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Mostrando postagens de março, 2017

COMPREENDER, COMPARTILHAR E AMAR (2ª PARTE)

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"(...) O que é compartilhar? Será doar coisas de que não mais precisamos, a sobra da nossa fartura? Kahlil Gibran diz, no livro O Profeta : 'Você doa apenas um pouco quando doa de suas posses. Quando doa de si mesmo é que você verdadeiramente doa. Pois o que são suas posses senão coisas que você mantém e guarda com medo de que possa precisar delas amanhã? E o que é o medo da necessidade senão a própria necessidade?' Não podemos dar e partilhar nossa compreensão, e não podemos compreender os outros sem primeiramente compreendermos a nós mesmos. Podemos dar conhecimento aos outros, mas não sabedoria; o autoconhecimento é algo que devemos aprender de nós mesmos.  As revistas dão conselhos sobre como se tornar um amante melhor. É uma questão de amor ou de alguma outra coisa? Eu te amo enquanto você puder satisfazer minhas necessidades e puder me dar o que eu quero. Quando eu cansar de você procurarei um novo amor. Popularmente se pensa que ciúme é sinal de amor. Se...

COMPREENDER, COMPARTILHAR E AMAR (1ª PARTE)

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"Quando dizemos que compreendemos outra pessoa, o que realmente estamos dizendo? Talvez que compreendemos como ela pensa e o que diz. Mas quão profundamente compreendemos? A maioria de nossos problemas surge através do relacionamento com o próximo - quando não o entendemos. Podemos saber o que o outro está dizendo, mas não quais são seus motivos. Podemos entender intelectualmente, mas isso é realmente compreender? Quando encontramos pessoas que conhecemos, geralmente já temos um quadro sobre elas na cabeça. Reagimos de acordo com nossas experiências prévias e com o quadro que formamos. Carregamos o passado conosco e compreendemos essas pessoas através do passado. Nossas opiniões influenciam nosso relacionamento e nossa compreensão. Mas quando vivemos no presente, e o passado não é parte da nossa visão, podemos realmente entender uns aos outros. A mente deve ser atenta e sem preconceitos. A abordagem intelectual privou-nos de uma compreensiva visão da vida e também de u...

A PRECIOSIDADE DA NOSSA VIDA HUMANA (PARTE FINAL)

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"(...) Com a nossa vida humana podemos, ao colocar o Dharma em prática, obter a suprema paz mental permanente, conhecida como 'nirvana', e a iluminação. Uma vez que essas aquisições são não enganosas e são estados últimos de felicidade, elas são o verdadeiro sentido da vida humana. No entanto, porque o nosso desejo por prazer mundano é tão forte, temos pouco ou nenhum interesse pela prática de Dharma. Do ponto de vista espiritual, essa ausência de interesse pela prática de Dharma é um tipo de preguiça denominado 'preguiça do apego'. A porta da libertação permanecerá fechada para nós enquanto tivermos essa preguiça e, consequentemente, continuaremos a vivenciar infortúnio e sofrimento nesta vida e em incontáveis vidas futuras. A maneira de superar essa preguiça, o principal obstáculo para a nossa prática de Dharma, é meditar sobre a morte.  Precisamos contemplar a nossa morte e meditar sobre ela repetidamente, até obtermos uma profunda realização sobre a mor...

A PRECIOSIDADE DA NOSSA VIDA HUMANA (2ª PARTE)

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"(...) O que significa 'encontrar o Budadharma'? Significa ingressar no Budismo buscando sinceramente refúgio em Buda, Dharma e Sangha e, assim, ter a oportunidade de ingressar e fazer progressos no caminho à iluminação. Se não encontrarmos o Budadharma, não teremos oportunidade para fazer isso e, assim, não teremos oportunidade de obter a felicidade pura e duradoura da iluminação, o verdadeiro sentido da vida humana. Concluindo, devemos pensar:  Agora eu alcancei, por um breve momento, o mundo humano, e tenho a oportunidade de obter a libertação permanente do sofrimento e a felicidade suprema da iluminação por meio de colocar o Dharma em prática. Se eu desperdiçar esta preciosa oportunidade em atividades sem significado, não haverá maior perda nem maior insensatez . Com esse pensamento, tomamos a firme determinação de praticar agora o Dharma dos ensinamentos de Buda sobre renúncia,  compaixão universal e visão profunda da vacuidade, enquanto temos esta oportunidad...

