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Mostrando postagens com o rótulo contemplação

O QUE A NOSSA MORTE SIGNIFICA?

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"A nossa morte é a separação permanente entre o nosso corpo e a nossa mente. Podemos experienciar muitas separações temporárias do nosso corpo e mente, mas elas não são a nossa morte. Por exemplo, quando aqueles que concluíram seu treino na prática conhecida como 'transferência de consciência' entram em meditação, a mente deles se separa do corpo. O corpo desses meditadores permanece onde estão meditando, mas a mente vai para uma Terra Pura e, então, retorna para o corpo deles. À noite, durante os sonhos, nosso corpo permanece na cama, mas a nossa mente vai para diversos lugares do mundo do sonho e, então, retorna para o nosso corpo. Essas separações de nosso corpo e mente não são a nossa morte, porque essas separações são apenas temporárias.  Na morte, nossa mente separa-se permanentemente do nosso corpo. O nosso corpo permanece no local de sua vida, mas a nossa mente vai para os diversos lugares das nossas vidas futuras, como um pássaro deixando um ninho e voando para ou...

PROCUREM A COMPANHIA DE HOMENS SANTOS

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"No momento em que se dedicarem inteiramente à contemplação de Deus, experimentarão uma alegria sem limites. Passarão dias e noites de bem-aventurança, absortos na consciência de Deus. Não comentem a respeito de suas sensações e experiências espirituais com ninguém, muito menos com pessoas de natureza mundana. Isso pode retardar seu desenvolvimento. Em contrapartida, trocar experiências com alguém de natureza semelhante, cujo temperamento encontra-se em harmonia com o seu, pode ajudar o progresso espiritual. Considerem-se viajantes que seguem pela mesma estrada. É bem possível que seu companheiro já tenha trilhado o caminho e conheça suas armadilhas. Beneficiados por suas experiências, vocês talvez sejam capazes de evitar esses perigos e dificuldades. Vocês sabem por que devem procurar sempre a companhia de homens santos? Suas experiências são de grande ajuda para o aspirante espiritual. Se ao visitarem uma terra estrangeira tiverem a orientação de um guia confiável, sem...

FORME BONS HÁBITOS

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"Passo a passo, você atingirá o fim da estrada. Um bom ato seguido por outro conduz a um bom hábito. Escutando, você é estimulado a agir. Decida agir; junte-se somente com pessoas boas; leia somente livros elevados; forme o hábito de namasmarana  (repetição do nome do Senhor) - e, então, a ignorância ( ajnana ) automaticamente desaparecerá. Anandam (Bem-aventurança), que crescerá dentro de você, pela contemplação sobre Anandaswarupa (a forma divina que personifica a bem-aventurança), afastará toda aflição e toda preocupação. Esta proximidade é ganha pelo bhaktha (devoto), o qual não pode estar firme, exceto após a anulação do 'eu' e do 'meu'. Quando um preso é conduzido de um lugar a outro, é escoltado por dois policiais. Não é? Quando o homem que é prisioneiro nesta cadeia² se move de um lugar a outro, é também acompanhado por ahamkara (egoísmo) e mamakara (possessividade). Quando ele se movimenta sem estes dois, esteja certo, ele é um homem livre, liberta...

O RIO DA VIDA (PARTE FINAL)

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"(...) Temos nosso interesse na família, no trabalho, no dinheiro. Há pessoas que querem que suas famílias herdem não apenas seus bens, mas também seus interesses; um comerciante, por exemplo, quer que seu negócio seja interessante para seus sucessores. É a isso que chamamos de vida, mas essa vida, como assinala nossa metáfora, é apenas uma pequena poça ao lado do grande rio. Todos nós temos os mesmos tipos de interesses e os mesmos objetivos, mas poucas pessoas compreendem que suas vidas têm muita pouca importância. Mesmo que uma pessoa seja realmente importante durante seu período de vida, logo vai deixar de sê-lo. Perdemos esse senso de importância quando vemos que há coisas maiores, que são universais.  Esse sentimento só surge quando, vida após vida, o sendo de 'egoidade' perde significado. Este é todo o propósito de nossas vidas - perder o senso de limitação. Então a pessoa atinge o estado de negar tudo que esteja no nível da divisibilidade. Na filosofia hind...

