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IDENTIFICAÇÃO (2ª PARTE)

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"(...) O 'normal' é o indivíduo sentir-se miserável e perdido só porque caiu doente. Muitas senhoras esnobes se danam quando a cronista deixou de citar seu nome na coluna social. Aquilo que quando nos falta nos dá infelicidade é o objeto de nossa identificação. Somos identificados ao que ansiosa e desastrosamente queremos conservar, cultivar, desenvolver... Somos uns perdidos de nós mesmos porque nos identificamos a uma variedade sem conta de coisas, posições e pessoas. Nossa segurança e paz dependem de tudo isso com que nos identificamos. Segundo o yoga, uma das maiores fontes de sofrimento é o identificar-nos com os níveis mais densos e materiais de nosso próprio ser. Os que se identificam com o corpo, e somos quase todos, costumam dizer: 'Eu estou doente', 'eu estou cansado'. O yoguin, já desidentificado com o corpo, usa outra linguagem e diz: 'Meu corpo está doente.' O yoguin, em sua sabedoria, diz que seu corpo morre, pois sendo realm...

O PROBLEMA DO MAL

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"O porquê da existência do mal neste mundo é uma pergunta difícil de responder. Só posso lhes oferecer o que poderia chamar de resposta de um aldeão. Se existe o bem, deve haver também o mal, assim como onde existe a luz também haverá escuridão. Isso, porém, somente é verdade no que concerne a nós, seres humanos mortais. Perante Deus não há o bem nem o mal. Podemos falar de sua relação em termos humanos, mas nossa linguagem não é a de Deus. Não posso justificar a existência do mal por meio de qualquer método racional. Querer fazê-lo é tentar ser equivalente a Deus. Sou, portanto, suficientemente humilde para reconhecer o mal como tal. E considero Deus paciente e resignado justamente por Ele permitir o mal em nosso mundo. Sei que não há mal dentro dEle, mas, ao mesmo tempo se o mal existe, ele é o autor disso e, mesmo assim é intocado por ele. A distinção entre pensamentos bons e ruins não é desprovida de importância. Essas reflexões também não aparecem de modo aleatóri...

IDENTIFICAÇÃO (1ª PARTE)

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"Conheci um homem rico que sempre adquiria carro do último tipo, o mais caro. Adorava o carro como um apaixonado qualquer a sua amada. Dava-lhe tratamento extremamente cuidadoso. O brilho do carro era-lhe obsessão. Uma noite, o carro estacionado, estando ele no cinema, algum malvado fez um risco no lindo capô. O pobre homem 'adoeceu de raiva'. Não é apenas uma expressão popular. Adoeceu mesmo. De raiva de quem fizera aquilo, e de dor, por ver estragado seu carro. O risco não fora apenas no automóvel, mas em seus próprios nervos, pois, a rigor, o carro não era dele - o carro era ele mesmo. Dizia Cristo: 'Onde está vosso tesouro aí está o vosso coração' (Lc 12:34). Aquele homem abastado é o símbolo da identificação . Sua tranquilidade, sua saúde, sua felicidade, dependiam 'dele' - do carro. Era portanto uma pessoa muito vulnerável. Semelhante a milhões de outros seres humanos. Era vulnerável como seu carro. Enguiço, sujeira, arranhão, batida, a qu...

EMPATIA

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"A empatia é a capacidade de nos colocarmos no lugar do outro - sentir o que ele sente; ficar em sua situação e ver com seus olhos. Se somos capazes de empatia, podemos sofrer com quem está sofrendo, nos alegrar com o amor de alguém, sentir prazer com o sucesso do outro, entender a raiva de um amigo e a tristeza de um desconhecido. É uma qualidade que, quando desenvolvemos e usamos corretamente, nos ajuda a evoluir. Quem não tem empatia não consegue evoluir espiritualmente. O princípio que fundamenta a empatia é o fato de estarmos todos conectados. Comecei a entender este princípio na época do auge da Guerra Fria, quando vi um filme sobre um soldado russo. Eu sabia que se esperava que eu o odiasse, mas ao vê-lo realizar seu ritual doméstico - fazer a barba, tomar seu café da manhã, ir para o campo de treinamento - me lembro de ter pensado: 'Esse soldado é só um pouco mais velho do que eu. Deve ter mulher e filhos que o amam. Talvez ele esteja sendo obrigado a lutar por...

DESEMPENHE BEM O SEU PAPEL NO TEATRO DA VIDA

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"É sábio esforçar-se para fazer a vontade divina em tudo, porque este é o caminho para a felicidade e para a paz de espírito. Se você analisar bem, verá que é uma ideia colossal. Um cosmos vastíssimo, com diferentes forças da natureza, está unido pelo poder regente de Deus. Tudo funciona em harmonia mútua com o Plano Divino. Somos parte do programa universal - assim como o sol, a lua e as estrelas. Temos de fazer a nossa parte; representar o papel que nos foi designado por Deus, e não o que queremos representar. Quando você usa sua própria vontade em oposição à vontade divina, estraga a dramatização, pois não contribui com a parte que lhe cabe na realização do grande plano deste universo. Devemos dizer: 'Farei o que Deus quer que eu faça'. Acho que assim você será muito mais feliz e pacífico; estará muito melhor. Você sente muito mais alegria quando se esforça para agradar a Deus e não a si mesmo. De manhã, ao acordar, afirme: 'Senhor, ofereço-Te este dia. O eg...