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Mostrando postagens com o rótulo impessoal

BEATITUDE

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" (4:38) Seguramente, nada há neste mundo que santifique tanto quanto a sabedoria. No devido tempo, todo devoto bem-sucedido em suas práticas perceberá, no próprio Eu, a verdade do que acabo de dizer. (4.39) O devoto imerso no infinito, com os sentidos sob controle, alcança a sabedoria e obtém aquilo que sabe, desde logo, ser a paz perfeita. Os devotos que supõem um conflito entre amor religioso, autocontrole yóguico e sabedoria verdadeira (em oposição à intelectual) não logram perceber que todos esses caminhos (devoção, prática, yóguica e calmo discernimento) são meros aspectos de uma mesma verdade que resultam na mesma conquista. A palavra para devoção neste sloka é shraddha , geralmente traduzida por 'fé'. Refere-se ao tipo de devoção que não mantém Deus a distância implorando-Lhe favores, mas que, à semelhança de uma seta, voa direto para o alvo de Seu amor divino como tendência natural do coração a buscar sua Fonte verdadeira, intuitivamente percebida. ...

DÚVIDAS

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"'Há dois tipos de dúvida: a dúvida destrutiva e a dúvida construtiva. 'A dúvida destrutiva equivale ao ceticismo comum. As pessoas que adotam essa atitude são tão cegas na sua descrença quanto qualquer fanático com respeito ao seu fanatismo. Para essas pessoas, o exame imparcial não tem importância. Visam apenas ao aspecto que haverá em rejeitar novas ideias, e que corresponde às próprias opiniões ou às opiniões que predominam. 'O ceticismo é como a estática no rádio da mente. Ele impede uma pessoa de receber as transmissões da intuição advindas do silêncio interior. 'A dúvida construtiva, por outro lado, equivale ao exame esclarecido, justo e imparcial. Os que cultivam essa atitude jamais julgam de antemão uma ideia. Tampouco aceitam como válida a opinião alheia destituída de fundamento. Eles conservam a mente aberta e baseiam suas conclusões em provas objetivas. Buscam acima de tudo constatar conclusões por meio da própria experiência. 'E...

A NATUREZA DA DIVINDADE (PARTE FINAL)

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"(...) É dito entretanto, que o  Logos  Solar não é tão impessoal e imparcial a ponto de ser desatento às aspirações e vicissitudes dos seres humanos. Ao contrário, Ele deve ser concebido como respondendo à aspiração sincera e altruísta pelo aumento de sabedoria e poder para servir. Dentro dos limites da lei de justiça, ou de causa e efeito, as nações e os indivíduos recebem ajuda divina tanto diretamente como através da mediação de representantes. A graça divina é considerada como uma realidade que pode chegar ao homem, diretamente do  Logos  Solar ou do Eu divino no seu íntimo. Uma fartura de provas é proporcionada por aqueles que experimentaram a exaltação inesperada, a intensificação inspiradora da força intelectual e do poder da vontade. A elevação aparentemente miraculosa do espírito e a cura de doença são igualmente afirmadas.  A essa altura o estudante da sabedoria Eterna defronta-se com uma declaração concernente à Deidade que, embora de lógica ...

O CONCEITO DE 'DHARMA' NO GITA (PARTE FINAL)

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"(...) A consciência hindu reconhece a verdade de que há momentos quando se pode opor-se ao costume. O pensamento hindu não exige submissão a cada costume. Se um costume entra em conflito com o dharma , abandonemos o costume e fiquemos com o dharma . Pensemos por um momento, se sempre nos submetermos ao costume, como poderá a sociedade progredir? Por outro lado, existe algo chamado lei estatutária, isto é, criada por um estado. Jurisprudência é o estudo das leis de estado. Roma é a terra natal da jurisprudência clássica. É a única ciência dos romanos. Essa 'lei' trata de casos e de sua classificação. Dharma  também não é lei estatutária. Existem casos de conflito entre dharma  e leis de estado. Deveriam as pessoas desobedecer a uma lei de estado? A pergunta deve ser decidida em cada caso individual, segundo seu próprio mérito. Não posso dizer-lhes em termos gerais: não obedeçam ao estado, ou obedeçam ao estado. Cada lei de estado deve ser considerada segundo seu pr...

