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Mostrando postagens com o rótulo opostos

ATRAÇÃO E REPULSÃO

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 "A natureza da matéria é atração e repulsão. A estrutura atômica se mantém pelo equilíbrio dessas duas forças: o positivo e o negativo. Também no espaço infinito os satélites e planetas formam sistemas sob o comando de uma estrela, graças à atração e repulsão. Na vida da natureza esse jogo está presente, significando harmonia. Somente no reino humano o equilíbrio se desfaz. Por quê? Graças ao livre-arbítrio. Ao mesmo tempo em que a liberdade para agir eleva o homem na escala da natureza - desenvolvendo poderes divinos dentro dele -, pesa-lhe a condição de sofrer enquanto atuar menos racionalmente que seus próprios irmãos menores, os animais.  O Budismo refere-se ao 'caminho do meio', que é a opção do equilíbrio, a ser alcançada pelo exercício da moderação em tudo que fazemos. Por essa razão, no texto conhecido como Óctupla Senda, Buda menciona uma das principais fontes de dualidade e sofrimento: o desejo, que é movido por atração e repulsão. Ao entrar em contato com algo ...

CRESCIMENTO DA ESPIRITUALIDADE

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"(...) Todas as coisas crescem em ciclos. Um dia segue outro dia, uma primavera segue outra primavera, uma vida na escola da Terra segue outra vida, até que o maior de todos os ciclos seja concluído, e o espírito volte para Deus que foi quem o deu. 'Quando aquele que o tirou da profundeza sem limite, volta mais uma vez para casa.' (Tennyson) De um estado primário de inocência, ele come o fruto da Árvore do conhecimento do bem e do mal, isto é, entre o contínuo jogo dos pares de opostos, desenvolvendo a autoconsciência e a automotivação e, chegada a hora, comendo da outra Árvore, a Árvore da imortalidade consciente. A palavra sânscrita vritti  significa aproximadamente 'comprimento da onda.' Todas as formas e os fenômenos da Natureza são 'comprimentos de onda' - o princípio da limitação - visível ou não para os olhos físicos. Talvez possamos agora compreender a definição de H.P.B. sobre espiritualidade: 'o poder de perceber essências espirituais ...

CONCEITO DE OPOSTOS (PARTE FINAL)

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"(...) O filósofo grego Heráclito, contemporâneo de Buda, insinuou que a verdadeira sabedoria consiste em conhecer a ideia que, por si mesma, irá provar tudo em todas as ocasiões. Ele almejava encontrar o Um por detrás dos muitos, a ordem, e a unidade que dá fixidez à mente, em meio ao fluxo caótico e à multiplicidade do mundo. Ele sentia que subjacente a tudo existe uma Realidade que, embora absoluta, não é estática, mas uma transformação contínua de uma em outra. 'Nada é; tudo vem a ser'. O âmago de tudo é a interação harmoniosa dos dois opostos, que perpetuamente fluem um para o outro. Heráclito acreditava que a harmonia não é simplesmente o fim dos conflitos, e sim uma tensão dos opostos na qual nenhum dos dois elementos ganha ascendência, embora ambos sejam indispensáveis à sua realização. O Taoísmo enfatiza a naturalidade e a espontaneidade como o primeiro princípio da ação iluminada. A melhor maneira de agir é compreender que o processo de iluminação consiste ...

CONCEITO DE OPOSTOS (1ª PARTE)

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"O Budismo e o Taoísmo também sustentam a supremacia do Caminho do Meio. Entendem que o mundo de aparências é impermanente. A Realidade Última consiste na interação cíclica da mudança entre os dois opostos de bem e mal, prazer e dor, certo e errado. Aplicam o conceito dos opostos ( Yang e Ying ) e macho e fêmea, céu e terra, e a todas as coisas concretas, assim como às ideias abstratas. Acreditam que os opostos estão dinamicamente entrelaçados no fluxo cósmico, que os combina na harmoniosa unidade da criação. Assim, a vida ideal é a mistura harmoniosa dos dois opostos. A realização dessa verdade última da criação é a meta final. De acordo com Chuang Tzu: 'Os homens plenamente realizados, por suas ações, tornam-se reis, e por sua tranquilidade, sábios'. Como a vida humana é um microcosmo, o fluxo de suas ações deve fundir-se com o fluxo cósmico e mover-se rumo ao ritmo do macrocosmo. Desse modo, a melhor ação harmoniza os opostos extremos e age em equilíbrio. De aco...

