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Mostrando postagens com o rótulo dor

OS OUTROS

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"Cap. XIII – Item 13  Dizes trazer o deserto no coração; entretanto, pensa nos outros.  Muitos pisam teus rastros, procurando-te as mãos no grande vazio...  Pára um pouco e perceberá a presença nas sombras da reta guarda.  Enquanto gritas a própria solidão, compreenderás que a voz deles está morrendo na garganta, através de longos gemidos.  Volta-te e vê.  Compara os teus braços robustos com os ossos descarnados que ainda lhe servem de suporte às mãos tristes em que os dedos mirrados são espinhos de dor. Enxuga o teu pranto e observa os olhos fatigados que te contemplam... Falam-te a história de esperanças e sonhos que o tempo soterrou na areia da frustração. Referem-se ao frio cortante do lar perdido e à agonia da ramagem nas trevas...  Pára e compadece-te.  Deixa que respirem, ainda mesmo por um momento só, no calor de teu hálito.  Quem poderá medir a extensão da grandeza de uma simples semente, caída na terra que o arado martirizou...

DECULPAR

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"' Jesus lhe disse: Não te digo até sete, mas até setenta vezes sete' (Mateus, 18:22.)   Atende ao dever da desculpa infatigável diante de todas as vitimas do mal para que a vitória do bem não se faça tardia.  Decerto que o mal contará com os empreiteiros que a Lei do Senhor julgará no momento oportuno, entretanto, em nossa feição de criaturas igualmente imperfeitas, suscetíveis de acolher-lhe a influência, vale perdoar sem condição e sem preço, para que o poder de semelhantes intérpretes da sombra se reduza até a integral extinção.  Recorda que acima da crueldade encontramos, junto de nós a ignorância e o infortúnio que nos cabe socorrer cada dia.  Quem poderá, com os olhos do corpo físico, medir a extensão da treva sobre as mãos que se envolvem no espinheiral do crime? Quem, na sombra terrestre, distinguirá toda a percentagem de dor e necessidade que produz o desespero e a revolta.  Dispõe-te a desculpar hoje, infinitamente, para que amanhã sejas...

FAZER LUZ

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" 'Acolhei o que é débil na fé, não, porém, para discutir opiniões'. Paulo . ( Romanos, 14:1 ) . Indubitavelmente, nem sempre a fé acompanha a expansão da cultura, tanto quanto nem sempre a cultura consegue altear-se ao nível da fé. Um cérebro vigoroso pode elevar-se a prodígios de cálculo ou destacar-se nos mais entranhados campos da emoção, portas a dentro dos valores artísticos, sem entender bagatela de resistência moral diante da tentação ou do sofrimento. De análogo modo, um coração fervoroso é suscetível das mais nobres demonstrações de heroísmo perante a dor ou da mais alta reação contra o mal, patenteando manifesta incapacidade para aceitar os imperativos da perquirição ou dos requisitos do progresso. A Ciência investiga. A Religião crê. Se não é justo que a Ciência imponha diretrizes à Religião, incompatíveis com as suas necessidades do sentimento, não é razoável que a Religião obrigue a Ciência à adoção de normas inconciliáveis com as suas exigências do raciocí...

BÊNÇÃO DE SOL

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" '... Nem haja alguma raiz de amargura que, brotando, nos perturbe e, por meio dela, muitos sejam contaminados '. Paulo . ( Hebreus, 12:15 ) . É razoável estejamos sempre cautelosos a fim de não estendermos o mal ao caminho alheio. Os outros colhem os frutos de nossas ações e oferecem-nos, de volta, as reações consequentes. Daí, o cuidado instintivo em não ferirmos a própria consciência, seja policiando atitudes ou selecionando palavras, para que vivamos em paz à frente dos semelhantes, assegurando tranquilidade a nós mesmos. Em muitas circunstâncias, contudo, não nos imunizamos contra os agentes tóxicos da queixa. Superestimamos nossos problemas, supomos nossas dores maiores e mais complexas que as dos vizinhos e, amimalhando o próprio egoísmo, cultivamos indesejável raiz de amargura no solo do coração. Daí brotam espinheiros mentais, suscetíveis de golpear quantos renteiam conosco, na atividade cotidiana, envenenando-lhes a vida. Quantas sugestões infelizes teremos coa...