AQUIETANDO-SE NATURALMENTE (PARTE FINAL)

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"(...) Outro aspecto do problema torna-se aparente quando observamos a nós mesmos, sem querer ser ou fazer isso ou aquilo, abrindo mão de trivialidades e superficialidades. Com relação à profissão ou à ocupação, é necessário ter atenção e cuidadoso discernimento. Mas existem inúmeras atividades superficiais da mente que não tem propósito; seguem em frente mecanicamente. A mente está enredada em desejo, e a mente-desejo sente-se viva quando está em estado de preocupação, medo ou agitação. Ela não consegue se manter ocupada com coisas profundas; portanto, mantém-se numa atmosfera de trivialidades. A mente aquieta-se quando o foco de sua atenção passa do pessoal para o impessoal, do trivial e superficial para o real e significativo. O estado de quietude torna-se natural quando pensamos em termos da natureza universal da experiência – dor, alegria, luta e assim por diante - , porque o foco muda. Helena Blavatsky aconselhou aos estudantes de espiritualidade a se demorarem nas ve...

AQUIETANDO-SE NATURALMENTE (2ª PARTE)

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"(...)  Uma das características de uma pessoa espiritualmente evoluída é que ela não é pessoal. Pelo contrário, a mente-desejo é muito pessoal, como rapidamente descobrimos quando observamos com cuidado nossas reações do dia a dia com relação às pessoas e aos incidentes. À medida que a mente se torna mais perspicaz e mais afiada, ela se torna crítica em relação ao modo como os outros pensam e agem. Aliás, ela tem considerável satisfação em notar algo que possa criticar ou condenar. No nível subconsciente, isso fortalece o centro egoico e seu senso de superioridade – o que talvez possa explicar por que falar e pensar criticamente dos outros é tão comum.   Certamente é bom ser crítico no sentido correto; é um sinal de que viveka , ou a faculdade de discernir, está devidamente ativa. Mas esse tipo de observação deve estar livre do elemento pessoal. O verdadeiro viveka não produz reações nem memórias que distorçam o relacionamento. Por outro lado, a atitude não pessoal dá...

DEUS É PESSOAL OU IMPESSOAL?

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"Deus é pessoal ou impessoal? Um esclarecimento deste ponto ajudará nas tentativas de comunicação com Ele. Muitas pessoas não gostam de pensar no Senhor como uma entidade pessoal; acham que a concepção antropomórfica é limitada. Eles O consideram como Espírito Impessoal, Todo-Poderoso, a Força Inteligente responsável pelo universo. Mas se nosso Criador é impessoal, como explicar que Ele tenha criado seres humanos? Nós somos seres pessoais. Temos individualidade. Nós pensamos, sentimos, queremos; e Deus nos deu, não apenas o poder de apreciar os pensamentos e sentimentos dos outros, mas também o poder de responder a eles. Seguramente o Senhor não está despido do espírito de reciprocidade que existe em Suas próprias criaturas. Sempre que o permitimos, nosso Pai Celestial estabelece um relacionamento pessoal com cada um de nós. Considerando o aspecto impessoal de Deus, ficamos com a impressão de um Ser Remoto, que simplesmente recebe as preces-pensamentos que oferecemos, ...

O QUE É DEUS?

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“Deus é Bem-aventurança Eterna. Seu ser é amor, sabedoria e alegria. Ele é tanto impessoal quanto pessoal e Se manifesta no que quiser manifestar-Se, seja o que for, Ele aparece a Seus santos na forma que seja amada por cada um deles: um cristão vê Cristo, um hindu contempla Krishna ou a Mãe Divina, e assim por diante. Os devotos cuja adoração assume a forma impessoal tornam-se conscientes do Senhor como uma Lua infinita ou como o maravilhoso som de OM, o Verbo primordial, ou Espírito Santo. A experiência mais elevada que o homem pode ter é sentir essa Bem-aventurança na qual todos os outros aspectos da Divindade – amor, sabedoria, imortalidade – estão plenamente contidos. Como, porém, lhe posso transmitir em palavras a natureza de Deus? Ele é inefável, indescritível. Somente na meditação profunda é que vocês conhecerão a essência singular Dele. Numerosas pessoas não pensam no Senhor como sendo pessoal; acham que uma concepção antropomórfica é limitadora. Consideram-No como o Es...