OBJETIVOS DO BLOGUE

Olá, bem-vindo ao blog "Chaves para a Sabedoria". A página objetiva compartilhar mensagens que venham a auxiliar o ser humano na sua caminhada espiritual. Os escritos contém informações que visam fornecer elementos para expandir o conhecimento individual, mostrando a visão de mestres e sábios, cada um com a sua verdade e experiência. Salientando que a busca pela verdade é feita mediante experiências próprias, servindo as publicações para reflexões e como norte e inspiração na busca da Bem-aventurança. O blog será atualizado com postagens de textos extraídos de obras sobre o tema proposto. Não defendemos nenhuma religião em especial, mas, sim, a religiosidade e a evolução do homem pela espiritualidade. A página é de todos, naveguem a vontade. Paz, luz, amor e sabedoria.

Osmar Lima de Amorim


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quinta-feira, 11 de junho de 2026

FÉ E CULTURA

"'Acolhei o que é débil na fé, não, porém, para discutir opiniões.' — PAULO. (Romanos, 14:1.)

Indubitavelmente, nem sempre a fé acompanha a expansão da cultura, tanto quanto nem sempre a cultura consegue altear-se ao nível da fé. 

Um cérebro vigoroso pode elevar-se a prodígios de cálculo ou destacar-se nos mais entranhados campos da emoção, portas adentro dos valores artísticos, sem entender bagatela de resistência moral diante da tentação ou do sofrimento. De análogo modo, um coração fervoroso é suscetível das mais nobres demonstrações de heroísmo perante a dor ou da mais alta reação contra o mal, patenteando manifesta incapacidade para aceitar os imperativos da perquirição ou dos requisitos do progresso. 

A Ciência investiga. 

A Religião crê. 

Se não é justo que a Ciência imponha diretrizes à Religião, incompatíveis com as suas necessidades do sentimento, não é razoável que a Religião obrigue a Ciência à adoção de normas inconciliáveis com as suas exigências do raciocínio. 

Equilíbrio ser-nos-á o clima de entendimento, em todos os assuntos que se relacionem à Fé e à Cultura, ou estaremos sempre ameaçados pelo deserto da descrença ou pelo charco do fanatismo. 

Auxiliemo-nos mutuamente. Na sementeira da fé, aprendamos a ouvir com serenidade para falar com acerto. 

Diz o Apóstolo Paulo: 'Acolhei o que é débil na fé, não, porém, para discutir opiniões.' É que para chegar à cultura, filha do trabalho e da verdade, o homem é naturalmente compelido a indagar, examinar, experimentar e teorizar, mas, para atingir a fé viva, filha da compreensão e do amor, é forçoso servir. E servir é fazer luz."

Texto extraído do livro "Ceifas de Luz", de Francisco Cândido Xavier, (pelo Espírito Emmanuel), item 38.
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terça-feira, 2 de junho de 2026

O JUIZ REFORMADO

"Como houvesse o Senhor recomendado nas instruções do dia muita cautela no julgar, a conversação em casa de Pedro se desdobrava em derredor do mesmo tema.

- É difícil não criticar - comentava Mateus, com lealdade -, porque, a todo instante, o homem de mediana educação é compelido a emitir pareceres na atividade comum.

- Sim  - concordava André, muito franco -, não é fácil agir com acerto, sem analisar detidamente.

Depois de vários depoimentos, em torno do direito de observar e corrigir, interferiu Jesus sem afetação:

- Inegavelmente, homem algum poderá cumprir o mandato que lhe cabe, no plano divino da vida, sem vigiar no caminho em que se movimenta, sob os princípios da retidão. Todavia, é necessário não inclinar o espírito aos desvarios do sentimento, para não sermos vitimados por nós mesmos. Seremos julgados pela medida que aplicarmos aos outros. O rigor responde ao rigor; a paciência, à paciência; a bondade, à bondade...

E, transcorridos alguns instantes, contou:

- Quando Israel vivia sob o governo dos grandes juízes, existiu um magistrado austero e violento, em destacada cidade do povo escolhido, que imprimiu o terror e a crueldade em todos os serventuários sob a sua orientação. Abusando dos poderes que a Lei lhe conferia, criou ordenações tirânicas para a punição das mínimas faltas. Multiplicou infinitamente o número dos soldados, edificou muitos cárceres e inventou variados instrumentos de flagelação.

O povo, asfixiado por estranhas proibições, devia movimentar-se debaixo de severa fiscalização, qual se fora rebanho de bravios animais. Trabalharia, descansaria e adoraria o Senhor, em horas rigorosamente determinadas pela autoridade, sob pena de sofrer humilhantes castigos, nas prisões, com pesadas multas de toda espécie.

Se bem mandava o juiz, melhor agiam os subordinados, cheios de natural malvadez.

Assim foi que, certa feita, dirigindo-se o magistrado, alta noite, à casa de um filho enfermo, foi aprisionado, sem qualquer consideração, por um grupo de guardas bêbedos e inconscientes que o conduziram à escura enxovia que ele mesmo havia inaugurado, semanas antes. Não lhe valeram a apresentação do nome e as honrosas insígnias de que se revestia. Tomado por temível ladrão, foi manietado, despojado dos bens que trazia e espancado sem piedade, afirmando os sentinelas que assim procediam, obedecendo às instruções do grande juiz, que era ele próprio.