MOTIVOS DE RESIGNAÇÃO

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"12. Por estas palavras: Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados , Jesus indica, ao mesmo tempo, a compensação que espera os que sofrem e a resignação que abençoa o sofrimento como prelúdio da cura. Essas palavras também podem ser traduzidas assim: deveis considerar-vos felizes por sofrerdes, porque as vossas dores deste mundo são o pagamento da dívida das vossas faltas passadas, e essas dores, quando suportadas pacientemente na Terra, vos poupam séculos de sofrimentos na vida futura. Deveis, pois, sentir-vos felizes por Deus haver reduzido a vossa dívida, permitindo que a saldeis agora, o que vos garantirá tranquilidade no futuro. O homem que sofre é semelhante a um devedor de grande quantia, a quem o credor diz: 'Se me pagares hoje mesmo a centésima parte do teu débito, dar-te-ei a quitação do restante e ficarás livre; se não o fizeres, eu te perseguirei até que pagues o último centavo'. O devedor não se sentiria feliz por suportar toda espécie de privações ...

A ARTE DA ACEITAÇÃO

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"'O homem pode abrandar ou aumentar a amargura das suas provas pela maneira que encara a vida terrestre...' '... contentar-se com sua posição sem invejar a dos Outros, de atenuar a impressão moral dos reveses e das decepções que experimenta; ele haure nisso uma calma e uma resignação...' (Capítulo 5, item 13.) Aceitar nossa realidade tal qual é representa um ato benéfico em nossa vida. Aceitação traz paz e lucidez mental, o que nos permite visualizar o ponto principal da partida e realizar satisfatoriamente nossa transformação interior . Só conseguimos modificar aquilo que admitimos e que vemos claramente em nós mesmos, isto é, se nos imaginarmos outra pessoa, vivendo em outro ambiente, não teremos um bom contato com o presente e, consequentemente, não depararemos com a realidade. A propósito, muitos de nós fantasiamos o que poderíamos ser, não convivendo, porém, com nossa pessoa real. Desgastamos dessa forma uma enorme energia, por carregarmos constantemente uma s...

AFLIÇÃO

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" 'Olhai por vós mesmos'.- JOÃO (II João, 1:8.).  Cada criatura retorna à terra com a aflição que lhe diz respeito às lides regeneradoras.  Aflição que nos expressa o passado renascente ou nos define o débito atuante na Contabilidade Divina . Aqui, é a enfermidade, que o tempo trará inevitável, quando precisa, ao campo de nossos impulsos inferiores.  Ali, é a condição social, repleta de espinhos, em que se nos ajustarão as diretrizes e os pensamentos.  Acolá, é o templo doméstico, transformado em cadinho de angustiosos padecimentos, caldeando-nos emoções e ideias, para que a simplicidade nos retome a existência.  Além, é a tarefa representativa em que o estandarte do bem comum exige de nós os mais largos testemunhos de compreensão e renúncia, reclamando-nos integral ajustamento à felicidade dos outros, antes de cogitar de nossa própria felicidade.  Em toda parte, encontra a criatura a aflição quando vista por ensinamento bendito, propondo-lhe as mai...

MELANCOLIA

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" Entrevistado : Sinto uma tristeza profunda! Sou muito fraca e indefesa; estou aqui para você solucionar meu conflito! Sentimentos depressivos envolvem-me repentinamente, tornando-me incapaz de vencer esse estado de alma. Evito a companhia de outras pessoas, pois estou dominada por um desespero insuportável. Por mais que use argumentos racionais e lógicos, permaneço sem condições de reverter esse quadro sombrio. Tenho tudo para ser feliz, mas, infortunadamente, a ideia de suicídio não me sai da mente. Será que viver assim vale a pena? Sugestões para o entrevistador: Tudo que nos acontece é uma mensagem da Vida Mais Alta tentando equilibrar nosso mundo interior. Se desejamos sair do circuito do desespero e ir gradativamente resolvendo dificuldades e conflitos, comecemos por compreender que a nossa existência é controlada por uma Fonte Divina - perfeita e harmônica - cuja única intenção é somente a evolução das criaturas. Reconheço que as dores íntimas são como prelúdios de um vi...

