terça-feira, 30 de junho de 2020

O HOMEM DESPERTO NOS MUNDOS SUPRAFÍSICOS (PARTE FINAL)

Corpo Espiritual | Orbium Coelestium"Não é possível enumerar, nem muito menos descrever, a dilatadíssima variedade dos habitantes do mundo astral, e a esta multidão se junta, para maior confusão do neófito, a contínua mudança das formas mentais e a representação também mental, porém, revestida de matéria astral, de cenas, panoramas, quadros e lugares, tal como o vulgo das diferentes religiões os concebeu e lhe ensinou a conceber durante sua vida terrena. Porque ao despertar pela primeira vez no mundo astral, pode enganar-se quem esteja a ver a plasmação objetiva de seus próprios pensamentos, confirmando-lhe assim os erros que sustentou na terra. Assim é que enquanto o homem se familiariza com o mundo astral e pode por ele atuar em todos os subplanos tão livremente como no mundo físico, se lhe oferece à sua atividade uma obra utilíssima no ensino e guia dos recém-chegados ao mundo astral, explicando-lhes o que são e como hão de se portar, e também podem auxiliar com sua inspiração aos moradores da terra, protegendo-os contra os acidentes e servindo-lhes de guarda e amparo.

Muito embora o mundo astral seja muito mais diverso que o físico, está igualmente regido por leis naturais. As observações que em uma região do mundo astral são fiéis e verdadeiras, podem falhar em outra região diferente, do mesmo modo que diferem no mundo físico as efetuadas na zona glacial dos trópicos; nem tampouco definiria os bosques da Inglaterra a descrição dos do Brasil ou da Colômbia.

Diz-se que o homem está 'desperto' no mundo astral, quando é capaz de valer-se de seu corpo astral como veículo operante de sua consciência, quando observa, discerne e recorda os fenômenos astrais, como qualquer de nós pode observar, discernir e recordar os fenômenos do mundo físico. O homem desperto no astral não fala nem escreve deste mundo pelo que ouve dizer dele, como poderíamos falar ou escrever sobre um país cuja descrição houvéssemos lido, mas fala e escreve sobre o mundo astral, como poderia fazer um viajante que tivesse percorrido pessoalmente um país. Daí a nota de sincera e natural observação que se verifica nos livros escritos por teósofos que, dirigidos pelos seus instrutores, percorrem os mundos astral e mental, aprendendo a observar, comparar e comprovar. Os desconhecedores da Teosofia revestem de presunção quimérica a sinceridade das descrições dos mundos astral e mental; mas, quem as ler não deve considerá-las de modo algum como revelações, e sim como relatos de viagens, e quando durante o sono de seu corpo físico vá ao mundo astral, e se bem que não esteja consciente, tenha desta região do universo vislumbres que ao despertar lhe pareçam sonho, a leitura de tais livros o ajudará a compreender o porquê de tais vislumbres. Além disso, como sabe que depois da morte física haverá de passar pelo mundo astral, procederá com prudência lendo-os enquanto estiver na terra, como poderia ler a descrição geográfica de um país que quisesse visitar. Não há necessidade que acredite no que dizem tais livros, pois, quando se encontrar no mundo astral, depois da morte, lembrar-se-á de tudo quanto leu na vida física, e não ficará tão exposto aos desvios nem se considerará tão estranho naquele mundo. Deve ter em conta que, tanto acredite como não, os efeitos são os mesmos, e se é verdade o que leu nos livros não se escandalizará quando o comprovar experimentalmente, ao passo que se for falso ou se tiver tergiversado, reconhecerá a verdade."

(Annie Besant - A Vida do Homem em Três Mundos - Ed. Pensamento, São Paulo - p. 73/75)

quinta-feira, 25 de junho de 2020

O HOMEM DESPERTO NOS MUNDOS SUPRAFÍSICOS (1ª PARTE)

O SER ELEMENTAL GUARDIÃO DO CORPO FÍSICO | Fraternidade Branca"Quando o homem chega à madureza necessária para entrar numa etapa de evolução mais adiantada, seus corpos astral e mental estão perfeitamente organizados, e não tarda em atuar conscientemente no mundo astral e depois no mundo mental. Então, vê em realidade objetiva o que antes lhe parecia sonho e se comunica positivamente com os seus inimigos e amigos de além-túmulo, pois uns e outros vivem igualmente em seus corpos astrais, muito embora ele volte ao corpo físico quando 'desperta de seu sono', e os outros já não possuem o corpo físico. Isso lhe vem por completo 'objetivamente' e a comunicação é até mais livre e perfeita que na vida terrestre, ao passo que para ele é também objetiva enquanto o seu corpo físico dorme; porém lhe parece sonho sua consciência vigílica. 