Somente no dia imediato foi desfeito o equívoco, quando o infeliz homem público já havia sofrido a aplicação das penas que a sua autoridade estabelecera para os outros.

O legislador atribulado reconheceu, então, que era perigoso transmitir o poder a subalternos brutalizados e ignorantes, percebendo que a justiça construtiva e santificante é aquela que retifica ajudando e educando, na preparação do Reinado do amor entre os homens.

Desde a singular ocorrência, a cidade adquiriu outro modo de ser, porque o juiz reformado, embora prosseguisse atento às funções que lhe competiam, ergueu, sobre o tribunal, em benefício de todos, o coração de pai compreensivo e amoroso.

Lá fora, brilhavam estrelas, retratadas nas águas serenas do grande lago. Depois de longa pausa, o Mestre concluiu:

- Somente aquele que aprendeu intensamente com a vida, estudando e servindo, suando e chorando para sustentar o bem, entre os espinhos da renúncia e as flores do amor, estará habilitado a exercer a justiça, em nome do Pai."

Extraído do livro "Jesus no Lar", de Chico Xavier, pelo Espírito Neio LúcioFEBBrasília, p. 43/45.
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terça-feira, 26 de maio de 2026

A TRILOGIA BENDITA

"Em tempos remotos, o Senhor vinha ao mundo frequentes vezes entender-se com as criaturas. 

Certa vez, encontrou um homem irado e mau, que outra coisa não fazia senão atormentar os semelhantes. Perseguia, feria e matava sem piedade. Quando esse espírito selvagem viu o Senhor, aproximou-se atraído pela luz d'Ele, a chorar de arrependimento. 

O Cristo, bondoso, dirigiu-lhe a palavra: 

— Meu filho, porque te entregaste assim à perversidade? Não temes a justiça do Pai? Não acreditas no Celeste Poder? A vida exige fraternidade e compreensão. 

O malfeitor, que se mantinha prisioneiro da ignorância, respondeu em lágrimas:

— Senhor, de hoje em diante serei um homem bom. 

Alguns anos passaram e Jesus voltou ao mesmo sítio. Lembrou-se do infeliz a quem havia aconselhado e buscou-o. Depois de certa procura, foi achá-lo oculto numa choça, extremamente abatido. Interpelado quanto à causa de tão lamentável transformação, o mísero respondeu: 

— Ai de mim, Senhor! Depois que passei a ser bom, ninguém me respeitou! Fiz-me escárnio da rua... Tenho usado a compaixão e a generosidade, segundo me ensinaste, mas em troca recebo apenas o ridículo, a pedrada e a dilaceração... 

O Mestre, porém, abençoou-o e falou. 

— O teu lucro na eternidade não será pequeno com o sacrifício. Entretanto, não basta reter a bondade. É necessário saber distribuí-la. Para bem ajudar, é preciso discernir. Realmente é possível auxiliar a todos. Contudo, se a muita gente devemos ternura fraterna, a numerosos companheiros de jornada devemos esclarecimento enérgico. Estimularemos os bons a serem melhores e cooperaremos, a benefício dos maus, para que se retifiquem. Nunca observaste o pomicultor? Algumas árvores recebem dele irrigação e adubo; outras, no entanto, sofrerão a poda, a fim de serem convenientemente amparadas. 

O Senhor retirou-se e o aprendiz retomou luta para conquistar o conhecimento. 

Peregrinou através de muitos livros, observou demoradamente os quadros da vida e recebeu a palma da ciência. 

Os anos correram apressados, quando o Cristo regressou e procurou-o, novamente. 

Dessa vez, encontrou-o no leito, enfermo e sem forças. 

Replicando ao Divino Amigo, explicou-se: 

— Ai de mim, Senhor! Fui bom e recebi injustiças, entesourei a ciência e minhas dificuldades cresceram de vulto. Aprendi a amar e desejar em sã consciência, a idealizar com o plano superior, mas vejo a ingratidão e a discórdia, a dureza e a indiferença com mais clareza. Sei aquilo que muita gente ignora e, por isto mesmo, a vida tornou-se-me um fardo insuportável... 

O Mestre, porém, sorriu e considerou: 

- A tua preparação para a felicidade ainda não se acha completa. Agora, é preciso ser forte. Acreditas que a árvore respeitável conseguiria viver e produzir, caso não soubesse tolerar a tempestade? A firmeza interior, diante das experiências da vida, conferir-te-á o equilíbrio indispensável. Aprende a dizer adeus a tudo o que te prejudica na caminhada em direção da luz divina e distribuirás a bondade, sem preocupações de recompensa, guardando o conhecimento sem surpresas amargas. Sê inquebrantável em tua fé e segue adiante! 

O aprendiz reergueu-se e nunca mais experimentou a desarmonia, compreendendo, enfim, que a bondade, o conhecimento e a fortaleza são a trilogia bendita da felicidade e da paz."

Extraído do livro "Alvorada Cristã", de Francisco Cândido Xavier, Ditado pelo Espírito Neio Lúcio, p. 32/33.
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quinta-feira, 21 de maio de 2026

TOQUE DE AMOR

"Deixa que a fé em Deus te ilumine a visão para que te reconheças no lugar de servir. 

Indubitavelmente, perceberás a série dos desafios que te rodeiam: o lar talvez difícil, entes amados na desvinculação violenta, incompreensões à mostra, ocorrências que se vestem de lágrimas. . . 