DEPRESSÃO

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" É preciso saber lidar com nossas emoções; não devemos nos censurar por senti-las, mas sim julgar a decisão do que faremos com elas. Reparação é o ato de compensar ou ressarcir prejuízos que causamos, não apenas aos outros mas também a nós mesmos, através de posturas inadequadas e injustas. Necessitamos reparar as atitudes desonestas que tivemos perante nós mesmos, para ressarcir-nos dos abalos que promovemos contra nossas próprias convicções e para compensar-nos da deslealdade com nosso modo de ser e com nossos valores íntimos. Devemo-nos conscientizar do quanto estivemos abrindo mão de nossos sentimentos, pensamentos, emoções e necessidades em favor de alguém, somente para receber aprovação e consideração. Quantas vezes asfixiamos e negamos nossas emoções diante de acontecimentos que nos machucaram profundamente. Relegar essa parte de nós e ignorá-la pode se tornar um tanto desagradável e destrutivo em nossas vidas. Viver o direito de sentirmos nossas emoções equivale a ser hon...

CHORADEIRA E DOR (MORTE)

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"Choradeira e dor. Eliminadas estas errôneas concepções preliminares a respeito da morte, e conhecidos os fatos reais inerentes a ela, logo se verifica quão insensata e indesejável é a choradeira que geralmente a envolve. Todos os grotescos e pesados lutos, variáveis como o figurino da moda, não são apenas os concomitantes de um absurdo anacronismo, mas um ignóbil legado das superstições medievais, e com o exagerado pesar que tão infantilmente visam tipificar, constituem um erro fatal, nascido da mais grosseira ignorância e incredulidade. Se um cristão crê firmemente que seu amado morto está gozando da presença de Deus, não deveria vestir-se de luto, e sim, de gala, como faz o verdadeiro teósofo, consciente de que o morto passou para uma vida superior e mais feliz no plano astral, e está a caminho de outra ainda mais gloriosa no mundo celeste. Todavia, não apenas o pesar inconsiderado pela morte de um parente é filho da ignorância e acumula grandes e desnecessários sofrimentos, ma...

PERDA

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" São compreensíveis as lamentações e os pesares, o pranto e os suspiros, pois o ser humano passa por processos psicológicos de adaptação e de reajuste às perdas da vida. ' Preciso é que tudo se destrua para renascer e se regenerar. Porque, o que chamais destruição não passa de uma transformação, que tem por fim a renovação e melhoria dos seres vivos. ' Nascer e morrer fazem parte de um fenômeno comum e necessário. Tudo nasce, tudo se desenvolve, mas tudo se definha. Sempre há um tempo de partir. A morte na Terra é o término de uma existência física, é a passagem do ser infinito para uma nova forma existencial. Ela é um interlúdio, ou seja, um intervalo entre as diversas transformações da vida, a fim de que a renovação e a aprendizagem se estabeleçam nas almas, ao longo da eternidade. Morrer não é uma perda fatal, não é um mal, é um essencial processo de harmonização da Natureza. Durante quanto tempo lamentaremos o passamento de um ser amado? Dependerá de como estamos prep...