Geralmente, um homem assim disposto, é 'despertado' no mundo astral, isto é, tornado consciente neste mundo, por alguém que compreende ser ele útil ali, e por este fato guia-o nos primeiros atos. Porém, o homem que deixa o corpo físico pelo exercício de sua própria vontade o deixa com plena consciência e conhece por conseguinte tudo que o rodeia no mundo astral. Então, utiliza o corpo astral por veículo, em vez de utilizar o corpo físico, tornando-se capaz de estudar os fenômenos do mundo astral tão claramente como quando em seu corpo de carne e osso estuda os fenômenos do mundo físico, muito embora possa também, como nesse mundo, enganar-se, incorrer em erros, deixar-se levar pelas aparências, crer nas falácias de outras entidades e equivocar-se em seus juízos e observações. Em semelhantes circunstâncias, os pensamentos que emite toma forma e ele os vê como se fossem seres estranhos a ele, arriscando-se a enganar-se com suas próprias ideias, que lhe parecerão sugeridas por outrem. Daí a necessidade de um guia experiente nos fenômenos astrais, que o intime a observar e estudar, como o faz na terra um preceptor quando seu discípulo começa a estudar uma nova ciência. 

Depois adquire assim o conhecimento do mundo astral e de sua imensa variedade e condições de seres viventes, do mesmo modo que em determinado tempo conheceu o mundo físico. Encontra ali toda a classe de seres humanos com o corpo astral como roupagem externa. Ali estão os tipos anormais de suicidas e vítimas de acidentes, dos réus executados, dos criminosos e dos perigosos elementais, dos ébrios impenitentes, dos libertinos, todos eles com seu corpo astral composto das mais grosseiras partículas dessa matéria. Também moram no referido mundo as entidades cuja repugnância da terra os move a tentar aos homens mundanos e induzi-los à perpetração de toda classe de crimes. Igualmente habitam ali animais em corpo astral e embrionário corpo mental, assim como diversas categorias de espíritos da natureza, chamados também kama-devas ou elementais ²² a quem estão confiadas a operação das leis naturais e a vigilância e evolução dos reinos vegetal e animal. De outro lado, em subplanos superiores existe no mundo astral devas relacionados com os interesses humanos, que atuam em corpo astral, e supra-homens que às vezes estão e outras não estão vivendo em corpo físico, durante suas horas de vigília. (...)"

²². Convém distinguir entre elementais e elementares. Os primeiros ou espíritos da natureza (gnomos, fadas, sílfides, ondinas e salamandras) são inofensivos e nenhum recusa a companhia do homem. Os segundos são entidades malígnas e agressivas, tentadoras, simbolizadas no demônio do Cristianismo. (N. do T.)

(Annie Besant - A Vida do Homem em Três Mundos - Ed. Pensamento, São Paulo - p. 71/73)

terça-feira, 23 de junho de 2020

O VERDADEIRO SONHO

Descubra o Verdadeiro Significado dos Sonhos"Pode sonhar que viu um inimigo ou um amigo, ou que visitou um país estrangeiro, e tais casos são experiências positivas do mundo astral, segundo compreendermos mais perfeitamente ao tratarmos do êxtase. Às vezes durante o sonho resolvemos problemas ou tomamos decisões que ao despertar vemos com toda a clareza embora não a tomemos como avisos ou advertências recebidas, porque o homem comum não é consciente do que lhe sucede no mundo astral enquanto dorme seu corpo físico. Não obstante, sua consciência atua então mais livremente com relação a qualquer questão de índole mental ou emocional, pelo fato de não estar entorpecida pela pesada matéria física, daí resolvê-la com maior facilidade. Também por um esforço de vontade realizado antes de entregar-se ao sono, pode focar sua atividade volitiva em qualquer pessoa, como força motora para encontrá-la e vê-la no mundo astral, com ela comunicando-se livremente.

Da força de sua vontade e da receptividade de seu cérebro físico dependerá o poder de impressionar ou não, de recordar ou não, quando desperto, o que ocorreu no mundo astral. Se o recorda dirá que sonhou.

Quem deseje exercitar esta linha de memória deve dispor de papel e lápis colocando-os junto à cama para escrever imediatamente o que recordar, antes de despertar completamente, pois que as recordações vívidas no momento de abrir os olhos desaparecem ao cabo de alguns minutos. No mundo astral o homem pode receber ensinamentos que se vão infiltrando pouco a pouco na mente sem recordação alguma das circunstâncias em que os recebe."

(Annie Besant - A Vida do Homem em Três Mundos - Ed. Pensamento, São Paulo - p. 70/71)