Entretanto, não te convertas em tuba da aflição. 

Tumulto adia em nós a conexão necessária com a Providência Divina. 

Ama e auxilia se te alterar. 

A rosa acabará florescendo no espinheiral. 

As estrelas surgirão varando as trevas. 

Deus está agindo. 

Na construção da felicidade, onde a provação apareça não te lamentes nem reclames. 

Dá o teu toque de amor e Deus fará o resto."

Extraído do livro "Amizade", de Francisco Cândico Xavier, Ditado pelo Espírito Meimei, p. 28.
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quinta-feira, 7 de maio de 2026

FAZER LUZ

"'Acolhei o que é débil na fé, não, porém, para discutir opiniões'. Paulo.

Indubitavelmente, nem sempre a fé acompanha a expansão da cultura, tanto quanto nem sempre a cultura consegue altear-se ao nível da fé.

Um cérebro vigoroso pode elevar-se a prodígios de cálculo ou destacar-se nos mais entranhados campos da emoção, portas a dentro dos valores artísticos, sem entender bagatela de resistência moral diante da tentação ou do sofrimento. De análogo modo, um coração fervoroso é suscetível das mais nobres demonstrações de heroísmo perante a dor ou da mais alta reação contra o mal, patenteando manifesta incapacidade para aceitar os imperativos da perquirição ou dos requisitos do progresso.

A Ciência investiga.

A Religião crê.

Se não é justo que a Ciência imponha diretrizes à Religião, incompatíveis com as suas necessidades do sentimento, não é razoável que a Religião obrigue a Ciência à adoção de normas inconciliáveis com as suas exigências do raciocínio.

Equilíbrio ser-nos-á o clima de entendimento, em todos os assuntos que se relacionem à Fé e à Cultura, ou estaremos sempre ameaçados pelo deserto da descrença ou pelo charco do fanatismo.

Auxiliemo-nos mutuamente.

Na sementeira da fé, aprendamos a ouvir com serenidade para falar com acerto.

Diz o Apóstolo Paulo: 'Acolhei o que é débil na fé, não, porém, para discutir opiniões'. É que para chegar à cultura, filha do trabalho e da verdade, o homem é naturalmente, compelido a indagar, examinar, experimentar, e teorizar, mas, para atingir a fé viva, filha da compreensão e do amor, é forçoso servir. E servir é fazer luz.

Extraído do livro "Segue-me", de Francisco Cândido Xavier, ditado pelo Espírito de EmmanuelCasa Editora O ClarimMatão/SP, p. 31/32.
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terça-feira, 5 de maio de 2026

OS INSTRUMENTOS DA PERFEIÇÃO

"Naquela noite, Simão Pedro trazia à conversação o espírito ralado por extremo desgosto.

Agastara-se com parentes descriteriosos e rudes.

Velho tio acusara-o de dilapidador dos bens da família, e um primo ameaçara esbofeteá-lo na via pública.

Guardava, por isso, o semblante carregado e austero.

Quando o Mestre leu algumas frases dos Sagrados Escritos, o pescador desabafou. Descreveu o conflito com a parentela, e Jesus o ouviu em silêncio.

Ao término do longo relatório afetivo, indagou o Senhor:

- E que fizeste, Simão, ante as arremetidas dos familiares incompreensivos?

- Sem dúvida, reagi como devia! - respondeu o Apóstolo, veemente. -  Coloquei cada um no lugar próprio. Anunciei, sem rebuços, as más qualidades de que são portadores. Meu tio é raro exemplar de sovinice, e meu primo é mentiroso contumaz.

Provei, perante numerosa assistência, que ambos são hipócritas e não me arrependi do que fiz.

O Mestre refletiu por minutos longos e falou, compassivo:

- Pedro, que faz um carpinteiro na construção de uma casa? 

- Naturalmente, trabalha - redarguiu o interpelado, irritadiço.

- Com quê? - tornou o Amigo celeste, bem-humorado.

- Usando ferramentas. 

Após a resposta breve de Simão, o Cristo continuou:

- As pessoas com as quais nascemos e vivemos na Terra são os primeiros e mais importantes instrumentos que recebemos do Pai, para a edificação do Reino do céu em nós mesmos. Quando falhamos no aproveitamento deles, que constituem elementos de nossa melhoria, é quase impossível triunfar com recursos alheios, porque o Pai nos concede os problemas da vida, de acordo com a nossa capacidade de lhes dar solução. A ave é obrigada a fazer o ninho, mas não se lhe reclama outro serviço. A ovelha dará lã ao pastor; no entanto, ninguém lhe exige o agasalho pronto. Ao homem foram concedidas outras tarefas, quais sejam as do amor e da humildade, na ação inteligente e constante para o bem comum, a fim de que a paz e a felicidade não sejam mitos na Terra. Os parentes próximos, na maioria das vezes, são o martelo ou o serrote que podemos utilizar em benefício da construção do templo vivo e sublime, por intermédio do qual o Céu se manifestará em nossa alma. Enquanto o marceneiro usa as suas ferramentas, por fora, cabe-nos aproveitar as nossas, por dentro. Em todas as ocasiões, o ignorante representa para nós um campo de benemerência espiritual; o mal é desafio que nos põe a bondade à prova; o ingrato é um meio de exercitarmos o perdão; o doente é uma lição à nossa capacidade de socorrer. Aquele que bem se conduz, em nome do Pai, junto de familiares endurecidos ou indiferentes, prepara-se com rapidez para a glória do serviço à humanidade, porque, se a paciência aprimora a vida, o tempo tudo transforma.