A PRECIOSIDADE DA NOSSA VIDA HUMANA (1ª PARTE)

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" O propósito de compreender a preciosidade da nossa vida humana é encorajarmo-nos a extrair o sentido da nossa vida humana e não desperdiçá-la em atividades sem significado. Nossa vida humana é muito preciosa e significativa, mas somente se a usarmos para obter libertação permanente e a felicidade suprema da iluminação. Devemos nos encorajar a realizar o verdadeiro significado da nossa vida humana por meio de compreender e contemplar a seguinte explicação.  Muitas pessoas acreditam que o desenvolvimento material é o verdadeiro sentido da vida humana, mas podemos ver que não importa quanto desenvolvimento material exista no mundo, ele nunca reduz os sofrimentos e os problemas humanos. Em vez disso, ele frequentemente faz com que os sofrimentos e os problemas aumentem; portanto, ele não é o verdadeiro sentido da vida humana. Devemos saber que, vindos das nossas vidas anteriores, alcançamos agora o mundo humano por apenas um  breve instante e que temos a oportunidade de ...

CRIATIVIDADE (PARTE FINAL)

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"(...) Tudo o que acontece conosco agora reflete nossa carma passado. Se sabemos disso e o sabemos realmente , sempre que sofrimento e dificuldades nos atingem não os vemos mais como falhas ou catástrofes, nem os vemos de modo algum como punição. Não nos culpamos mais, nem nos permitimos odiar a nós mesmos. Vemos que a dor que atravessamos é a culminância dos efeitos, a fruição de um carma passado. Os tibetanos costumam dizer que o sofrimento é 'uma vassoura que varre todo o nosso carma negativo'. Podemos até ser-lhes gratos porque um carma está chegando ao fim. Sabemos que a 'boa sorte', um fruto do bom carma, pode logo passar se não a usarmos bem, e a 'má sorte', o resultado do carma negativo, pode na verdade estar dando a nós uma maravilhosa oportunidade de evoluir. Para os tibetanos, o carma tem um significidado realmente vivo e prático no seu cotidiano. Eles vivem de acordo com o princípio do carma, no conhecimento da verdade que contém, e essa...

CRIATIVIDADE (1ª PARTE)

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"O carma, assim, não é fatalista nem predeterminado. Carma significa a nossa habilidade de criar e mudar. É criativo porque podemos determinar como e por que agimos. Nós podemos  mudar. O futuro está em nossas mãos, e nas mãos do nosso coração. (...) Como tudo é impermanente, fluido e interdependente, o modo como agimos e pensamos inevitavelmente muda o futuro. Não há situação, por mais que pareça desesperançada ou terrível, como uma doença terminal, que não possa ser usada para crescermos através dela. E não há crime ou crueldade que o arrependimento sincero e a verdadeira prática espiritual não possam purificar. Milarepa é considerado, no Tibete, o maior dos iogues, poetas e santos. Lembro-me, ainda criança, da emoção que sentia ao ler a história de sua vida e estudar minuciosamente as pequenas ilustrações pintadas em minha cópia manuscrita de sua biografia. Ainda jovem, Milarepa treinou-se para ser feiticeiro, e por vingança matou e arruinou incontáveis vidas com su...