A SABEDORIA DA AUSÊNCIA DO EGO (1ª PARTE)

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"Às vezes imagino o que sentiria o habitante de um vilarejo tibetano se, de repente, você o trouxesse para uma cidade moderna com toda sua sofisticada tecnologia. Ele talvez pensasse que havia morrido e que se encontrava agora no estado de bardo. Incrédulo, olharia boquiaberto para os aviões voando no céu acima dele, ou para alguém falando ao telefone com uma pessoa do outro lado do mundo. Pensaria estar testemunhando milagres. E no entanto tudo isso parece normal a alguém morando no Ocidente, no mundo moderno, tendo sido educado à maneira ocidental, que fornece as explicações científicas sobre essas coisas, passo a passo. Do mesmo modo, no budismo tibetano há uma educação espiritual básica, normal e elementar, um treinamento espiritual completo para o bardo natural desta vida que dá a você o vocabulário essencial, o ABC da mente. A base desse treinamento são as chamadas 'três ferramentas da sabedoria': a sabedoria de ouvir e escutar, a sabedoria da contemplação e ...

AMA AO TEU PRÓXIMO COMO A TI MESMO

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"Jesus lançou essa exortação em oito palavras ao mundo como se fosse uma bomba. Lembro-me da primeira vez que descobri uma de suas implicações: que, para amar a meu próximo, devo antes de tudo amar a mim mesmo. Notemos isto: quando nos ensinou a amar, Jesus quis dizer que o amor é uma qualidade interior, a qual alimentamos dentro do nosso coração para em seguida deixar fluir em direção aos que nos cercam. Se tentamos amar ao nosso semelhante, mas deixamos de fomentar o amor por nosso  próprio eu, estamos perdidos. O primeiro passo no aprendizado do amor consiste em estabelecer uma conexão íntima entre o nosso coração e a fonte absoluta do amor.  A solução final e muito simples da polaridade egoísmo/desprendimento encontra-se na injunção de Jesus para amarmos nossos semelhantes tanto quanto amamos a nós mesmos. Ele não disse 'Ama ao teu próximo mais que a ti mesmo' porque sabia que isso é impossível. Quando, pois, não há amor em nosso coração, não há amor para darmo...

A RELIGIÃO DA BELEZA (PARTE FINAL)

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"(...) A resposta à beleza transmuta a consciência. Quando vemos a luz do sol se derramando sobre as folhas ou sentimos a beleza do entardecer, algo se abre dentro de nós. Há um sentimento de alívio e deleite, pois a beleza nos libera, nos põe em contato com o eu, com a nossa natureza mais profunda, onde está o sujeito que não pode ser visto ou ouvido, mas que é todo percepção. A beleza é uma ponte entre o eu e a essência daquilo que vemos. A experiência da beleza nos transporta ao universal. Tudo que é belo abre uma vereda para o sagrado e o santificado, porque é um fragmento manifestado das verdades divinas. Segundo Hugh l'Anson Fausset, 'pela visão espiritual daqueles que viram a beleza celestial, podemos descobrir a realidade à qual pertencemos e participar de seu mistério.' Por isso, os Upanishades  aconselham: aprenda a olhar, ouvir, penetrar em você mesmo e meditar, pois é assim que a consciência universal é conhecida. Krishnamurti também recomendou, c...

RESISTÊNCIA À MUDANÇA (2ª PARTE)

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"(...) O conceito de impermanência desempenha um papel crucial no pensamento budista, e a contemplação da impermanência é uma prática essencial. A contemplação da impermanência atende a duas funções de vital importância dentro do caminho budista. Num nível convencional, ou num sentido corriqueiro, quem pratica o budismo contempla sua própria impermanência - o fato de que a vida é frágil e de que nunca sabemos quando iremos morrer. Quando se associa essa reflexão a uma crença na raridade da existência humana e na possibilidade de se alcançar um estado de Liberação espiritual, de se estar livre do sofrimento e dos intermináveis ciclos de reencarnação, essa contemplação serve para aumentar a determinação do praticante para usar seu tempo com maior proveito, dedicando-se às práticas espirituais que propiciarão essa Liberação. Num nível mais profundo, o da contemplação dos aspectos mais sutis da impermanência, da natureza impermanente de todos os fenômenos, tem início a busca do pr...

