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COMPAIXÃO E VOTOS DE BUDA

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"3.  Buda educou-se, primeiro, em ser amável para com toda a vida animada e em evitar o erro de matar qualquer criatura, e depois então desejou que todos os homens pudessem conhecer a ventura da longa vida.  Buda educou-se em evitar o erro do furto, para que, assim os homens pudessem ter tudo aquilo que desejassem. Buda educou-se em evitar o adultério, e, com essa virtude, desejou que todos os homens pudessem conhecer a ventura de uma mente pura para que não sofressem com os desejos insatisfeitos. Buda, quando buscava seu ideal, educou-se em evitar a mentira, e então, com esta virtude, desejou que os homens pudessem conhecer a tranquilidade da mente que advém com o cultivo da verdade. Educou-se em evitar toda a falsidade, e desejou então que os homens pudessem desfrutar da alegria do coleguismo entre aqueles que seguiam o seu ensinamento. Educou-se em evitar a ofensa a outrem, e então desejou que todos pudessem ter a mente serena que advém do viver em p...

CORPO DENSO

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"74/75 - O sábio chama a isso de corpo denso, que é a combinação de tutano, osso, gordura, carne, sangue e sêmen e é constituído de pés, tronco, costas, cabeça, membros e órgãos. É ele a causa que dá nascimento à ignorância e à ilusão do 'eu' e do 'meu'. Os elementos sutis são ãkãsha , ar, fogo, água e terra (entendendo-se aqui os princípios mais elevados destes elementos).¹ COMENTÁRIO - A ignorância da verdadeira realidade nasce da limitação imposta pelos 'véus' dos sentidos. O corpo denso escraviza, limita, dificulta a percepção do sutil. É como um denso nevoeiro que impede a chegada até nós dos raios benfazejos do Sol. Mas, apesar das limitações dessa armadura medieval que vestimos, é possível encontrar o caminho para o que está na nossa essência e que é idêntico ao universal. É isso que Sankara nos propõe neste texto.' ¹ Em outras traduções, aforismos nº 72/73: 'Composto de sete ingredientes - medula, ossos, gordura, carne, sangue, de...

A ALEGRIA DIVINA

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"Um membro da congregação de uma das igrejas da Sociedade da Autorrealização, acossado pela dúvida, foi ao encontro de Paramhansa Yogananda. 'Mestre', disse ela, 'algumas pessoas afirmam que, com tanto sofrimento no mundo, não é justo que uma pessoa se sinta feliz. A satisfação pessoal não implicaria, pois, uma falta de compaixão quanto ao sofrimento alheio? 'Jesus', acrescentou ela, 'é por vezes descrito como um 'homem triste'. Jamais deparei com uma descrição Sua que o retratasse como um homem alegre. Paramhansa Yogananda respondeu: 'O Jesus que conheço é alguém que vive em beatitude, não alguém infeliz! Ele sofre pelas dores da humanidade, de fato, mas sua dor não faz dEle alguém assaltado pelo sofrimento.  'Se Ele se entregasse de todo a tristeza dos outros, o que teria para dar às pessoas a não ser mais infelicidade? 'A bem-aventurança de Deus faz com que os homens que a sentem se compadeçam de milhões de pessoas que...

A CIDADE PERFEITA (PARTE FINAL)

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"(...)  A cidade perfeita deve começar a produzir o cidadão perfeito antes que a criança nasça. A partir do momento da concepção, as condições que cercam a mãe são sumamente importantes. O que a mãe sente e pensa produz um grande efeito sobre a criança em formação. Não apenas o que a mãe pensa e sente, mas o que pensam e sentem todos os que estão relacionados ao bebê. Todas as pessoas contribuem para ajudar ou atrapalhar a alma que tenta manifestar sua virtude por meio de um pequeno corpo físico. Todo tipo de benefício social, especialmente os relativos ao bem-estar da mãe trabalhadora antes e após o nascimento da criança, não são meros sonhos dispendiosos de filantropos: são tão necessários à vida de uma cidade quanto a água pura. Quando a criança nasce e sua consciência começa a reagir aos estímulos do mundo, tudo o que o olho consegue ver ou o ouvido consegue ouvir é de suma importância. Que se dê à criança belos parques, jardins com flores e árvores maravilhosas; q...

A CIDADE PERFEITA (2ª PARTE)

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"(...)  Para ajudar o indivíduo a manifestar a ‘virtude original’, existe um princípio a seguir. Devemos evocar a virtude da alma, cercando-a de virtudes. Esse princípio é o que Platão chamava de ‘reminiscência’. Segundo ele, quando uma alma admira uma bela flor, ela se lembra do mundo invisível que abandonou ao descer a Terra. Portanto, tudo que é bom, nobre e belo ao redor da alma que vive num corpo terrestre faz com que ela se lembre do seu verdadeiro lar, onde todas as virtudes são inseparáveis do seu ser.  (...) O princípio de que o desabrochar do caráter de uma criança é influenciado sutilmente pelo ambiente que a cerca mostra a necessidade de instituir uma ciência completamente nova de educação. Os inspetores sanitários combatem o acúmulo de sujeira próximos às residências; entretanto, existe também a sujeira moral, onde um outro tipo de ‘bactéria’ cresce e infecta os cidadãos, especialmente as crianças, cuja sensibilidade é maior. O que sabemos sobre as ema...