O BOM CORAÇÃO (PARTE FINAL)

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"(...) Como a lei do carma é inevitável e infalível, sempre que fazemos mal aos outros estamos diretamente fazendo mal a nós mesmos, e sempre que os fazemos felizes estamos trazendo futura felicidade para nós mesmos. Assim diz o Dalai Lama: Se você tentar dominar seus impulsos egoístas - raiva e assim por diante - e desenvolver mais bondade e compaixão pelos outros, no fim você mesmo estará se beneficiando mais do que estaria de outra forma. Por isso às vezes digo que o egoísta sábio deveria praticar desse modo. Os egoístas tolos estão sempre pensando em si mesmos, e o resultado disso é negativo. Os egoístas sábios pensam nos demais, ajudam-nos o quanto podem, e o resultado é que também eles recebem benefícios. A crença na reencarnação mostra-nos que há no universo uma espécie de justiça ou bondade suprema. É essa bondade que todos estamos querendo descobrir e libertar. Sempre que agimos positivamente, movemo-nos na direção dela; sempre que agimos negativamente, nós a obscur...

O BOM CORAÇÃO (1ª PARTE)

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"O tipo de nascimento que teremos na próxima vida é determinado então pela natureza das nossas ações nesta vida. E é importante não esquecer nunca que o efeito das nossas ações depende inteiramente da intenção ou motivação que está por trás delas, e não da sua magnitude. No tempo do Buda vivia uma velha mendiga chamada 'Confiando na Alegria'. Ela observava os reis, príncipes e povo em geral fazendo oferendas ao Buda e a seus discípulos, e não havia nada que quisesse mais do que poder fazer o mesmo. Saiu então pedindo esmolas, mas ao fim do dia não havia conseguido mais do que uma moedinha. Levou-a ao mercador para tentar trocá-la por algum óleo, mas ele lhe disse que aquilo não dava para comprar nada. Quando soube que ela queria fazer uma oferenda ao Buda, encheu-se de pena e deu-lhe o óleo que queria. A mendiga foi para o mosteiro e acendeu uma lâmpada. Colocou-a diante do Buda e fez o seguinte pedido: 'Nada tenho a oferecer senão esta pequena lâmpada. Mas com...

A VERDADEIRA RELIGIÃO

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"Se uma religião não insistir em fazer de você um eficiente praticante da compreensão, da concórdia, da misericórdia, da pureza, da renúncia, da beleza, do amor, da compaixão, da verdade... não é religião coisa nenhuma. A verdadeira Religião não tem um nome específico, nem um Deus com um nome especial e exclusivo. Sua essência consiste em: amar universalmente; perdoar sempre; sempre servir e amparar; renunciar ao e vencer o fascínio dos sentidos; minimizar a ignorância e o egoísmo; superar o apego; a aversão e o medo; silenciar a mente para que Deus fale; ter Deus como objetivo supremo; orar e vigiar; cumprir de forma perfeita o papel ou tarefa que a Vida reserva a cada um; compadecer-se dos que sofrem; servir sem ideia de recompensa ou mérito; ... Que é isto senão o que devemos fazer como investimentos de Deus? Só o Amor a Deus e ao próximo nos liberta. " ( Hermógenes - Deus investe em você - Ed. Nova Era, Rio de Janeiro, 1995 - p.127/128 ) www.record.c...

AJA COM ALEGRIA

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"É sintoma de tolice refletir sobre contratempos e erros, uma vez cometidos, e punir-se por eles, recusando-se a comer. É uma forma bem infantil de correção. Que benefício resulta de tratar mal o corpo visando a, com isto, retificar a mente? Rechace a ilusão de que ficou velho e doente, fraco e debilitado. Algumas pessoas começam a contar os anos, e se afligem com o avançar da idade, e, como covardes, tremem com medo da morte. Lembre-se você, porém, de que alegria é céu, e tristeza, inferno. Tenha sempre algum trabalho a realizar, e o faça tão bem que lhe dê alegria. Vyaamoham é a poeira que cobre a manga do lampião e esconde a luz. O apego aos objetos sensuais e o prazer que eles dão são a fuligem que gruda dentro da chaminé, e que também bloqueiam a luz. Com namasmarana (repetição do Nome de Deus), limpe a chaminé a cada dia, e a luz brilhará para você e para os outros. Além disso, mantenha boas atividades e boas companhias. Isso ajudará muito ao asceta ( sadaka ). A atm...