Calou-se Jesus e, talvez porque Pedro tivesse ainda os olhos indagadores, acrescentou serenamente:

- Se não ajudamos ao necessitado de perto, como auxiliaremos os aflitos de longe? Se não amamos o irmão que respira conosco os mesmos ares, como nos consagraremos ao Pai que se encontra no Céu?

Depois dessas perguntas, pairou na modesta sala de Cafarnaum expressivo silêncio que ninguém ousou interromper." 

Extraído do livro "Jesus no Lar", de Chico Xavier, pelo Espírito Neio LúcioFEBBrasília, p. 27/29.
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terça-feira, 28 de abril de 2026

CARIDADE DO ENTENDIMENTO

"Na sustentação do progresso espiritual precisamos tanto da caridade quanto o ar é necessário ao equilíbrio da vida orgânica.

Lembra-te de que a interdependência é o regime instituído por Deus para estabilidade de todo o Universo e não olvides a compreensão que devemos a todas as criaturas.

Compreensão que se exprima, através de tolerância e bondade incessantes, na sadia convicção de que auxiliando aos outros é que poderemos encontrar o auxílio indispensável à segurança de nossa marcha.

À frente de qualquer problema complexo naqueles que te rodeiam, recorda que não seria justa a imposição de teus pontos de vista para que se orientem na estrada que lhes é própria.

O Criador não dá cópias e cada coração obedece a sistema particular de lutas evolutivas.

Só o amor, desse modo, é o clima adequado ao entrelaçamento de todos os seres da Criação e somente através dele integrar-nos-emos na Sinfonia Excelsa da Vida.

Guarda, portanto, em todas as fases de teu caminho a caridade que identifica a presença do Senhor nos caminhos alheios, respeitando-lhes a configuração em que se apresentem.

Não te esqueças de que ninguém é ignorante porque o deseje e, estendendo fraternos braços aos que respiram atribulados na sombra, diminuirás a penúria que se extinguirá, por fim, no mundo, quando cada consciência ajustar-se à obrigação de servir sem mágoa e sem exigência, na certeza de que apenas amando e auxiliando sem reclamar é que permaneceremos felizes e valorosos na Soberana Ascensão para Deus."

Texto extraído do livro "Refúgio", de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito de Emmanuel, p. 5.
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quinta-feira, 23 de abril de 2026

A PAZ COMEÇA EM CASA E NAS ESCOLAS

"Cada indivíduo pertencente a uma família e comunidade deveria se esforçar para viver em harmonia com o próximo. A paz precisa começar em casa e nas escolas. Nas salas de aula é preciso ensinar o patriotismo internacional - amar o mundo como Jesus, Krishna e os grandes mestres ensinaram, e não fazer nada que possa criar desarmonia internacional. Não é da nossa nacionalidade ou da nossa cor que devemos nos orgulhar, e sim da profundidade do nosso entendimento. Temos que cultivar o entendimento e usá-lo para determinar o que é realmente melhor para a felicidade da família, da nação e do mundo. A felicidade internacional deve incluir o bem-estar do país, da comunidade e da família. O padrão usado para legislar deve ser o mérito, e não a cor da pele ou qualquer outra distinção de classe. Estes são os ideais que deveriam ser ensinados às crianças.

Enquanto houver diferenças entre os filhos de Deus, do tipo 'somos indianos, vocês, americanos; somos alemães e vocês, ingleses', o mundo continuará dividido e preso pela ilusão. Muitas guerras, sofrimentos e destruição serão evitados se deixarmos de dar ênfase às diferenças e aprendermos a amar sem distinção ou preconceito. Tenha mais orgulho de ser feito à imagem de Deus do que em ter determinada nacionalidade, pois 'americana', 'indiana' e todas as outras nacionalidades são apenas casacos que, no devido tempo, serão descartados. Mas você é filho de Deus por toda a eternidade. Não seria melhor ensinar este ideal às crianças? É o único caminho para a paz: estabelecer os verdadeiros ideais de paz nas escolas e viver a paz na vida pessoal."

Paramahansa Yogananda, O Romance com Deus, Self-Realization Fellowship, p. 360/361.
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terça-feira, 21 de abril de 2026

BÊNÇÃO DE SOL


É razoável estejamos sempre cautelosos a fim de não estendermos o mal ao caminho alheio. Os outros colhem os frutos de nossas ações e oferecem-nos, de volta, as reações consequentes.

Daí, o cuidado instintivo em não ferirmos a própria consciência, seja policiando atitudes ou selecionando palavras, para que vivamos em paz à frente dos semelhantes, assegurando tranquilidade a nós mesmos.

Em muitas circunstâncias, contudo, não nos imunizamos contra os agentes tóxicos da queixa. Superestimamos nossos problemas, supomos nossas dores maiores e mais complexas que as dos vizinhos e, amimalhando o próprio egoísmo, cultivamos indesejável raiz de amargura no solo do coração. Daí brotam espinheiros mentais, suscetíveis de golpear quantos renteiam conosco, na atividade cotidiana, envenenando-lhes a vida.

