PALAVRAS - (FALAR COM CONSCIÊNCIA PARA CONSTRUIR O BEM)

"'Da mesma boca procede bênção e maldição.' - (TIAGO, 3:10.) 

Nunca te arrependerás: 

De haver ouvido cem frases, pronunciando simplesmente uma ou outra pequena observação. 

De evitar o comentário alusivo ao mal, qualquer que seja. 

De calar a explosão de cólera. 

De preferir o silêncio nos instantes de irritação. 

De renunciar aos palpites levianos nas menores controvérsias. 

De não opinar em problemas que te não dizem respeito. 

De esquivar-te a promessas que não poderias cumprir. 

De meditar muitas horas sem abrir os lábios. 

De apenas sorrir sempre que visitado pela desilusão ou pela amargura. 

De fugir à reclamações de qualquer natureza. 

De estimular o bem sob todos os prismas. 

De pronunciar palavras de perdão e bondade. 

De explanar sobre o otimismo, a fé e a esperança. 

De exaltar a confiança no Céu. 

De ensinar o que seja útil, verdadeiro e santificante. 

De prestar informações que ajudem os outros. 

De exprimir bons pensamentos. 

De formular apelos a fraternidade e à concórdia. 

De demonstrar benevolência e compreensão. 

De fortalecer o trabalho e a educação, a justiça e o dever, a paz e o bem, ainda mesmo com sacrifício do próprio coração. 

Examina o sentido, o modo e a direção de tuas palavras, antes de pronunciá-las. 

Da mesma boca procede bênção ou maldição para o caminho."

Texto extraído do livro Vinha de Luz, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel, FEB/RJ, item 179, p. 185.  
Imagem: Pinterest

REFLEXÕES A PARTIR DA MENSAGEM

As palavras exteriorizam o que cultivamos interiormente e podem converter-se em instrumentos de consolo e orientação ou em causas de conflito e sofrimento

A fala é uma das maiores possibilidades de comunicação que recebemos. Por meio dela, ensinamos, esclarecemos, confortamos e fortalecemos. Contudo, quando utilizada sem reflexão, também pode ferir, alimentar discórdias e produzir consequências difíceis de reparar.

Ao recordar que da mesma boca procedem bênção e maldição, a mensagem de Emmanuel convida-nos a examinar não apenas aquilo que falamos, mas também o modo, a intenção e o momento em que nossas palavras são pronunciadas.

A prudência antes da palavra

Ouvir mais e falar com equilíbrio não significa ausência de opinião. Significa conceder à consciência o tempo necessário para avaliar se determinada manifestação é verdadeira, útil e oportuna.

Nos instantes de irritação, o silêncio pode impedir que uma emoção passageira produza uma ferida duradoura. Uma palavra pronunciada sob o domínio da cólera pode atingir pessoas que amamos e comprometer relações construídas durante anos.

Isso não quer dizer que devamos reprimir indefinidamente os sentimentos. Silenciar no momento da exaltação pode ser apenas a primeira providência; depois que a serenidade retorna, podemos dialogar com clareza, estabelecer limites e procurar soluções.

Também existem situações em que o silêncio se torna omissão, especialmente diante da injustiça, do abuso ou de um perigo. Nesses casos, falar pode representar dever moral. Ainda assim, é possível defender a verdade e proteger alguém sem recorrer à humilhação, à agressividade ou à vingança.

A prudência não nos impede de falar. Ela nos ensina a escolher palavras capazes de esclarecer sem destruir.

A palavra como serviço

Emmanuel apresenta diversas maneiras de transformar a fala em bênção: pronunciar palavras de perdão e bondade, estimular a fé e a esperança, transmitir informações úteis e formular apelos à fraternidade.

Nem sempre conseguiremos resolver o problema de quem nos procura, mas podemos evitar o agravamento de sua dor. Uma palavra acolhedora pode restituir coragem; uma orientação responsável pode prevenir um erro; um pedido sincero de desculpas pode iniciar a reconciliação.

A comunicação fraterna também exige compromisso com a verdade. O otimismo cristão não consiste em negar dificuldades ou oferecer promessas que não podemos cumprir. Consiste em reconhecer a realidade sem retirar do outro a esperança e a confiança em suas possibilidades de superação.

Nas conversas presenciais e nos ambientes digitais, a responsabilidade é a mesma. Antes de divulgar uma notícia, repetir uma acusação ou comentar a vida alheia, convém verificar a informação e considerar seus possíveis efeitos. Compartilhar impensadamente uma falsidade também nos torna participantes de suas consequências.

Nossa palavra revela o conteúdo que escolhemos alimentar. Se desejamos falar com mais bondade, precisamos cultivar pensamentos mais serenos, sentimentos mais compreensivos e maior respeito pelas pessoas.

Para refletir

  1. Minhas palavras costumam aliviar as dificuldades ou acrescentar novos pesos à vida dos outros?

  2. Sei aguardar a serenidade antes de falar nos momentos de irritação?

  3. Em que situação preciso substituir o silêncio omisso por uma palavra firme, respeitosa e construtiva?

Reflexão final

Não controlamos todas as interpretações que os outros darão ao que dizemos, mas somos responsáveis pela intenção, pelo cuidado e pela clareza com que nos expressamos.

A palavra construtiva não precisa ser eloquente. Muitas vezes, uma frase simples, pronunciada com sinceridade e no momento adequado, realiza mais do que longos discursos.

Aprender a falar também significa aprender a ouvir, reconhecer enganos, pedir desculpas e corrigir aquilo que comunicamos indevidamente. Esse exercício diário educa nossas emoções e melhora a convivência.

Que saibamos transformar a palavra em expressão de verdade, bondade e esperança, empregando-a para esclarecer consciências, aproximar corações e fortalecer o bem em todos os caminhos. Paz e luz.

Reflexão desenvolvida por Osmar Lima do Amorim com o auxílio do ChatGPT, ferramenta de inteligência artificial da OpenAI, e revisada antes da publicação.

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