SEXO E AMOR (PARTE FINAL)

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"(...) As religiões se preocupam muito com a moralidade sexual, mas muitas vezes não censuram crueldades cometidas em nome do patriotismo, da busca de poder e de sucesso. Mas as religiões organizadas fazem parte do ambiente que criamos, semeado por esperanças, inveja e separatividade. No terreno religioso, como em outro qualquer, a mente está aprisionada às projeções dos seus próprios desejos.  Enquanto não houver compreensão profunda de todo o processo do desejo, a instituição do matrimônio, como existe hoje quer no Oriente, quer no Ocidente, não poderá solucionar o problema sexual. O amor não nasce com a assinatura de um contrato; não depende de uma permuta de prazeres ou de conforto. Essas coisas pertencem à mente; é por isso que o amor ocupa um lugar tão insignificante em nossas vidas. O amor não é da mente, é independente do pensamento, de seus cálculos sutis e desejos de autoproteção. Havendo amor, o sexo nunca será problema.  Os obstáculos e as fugas da ment...

SEXO E AMOR (2ª PARTE)

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"(...) Um dos empecilhos ao viver criativo é o medo e a responsabilidade, que é uma manifestação desse medo. Os indivíduos 'respeitáveis', moralmente agrilhoados, não conhecem o integral e verdadeiro significado da vida. Estão presos entre os muros de sua virtude, nada podendo exergar além deles. Sua 'moralidade de vidraças coloridas', com base em ideias e crenças religiosas, nada tem em comum com a realidade; quando se abrigam por trás dela, estão vivendo no mundo de suas próprias ilusões. O medo resultante do desejo de estar em segurança nos leva a um ajuste ao domínio externo, impedindo o viver criativo. Viver de forma criativa é viver em liberdade e sem medo. Só pode haver estado de criação se a mente não se achar presa às redes do desejo e da satisfação do desejo. Só ao observarmos o coração e a mente com atenção poderemos descobrir os movimentos ocultos do desejo. Quanto mais atenciosos e afetuosos somos, menos o desejo domina a mente. Só quando n...

SEXO E AMOR (1ª PARTE)

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"Por que o sexo é, para a maioria de nós, uma questão cheia de conflitos? Por que se tornou um fator dominante em nossa vida? Uma das razões principais é porque não somos criativos, e não o somos porque toda a nossa cultura social e moral, assim como nossos métodos educativos, baseiam-se no desenvolvimento do intelecto. A solução para o problema do sexo está em compreender que a criação não é efeito da atividade intelectual. Ao contrário: só pode haver criação quando o intelecto está inativo. A mente, como tal, só é capaz de repetir, de lembrar. Como, em geral, nós só experimentamos as coisas por meio do cérebro, vivemos exclusivamente de palavras e repetições mecânicas. Isso, evidentemente, não é criação. Visto que não somos criativos, o único meio de criação que nos resta é o sexo. O sexo é um desejo da mente, e o que é da mente exige satisfação, pois, do contrário, vem a frustração. Nossos pensamentos são na maioria das vezes áridos e vazios. Emocionalmente, estamos e...

AS MODIFICAÇÕES DA DOUTRINA DO KARMA E ALGUMAS CRENÇAS LIGADAS A ELAS (PARTE FINAL)

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"(...) Sempre podemos desejar transferir nossas boas ações e pensamentos para o bem de outros. Mas não irá isso interferir com o Karma desses outros? Não, se compreen­demos como se faz isso. Na verdade, é quase impossível, e fica além do nosso poder interferir no Karma alheio. Ninguém pode receber o bem indiscriminadamente e, ao mesmo tempo, não podemos dizer quem está em condi­ções de receber ajuda e quem não está. Façamos uma comparação para saber como ajudar outros. Suponhamos um homem caminhando por uma estrada cansativa e carregando uma carga pesada; suponhamos também um outro homem, cheio de compreensão, que se apro­xima dele, fala com ele, atrai o seu interesse, de forma que o tempo passa rapidamente e, quando menos se es­pera, a viagem chega ao fim e a carga ficou meio esque­cida pelo mútuo interesse. Bem, nesse caso, o homem levava a carga que ele próprio criara para si. Não obstan­te, embora fosse Karma seu carregar a sua carga, seu com­panheiro, no verdadeiro sentid...