EXPECTATIVA NEGATIVA (PARTE FINAL)

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"(...) Para evitar o efeito da projeção negativa, é útil relaxar e aquietar a mente e os sentimentos durante algum tempo antes de alguma entrevista difícil. Durante essa pausa, as tendências condicionadas são reduzidas, de modo que há menos antecipações negativas. Essa atitude de não julgamento é essencial no encontro terapêutico. Contudo, como relaxar e permitir que a mente e as emoções  entrem em harmonia? Provavelmente é mais fácil, em vez de tentar criar um branco na mente, permanecer sossegado e visualizar uma cena unificadora que simbolize um senso interno de totalidade, como uma árvore ou uma montanha. Essa mudança de atenção na qual a pessoa se identifica com as qualidades da totalidade é chamada de 'centramento'. No processo de mudar a própria percepção para essa experiência unificadora, a pessoa pode perceber sua mente tagarela e um padrão no qual ela continuamente se mantém em contemplação. Os terapeutas ou os pais podem agora, conscientemente, passar ...

RUMO À TRANSFORMAÇÃO (2ª PARTE)

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"(...) As pessoas religiosas também descobrem isso desistindo do conceito limitado de Deus em favor de um conceito mais amplo, até que alcançam aquilo que tudo abarca. É isso também que descobrem as pessoas ativas quando desistem de ações em benefício próprio em favor do serviço aos outros. Todos esses caminhos levam ao autoesquecimento e, portanto, ao novo - um novo dia, novas praias. Mas essa renúncia deve ser voluntária e espontânea; deve ocorrer somente quando o momento for propício.  Não devemos nos restringir a um único caminho, pois nosso ser comporta diferentes possibilidades: ação, emoção, pensamento. 'O caminho não é encontrado apenas pela devoção, apenas pela contemplação religiosa, pelo progresso ardente, pelo trabalho autossacrificante, pela observação cuidadosa da vida. Nenhum desses, sozinho, pode levar o discípulo mais do que um degrau adiante. Todos os degraus são necessários para compor a escada' ( Luz do Caminho ). Qualquer que seja o cam...

A PRECIOSIDADE DA NOSSA VIDA HUMANA (2ª PARTE)

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"(...) O que significa 'encontrar o Budadharma'? Significa ingressar no Budismo buscando sinceramente refúgio em Buda, Dharma e Sangha e, assim, ter a oportunidade de ingressar e fazer progressos no caminho à iluminação. Se não encontrarmos o Budadharma, não teremos oportunidade para fazer isso e, assim, não teremos oportunidade de obter a felicidade pura e duradoura da iluminação, o verdadeiro sentido da vida humana. Concluindo, devemos pensar:  Agora eu alcancei, por um breve momento, o mundo humano, e tenho a oportunidade de obter a libertação permanente do sofrimento e a felicidade suprema da iluminação por meio de colocar o Dharma em prática. Se eu desperdiçar esta preciosa oportunidade em atividades sem significado, não haverá maior perda nem maior insensatez . Com esse pensamento, tomamos a firme determinação de praticar agora o Dharma dos ensinamentos de Buda sobre renúncia,  compaixão universal e visão profunda da vacuidade, enquanto temos esta oportunidad...

AS TRÊS FERRAMENTAS DA SABEDORIA (PARTE FINAL)

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"(...) Quando tento ouvir verdadeiramente, sempre me inspiro no mestre Zen Suzuki-roshi, que disse: 'Se sua mente está vazia, está sempre pronta para qualquer coisa; está pronta para tudo. Na mente do principiante há muitas possibilidades, na do homem experiente há poucas'.⁵ A mente do principiante é uma mente aberta, uma mente vazia, uma mente pronta, e se ouvimos com ela, podemos de fato começar a ouvir. Porque se ouvirmos com uma mente silenciosa, tão livre quanto possível do clamor das ideias preconcebidas, criar-se-á uma possibilidade para que a verdade dos ensinamentos nos penetre, e para que o significado da vida e da morte se torne progressivo e surpreendentemente mais claro. Meu mestre Dilgo Khyentse Rinpoche disse: 'Quanto mais você ouve, mais você escuta; quanto mais você escuta, mais e mais profundo se torna seu entendimento'. O aprofundamento da compreensão, assim, dá-se através da contemplação e da reflexão, a segunda ferramenta da sabedoria. ...

