terça-feira, 25 de dezembro de 2012

A ARTE ESPIRITUAL DO RELAXAMENTO


“Os adeptos da cultura física, os entusiastas da saúde e os instrutores espirituais falam, todos, a respeito do relaxamento. Entretanto, muito poucas pessoas compreendem o que seja realmente o relaxamento perfeito do corpo e da mente, ou como alcançar esse relaxamento.

Assim como um automóvel parado com o motor ligado consome energia, também na realidade, mesmo que estejam dormindo, sentadas ou deitadas, muitas pessoas permanecem sob tensão parcial (baixa, média ou alta) de acordo com o grau de seu nervosismo mental. Essas pessoas estão, desse modo, consumindo energia, mesmo que seus corpos estejam aparentemente em repouso.

Numa hora em que você esteja sentado ou deitado e se sinta completamente descontraído, faça este teste após expelir o ar: mande alguém erguer um pouco suas mãos ou pés e deixá-los cair. Se seus membros caírem produzindo impacto, sem nenhum esforço involuntário da sua parte para baixá-los gradualmente, então você está descontraído.

A qualquer momento em que esteja cansado ou aborrecido, contraia todo o corpo e, em seguida, relaxe expelindo o ar dos pulmões, e você ficará tranqüilo. Quando só ocorrer uma tensão baixa ou parcial antes da descontração, nem todas as tensões serão removidas, mas quando a tensão for alta, de modo que você vibre com energia e então relaxe ou descontraia rapidamente, você alcançará o relaxamento perfeito.”

(Paramahansa Yogananda – Paz interior – Ed. Self-Realization Fellowship – p. 43/45)


TENTE TER A EXPERIÊNCIA DE SUAS CONVICÇÕES ESPIRITUAIS


“A prática da religião chegou a um ponto em que muito pouca gente tenta tornar suas concepções espirituais uma questão de experiência. (...) A maior parte fica satisfeita com o que leu acerca da Verdade sem jamais tê-la experimentado.

Quando você tenta experimentar suas convicções espirituais, começa a abrir-se um outro mundo para você. Não viva com um falso senso de segurança, crendo que está salvo porque ingressou em uma igreja. Você próprio tem de fazer o esforço para conhecer Deus. Sua mente pode ficar satisfeita com o fato de que você seja muito religioso, mas, a menos que sua consciência seja satisfeita pelas respostas diretas às suas orações, nenhuma quantidade de religião formal poderá salvá-lo. Que vantagem há em orar a Deus se Ele não responde? Por difícil que seja obter a resposta Dele, isto pode ser feito. Para garantir que afinal chegará ao céu, você precisa submeter à prova o poder de suas orações até que se torne eficazes.”

(Paramahansa Yogananda – No Santuário da Alma – Self-Realization Fellowship – Ed. Lótus do Saber, Rio de Janeiro – p. 29/30)


TUDO É DEUS - VEM DE DEUS E VAI PARA DEUS


“Não sei como o mundo vive sem essa comunhão com Deus. Pode acontecer, com razão, que o mundo seja abatido de tal forma que se veja forçado a pensar em Deus. Entretanto, até isso será bom porque, em última análise, não faz diferença como somos submetidos à presença do Senhor, contanto que estejamos diante Dele.

Portanto, nunca lamente o que acontece com você. Nunca se sinta derrotado por qualquer circunstância de sua vida. Sempre faça um esforço para pensar: “Senhor, tenho fé em que nenhuma provação ou experiência chega sem Tua permissão. Com Tua bênção, sei que tenho a força dentro de mim para suportar qualquer coisa que suceda.” Mesmo que sua tarefa pareça sobre-humana, lembre-se de que o Divino está simplesmente esticando a fita elástica de sua consciência, expandindo sua capacidade potencialmente infinita.

Com essa atitude de fé e renúncia, aprendemos a enfrentar este mundo com um só pensamento encorajador: “Tu, Senhor: Tu, Tu, Tu”. O devoto sente-se parte de Deus de tal modo que relaciona toda experiência com Deus. Esteja ele envolvido em assuntos mundanos, ocupado no escritório, expressando amor pela esposa, esposo ou filhos, percebe que tudo é Deus – vem de Deus e vai para Deus.

Quando a pessoa tem essa sagrada atitude com a qual se esforça para ver Deus em seu relacionamento com o marido, a mulher, os filhos, os irmãos e as irmãs, e sabe que é possível ver uma outra faceta da natureza divina em cada relacionamento, ela começa a ver que vive, move-se e existe no único Amado Divino.

Tal é o propósito da vida, o objetivo de todo o ser humano. Ao nos apegarmos à consciência de Deus à medida que passamos por todas as experiências que a vida nos traz, uma vez mais vemos a nós e a cada um ao nosso redor como partes do Todo Infinito. Então a liberdade é nossa.”

(Sri Daya Mata – Só o Amor – Ed. Self-Realization Fellowship – p. 22/23)