AS MODIFICAÇÕES DA DOUTRINA DO KARMA E ALGUMAS CRENÇAS LIGADAS A ELAS (1ª PARTE)

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"A Regra é colher o que semeamos. A modificação evidente da Regra está no fato de colhermos, às vezes, o que não semeamos, e semearmos o que não colhemos (deste lado do Nirvana, pelo menos). Vista de baixo, essa é uma modificação; vista de cima, é um campo mais am­plo da atividade Kármica. Todas as chamadas modifica­ções se inserem, praticamente, no Karma Coletivo. Algu­mas Escrituras indicam o que é, aparentemente, a colhei­ta de uma safra maior do que foi a semeadura. Por exem­plo: 'Aquele que agora dá em amor irá, seguramente, colher onde deu, porque quem quer que tenha conce­dido um pouco de água, receberá, em retorno, a quanti­dade de um grande oceano.' (Ta-Chwang-Yan-King-Lun, 20.) Se lanças uma semente no solo, não voltas para colher a semente, que se torna uma planta, formando mais sementes. O mesmo se dá com os bons pensamen­tos e ações. Eles são semeados no Coração da Vida Di­vina e, regados pelo Amor, crescem e abençoam o reci­piente e o doador. O Senhor Sup...

AMOR ABNEGADO

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"Quando somos uno com o Infinito, não temos consciência de nós mesmos como egos; sabemos apenas que a onda da vida não pode interromper e dançar sem o oceano por trás dela. Se você se apegar demais às coisas do mundo, esquecerá Deus. É por isso que Ele nos faz perdê-las - não para nos punir, mas para averiguar se amamos mais a insignificância que o Ilimitado. A fim de evoluir espiritualmente, você precisa primeiro acompanhar o espírito do Cristo universal. Não significa que tenha de ser crucificado para se tornar outro Cristo! Mas deve, em certo sentido, crucificar todos os desejos vãos. Algumas pessoas buscam os dons de Deus, mas os sábios buscam apenas Deus, o Propiciador de todos os dons. Você pode tentar agradar às pessoas - que, no entanto, logo o esquecerão. Talves erijam uma estátua em sua homenagem, mas poucas olharão para ela e se lembrarão de suas boas ações. A sociabilidade deve ser aprimorada, o que não quer dizer que você precise conhecer a todos pessoalme...

A REENCARNAÇÃO E SUA NECESSIDADE (PARTE FINAL)

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"(...) A glória da humanidade, do ponto de vista científico, parece estar fora da lei da causação. A ciência não nos diz como construir mentes robustas e corações puros para o futuro. Ela não nos ameaça com uma vontade arbitrária, mas deixa-nos sem explicação sobre as desigualdades humanas. Dizem que os ébrios legam a seus filhos corpos propensos à doença, mas não explicam por que algumas infelizes crianças são os recipientes de herança tão hedionda. A Reencarnação devolve a justiça a Deus e poder ao homem. Todo espírito humano entra na vida humana como um gérmen, sem conhecimento, sem consciência, sem discernimento. Pela experiência, agradável ou dolorosa, o homem reúne material, como foi explicado antes, e o erige em faculdades mentais e morais. Assim, o caráter com que nasceu foi feito por ele, e marca o estágio que ele alcançou em sua longa evolução. A boa disposição, as excelentes possibilidades, a natureza nobre são o espólio de muitos e duros campos de batalha, são o ...

