quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

DESPERTE A COMPAIXÃO QUE EXISTE EM VOCÊ

"Como temos naturalmente a compaixão em nós e é necessário que este sentimento se manifeste, devemos despertá-la.

A violência contra uma pessoa inocente, por exemplo, pode nos indignar, escandalizar e, desta forma, ajudar-nos a descobrir a compaixão.

Até a exibição constante de violência pela televisão pode servir para manter-nos em estado de alerta.

Entretanto, é muito perigoso quando a exposição excessiva à violência acaba nos levando à indiferença.

Portanto, um dos pontos cruciais de nossos ensinamentos é como chegar ao desprendimento sem cair na indiferença."

(Dalai-Lama - O Caminho da Tranquilidade - Ed. Sextante, Rio de Janeiro - p. 74)
http://www.esextante.com.br/


SIGNIFICADO DE RESPONSABILIDADE

"Temos que começar a gostar de trabalhar. O homem que sai e dorme na praça, que não tem responsabilidades e não se interessa por ninguém mais, não é o ideal. Fomos de um extremo a outro. Temos de aprender a ser seres humanos responsáveis. Isso é o que Deus espera de nós. 

"Ser responsável" significa expressar o que somos - todas aquelas qualidades que têm relação com a alma. E quando começamos a fazer isso, então estamos vivendo neste mundo como Deus planejou que o homem vivesse. Realizamos todas as nossas ações com a mente fixa Nele. 

Como na história de Sukadeva e Rei Janaka, aprenda a manter a atenção constantemente no óleo da percepção divina enquanto cumpre todos os seus deveres neste mundo.* Mova-se na vida, cumprindo - não evitando! - todos os deveres que Deus lhe envia cada dia. Use-os como uma oferenda a Ele: "Meu Senhor, não posse Te dar ouro. Não posso Te dar sabedoria. Não há nada que eu possa Te dar, pois já tens tudo. O que posse Te dar, meu Senhor? Posso Te dar meu humilde serviço, todos os dias de minha vida. Onde quer que eu possa plantar as sementes das boas intenções, onde quer que eu possa ser um pacificador, onde quer que eu possa falar construtivamente, onde quer que eu possa fazer algum bem, ali não estou servindo a mim - estou servindo a Ti."

* Para testá-lo antes de aceitá-lo como discípulo, o grande santo Rei Janaka exigiu que o jovem Sukadeva percorresse o palácio carregando na palma da mão uma lamparina de azeite completamente cheia. A condição para passar no teste era que Sukadeva observasse minuciosamente (e depois relatasse ao rei) todos os detalhes de cada sala do palácio, sem derramar uma gota do azeite. 

(Sri Daya Mata - Só o Amor - Self-ealization Fellowship - p. 140/141)


terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

O FILHO PRÓDIGO

"A DOR FOI A SALVAÇÃO do filho pródigo.

Ele mesmo me contou:

- Sangraram-me os pés pelo muito que vaguei. Para trás ficaram caminhos e ilusões. Ficaram perdidos nos milênios, nos reinos, nas aldeias, albergues e mercados...

Do sangue de meus pés ficaram marcadas as pedras e a poeira. Meu rosto chorou onde passavam os porcos.

Naquelas mesmas estalagens onde, rico e forte, alegrei amigos, depois, desgraçado, passei fome, enquanto via os outros comerem.

O tinir de minhas moedas - as que me dera meu Pai - atraíra companhias prazerosas. Estas, depois, me viraram as costas, quando, em vez de moedas, lágrimas me restavam. Ficou-se somente a companhia da dor.

Dos subterrâneos de minha indigência, quase em desespero, consegui ainda ver uma luz.

Era a saudade de meu Pai. A reminiscência do Lar. Era o que Eu sou e me esquecera de ter sido.

Foi o extremo da desgraça que me descerrou os olhos, e me deixou ver novamente a luz: Convite - Esperança - Desafio - Salvação.

Revolvi-me na lama da servidão.

Rebelde e chorando, lutei.

E quantas vezes caí vencido!

E quantas vezes o charco me abraçou a convencer-me de que eu era dele! 

E quantas vezes minhas feridas sangraram com o atrito das correntes!

Mas, crescia em mim o apelo da Luz, do reencontro...

As correntes já ficaram no charco.

Eu volto para onde os milênios me viram nascer.

Bendita dor que me abriu o caminho das estrelas!"

(Hermógenes - Mergulho na Paz - Ed. Nova Era, Rio de Janeiro - p. 114/115)
http://www.record.com.br/livro_sinopse.asp?id_livro=15991