AS TRÍADES

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"Heráclito (século VI a.C.) e Aristóteles (século IV a.C.) descrevem ambos o Caminho do Meio como a Senda de Ouro. De acordo com Aristóteles, a virtude ou excelência depende de julgamento claro, de autocontrole, de equilíbrio do desejo, de habilidade com os recursos. Não é posse de um único homem, nem recompensa da intenção inocente, mas a aquisição da experiência no homem plenamente desenvolvido. Aristóteles organizava as qualidades do caráter em tríades, nas quais dois representam os extremos ou os vícios, e o terceiro é a virtude ou excelência. Por exemplo, entre os extremos da covardia e a temeridade encontramos a virtude da coragem, e entre a humildade e o orgulho está a modéstia. Mas somente o homem plenamente realizado pode apreciar essa verdade. O extremista considera o Caminho Dourado como o maior dos erros. Por exemplo, o homem bravo é chamado de impetuoso pelos covardes e de covarde pelos impetuosos. Na política moderna 'o liberal' é chamado de 'cons...

SER HONESTO

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"Não é fácil ser verdadeiramente honesto, especialmente em relação a nós mesmos. Os corpos mental concreto e astral - os veículos da consciência para pensamento e desejo - influenciam-se mutuamente. A mente produzirá sempre razões excelentes e plausíveis pelas quais deveríamos fazer o que nosso desejo natural nos incita a fazer. Diverte-me frequentemente observar meus próprios processos a este respeito. Assim, como diz H.P.B., estamos 'constantemente nos enganando.' Ser completamente honesto é ser inteiramente verdadeiro, e não podemos atingir isto se formos demasiado emocionais, amarrados a nosso próprio exame e preocupados  se somos bons ou maus, inteligentes ou estúpidos etc. Um dos efeitos do progresso espiritual é a diminuição do remorso e da ansiedade. Ambos indicam carência de energia no momento presente e para trabalho em pauta. Remorso indica escoamento da força da alma em relação a algum acontecimento no passado, e ansiedade significa escoamento em função...

ESTAR NO MUNDO E VIVER EM PAZ (1ª PARTE)

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"Nos tempos antigos, comparava-se a vida mundana ao girar de uma roda. Aquele que nasce como príncipe pode tornar-se escravo, dizia-se, e um serviçal pode se alçar a uma elevada posição. Ninguém pode ter certeza de que a felicidade de hoje existirá amanhã. A roda de samsara , de renascimentos e mortes, é um símbolo da incerteza em um mundo em constante mudança; ninguém está livre de perder o que possui.  A condição mundana também é comparada ao oceano da vida ( bhavasagara ), cheio de perigos, sacudido por tormentas, habitado por tubarões e outras criaturas vorazes. Mas mesmo aqueles que concordam com essas imagens raramente levam a sério a necessidade de mudança, e continuam vivendo com as incertezas e os perigos como se eles não existissem. O perigo não é apenas perder posses ou status ; é ser arrastado impotente pelas correntes do oceano, agindo mecanicamente, inconsciente do que está acontecendo, sem um rumo moral e espiritual.  Uma terceira descrição da vida m...

A LEI DA DUALIDADE

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"'De que maneira Deus, a Realidade única, manifestou esse universo de aparências? Ele fez isso por via da lei da dualidade. 'Sua consciência única assumiu a forma dos opostos: do positivo e do negativo, da luz e das trevas, do prazer e da dor, e assim sucessivamente, até uma infinidade de ilusões contrastantes. 'Uma parte da Sua consciência se moveu. Como nos diz a Bíblia: '... e o Espírito de Deus pairava sobre a superfície das águas.'* Poderíamos comparar esse movimento ao movimento das ondas na superfície do mar. O nível do mar nunca muda, nem mesmo quando as ondas se alteiam, pois todo movimento ascendente num lugar é compensado por um movimento descendente num outro lugar. Como um todo, o nível da água continua sempre o mesmo. 'Ainda assim, Deus, o Oceano do Espírito, continua inalterado pela Sua criação. Na 'superfície' da Sua consciência, todavia, Seu espírito se move, e esse movimento, ou vibração, produz a dualidade, assim c...

