CREDORES DIFERENTES - (QUANDO OS ADVERSÁRIOS CONTRIBUEM PARA NOSSA RENOVAÇÃO)

"Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos." - Jesus. (MATEUS, 5:44.) 

O problema do inimigo sempre merece estudos mais acurados. 

Certo, ninguém poderá aderir, de pronto, à completa união com o adversário do dia de hoje, como Jesus não pôde rir-se com os perseguidores, no martírio do Calvário. 

Entretanto, a advertência do Senhor, conclamando-nos a amar os inimigos, reveste-se de profunda significação em todas as facetas pelas quais a examinemos, mobilizando os instrumentos da análise comum. 

Geralmente, somos devedores de altos benefícios a quantos nos perseguem e caluniam; constituem os instrumentos que nos trabalham a individualidade, compelindo nos a renovações de elevado alcance que raramente compreendemos nos instantes mais graves da experiência. São eles que nos indicam as fraquezas, as deficiências e as necessidades a serem atendidas na tarefa que estamos executando. 

Os amigos, em muitas ocasiões, são imprevidentes companheiros, porquanto contemporizam com o mal; os adversários, porém, situam-no com vigor. 

Pela rudeza do inimigo, o homem comumente se faz rubro e indignado uma só vez, mas, pela complacência dos afeiçoados, torna-se pálido e acabrunhado, vezes sem conta. Não queremos dizer com isto que a criatura deva cultivar inimizades; no entanto, somos daqueles que reconhecem por beneméritos credores quantos nos proclamam as faltas. 

São médicos corajosos que nos facultam corretivo. 

É difícil para muita gente, na Terra, a aceitação de semelhante verdade; todavia, chega sempre um instante em que entendemos o apelo do Cristo, em sua magna extensão."

Extraído do livro "Vinha de Luz", de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel, Coleção Fonte Viva. FEB, Brasília/DF, item 41, p. 47.  
Foto de Rakicevic Nenad no Pexels.

REFLEXÕES A PARTIR DA MENSAGEM

Até mesmo aqueles que nos contrariam podem revelar aspectos que necessitamos transformar.

Em “Credores Diferentes”, Emmanuel convida-nos a compreender mais profundamente o ensinamento de Jesus sobre amar os inimigos.

Amar quem nos persegue ou ofende não significa concordar com suas atitudes, aceitar injustiças ou estabelecer uma convivência íntima. Significa não alimentar o ódio e procurar extrair das experiências difíceis oportunidades de aprendizado e renovação.

O que os adversários revelam

Os amigos geralmente nos acolhem e, por afeição, podem evitar apontar nossas falhas. Os adversários, ao contrário, observam nossas limitações e frequentemente as expõem de maneira direta.

Embora suas palavras possam nascer da hostilidade ou conter exageros, elas podem revelar pontos que merecem nossa análise. Com humildade e discernimento, podemos separar a agressão da possível verdade e aproveitar a experiência para corrigir atitudes e fortalecer valores.

Assim, aqueles que nos contrariam podem tornar-se instrumentos involuntários de nosso aprimoramento.

Amar sem alimentar o ódio

Amar os inimigos não exige proximidade imediata nem impede que estabeleçamos limites necessários. O próprio texto reconhece que a união completa com um adversário nem sempre é possível.

O ensinamento de Jesus convida-nos, sobretudo, a não responder ao mal com o mal. Podemos preservar a distância, defender-nos com equilíbrio e buscar a justiça, sem desejar vingança ou sofrimento a quem nos feriu.

Quando transformamos a mágoa em aprendizado e a revolta em vigilância sobre nós mesmos, interrompemos a continuidade do conflito e avançamos na reforma íntima.

Para refletir

  • O que as críticas recebidas podem revelar sobre mim?
  • Consigo separar uma possível verdade da maneira agressiva como ela foi apresentada?
  • Tenho estabelecido limites sem alimentar ressentimento ou desejo de vingança?

Reflexão final

“Credores Diferentes” ensina-nos que até as experiências com os adversários podem contribuir para nosso crescimento.

Isso não significa cultivar inimizades nem aceitar passivamente o erro, mas reconhecer que toda situação pode oferecer uma lição. As críticas ajudam-nos a identificar fragilidades, exercitar a humildade e avaliar o que ainda precisa ser transformado.

Ao não conservar ódio no coração, libertamo-nos da influência da ofensa e começamos a compreender o convite de Jesus para amar os inimigos.

Que a compreensão nos ajude a transformar as dificuldades da convivência em oportunidades de aprendizado, perdão e reforma íntima. Paz e luz.

Reflexão desenvolvida por Osmar Lima do Amorim com o auxílio do ChatGPT, ferramenta de inteligência artificial da OpenAI, e revisada antes da publicação.


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