Quantas sugestões infelizes teremos coagulado no cérebro dos entes amados predispondo-os à enfermidade ou à delinquência com as nossas frases irrefletidas! Quantos gestos lamentáveis terão vindo à luz, arrancados da sombra por nossas observações vinagrosas.

Precatemo-nos contra semelhantes calamidades que se nos instalam nas tarefas do dia-a-dia, quase sempre sem que venhamos a perceber. Esqueçamos ofensas, discórdias, angústias e trevas, para que a raiz da amargura não encontre clima propício no campo em que atuamos.

Todos necessitamos de felicidade e paz; entretanto, felicidade e paz solicitam amor e renovação, tanto quanto o progresso e a vida pedem trabalho harmonioso e bênção de Sol."

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terça-feira, 7 de abril de 2026

O AMOR PURO

"'Consideremo-nos também uns aos outros para nos estimularmos ao amor e às boas obras". Paulo.
(Hebreus, 10:24).

Algumas vezes somos constrangidos a examinar as diretrizes dos nossos companheiros de experiência, nas horas em que se mostram em atitude menos edificante.

Vimos determinados amigos em lances perigosos do caminho, até ontem. E até ontem terão eles:

    entrado em negócios escusos;

    caídos em lastimáveis enganos;

    perpetrado delitos;

    descido a precipícios da sombra;

    causado prejuízo a outrem, lesando a si mesmos;

    fugido a deveres respeitáveis;

    desprezado valiosas oportunidades no erguimento do bem;

    renegado a fé que lhes servia de âncora; adotado companhias que lhes danificaram a existência; abraçado a irresponsabilidade por norma de ação.

Momentos existem nos quais é impossível desconhecer as nossas falhas; entretanto, tenhamos a devida prudência de situar o mal no passado.

Teremos tido comportamento menos feliz até ontem.

Hoje, porém, é novo dia.

Auxiliemo-nos reciprocamente, acendendo luz que nos dissipe a sombra. Padronizemos o sentimento em ponto alto, pensemos com a força abençoada do otimismo, falemos para o bem e realizaremos o melhor ao nosso alcance, no terreno da ação.

Recordemos o ensinamento do apóstolo, considerando-nos uns aos outros não em sentido negativo, e sim com a fraternidade operante, para que tenhamos o necessário estímulo à prática do amor puro, superando as nossas próprias fraquezas, em caminho para a Vida Maior."

Extraído do livro "Segue-me", de Francisco Cândido Xavier, ditado pelo Espírito EmmanuelCasa Editora O ClarimMatão/SP, p. 43/44.
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quinta-feira, 2 de abril de 2026

A LIÇÃO DA SEMENTE

"Diante da perplexidade dos ouvintes, falou Jesus, convincente:

- Em verdade, é muito difícil vencer os aflitivos cuidados da vida humana. Para onde se voltem nossos olhos, encontramos a guerra, a incompreensão, a injustiça e o sofrimento. No templo, que é o lar do Senhor, comparecem o orgulho e a vaidade nos ricos, o ódio e a revolta nos pobres. Nem sempre é possível trazer o coração puro e limpo, como seria de desejar, porque há espinheiros, lamaçais e serpentes que nos rodeiam. Entretanto, a ideia do Reino divino é assim como a semente minúscula do trigo. Quase imperceptível é lançada a terra, suportando-lhe o peso e os detritos, mas, se germina, a pressão e as impurezas do solo não lhe paralisam a marcha. Atravessa o chão escuro e, embora dele retire em grande parte o próprio alimento, o seu impulso de procurar a luz de cima é dominante. Desde então, haja sol ou chuva, faça dia ou noite, trabalha sem cessar no próprio crescimento e, nessa ânsia de subir, frutifica para o bem de todos. O aprendiz que sentiu a felicidade do avivamento interior, qual ocorre à semente de trigo, observa que longas raízes o prendem às inibições terrestres... Sabe que a maldade e a suspeita lhe rondam os passos, que a dor é ameaça constante; todavia, experimenta, acima de tudo, o impulso de ascensão e não mais consegue se deter. Age constantemente na esfera de que se fez peregrino, em favor do bem geral. Não encontra seduções irresistíveis nas flores da jornada. O reencontro com a Divindade, de que se reconhece venturoso herdeiro, constitui-lhe objetivo imutável e não mais descansa, na marcha, como se uma luz consumidora e ardente lhe torturasse o coração. Sem perceber, produz frutos de esperança, bondade, amor e salvação, porque jamais recua para contar os benefícios de que se fez instrumento fiel. A visão do Pai é a preocupação obcecante que lhe vibra na alma de filho saudoso.

O Mestre silenciou por momentos e concluiu:

- Em razão disso, ainda que o discípulo guarde os pés encarcerados no lodo da Terra, o trabalho infatigável no bem, no lugar em que se encontra, é o traço indiscutível de sua elevação. Conheceremos as árvores pelos frutos e identificaremos o operário do Céu pelos serviços em que se exprime.

A essa altura, Pedro interferiu, perguntando:

- Senhor, que dizer, então, daqueles que conhecem os sagrados princípios da caridade e não os praticam?