A REENCARNAÇÃO E SUA NECESSIDADE (1ª PARTE)

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"Há apenas três explicações para as desigualdades humanas, sejam de capacidade, de oportunidade ou de circunstância, 1: Criação especial por Deus, implicando que o homem é indefeso, seu destino sendo controlado por uma vontade arbitrária e incalculável. 2: Hereditariedade, conforme sugere a ciência, implicando igual impotência por parte do homem, sendo ele o resultado de um passado sobre o qual não teve controle. 3: Reencarnação, implicando que o homem pode tornar-se senhor do seu destino, o resultado do seu próprio passado individual, sendo, assim, o que fez de si mesmo. A criação especial é rejeitada por todos os que raciocinam, como explicação para as condições que nos rodeiam, a não ser na mais importante de todas elas, o caráter com o qual e o ambiente ao qual nasce uma criança. A evolução é tida como certa em tudo, menos na vida da inteligência espiritual chamada homem. Ele não tem passado individual, embora tenha um futuro individual infinito. O caráter que traz com ele...

A REENCARNAÇÃO NO PASSADO

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"Talvez não haja no mundo doutrina filosófica que tenha tão esplêndida ancestralidade como a da Reencarnação – o desenvolvimento do Espírito humano através de repetidas vidas na Terra –, experiências que são reunidas durante a existência terrena e trabalhadas para se transformarem em capacidade intelectual e consciência durante a vida celeste. Assim, uma criança nasce com suas experiências pretéritas transformadas em tendências e possibilidades mentais e morais. Como acertadamente observou Max Muller, as maiores inteligências que a humanidade produziu aceitaram a Reencarnação. A Reencarnação é ensinada e ilustrada nos grandes épicos hindus, como fato indubitável, no qual a moralidade se baseia. E a esplêndida literatura hindu, que encanta os eruditos europeus, está impregnada dessa certeza. Buda ensinou a Reencarnação e falava constantemente em seus nascimentos anteriores. Pitágoras fazia o mesmo, e Platão incluiu-a em seus escritos filosóficos. Josephus declara que essa ideia...

O CAMINHO PARA O EGO⁶

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"Comecemos por pensar acerca de nós mesmos e vejamos o que nos vem à mente. Resultará que cada qual, naturalmente, pensará de si tal como aparece fisicamente, como se vê no espelho, com o rosto que lhe é familiar e chamando-se pelo nome que é seu no presente. Essa é a primeira ilusão que se tem de fazer desvanecer, pois enquanto pensarmos em nós crendo que somos o corpo físico, continuaremos identificados com esse corpo; e isso é precisamente o que não devemos fazer. Ao identificar-nos com o corpo físico ou com a sua contraparte sutil, o corpo etérico, nos escravizamos aos seus desejos e condições de existência. Por conseguinte, nosso corpo físico irá se contrapor a qualquer alteração nas circunstâncias a que está sujeito e seguirá seu próprio caminho, em vez do nosso. O resultado será debilidade, má saúde e certa indolência ou embotamento do corpo, que o incapacita de responder ao Ser interior." ⁶ Ego, Eu Superior ou Alma humana são sinônimos que se referem a  A...

EGOCENTRISMO

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"Visando a defender-se de angústias, ansiedades, depressões, aflições enfim, comece a tirar seu ego do altar de sua vida. Sem se aperceberem, as pessoas fazem de si mesmas a coisa mais importante e preciosa deste mundo. É assim que, inadvertidamente, passam a ser demasiadamente exigentes e sensíveis, intransigentes e arrogantes. Acham que todos lhe devem respeito, consideração, homenagem, reconhecimento e mesuras, e até subserviência. Ora, longe está o mundo de reconhecer a importância que  cada pessoa se dá; não reconhece nenhuma obrigação de atender a tais egoístas, e aí começa o desfile de frustrações, de padecimentos, de crescentes tensões. O mais eficiente remédio contra todos os sofrimentos, que o egocentrismo engendra, é minimizar o ego, isto é, a humildação. Que possa dia a dia aliviar-me da carga que é meu ego. " ( Hermógenes - Deus investe em você - Ed. Record, Rio de Janeiro, 1995 - p. 105 ) www.record.com.br

OS CORPOS IMORTAIS DO HOMEM (PARTE FINAL)

