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AMOR OU JULGAMENTO (1ª PARTE)

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"Duas são as colunas da compreensão budista do caminho espiritual. Uma é o desafio de abrir nossa percepção pessoal à realidade da vida e desenvolver nosso senso de sabedoria ou perspectiva com relação ao que somos e ao que a vida é. Tal função cabe, em princípio, à mente. A outra grande coluna é o desafio de aprimorar nossa capacidade de sentir compaixão e aceitação com respeito à obra divina - tarefa que cabe, sobretudo, ao coração. A compaixão é uma qualidade que descobrimos somente quando deixamos de julgar o mundo e passamos a amá-lo. A terceira meditação, que envolve aceitar a realidade tal qual é, induz-nos naturalmente a explorar nossa capacidade de sentir amor no coração e, por fim, a amar incondicionalmente - conforme preceituaram Buda, Jesus e muitos outros mestres espirituais. O fato se resume ao seguinte: não podemos, ao mesmo tempo, criticar e amar uma coisa. Por quê? Porque o próprio processo de julgamento está radicado em uma área do nosso cérebro, a amíd...

O RENASCIMENTO DA ESPIRITUALIDADE

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"Atualmente existe um crescente interesse na espiritualidade. No entanto, é preciso se observar a diferença entre espiritualidade e fundamentalismo, porque as questões do espírito podem causar polêmicas e produzir conflitos. Após os eventos de 11 de setembro de 2001, temos de ser muito cuidadosos quando falamos a respeito da espiritualidade, e diferenciar claramente entre as formas criativas e destrutivas de interesse espiritual. Espiritualidade e fundamentalismo situam-se em lados opostos do espectro cultural. A espiritualidade busca um relacionamento com o sagrado que seja sensível, contemplativo, transformador, e é capaz de sustentar níveis de incerteza nessa busca, porque o respeito pelo mistério é sempre soberano (Tacey, 2000). O fundamentalismo busca a certeza, respostas fixas e o absolutismo como resposta temerosa à complexidade do mundo e à nossa vulnerabilidade como criaturas num universo misterioso. Em qualquer credo, a espiritualidade surge do amor e da intimida...

O PODER DO SILÊNCIO

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"Na sociedade moderna nós parecemos ter medo do silêncio; por isso o preenchemos com conversa fiada ou passamos o tempo com entretenimentos. Talvez nós nos sintamos desconfortáveis com o silêncio porque ele nos força a fazer um balanço de nós mesmos e de nossas vidas; ficamos face a face com nós mesmos, com a nossa 'face original', como dizem os místicos Zen. Apolônio de Tyana, seguidor de Pitágoras e de sua escola, permaneceu em silêncio durante cinco anos, como parte de seu treinamento. Ele não se dirigiu a uma floresta nem foi para o deserto; permaneceu na cidade, onde usava gestos ou escrevia bilhetes quando precisava se comunicar. O compositor John Cage criou uma controvertida composição que tinha mais de quatro minutos e meio de silêncio. Ele provavelmente estava tentando transmitir a ideia de que toda música surge no silêncio e a ele retorna. É o silêncio entre as notas que cria a música; sem ele, teríamos apenas um som constante e incompreensível. Cage ...

O PODER DO PENSAMENTO (PARTE FINAL)

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"(...) No princípio, portanto, podemos dizer que os pensamentos são as expressões de entidades em manifestação, variando, em desenvolvimento, de deuses autoconscientes que usam sóis e estrelas como veículos àqueles ainda 'adormecidos' como centelhas divinas, no início, ou nos estágios iniciais de sua evolução. Nós mesmos podemos ser produto da energia mental de nosso deus interior. Assim, como tudo é relativo, os pensamentos inspiradores que chegam até nós, aparentemente vindos de lugar algum, podem, na realidade, ser os de alguma grande entidade movendo-se no cosmo e através dele. Por outro lado, os maus pensamentos ocasionais, que podem assustar até mesmo as pessoas mais bondosas, poderiam ser elementais mentais de origem muito baixa, centelhas de vida não evoluídas, por assim dizer, que estão temporariamente migrando na esfera humana. A média dos pensamentos que ocupam boa parte de nossa atenção são, sem sombra de dúvida, as energias mentais bastante naturais pa...

O PODER DO PENSAMENTO (1ª PARTE)

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"Uma das mais antigas escrituras budistas, o Dhammapada , afirma em seus versos de abertura que o homem é fruto de seus pensamentos, e que se ele fala ou age com coração impuro, o sofrimento irá segui-lo com tanta certeza quanto a carroça segue a pata do boi; mas se ele fala ou age com coração puro, a felicidade irá persegui-lo até o fim, como uma sombra.  Todo o nosso futuro, portanto, depende da qualidade dos nossos pensamentos e desejos, pois por mais que o ambiente afete nossas vidas, no final são os nossos pensamentos e as nossas motivações que exercerão a influência mais duradoura sobre nosso caráter. Encontramos essa mesma ideia em todas as literaturas sagradas do mundo, e com não menos ênfase nas escrituras cristãs, como testemunham as palavras desafiadoras de Jesus aos fariseus: 'Ou fazei com que a árvore seja boa, e seus frutos bons; ou fazei com que a árvore seja ruim, e seus frutos ruins; pois a árvore é conhecida por seu frutos. Ó geração de víboras, como po...