Esboçou Jesus manifesta satisfação no olhar e elucidou:

- Estes, Simão, representam sementes que dormem, apesar de projetadas no seio dadivoso da terra. Guardarão consigo preciosos valores do Céu, mas jazem inúteis por muito tempo. Estejamos, porém, convictos de que os aguaceiros e furacões passarão por elas, renovando-lhes a posição no solo, e elas germinarão, vitoriosas, um dia. Nos campos de nosso Pai, há milhões de almas assim, aguardando as tempestades renovadoras da experiência, para que se dirijam à glória do futuro. Auxiliemo-las com amor e prossigamos, por nossa vez, mirando a frente!

Em seguida, ante o silêncio de todos, Jesus abençoou a pequena assembleia familiar e partiu."

Extraído do livro "Jesus no Lar", de Chico Xavier, pelo Espírito Neio LúcioFEBBrasília, p. 19/21.
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terça-feira, 17 de março de 2026

EXPLICAÇÕES DO MESTRE

"Em plena conversação edificante, Sara, a esposa de Benjamim, o criador de cabras, ouvindo comentários do Mestre, nos doces entendimentos do lar de Cafarnaum, perguntou, de olhos fascinados pelas revelações novas:

- A ideia do reino de Deus, em nossas vidas, é realmente sublime; todavia, como iniciar-me nela? Temos ouvido as pregações à beira do lago e sabemos que a Boa Nova aconselha, acima de tudo, o amor e o perdão... Eu desejaria ser fiel a semelhantes princípios, mas sinto-me presa a velhas normas. Não consigo desculpar os que me ofendem, não entendo uma vida em que troquemos nossas vantagens pelos interesses dos outros, sou apegada aos meus bens e ciumenta de tudo o que aceito como sendo propriedade minha.

A dama confessava-se com simplicidade, não obstante o sorriso desapontado de quem encontra obstáculos quase invencíveis.

- Para isso comentou Pedro, é indispensável a boa vontade.

- Com a fé em nosso Pai celestial - aventurou a esposa de Simão, atravessaremos os tropeços mais duros.

Em todos os presentes, transparecia ansiosa expectativa quanto ao pronunciamento do Senhor, que falou, em seguida a longo silêncio:

- Sara, qual é o serviço fundamental de tua casa?

- É a criação de cabras - redarguiu a interpelada, curiosa.

- Como procedes para conservar o leite inalterado e puro no benefício doméstico?

- Senhor, antes de qualquer providência, é imprescindível lavar, cautelosamente, o vaso em que ele será depositado. Se qualquer detrito ficar na ânfora, em breve todo o leite se toca de franco azedume e já não servirá para os serviços mais delicados.

Jesus sorriu e explanou:

- Assim é a revelação celeste no coração humano. Se não purificamos o vaso da alma, o conhecimento, não obstante superior, confunde-se com as sujidades de nosso íntimo, como que se degenerando, reduzindo a proporção dos bens que poderíamos recolher. Em verdade, Moisés e os profetas foram valorosos portadores de mensagens divinas, mas os descendentes do povo escolhido não purificaram suficientemente o receptáculo vivo do Espírito para recebê-las. É por isso que os nossos contemporâneos são justos e injustos, crentes e incrédulos, bons e maus ao mesmo tempo. O leite puro dos esclarecimentos elevados penetra o coração como alimento novo, mas aí se mistura com a ferrugem do egoísmo velho. Do serviço renovador da alma restará, então, o vinagre da incompreensão, adiando o trabalho efetivo do reino de Deus.

A pequena assembleia, na sala de Pedro, recebia a lição sublime e singela, comovidamente, sem qualquer interferência verbal.

O Mestre, porém, levantando-se com discrição e humildade, afagou os cabelos da senhora que o interpelara e concluiu, generoso:

- O orvalho num lírio alvo é diamante celeste, mas, na poeira da estrada, é gota lamacenta. Não te esqueças dessa verdade simples e clara da natureza."

Extraído do livro "Jesus no Lar", de Chico Xavier, pelo Espírito Neio LúcioFEB, Brasília, p. 15/17.
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terça-feira, 10 de março de 2026

O PRÓXIMO

"O próximo, em cada minuto, é aquele coração que se acha mais próximo do nosso, por divina sugestão de amor no caminho da vida. 

No lar, é a esposa e o esposo, os pais e os filhos, os parentes e os hóspedes. 

No templo do trabalho comum, é o chefe e o subordinado, o cooperador e o companheiro. 

Na via pública, é o irmão ou o amigo anônimo que nos partilham a mesma estrada e o mesmo clima. 

Na esfera social, é a criança e o doente, o desesperado e o triste, as afeições e os laços da solidariedade comum. 

Na luta contundente do esforço humano, é o adversário e o colaborador, o inimigo declarado ou oculto ou, ainda, o associado de ideais que nos surgem por instrutores. 

Em toda parte, encontrarás o próximo, buscando-te a capacidade de entender e de ajudar. 

Auxilia aos outros com aquilo que possuas de melhor. 

Os santos e os heróis ainda não residem na Terra. 

Somos espíritos humanos, mistos de luz e sombra, amor e egoísmo, inteligência e ignorância. 

Cada homem, na fase evolutiva em que nos encontramos, traz uma auréola incompleta de rei e uma espada de tirano. 

Se chamas o fidalgo, encontrarás um servidor. 

Se procuras o guerreiro, terás um inimigo feroz pela frente. 

