando aprender a não se deixar levar pela operação dos sentidos é que você conseguirá desfrutar da consciência espiritual. Quando você se interioriza, começa a perceber que há muito mais maravilhas no mundo interior do que no exterior. Se gosta da música deste mundo, descobrirá que a música astral é muito mais encantadora. Da mesma forma que aprecia a carícia de um brisa refrescante, o calor do sol e outras sensações saudáveis, quando você tem a consciência voltada para dentro sente as percepções suti...

A REAL NATUREZA DO AMOR

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"(...) Não sabemos o que o amor realmente significa. Conhecemos apenas o amor que se baseia no apego e na posse. Quando uma pessoa se enamora, especialmente se for amor à primeira vista, não construído através de reações acumuladas, o objeto de amor parece revestir-se de uma beleza divina. Infelizmente, essa condição esvaece, pois se mescla a outros sentimentos, mas ele indica o que é a real natureza do amor; é a luz que brilha de uma natureza dentro de nós próprios que ilumina a beleza oculta nas coisas.  Toda a ação da natureza espiritual tem o encanto e o frescor da espontaneidade. A virtude tem esse encanto. É como uma flor sempre nova. A ação da natureza espiritual não é apenas integralmente voluntária; ela é também irrestrita. Ela se doa completamente. A beleza da virtude está em tal doação. Existe uma natureza muito profunda dentro de nós que se exterioriza apenas quando o terreno estiver desimpedido para ela. Aquela natureza permanece a mesma, e é atemporal em ...

A COMUNHÃO DOS SANTOS (PARTE FINAL)

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"(...) Temos de aprender a nos doar em serviço, em todos os lugares e de todas as maneiras possíveis. À medida que assim fizermos, encontraremos o Senhor em cada forma, a cada momento, e sua presença estará refletida em nós em cada ângulo. Além de honrar todos os santos - 'Não fazemos distinção entre profetas', disse o Profeta Maomé - é bom reconhecermos e compreendermos o valor do santo viver, isto é, uma vida de pureza e de serviço altruísta, especialmente nestes dias quanto a pressão do mundo é tão insistente e se lança sobre nós de tantas direções, que a beleza do outro mundo desaparece na obscuridade. Não precisamos orar tanto para os santos no sentido de lhes suplicar favores, quanto a pensar em suas maravilhosas qualidades, para pôr seu exemplo perante nós e buscar sua inspiração. Na medida em que pensarmos neles, sua bênção certamente estará conosco. O homem, segundo o conceito oriental, é, em seu ser interior, uma pequenina estrela que nasce e se p...

A COMUNHÃO DOS SANTOS (2ª PARTE)

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"(...) Todas as coisas belas surgem da mesma fonte, e dizem que secretamente estão em afinidade entre si. No caso dos Homens Perfeitos, este elo secreto torna-se um vínculo vivo e consciente, resultando em perfeita cooperação mútua. Os grandes santos são retratados trajando mantos brancos, por causa de sua pureza. No processo de evolução o conhecimento, a princípio, destrói a inocência, mas posteriormente, com a crescente perfeição do conhecimento, a inocência é recuperada e temos, com a sabedoria da idade, a combinação de todas as qualidades que marcam as fases prévias de nosso crescimento. No momento oportuno, cada filho do homem atingirá esse estágio e herdará o reino preparado para ele, que não está fora, mas dentro de seu coração, 'preparado desde a fundação do mundo'; porque na consciência oniabarcante o futuro está simultaneamente presente com o passado. Em cada um de nós existe o germe da bondade e da beleza espiritual; e, à medida que o nutrirmos a...

A MENTE E O ENTENDIMENTO

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" (8:7) Portanto, lembra-te de Mim (durante a vida) e trava a batalha (da reta ação)! Entrega-Me tua mente e teu entendimento. Assim agindo, virás sem dúvida para junto de Mim. Dado curioso: o Bhagavad Gita nunca desperdiça uma palavra sequer! O que Krishna quererá dizer ao recomendar a Arjuna que entregue a Deus tanto  a mente quanto o entendimento? O leitor comum misturará as duas palavras e não atentará para o fato de elas terem acepções diferentes. A mente  é o aspecto da consciência que recebe impressões. O entendimento é o aspecto da consciência que define  essas impressões e lhes atribui significado. Em suma, podemos, ao contemplar um crepúsculo, fruí-lo com Deus. Ofereceremos a Ele a alegria que sentimos diante de tamanha beleza e perceberemos interiormente que essa beleza é, para nós, a realidade da experiência. Não fosse por essa capacidade, o crepúsculo careceria por completo de significado aos nossos olhos. Assim, tanto a experiência quanto a const...