O DESEJO CÓSMICO

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"Esta vida, uma mistura de prazer e dor, é como a superfície tranquila de um rio profundo por baixo do qual uma poderosa corrente avança impetuosamente. Calmamente dia sucede dia, e viajamos do nascimento à morte, inconscientes de que o tempo todo estamos sendo levados adiante, não segundo nossa volição, mas segundo a impetuosa necessidade de um desejo cósmico. Este anelo cósmico é inseparável de todas as formas que corporificam uma vida. Sob seu impulso, o mineral no invólucro rochoso está indócil com desejo; impelido por esse desejo, a nebulosa dá origem a sistemas estelares. Todas as coisas que vivem, mineral, vegetal e animal, homem, anjo e arcanjo estão sujeitas a este ardente desejo; pois ele flui como uma corrente invisível através de tudo que eles pensam e sentem. Ele dota os homens de uma irresistível qualidade de conquista; eles não sabem que quem conquista é o desejo cósmico, e não eles. O homem cruel, que esmagando os fracos, atinge o ápice, somente o faz porque a resi...

CAMINHOS

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"Uma senhora me conta que a filha, que era muito irresponsável, encontrou-se numa religião e melhorou radicalmente sua conduta. Que bom quando a pessoa encontra seu caminho! As coisas começam a se ajeitar, começa a haver mais respeito por si e pelos outros, pelos amigos e parentes, filhos e pais. Passamos então a reparar mais nas coisas simples da vida: a espiritualidade, a natureza, os animais, as crianças... Porém, o jeito que ocorre conosco e nos leva a mudar pode não ser o melhor para o outro. Não existem receitas prontas, embora possa haver sintonias, afinidades. Daí, o respeito pelos vários caminhos que podem conduzir ao autoconhecimento. Podemos chegar ao nosso caminho pela dor ou pela sabedoria; às vezes por uma dificuldade ou por uma religião, através de um serviço, uma profissão, uma pessoa, um livro ou uma intuição. Deixamos, assim, de nos ver como centro do universo e aprendemos, aos poucos, a nos ver como irmãos. A ideia da fraternidade passa a ter sentido e se torna ...

DEPENDÊNCIA

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" A capacidade de amar está presente na alma humana, mas, para que floresça, exige maturação da consciência, isto é, 'aprimoramento dos sentimentos'. A maioria das criaturas foi educada ouvindo fábulas e mitos do amor romântico. Os tabus sexuais, as velhas estruturas familiares, as normas tradicionais do matrimônio, consideradas 'virtudes femininas', estabeleceram, na formação educacional das mulheres, todo um comportamento de dependência em relação aos homens. Elas centraram suas vidas em outros indivíduos, preocupadas em receber proteção e cuidados, e destruíram, com o tempo, suas vocações e aptidões mais íntimas. ' São iguais perante Deus o homem e a mulher (...) outorgou Deus a ambos a inteligência do bem e do mal e a faculdade de progredir. ' Muitos acreditaram que o amor seria somente despertado por uma 'varinha de condão' ou por uma 'flecha do cupido' que, ao tocá-los, acordasse das profundezas de seu inconsciente um sentimento há mui...

PACIÊNCIA E RESILIÊNCIA

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"A primeira dor que angustia o ser humano é a dor da expectativa frustrada, o que foi planejado não se cumpriu de acordo com o desejado, pois isso nos fere profundamente. O indivíduo traça um plano e subitamente as circunstâncias, a conjuntura, mudam tudo. Outra dor que incomoda profundamente o ser humano é lidar com a incerteza da vida, da morte; lidar com a incerteza no relacionamento, na questão econômica também desagradam. Sem embargo, a vida é feita de incertezas, e muitas vezes sofremos com isso. Para lidar com a dor da decepção e com a incerteza nós precisamos de paciência e resiliência. Inicialmente, é importante distinguir preocupação de ocupação. O primeiro aspecto a ser destacado é quanto à preocupação, que não precisa necessariamente ser ruim, pois algumas são produtivas. Por exemplo, diante de um mal-estar é prudente consultar um médico. Por outro lado, devemos ter em mente que somente o desassossego não resolve problema. A inquietação é um alarme que soa para nos lem...