AS TRÊS FERRAMENTAS DA SABEDORIA (1ª PARTE)

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"O caminho para descobrir a liberdade da sabedoria da ausência do ego, segundo os mestres, passa pelos processos de ouvir e escutar, contemplar e refletir, e meditar. Eles nos aconselham a começar pelo ouvir  repetidamente os ensinamentos espirituais. Ouvindo, eles nos recordarão uma e outra vez da nossa oculta natureza de sabedoria. É como se fôssemos aquela pessoa que pedi que imaginassem sofrendo de amnésia numa cama de hospital, e alguém que nos amasse e se importasse conosco estivesse nos sussurrando no ouvido o nosso verdadeiro nome, mostrando-nos fotografias de família e de velhos amigos, tentando trazer de volta o conhecimento da nossa identidade perdida. Gradualmente, ao ouvir os ensinamentos, certas passagens e visões interiores neles contidos farão vibrar um estranho acorde em nós, lembranças da nossa verdadeira natureza começarão a voltar pouco a pouco, despertando um profundo sentimento de alguma coisa despretensiosa e misteriosamente familiar.  Ouvir é um p...

ESFORÇO (PARTE FINAL)

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"(...)  Para compreendermos o 'estado de ser' em que não há luta, o estado de existência criadora, é claro que temos de investigar integralmente o problema do esforço. Por esforço entendemos a luta para nos preenchermos, para nos tornarmos alguma coisa, não é isso ? Sou isto e quero tornar-me aquilo; não sou tal coisa e devo tornar-me tal coisa. No vir a ser tal coisa há emulação, batalha, conflito, luta. Nesta luta, estamos necessariamente interessados no preenchimento pela consecução de um fim; buscamos preenchimento pessoal num objetivo, numa pessoa, numa ideia, o que exige uma batalha, uma luta constante, um constante esforço para 'vir a ser', realizar. Nessas condições, aceitamos o esforço como inevitável; e eu tenho minhas dúvidas sobre se ele é inevitável, se é inevitável essa luta para 'vir a ser' alguma coisa. Por que há essa luta? Onde há o desejo de preenchimento, em qualquer grau e em qualquer nível que seja, tem de haver luta. O preenchimento...

VIVEKA (PARTE FINAL)

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"(...) Então, o mundo em que vivemos é ilusório? Vamos então cair no platonismo? Vamos negar a realidade do que vemos e sentimos, sobre que agimos e reagimos? O mundo não é inteiramente ilusório. Não é somente maya  ( ilusão ). A cobra não é de mentira. É real. O mundo o é na medida e extensão em que consegue gerar medo ou apego. As reações somáticas do amedrontado emprestam realidade àquilo que lhe dá causa. E, enquanto a cobra for uma apavorante realidade, a corda não é vista e, portanto, não tem realidade, embora seja Real. Dessa maneira o mundo fenomênico, aquele que vemos e sentimos, é uma realidade, na medida e extensão dos efeitos que em nós provocam ou suas delícias ou suas misérias. E, enquanto tiver o poder de nos fazer sofrer ou gozar, a Realidade Divina é apenas como devaneio de místico. Somente viveka  nos desipnotiza a mente para a contemplação do Transcendente, que se esconde atrás do imanente visível. É viveka  que nos pode alcançar à visão do Uno, q...

O RENASCIMENTO DA ESPIRITUALIDADE

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"Atualmente existe um crescente interesse na espiritualidade. No entanto, é preciso se observar a diferença entre espiritualidade e fundamentalismo, porque as questões do espírito podem causar polêmicas e produzir conflitos. Após os eventos de 11 de setembro de 2001, temos de ser muito cuidadosos quando falamos a respeito da espiritualidade, e diferenciar claramente entre as formas criativas e destrutivas de interesse espiritual. Espiritualidade e fundamentalismo situam-se em lados opostos do espectro cultural. A espiritualidade busca um relacionamento com o sagrado que seja sensível, contemplativo, transformador, e é capaz de sustentar níveis de incerteza nessa busca, porque o respeito pelo mistério é sempre soberano (Tacey, 2000). O fundamentalismo busca a certeza, respostas fixas e o absolutismo como resposta temerosa à complexidade do mundo e à nossa vulnerabilidade como criaturas num universo misterioso. Em qualquer credo, a espiritualidade surge do amor e da intimida...