O ENVELHECIMENTO (2ª PARTE)

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"(...) Podemos contemplar o seguinte poema sobre os sofrimentos do envelhecimento, escrito pelo erudito Gungtang: Quando somos idosos, nosso cabelo se torna branco, Não porque o tenhamos lavado muito bem; Isso é um sinal de que, em breve, encontraremos o Senhor da Morte. Temos rugas em nossa fronte, Não porque tenhamos carne demais; É um aviso do Senhor da Morte: 'Estás prestes a morrer'. Nossos dentes caem, Não para abrir espaço para novos; É um sinal de que, em breve, perderemos a capacidade de ingerir alimentos que as pessoas normalmente desfrutam. Nosso rosto é feio e desagradável, Não porque estejamos usando máscaras; Isso é um sinal de que perdemos a máscara da juventude. Nossa cabeça balança de um lado para outro, Não porque estejamos discordando; É o Senhor da Morte batendo em nossa cabeça com o bastão que ele traz em sua mão direita. Andamos curvados, fitando o chão, Não porque estejamos à procura de agulhas perdidas; Isso é um sinal de que estamos ...

ENVELHECIMENTO (1ª PARTE)

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"O nosso nascimento também dá origem aos sofrimentos do envelhecimento. O envelhecimento rouba a nossa beleza, a nossa saúde, a nossa boa aparência, o corado do nosso rosto, a nossa vitalidade e o nosso conforto. O envelhecimento nos transforma em objetos de desdém. Ele traz muitos sofrimentos indesejáveis e leva-nos rapidamente para a nossa morte.  À medida que envelhecemos, perdemos toda a beleza da nossa juventude, e o nosso corpo sadio e forte torna-se fraco e oprimido por doenças. Nosso porte, outrora vigoroso e bem proporcionado, torna-se curvado e desfigurado; nossos músculos e carne encolhem tanto que os nossos membros tornam-se finos como gravetos, e nossos ossos tornam-se salientes e protuberantes. O nosso cabelo perde a cor e o brilho, e nossa pele perde a radiância. A nossa face torna-se enrugada e a nossa fisionomia fica gradualmente distorcida. Milarepa disse: Como os velhos se levantam? Eles se levantam como se estivessem arrancando uma estaca do chão. Com...

MAYA EM TODA PARTE

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"A teia de aranha tem um modelo para sua construção, mas não de uma forma determinada. Ela atrai muitas criaturas porque não está fixada. Vemos que a beleza não é uma qualidade que pertença a algum determinado material, projeto, função e outros mais. Se olharmos cuidadosamente, sem que ideias prévias interfiram, a beleza está em toda parte, em todas as coisas. O homem interfere e torna algo belo a seus próprios olhos. Mas isso, na realidade, não é o belo milagre da beleza que vemos se a visão for pura. Cada inseto, mineral, planta, o céu e as águas são milagres de beleza. Isso fica claro na teia de aranha que foi usada para demonstrar tudo na natureza, inclusive os seres humanos. Eles fazem parte do grande milagre. A beleza em formas, em cores, em sons e em tudo mais que é visto ou conhecido pelos sentidos fazem parte da Beleza. A beleza também existe nos relacionamentos mútuos. Ela chega com o crescimento, nascimento e morte. Como costume, J. Krishnamurti tinha uma maneira es...

EVOLUÇÃO A PARTIR DE CIMA (2ª PARTE)

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"(...) O verdadeiro, o bom e o belo são sempre um estudo apropriado para nós. O problema do mal e do sofrimento é muito mais difícil de solucionar. Vejamos primeiramente aquelas sendas simples e diretas para o céu das ideias divinas que são os reflexos aqui embaixo daquelas ideias que percebemos ser totalmente belas e sagradas em sua natureza. Comecemos, por exemplo, a partir de fragrâncias puras como a rosa, o jasmim, o sândalo. Elas têm suas correspondências celestes. Conseguiremos reproduzir a irradiação espiritual, da qual uma bela fragrância física seja a correspondência ou contraparte? Por meio da imaginação poderíamos tentar pelo menos sentir sua natureza a partir do estímulo ou influência que a fragrância particular produz em nós. Cada Adepto, que por sua própria definição vivificou sua natureza material com a espiritual, tem sua própria fragrância particular, não porque ele a seleciona como uma mulher elegante poderia selecionar uma para seus propósitos, mas p...