Por isso mesmo, reafirmou Jesus o antigo ensinamento da Lei: - 'ama o próximo, como a ti mesmo'. 

É que o espírito, quando ama verdadeiramente, encontra mil meios de auxiliar, a cada instante, e o próximo, na essência, é o degrau que nos aparece diante do coração, por abençoado caminho de acesso à Vida Celestial."

Extraído do livro "Assim Vencerás", de Francisco Cândido Xavier, ditado pelo Espírito Emmanuel, p. 5.
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quinta-feira, 5 de março de 2026

SEM RUÍDOS

"'Mas quando vier aquele Espírito de Verdade, ele vos guiará em toda a verdade. - Jesus.
(João, 16:13). 

O caminho de toda a Verdade é Jesus Cristo. O Mestre veio ao mundo instalar essa verdade para que os homens fossem livres e organizou o programa dos cooperadores de seu divino trabalho, para que se preparasse convenientemente o caminho infinito. No fim da estrada, colocou a redenção e deu às criaturas o amor como guia.

Conforme sabemos, o guia é um só para todos. E vieram os homem para o serviço divino. Com os cooperadores vinham, porém, os gênios sombrios, que se ombreavam com eles nas cavernas da ignorância.

A religião, como expressão universalista do amor, que é o guia, pairou sempre pura, acima das misérias que chegaram ao grande campo; mas, este ficou repleto das absurdidades. O caminho foi quase obstruído. 

A ambição exigiu impostos dos que desejavam passar, o orgulho reclamou a direção dos movimentos, a vaidade pediu espetáculos, a conveniência requisitou máscaras, a política interior estabeleceu guerras, a separatividade provocou a hipnose do sectarismo. 

O caminho ficou atulhado de obstáculos e sombras e o interessado, que é o espírito humano, encontra óbices infinitos para a passagem.

O quadro representa uma resposta e quantos perguntarem sobre os propósitos do Espiritismo cristão, sendo que o homem já conhece dotos os deveres religiosos. Ele é aquele Espírito de Verdade que vem lutar contra os gênios sombrios que vieram das cavernas da ignorância e invadiram o campo do Cristo.

Mas, guerrear como: Jesus não pediu a morte de ninguém. Sim, o Espírito da Verdade vem como a luz que combate e vence as sombras, sem ruídos. Sua missão é transformar, iluminando o caminho, para que os homens vejam o amor, que constitui o guia único para todos, até à redenção."

Extraído do livro "Segue-me", de Francisco Cândido Xavier, ditado pelo Espírito EmmanuelCasa Editora O ClarimMatão/SP, p. 23/24.
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

SINAL DE AMOR

"E saíram os fariseus e começaram a disputar com ele, pedindo-lhe, para o tentarem, um sinal do céu."
(João, 8:11).

No Espiritismo cristão, de quando a quando aparecem aprendizes do Evangelho, sumamente interessados em atender a certas solicitações, no capítulo dos fenômenos psíquicos.

Buscam sinais tangíveis, incontestáveis. Mas, na maioria das vezes, o movimento não passa de repetição do gesto dos fariseus antigos. Médiuns e companheiros outros não se precatam de que os pedidos de demonstrações do céu são formulados por tentação. Há İlações lógicas no assunto, que cabe não desprezar.

Se um espírito permanece encarnado na Terra, como poderá fornecer sinais de Júpiter? Se as solicitações dessa natureza endereçadas ao próprio Cristo foram consideradas como gênero de tentação ao Mestre, pelo Evangelho, com que direito poderão impô-las os discípulos novos aos seus amigos do invisível? Ao contrário disto, os aprendizes fieis devem estar preparados ao fornecimento de demonstrações da Terra. É justo que o cristão não possa proteger uma tela mágica sobre as nuvens errantes, mas pode revelar como exerce o ministério da fraternidade no mundo. Nunca desdobrará a paisagem total onde se movimentam os seres invisíveis, mas está habilitado a prestar colaboração no esclarecimento dos homens do porvir.

Quem solicite sinais do céu pode ser ignorante e portador de má fé; entretanto, os que tentem satisfazê-los andam muito distraídos do que aprenderam com o Cristo. Se te requisitam demonstrações estranhas, podes replicar, com segurança, que não estás designado à produção de maravilhas e explicar a teu irmão, que permaneces determinado a aprender com o Mestre, a fim de ofereceres à Terra o teu sinal de amor e luz, firme na fé, por não sucumbires às tentações.

Extraído do livro "Segue-me", de Francisco Cândido Xavier, ditado pelo Espírito Emmanuel, Casa Editora O Clarim, Matão/SP, p. 3/4.
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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

CRISES DO CORAÇÃO

"'[…] Se a luz da verdade penetrou sua alma, ela tirará sua consolação em sua fé no futuro; de resto, à medida que os preconceitos se enfraquecerem, as causas dessas infelicidades íntimas desaparecerão também.' (O Livro dos Espíritos – Questão 940 a – Boa Nova Editora

Sentimentos nublados saem de teu plexo cardíaco, amargurando-te penosamente. 

Tens desilusão e sofres com a soledade. Sentes falta de alguém junto de ti, que possa compartilhar tuas alegrias e tuas dores, uma alma companheira e querida que te nutra de esperança e amor. 