SEJAM PUROS E BUSQUEM A PAZ EM DEUS (1ª PARTE)

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"Dentro de um palácio de sete portões, vivia um rei a quem um homem pobre implorava uma audiência. O ministro do rei atendeu seu pedido e o conduziu à presença real através dos sete portões. Em cada um dos portões, havia um oficial de plantão ricamente vestido. A cada vez que passava por um deles, o homem pobre perguntava ao ministro se aquele era o rei. O ministro dizia sempre que não, até que passaram pelo sétimo portão. Finalmente, ali estava o rei em todo seu esplendor e beleza. O homem não fez mais nenhuma pergunta, pois reconheceu seu rei. Coisa semelhante acontece com o guru. Assim como o ministro do rei, ele conduz o discípulo através dos diferentes estágios do desenvolvimento espiritual até entregá-lo a Deus. Saiba, porém, que não existe guru maior do que sua própria mente. Quando a mente tiver sido purificada pelas preces e pela contemplação, ela o conduzirá a partir de seu próprio interior. Até mesmo em seus deveres diários, seu guru interior irá guiá-lo e continu...

A BUSCA MÍSTICA (1ª PARTE)

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"Como essa iluminação interior deve ser obtida? Não pela fé cega, mas pelo livre uso da faculdade do raciocínio e da prática regular da oração, meditação e contemplação, sendo a última definida como uma oração científica. No seu livro com aquele título, a oração é definida pelo Dr. Alexis Carrel nestas palavras: 'Uma contemplação serena do princípio imanente e transcendente de todas as coisas. Uma elevação da alma a Deus. Um ato de amor e adoração a Ele de quem procede a maravilha que é a vida. O esforço do homem para comunicar-se com um Ser invisível. Um estado mítico quando a consciência é absorvida em Deus.' A 'oração', continua o Dr. Carrel, 'encontra sua mais alta expressão em um voo do amor através da noite obscura da inteligência. A oração deixa o âmbito do intelecto, a fim de alcançar o sentimento imediato. Para orar somente é necessário fazer um esforço para atingir a Deus. A melhor maneira de comunicação com Deus é, sem dúvida, realizar integr...

RENÚNCIA

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"Renuncie à ideia de ser separado. Em todos os seres veja você mesmo, e sinta todos os seres em você. Esta é a mais alta renúncia, a renúncia do sentido do ego, o ego que o faz se apegar a esta sua temporária habitação, a este saco de ossos e carne, a esta casca que usa um nome e uma forma. De duas coisas consiste o exercício espiritual: a contemplação de Deus; e a descoberta da nossa natureza inata, ou seja, da Realidade. Reduza suas necessidades, e viva com simplicidade - tal é o caminho da felicidade. Apego gera aflição em seu despertar. Ao final, quando a morte exige que tudo seja largado para trás e que abandone todas as pessoas, você é esmagado pelo sofrimento. Imite o lótus na água; ele pousa sobre ela, mas não dentro dela. A água é necessária a seu crescimento, mas ele não consente que nem uma gota o molhe." ( Sathya Sai Baba - Sadhana, O Caminho Interior - Ed. Nova Era, Rio de Janeiro, 1993 - p. 49 ) www.record.com.br

GLORIFIQUE DEUS

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"Em vez de desfrutar o vão falar, glorifique Deus e trilhe Seu Caminho e a Ele faça suas preces. Invista seus anos de vida na contemplação e adoração do Supremo, não na busca de elogios servis característicos do fraco, do fútil, e do vacilante. A vida é uma oportunidade oferecida a cada um, não para comer e beber, mas para alcançar algo mais nobre e magnífico; para dominar-se e fundir-se na Realidade. Todo esforço espiritual tem por objetivo a atração da Graça de Deus para nós mesmos. Eis por que, quando você vai ao templo e fica em pé em frente ao altar principal, bate o sino ali pendurado. O som atrairá a atenção do Senhor para seu devoto recém-chegado. O badalar deve ser acompanhado por uma sincera prece nascida do coração. A fé em Deus é o melhor reforço para a vitória espiritual. Quando você se regozijar na contemplação do esplendor do Senhor, nada que seja material o pode tentar; tudo mais parecerá inferior. Somente a companhia do santo e do humilde lhe será agra...