REVERÊNCIA (PARTE FINAL)

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"(...) Reverência é uma qualidade interna, não uma atitude externa. Em geral é transformada numa postura de solenidade, uma subjugação de espíritos, restrição, desvalorização de si, onde não envolve um quase esquivar-se de longe da força com a qual o objeto de reverência magneticamente atrai e imprime sua autoridade. Muitas vezes é como a timidez de um flerte, simulado e artificial, pronto, logo que o gelo é quebrado, para se tornar uma liberdade que beira a licenciosidade e é essencialmente desordenada.  Reverência envolve uma apreciação, ou pelo menos algum vago senso da majestade e sacralidade do objeto de reverência, sua elevação, profundeza, força e delicadeza. É totalmente compatível com a intimidade, mas é um freio sobre os possíveis excessos de liberdade. Nenhum amor que não seja tocado por um profundo senso de beleza, ternura ou sublimidade - corporificado no objeto desse amor ou envolvendo-o - pode ser duradouro ou alcançar o ápice. O genuíno princípio da vid...

A ESPIRITUALIDADE E O FEMININO (PARTE FINAL)

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"(...) Durante toda a vida busquei o motivo para a identificação do masculino com a espiritualidade máxima e as características que estariam ligadas à espiritualidade feminina. A busca histórica revelou os arquétipos que foram construídos através dos tempos. Descobri que a primeira concepção humana de Deus foi feminina. Nos cantos mais distantes da Terra, onde surgiram as mais antigas civilizações, lá está a Deusa-Mãe. Ainda que rudemente talhada por uma civilização nascente, a Mãe, o maior arquétipo de todos, é a divindade máxima. É dela que vêm os seres, e é para ela que retornam. A mulher, sua sacerdotisa, é a conexão do mundo físico com o mundo divino, a representante da Deusa-Mãe, pois é através dela que os seres nascem. A vida, sua concepção e morte, tudo é um grande mistério. O céu estrelado é o manto da Mãe, as árvores, plantas, frutos e animais são o seu reino, os seus símbolos. Ela lida com a terra e descobre os segredos das plantas, inventa a medicina.  O reinad...

COMO TESTAR SEU DESEJO (1ª PARTE)

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"Há um impulso em prol do crescimento e expansão em cada ser humano. É a Vida procurando se expressar por seu intermédio. Seu desejo de dar mais de vida, amor, verdade e beleza é louvável e recomendável. Seu desejo de ser maior do que é representa algo normal e natural. Se é músico, deseja produzir música mais maravilhosa, atingindo as almas dos homens. Qualquer desejo que contribua para a sua felicidade, paz ou bem-estar é excelente. Quando os desejos são pela vida, quando contribuem para a sua expansão espiritual e mental, são excelentes e de Deus.  Seu desejo nunca deve ser o de tirar proveito de outros ou interferir com o bem-estar ou desenvolvimento de outros, sob quaisquer aspectos. Swedenborg disse: 'A essência do inferno é o desejo de predominar sobre os outros.' Deseje dar mais vida, amor e boa vontade. Quanto mais você der, mais terá. Deseje dar mais abundantemente da Força Vital que existe em você. Despeje vida e amor em seus ideais que sejam construtivo...

A CIDADE PERFEITA (1ª PARTE)

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"Há muito tempo os gregos construíram o que foi, durante algum tempo, uma cidade perfeita. Era Atenas. Conta a história que um espartano visitou Atenas; após o seu regresso a Esparta, os amigos perguntaram que tipo de cidade era Atenas. Sua resposta foi resumida, já que os espartanos eram treinados para serem sucintos e objetivos ao conversar. Ele respondeu: ‘Todas as coisas lá são nobres.’ Nenhuma resposta poderia ser mais verdadeira, pois era o ideal que Péricles idealizou para a cidade. Atenas deveria ser um lugar onde tudo, cada objeto e cada atividade, representasse uma expressão de nobreza. Para enobrecer todas as atividades da vida é necessário evocar o senso de grandeza em cada cidadão. Assim como Platão deu início às suas teorias sobre o Estado perfeito, da mesma forma devemos começar com a ideia de que a trindade ‘bondade, verdade e beleza’ existe no indivíduo quando ele nasce. Precisamos abandonar todo o pensamento de que existe um ‘pecado original’ na alma e ...