quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

IRRADIE PAZ E BONDADE

"Em geral, existem dois tipos de pessoas: as que constantemente lamentam o que está errado no mundo, e as que sorriem das dificuldades da vida, permanecendo sempre com o pensamento positivo. Por que levar  tudo tão a sério? Que maravilhoso seria o mundo se cada um fosse mais positivo, mais harmonioso!

O teste está na selva da civilização, no estresse da vida moderna. Tudo o que você der, voltará a você. Odeie e receberá ódio em troca. Quando você se encher de pensamentos e emoções desarmoniosos, estará se destruindo. Por que odiar ou ter raiva de alguém? Ame seus inimigos. Por que cozinhar no fogo da ira? Se ficar com raiva, vença-a imediatamente. Dê uma caminhada, conte até 10 ou 15, ou desvie a mente para algo agradável. Abandone o desejo de retaliação. Quando você fica irado, o cérebro se superaquece, o coração tem problemas vasculares, todo o seu corpo se desvitaliza. Irradie paz e bondade, pois essa é a natureza da imagem de Deus em você - sua verdadeira natureza. Então, ninguém poderá perturbá-lo."

(Paramahansa Yogananda - A Eterna Busca do Homem - Self-Realization Fellowship - p. 339)


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

MINHA SINFONIA INACABADA

"Se a vida eterna fosse uma chegada estática, e não uma jornada dinâmica...

Preferia eu a vida terrestre à vida celeste.

Não me interessa uma parada acabada - interessa-me somente uma jornada inacabada.

Alguém me disse que a vida eterna é um incessante jornadear - rumo ao Infinito.

Um jornadear em linha reta - longe de todos os zigue-zagues.

E esse Alguém é a "voz silenciosa", que me fala, quando eu me calo.

A "voz silenciosa" não é o meu ruidoso ego humano - é o meu silente Eu divino.

É a alma do Universo, que pensa em mim - porque eu e o Universo somos um.

É o Deus do mundo no mundo de Deus.

É a invisível Realidade no meio de todas as facticidades visíveis.

É a voz do Além que me fala em todas as coisas do Aquém.

Essa "voz silenciosa" me disse que sou um eterno viajor - um feliz possuidor e uma feliz buscador.

Feliz por estar na linha reta rumo ao Infinito - e feliz porque o meu finito está sempre a uma distância infinita do Infinito.

Que farias tu, minha alma, se tivesse chegado a uma meta final?

Repousarias nessa eterna aposentadoria celeste?

E não seria essa vida eterna uma morte eterna?

Uma mortífera passividade?

Mas eu sei que minha vida eterna é eterna atividade. 

Por isso sou feliz, por demandar o Infinito - numa fornada sem fim.

Minha vida eterna é uma eterna sinfonia.

Uma sinfonia inacabada.

É o que me diz a "voz silenciosa", que eu escuto com os ouvidos da alma, quando todos os ruídos se calam.

E essa sinfonia não começa após a morte - ela canta em plena vida terrestre, aqui e agora.

Morrer não é um fim nem um começo - é uma simples continuação da mesma vida de hoje, em uma das muitas moradas que há em casa do Pai celeste.

Quem ainda tem medo da morte não começou a viver realmente.

A sinfonia da vida é uma sinfonia eternamente inacabada."

(Huberto Rohden - De Alma para Alma - Ed. Martin Claret, São Paulo - p. 77/78) 


TOMEM REFÚGIO EM DEUS

"DEUS É A ÁRVORE dos desejos. Tudo que o homem pedir, Ele lhe concederá. Mas, tal é o jogo de maya, que o homem não quer encontrar o oceano de felicidade de Deus. Em vez disso, arrastado pelo turbilhão das coisas mundanas, ele se sufoca e pensa que é feliz. Finalmente, depara-se com os sofrimentos do mundo e sente que sua vida foi em vão. Vocês estão sentados sob a árvore dos desejos. Peçam para se tornarem divinos e serão divinos. Peçam para se tornarem brutos e brutos se tornarão.

No reino de maya existe vidya (o que conduz o homem a Deus) e avidya (o que o afasta de Deus). Vidya é discernimento espiritual e renúncia. Procurar refúgio em vidya é o mesmo que procurá-lo em Deus, enquanto avidya, feita de luxúria, ira, ambição, egoísmo, apego e inveja, arrasta o homem ao nível de um bruto. Se cultivarem o discernimento e a renúncia, avidya será destruída. Se se renderem a ela, Deus permanecerá afastado e o sofrimento será sua sina. Vidya e avidya coexistem e o homem tem o poder de escolher uma ou outra. Dependendo da natureza da escolha, sua vida será um êxito ou um fracasso e ele colherá os frutos dessa opção. 

Por que culpar Deus pelos sofrimentos? Dominado pelas paixões do momento, o homem nunca se detém para discernir, e o sofrimento que se segue acaba sendo criado por ele mesmo. Coloquem a mão no fogo e ela será queimada. Será culpa do fogo? Sri Ramakrishna costumava dizer: "O lampião ilumina todos. Sob sua luz uma pessoa pode ser as escrituras sagradas e outra falsificar um cheque. Será isso culpa do lampião?"

(Swami Prabhavananda e Swami Vijoyananda - O Eterno Companheiro - Ed. Vedanta, São Paulo - p. 279)