CAMINHO DA LIBERTAÇÃO

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" Thithiksha significa equanimidade em face dos opostos, suportando serenamente a dualidade. É o privilégio do forte e o tesouro do bravo. Os fracos serão tão agitados como as penas de um pavão; estão sempre inquietos, sem um minuto de estabilidade. Oscilam feito pêndulo, de um lado a outro: uma hora, alegria; no instante próximo tristeza. Thithiksha não é a mesma coisa que sahana ¹, pois sahana  significa suportar, tolerar, aguentar uma coisa somente porque não se tem outro jeito. Se você tem capacidade para vencê-la, mas, ainda assim, nega-lhe atenção, isto sim, é disciplina espiritual.  Conviver pacientemente com o mundo externo da dualidade, combinando isso com uma vivência de equanimidade e paz internas, é o caminho da Libertação. Levar tudo com analítica discriminação é o tipo de sahana  que conduzirá a bom resultado." ¹ Sahana - fortaleza, paciência. ( Sathya Sai Baba - Sadhana, O Caminho Interior - Ed. Nova Era, Rio de Janeiro, 1993 - p. ...

O PRECONCEITO (PARTE FINAL)

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"(...) Às vezes, se bem que menos frequentemente, o preconceito é em favor da pessoa, como no caso da mãe que não enxerga o menor mal no que faz o filho, embora este possa prejudicar seriamente os outros. Ora, quer estejam a favor, quer estejam contra uma pessoa, as duas atitudes são igualmente preconceitos, ilusões mentais que matam o real. A melhor maneira de ver autenticamente é procurar sempre, com determinação, o bem em todo o mundo, visto que os nossos preconceitos, em geral, estão do lado oposto, e nos inclinamos tristemente a ver o mal onde ele não existe. Diferimos das outras pessoas na cor, no vestuário, nas maneiras, nos costumes e em outras formas de religião, mas essas características são apenas externas, e tudo o que concorre para formar o homem real, por trás e além de tudo isso, é praticamente o mesmo em todos nós. Afinal de contas, não é tão difícil aprender a olhar por trás das cascas exteriores que as pessoas utilizam para esconder-se. Por esse meio, elas co...

EQUANIMIDADE

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" Thithiksha equanimidade em face dos opostos, suportando serenamente a dualidade. É o privilégio do forte e o tesouro do bravo. Os fracos serão tão agitados como as penas de um pavão; estão sempre inquietos, sem um minuto de estabilidade. Oscilam feito pêndulo, de um lado a outro: numa hora, alegria; no instante próximo, tristeza. Thithiksha  não é a mesma coisa que sahana ¹, pois sahana  significa suportar, tolerar, aguentar uma coisa somente porque não se tem outro jeito. Se você tem capaciade para vencê-la, mas, ainda assim, nega-lhe atenção, isto sim, é disciplina espiritual. Conviver pacientemente com o mundo externo da dualidade, combinando isso com uma vivência de equanimidade e paz internas, é o caminho da Libertação. Levar tudo com analítica discriminação é o tipo de sahana que conduzirá a bom resultado." ¹ Sahana - fortaleza, paciência. ( Sathya Sai Baba - Palavras de Ouro - Ed. Nova Era, Rio de Janeiro, 1993 - p. 116 ) www.record.com.br ...

A MORTE E O ETERNO (1ª PARTE)

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"Quando você anda numa floresta intocada, onde não houve qualquer interferência humana, vê muito verde exuberante, muita planta brotando, mas também encontra árvores caídas, troncos se deteriorando, folhas podres e, a cada passo, matéria em decomposição. Para onde quer que olhe, vai encontrar vida e morte. Se prestar mais atenção, vai descobrir que o tronco de árvore em decomposição e as folhas apodrecendo não só dão origem a nova vida como estão cheios de vida. Há micro-organismos em ação. As moléculas estão se reorganizando. Portanto, não há morte em parte alguma dessa floresta. Há apenas a transformação da vida. O que você pode aprender com isso? Aprende que a morte não é o contrário da vida. A vida não tem oposto. O oposto da morte é o nascimento. A vida é eterna. Sábios e poetas de todas as épocas reconheceram o caráter de sonho da existência humana - A vida, aparentemente tão concreta e real, é ao mesmo tempo tão fugaz que é capaz de acabar a qualquer instante. ...