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"(...) O corpo superespiritual (átmico) é apenas um átomo desse mundo elevado, a mais fina película de matéria, encarnação do Espírito, 'Deus feito carne', num sentido muito real, divindade mergulhando no oceano da matéria, não menos divina por estar encarnada. Aos poucos, para esse corpo superespiritual passará o resultado puro de todas as experiências armazenadas durante a eternidade, e os dois corpos imortais inferiores irão aos poucos imergindo nele, misturando-se com ele, nas gloriosas vestes de um homem conscientemente divino, que se tornou perfeito. O corpo espiritual (búdico) pertence ao segundo mundo manifestado, o mundo da pura sabedoria espiritual, do conhecimento e do amor reunidos, às vezes chamado o 'corpo de Cristo', pois ele nasce para a atividade na primeira grande Iniciação e se desenvolve até 'a plenitude da medida da estatura do Cristo' no Caminho da Santidade. Ele é alimentado com todas as aspirações elevadas e amorosas, pela ...

OS CORPOS IMORTAIS DO HOMEM (1ª PARTE)

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"'Temos uma casa de Deus, uma casa que não é feita com as mãos, e que é eterna nos céus' – disse o grande Iniciado cristão São Paulo, 'porque neste (corpo) gememos, desejando ardentemente sermos providos com a nossa morada que está no céu.' Essa casa celeste é a que se constrói com os corpos imortais do Homem, a habitação do Espírito através de eras infinitas, a morada do próprio homem, através de nascimentos e mortes, através do incomensurável período de sua vida imortal em manifestação. O Espírito, que é 'o fruto de Deus', reside sempre no seio do Pai, como verdadeiro filho de Deus, e compartilha a Sua vida eterna. Deus fez o homem para ser 'a imagem da Sua própria eternidade'. A esse Espírito chamamos Mônada, porque é uma unidade, a verdadeira essência da Personalidade. A Mônada, quando desce para a matéria, a fim de conquistá-la e espiritualizá-la, apreende para si própria um átomo de cada um dos três mundos superiores, para deles fazer ...

OS RÓTULOS E A ESSÊNCIA (PARTE FINAL)

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"(...) Numa dependência mais 'elevada', o rótulo de guru pode cair bem. Aparentemente tudo reflete a desgraça da memória. Contudo, o problema não está nela, mas sim na sede de segurança vinculada ao ego, o 'eu psicológico', do querer sempre mais. Enquanto ele se enriquece com a memória e seus agregados, a consciência se empobrece. Por isso os candidatos a ingresso nos mosteiros devem renunciar aos bens materiais e ao nome mundano. Paradoxalmente, porém, segundo Eckart Tolle, 'há indivíduos que abrem mão de todas as posses, no entanto têm um ego maior do que alguns milionários'. Isso sucede porque 'se deixarmos de lado um tipo de identificação, o ego logo encontrará outro. No fim das contas, não importa ao que ele se apega, desde que nisso haja uma identidade' ( O despertar de uma nova consciência, Ed. Sextante). 'Você quer saber como se livrar do apego às coisas?', pergunta Tolle. 'Nem tente fazer isso. É impossível. Esse vín...

OS RÓTULOS E A ESSÊNCIA (1ª PARTE)

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"Colocar rótulos é uma especialidade da mente. Assim que nascemos nossos pais correm ao cartório e nos colocam um rótulo: 'João da Silva'. Outros virão depois: RG, CPF, títulos acadêmicos, patente militar, cargo político. Num dos símbolos de subjugação da mulher ao homem, como sua propriedade, ela - ao casar-se - adota o rótulo dele.  A memória depende de elementos comparativos, imagens, rótulos e definições para exercer seu trabalho, mas a consciência não. Ela é a natureza do ser, algo que não pode ser definido, medido ou pesado, apesar de o chamarmos de Deus ou de Cristo interno. Uma pessoa com amnésia perde a bagagem de memória, e com ela os dados acumulados que sustentam a noção do eu, a partir do seu nome. Se alguém lhe perguntar 'Quem é você?', ele dirá: 'Não sei', mas continuará desfrutando o ser.  Rótulos também são conferidos pela posse de bens e pelo status social. Mas quem somos nós? Parece que quanto mais rótulos nos são acrescentado...