Em muitas circunstâncias, a necessidade de uma descoberta amorosa torna-se uma compulsão, agravada pela pressão social da vida a dois. Quando a criatura não consegue realizar tal façanha, trava verdadeira guerra contra os conflitos da própria natureza

A busca pela formação do casal é, portanto, mais do que um assunto pessoal; é uma pressão coletiva. Não realizar esse propósito pode gerar frustrações e estados de carência e insuficiência. 

Haverá períodos em que toda a tua determinação e coragem serão necessárias para poderes administrar os anseios de tua alma, jamais imaginando ou supondo as coisas de antemão, sem base objetiva e real. 

Os embates íntimos sempre ocorrerão entre a realidade e o preconceito, entre a consciência e a inconsciência

Não te prendas aos preconceitos referentes ao afeto e à afeição. Busca renovar teus conceitos de amor, não somente quanto aos outros, mas também em relação a ti mesmo. 

Ninguém pode viver a tua vida; as pessoas devem servir de espelhos em nossa caminhada, mas não são 'itens de primeira necessidade'. Necessitar é diferente de compartilhar. 

Nenhuma criatura é teu salvador, por isso, não peças amor; dá amor sempre e não te prendas a ilusões nem exijas dos outros mais do que eles possam te dar…" 

Extraído do livro "A Busca do Melhor", de Francisco do Espírito Santo Neto, ditado por Hammed, Boa Nova Editora, Catanduva/SP, item 5.
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terça-feira, 27 de janeiro de 2026

DENTRE OS OBREIROS

"Dos obreiros que se te fizeram colaboradores e amigos, no campo do bem, conhecerás muitos deles na condição de representantes de faixas diversas da evolução humana: aqueles que começam entusiasticamente, na trilha da obra, lançando arrojados planos de ação, e abandonam o apostolado nos alicerces, com receio do sacrifício; 

os que chegam otimistas, louvando as perspectivas do trabalho, e deixam a tarefa, assim que lhe observam a complexidade e a extensão; 

os que recolheram benefícios da seara e regressaram a ela, prometendo auxílio e reconhecimento, mas largam-na, às vezes de improviso, tão logo se vejam chamados a aprender quanto custa o esforço da sementeira; 

os que formulam projetos avançados de renovação, sob o pretexto de se atender ao progresso, e retiram-se quando observam quanto suor e quanta distância existem sempre entre a teoria e a realização; 

os que supõem na gleba um filão de recursos fáceis e fogem dela logo que tomam pessoalmente o peso da charrua de obrigações que lhes compete movimentar. 

Entretanto, ao lado desses cooperadores, sem dúvida respeitáveis, mas ainda inabilitados para os compromissos de longa duração, encontrarás aqueles outros, os que conhecem a importância da paz de espírito e não se arredam da empreitada que lhes coube, prosseguindo no desempenho dos deveres que abraçaram, ainda mesmo quando isso lhes custe o pão amassado com lágrimas, nos testemunhos de fé e abnegação, dia por dia. 

Forma entre esses que se mostram decididos a pagar o preço da própria ascensão e reconhecerás para logo que o obreiro digno do salário da felicidade e da paz, nos erários da vida eterna, será sempre aquele que caminha para a frente com a obra no pensamento e no coração, a pleno esquecimento de si mesmo, trabalhando e servindo, compreendendo e auxiliando, amando e construindo, a serviço do bem de todos, até o fim."

Extraído do livro "Rumo Certo", de Chico Xavier, pelo Espírito Emmanuel, Coleção Emmanuel, FEB, p. 43.
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quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

CARTA DE ANO NOVO


"Ano novo é também a renovação de nossa oportunidade de aprender, trabalhar e servir.
 *
O tempo, como paternal amigo, como que se reencarna no corpo do calendário, descerrando-nos horizontes mais claros para a necessária ascensão. 
*
Lembra-te de que o ano em retorno é novo dia a convocar-te para a execução de velhas promessas, que ainda não tivestes a coragem de cumprir.
*
Se tens algum inimigo, faze das horas renascer-te o caminho da conciliação.
*
Se foste ofendido, perdoa, a fim de que o amor te clareie a estrada para frente. 
*
Se descansaste em demasia, volve ao arado de tuas obrigações e planta o bem com destemor para a colheita do porvir.
*
Se a tristeza te requisita, esquece-a e procura a alegria serena da consciência feliz  no dever bem cumprido.
*
Novo Ano! Novo Dia!
Sorri para os que te feriram e busca harmonia com aqueles que te não entenderam até agora. 
*
Recorda que há mais ignorância que maldade, em torno de teu destino.
*
Não maldigas, nem condenes. 
*
Auxilia a acender alguma luz para quem passa ao teu lado, na inquietude da escuridão.
*
Não te desanimes, nem te desconsoles.
*
Cultiva o bom ânimo com os que te visitam, dominados pelo frio do desencanto ou da indiferença.
*
Não te esqueças de que Jesus jamais se desespera conosco e, como que oculto ao nosso lado, paciente e bondoso, repete-nos de hora a hora:
Ama e auxilia sempre. Ajuda aos outros, amparando a ti mesmo, porque se o dia volta amanhã, eu estou contigo, esperando pela doce alegria da porta aberta de teu coração." (Emmanuel).

Extraído do livro "Vida e Caminho", de Francisco Cândido Xavier, autores diversos, site: www.ebookespírita.org, p. 20.
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