MOMENTOS DE AFLIÇÃO E PROVA - (SERENIDADE E APRENDIZADO DIANTE DAS DIFICULDADES)

"Momentos de aflição e prova surgem pelo caminho, inesperados, concitando à disciplina espiritual indispensável ao processo evolutivo do ser.

Águas serenas que são açoitadas por fortes vendavais; paisagens tranquilas que se modificam ao império de tempestades violentas; climas de paz que se convertem em campos de lutas rudes; viagem segura, que se torna perigosa; objetivos próximos de serem conquistados, que se perdem de repente; saúde que cede à enfermidade; amigos dedicados, que vão adiante; adversários vigorosos, que surgem ameaçadores; problemas econômicos, que aparecem, constringentes, tantos são os motivos de aflição e prova, que ninguém avança, na Terra, sem os experimentar. 

Enquanto domiciliado no corpo, espírito algum se encontra em segurança, vitorioso, isento de experiências difíceis, de possíveis insucessos.

Os momentos de prova e aflição constituem recurso de aferição dos valores morais de cada um, mediante os quais o homem deve adquirir mais valiosas expressões iluminativas como suportes para futuros investimentos evolutivos.

Por isso, todos somos atingidos por tais métodos de purificação.

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Vigia-te, no momento de aflição e prova, a fim de que não compliques, por precipitação, o teu estado íntimo.

Suporta o vendaval do testemunho com serenidade; recebe a adaga da acusação indébita com humildade; aceita o ácido da reprimenda injusta com nobreza; medita diante do sofrimento com elevação de sentimentos.

Todos os momentos difíceis cedem lugar a outros: os de paz e compreensão.

Não te desalentes, exatamente quando deves fortalecer-te para a luta.

É nos instantes difíceis que as resistências morais devem estar temperadas, suportando as constrições que ameaçam derruir as fortalezas íntimas.

Quando estiveres a ponto de desfalecer, procura refúgio na oração.

Orando, renovar-se-ão tuas paisagens mentais e morais, elevando-te o ânimo e reconfortando-te espiritualmente.

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Jesus, que não tinha qualquer dívida a resgatar e que é o Sublime Construtor da Terra, enquanto conosco não esteve isento dos momentos de aflição, demonstrando, amoroso, como vencê-los todos, e, ao mesmo tempo, ensinando a técnica de como retirar do aparente mal as proveitosas lições da felicidade.

Considera-Lhe os testemunhos, e, em qualquer momento em que sejas defrontado pela aflição ou prova, enfrenta a circunstância e extrai do amor a parte melhor da tua tarefa de santificação."

Texto extraído do livro Oferenda, de Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis, Livraria Espírita 'Alvorada' - Editora, Salvador, BA, item 12, p. 43/45.
Imagem: Pinterest

REFLEXÕES A PARTIR DA MENSAGEM

As experiências difíceis não precisam ser enfrentadas como condenações, mas como ocasiões em que podemos desenvolver discernimento, resistência moral e confiança em Deus

A vida alterna períodos de tranquilidade e momentos de inesperada aflição. Enfermidades, perdas, dificuldades financeiras, conflitos e frustrações podem modificar rapidamente uma situação que considerávamos segura.

A mensagem de Joanna de Ângelis recorda-nos que ninguém atravessa a existência corporal sem encontrar desafios. O mais importante, portanto, não é imaginar uma vida inteiramente livre de problemas, mas aprender a enfrentá-los sem ampliar o sofrimento por meio do desespero, da revolta ou de decisões precipitadas.

Nem todo sofrimento é punição

Sob a perspectiva espírita, algumas experiências podem estar relacionadas às consequências de escolhas anteriores. Entretanto, não devemos concluir que todo sofrimento constitui expiação ou castigo.

Há dores decorrentes das leis naturais, das decisões presentes, das atitudes de outras pessoas e das condições próprias da vida material. Existem também provas escolhidas ou aceitas pelo Espírito como oportunidades de desenvolver determinadas virtudes.

O próprio texto recorda que Jesus, embora não possuísse qualquer dívida a resgatar, enfrentou incompreensão, abandono, perseguição e sofrimento. Esse exemplo impede que associemos automaticamente a dor à culpa.

Em vez de procurar apressadamente uma causa oculta para cada aflição, podemos perguntar o que a situação exige de nós agora. Talvez seja necessária coragem para continuar, humildade para receber auxílio, prudência para mudar de caminho ou paciência para aguardar o momento adequado.

A dor não é boa por si mesma. Seu valor educativo depende da maneira como a atravessamos e das escolhas que fazemos diante dela.

Serenidade não é passividade

Aceitar a realidade presente não significa concordar com toda injustiça nem abandonar os recursos disponíveis. Diante de uma enfermidade, devemos procurar tratamento; perante uma agressão, estabelecer proteção; diante de uma dificuldade material, buscar soluções responsáveis.

A serenidade consiste em não permitir que a perturbação interior retire nossa capacidade de discernir e agir. Quando reagimos precipitadamente, podemos acrescentar novos problemas àqueles que já enfrentamos.

A oração é apresentada como recurso de renovação mental e moral. Ela não substitui o tratamento, o diálogo, o trabalho ou as providências necessárias. Contudo, pode reorganizar os pensamentos, fortalecer a esperança e ajudar-nos a perceber possibilidades que a aflição momentaneamente encobriu.

Também é importante reconhecer quando nossas forças parecem insuficientes. Procurar apoio familiar, espiritual, médico ou psicológico não demonstra falta de fé. Muitas vezes, a assistência de Deus chega por intermédio das pessoas e dos recursos colocados em nosso caminho.

Todo período difícil possui duração e características próprias. Ainda que a solução não seja imediata, podemos conservar a confiança de que nenhuma condição permanece eternamente igual.

Para refletir

  1. Tenho enfrentado as dificuldades com discernimento ou acrescentado sofrimento por meio da precipitação?

  2. Consigo acolher auxílio quando minhas forças se mostram insuficientes?

  3. Que aprendizado ou atitude construtiva a experiência atual está solicitando de mim?

Reflexão final

Os momentos de aflição revelam fragilidades, mas também podem despertar recursos interiores que desconhecíamos. Neles, aprendemos a distinguir o essencial do supérfluo, a valorizar apoios sinceros e a reconhecer nossa necessidade de Deus.

Não precisamos idealizar o sofrimento nem procurá-lo. Cabe-nos utilizar com sabedoria as experiências que chegam, enfrentando-as com os meios materiais e espirituais ao nosso alcance.

A confiança não elimina imediatamente os obstáculos, mas impede que atravessemos a prova sem direção e esperança. Amparados pela oração e pelo esforço consciente, podemos extrair da dificuldade maior compreensão da vida.

Que saibamos enfrentar as aflições com serenidade, buscar o auxílio necessário e transformar cada prova em oportunidade de fortalecimento, aprendizado e amor. Paz e luz.

Reflexão desenvolvida por Osmar Lima do Amorim com o auxílio do ChatGPT, ferramenta de inteligência artificial da OpenAI, e revisada antes da publicação.

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