SAMA BHAVA (1ª PARTE)

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"Alguém que diga que não pode passar sem isso e que tem horror àquilo é um joguete das circunstâncias. Quando possui ou desfruta as coisas que 'adora', está feliz. Quando lhe faltam, fica triste e ansioso. Quando consegue estar distante e protegido contra aquelas coisas que 'detesta', se sente bem. Quando não, adoece. Uma pessoa assim, só conquistará sua mente e se sentirá realizado, quando desenvolver sama bhava  ( bhava , atitude psíquica; sama , igual). Só assim conhecerá satisfação, contentamento, equilíbiro e equidistância dos opostos da existência. É condição de maturidade. e, reciprocamente, gera maturidade. À medida que, por outros meios, a mente vai sendo conquistada, o homem vai deixando de ser um vinculado e um frágil, vai atingindo sama bhava  ou equanimidade; vai triunfando sobre a dança das circunstâncias externas e ficando invulnerável, imperturbável, independente, incondicionado aos acontecimentos que lhe escapam ao controle. O homem vulgar ...

OS OPOSTOS

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"Diz-se que há dois lados para cada questão, mas apenas um lado certo. Você deve aprender qual é o lado certo, a fim de conhecer a Verdade. Emerson disse, em seu ensaio sobre Compensação: '...pois um inevitável dualismo divide toda a natureza, de tal forma que cada coisa é uma metade e sugere outra coisa para torná-la inteira; como espírito e matéria; homem e mulher; subjetivo e objetivo; dentro e fora; superior e inferior; movimento e repouso; sim e não.' Há luz e escuridão, fluxo e refluxo, dentro e fora, amargo e doce. A escuridão é a ausência de luz. Há calor e há frio, mas do ponto de vista da Verdade absoluta não existe o frio. Todos os opostos se conciliam no Absoluto. Há saúde e há doença, mas no Absoluto tudo é saúde, beleza e perfeição. O valor positivo é luz, saúde e amor. Os opostos são representados em nossas experiências, a fim de que possamos aprender o significado dos positivos. Sem o oposto ou negativo para ressaltar o positivo, não seríamos consci...

EQUILÍBRIO E JUSTIÇA (PARTE FINAL)

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"(...) O equilíbrio é uma lei fundamental do universo. Se uma pessoa está ganhando de um lado, tem que perder do outro para que o equilíbrio seja mantido. Na visão dos hinduístas, o universo é uma grande dança. Eles representam a contínua alternância entre os opostos como a dança de Shiva. Shiva é um dos deuses mais cultuados na Índia. Isso é curioso, porque ele é um deus associado à destruição. Existe na Índia uma trindade muito conhecida formada por Brahma, Vishnu e Shiva; onde Brahma está associado à criação, Vishnu à preservação e Shiva à destruição. Quando se viaja pela Índia percebe-se que quase não existem templos destinados a Brahma; que existem alguns poucos destinados a Vishnu; e uma enorme quantidade de templos destinados a Shiva. Por que razão isso ocorre? É que Shiva representa a renovação resultante da morte e da destruição. Para que o novo possa nascer, é necessário que as formas gastas sejam removidas. Ao mesmo tempo, Shiva inspira certo temor naque...

EQUILÍBRIO E JUSTIÇA (1ª PARTE)

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"De acordo com a sabedoria chinesa, os opostos se sucedem alternadamente. Depois de uma época de abundância necessariamente advém uma época de escassez. O apogeu sempre dá lugar ao declínio. Depois da tempestade, vem a bonança. Quando as trevas chegam ao máximo, a luz começa a crescer e vai gradualmente substituindo a escuridão. O mesmo ocorre nas estações do ano. A partir do momento quando o verão chega ao seu auge, o calor começa a diminuir de intensidade e os dias vão progressivamente ficando mais curtos. Aos poucos o frio vai substituindo o calor. Quando, no clímax do inverno, o frio chega ao seu pico, mais uma vez ocorre a reversão do ciclo e, a partir daí, o tempo começa a esquentar novamente e o sol vai tomando o lugar das trevas. Vemos que um princípio sempre leva consigo o seu oposto complementar. Por isso os chineses falavam que a vida é uma perpétua alternância entre os princípios Yang e Yin , o positivo e o negativo, o masculino e o feminino, o bem e o mal...