OMISSÃO

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"Asseveras não haver praticado o mal; contudo, reflete no bem que deixaste a distância. Não permitas que a omissão se erija em teu caminho, por chaga irremediável. Imagina-te à frente do amigo necessitado a quem podes favorecer. Não te detenhas a examinar processos de auxílio. É possível que amanhã não mais consigas vê-lo com os olhos da própria carne. Supõe-te ao pé do companheiro sofredor, a quem desejas aliviar. Não demores o socorro preciso. É provável que o abraço de hoje seja o início de longo adeus. Não adies o perdão, nem atrases a caridade. Abençoa, de imediato, os que te firam com o rebenque da injúria, e ampara, sem condições, os que te comungam a experiência. Se teus pais, fatigados de Juta, são agora problemas em teu caminho, apoia-os com mais ternura. Se teus filhos, intoxicados de ilusão, te impõem dores amargas, bendize-lhes a presença. Se o trabalho espera por tuas mãos, arranja tempo para fazê-lo. Se a concórdia te pede cooperação, não retardes o atendimento. Não...

ACEITA A CORREÇÃO

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“E, na verdade, toda correção, no presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas, depois, produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela.” Paulo. (Hebreus, 12:11.) "A terra, sob a pressão do arado, rasga-se e dilacera-se; no entanto, a breve tempo, de suas leiras retificadas brotam flores e frutos deliciosos. A árvore, em regime de poda, perde vastas reservas de seiva, desnutrindo-se e afeando-se; todavia, em semanas rápidas, cobre-se de nova robustez, habilitando-se à beleza e à fartura. A água humilde abandona o aconchego da fonte, sofre os impositivos do movimento, alcança o grande rio e, depois, partilha a grandeza do mar. Qual ocorre na esfera simples da Natureza, acontece no reino complexo da alma. A corrigenda é sempre rude, desagradável, amargurosa; mas, naqueles que lhe aceitam a luz, resulta sempre em frutos abençoados de experiência, conhecimento, compreensão e justiça. A terra, a árvore e a água suportam-na, através de constrangimento, mas o Home...

ABSTEM-SE

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"Abstém-se de fixar as deficiências do companheiro e procura destacar-lhe as qualidades nobres, nas quais se caracterizem de alguma forma. Examina o bem, louva o bem e estende o bem quanto puderes. A paz pode passar a residir hoje mesmo em nosso campo íntimo. Basta lhe ofereçamos o refúgio da compreensão e isso depende unicamente de nós. Se te encontras na condição de peça na engrenagem de hoje, a que se acolhem tantas criaturas aflitas, não te entregues ao luxo do desânimo e, sim, trabalha servindo sempre. É preciso aprender a suportar os revezes do mundo, sem perder a própria segurança. Haja o que houver, trabalha na edificação do bem e segue adiante. Dor, na maioria das vezes, é o tributo que se paga ao aperfeiçoamento espiritual. Dificuldade mede eficiência. Ofensa avalia a compreensão. A própria morte é nova forma de vida. Resiste aos movimentos que tendam a desfibrar-te a coragem e mantém-te de pé na tarefa a que a vida te buscou. Recorda que tudo se altera para o bem."...

ACEITAÇÃO E MUDANÇA

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"Aceitar as coisas 'como elas são 'é um dos argumentos fundamentais de Eckhart Tolle na obra O Poder do Agora . Essa receita, que parece nos convidar ao imobilismo, é, por sinal, frequentemente citada como uma das causas do estado de pobreza do povo indiano, embora lá se apresente também um dos mais baixos índices de criminalidade. O teósofo C. Jinarajadasa aborda esse paradoxo em um de seus textos, ressaltando a profunda diferença entre o pensamento indiano e o ocidental, em face dos reveses da vida. Marcado pela cultura hinduísta, o indiano típico não procura racionalizar a causa de seu desconforto, segundo Jinarajadasa. Diante de um resfriado, provavelmente não dirá, como um europeu ou americano, 'peguei esse resfriado porque tomei chuva ontem'. Para ele tudo é fruto: do karma , de uma sucessão de causas e efeitos cujo início pode até mesmo estar muito longe daquele momento específico. Em face disso, ele apenas aceitará em seu 'agora' o fato de estar res...