quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

A MEDITAÇÃO É A CONCENTRAÇÃO QUE SE EMPREGA PARA CONHECER DEUS

"A meditação é a ciência da realização divina. É a mais prática das ciências do mundo. A maioria das pessoas iria querer meditar se compreendesse o valor dessa ciência e experimentasse seus efeitos benéficos. O objeto final da meditação é alcançar a percepção consciente de Deus e da eterna unidade da alma com Ele. Que realização poderia ser mais importante e útil que atrelar as faculdades humanas limitadas à onipresença e onipotência do Criador? A realização divina confere a quem medita as bênçãos da paz, do amor, da alegria, do poder e da sabedoria do Senhor.

A meditação utiliza a concentração em sua forma mais elevada. A concentração consiste em libertar a atenção das distrações e focalizá-la em algum pensamento em que se tenha interesse. A meditação é a forma especial de concentração em que a atenção foi libertada da inquietude e focalizada em Deus. A meditação, portanto, é a concentração que se emprega para conhecer Deus."

(Paramahansa Yogananda – Paz interior – Self-Realization Fellowship - p. 31/32)


IRRADIE PAZ E BONDADE

"Em geral, existem dois tipos de pessoas: as que constantemente lamentam o que está errado no mundo, e as que sorriem das dificuldades da vida, permanecendo sempre com o pensamento positivo. Por que levar  tudo tão a sério? Que maravilhoso seria o mundo se cada um fosse mais positivo, mais harmonioso!

O teste está na selva da civilização, no estresse da vida moderna. Tudo o que você der, voltará a você. Odeie e receberá ódio em troca. Quando você se encher de pensamentos e emoções desarmoniosos, estará se destruindo. Por que odiar ou ter raiva de alguém? Ame seus inimigos. Por que cozinhar no fogo da ira? Se ficar com raiva, vença-a imediatamente. Dê uma caminhada, conte até 10 ou 15, ou desvie a mente para algo agradável. Abandone o desejo de retaliação. Quando você fica irado, o cérebro se superaquece, o coração tem problemas vasculares, todo o seu corpo se desvitaliza. Irradie paz e bondade, pois essa é a natureza da imagem de Deus em você - sua verdadeira natureza. Então, ninguém poderá perturbá-lo."

(Paramahansa Yogananda - A Eterna Busca do Homem - Self-Realization Fellowship - p. 339)


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

MINHA SINFONIA INACABADA

"Se a vida eterna fosse uma chegada estática, e não uma jornada dinâmica...

Preferia eu a vida terrestre à vida celeste.

Não me interessa uma parada acabada - interessa-me somente uma jornada inacabada.

Alguém me disse que a vida eterna é um incessante jornadear - rumo ao Infinito.

Um jornadear em linha reta - longe de todos os zigue-zagues.

E esse Alguém é a "voz silenciosa", que me fala, quando eu me calo.

A "voz silenciosa" não é o meu ruidoso ego humano - é o meu silente Eu divino.

É a alma do Universo, que pensa em mim - porque eu e o Universo somos um.

É o Deus do mundo no mundo de Deus.

É a invisível Realidade no meio de todas as facticidades visíveis.

É a voz do Além que me fala em todas as coisas do Aquém.

Essa "voz silenciosa" me disse que sou um eterno viajor - um feliz possuidor e uma feliz buscador.

Feliz por estar na linha reta rumo ao Infinito - e feliz porque o meu finito está sempre a uma distância infinita do Infinito.

Que farias tu, minha alma, se tivesse chegado a uma meta final?

Repousarias nessa eterna aposentadoria celeste?

E não seria essa vida eterna uma morte eterna?

Uma mortífera passividade?

Mas eu sei que minha vida eterna é eterna atividade. 

Por isso sou feliz, por demandar o Infinito - numa fornada sem fim.

Minha vida eterna é uma eterna sinfonia.

Uma sinfonia inacabada.

É o que me diz a "voz silenciosa", que eu escuto com os ouvidos da alma, quando todos os ruídos se calam.

E essa sinfonia não começa após a morte - ela canta em plena vida terrestre, aqui e agora.

Morrer não é um fim nem um começo - é uma simples continuação da mesma vida de hoje, em uma das muitas moradas que há em casa do Pai celeste.

Quem ainda tem medo da morte não começou a viver realmente.

A sinfonia da vida é uma sinfonia eternamente inacabada."

(Huberto Rohden - De Alma para Alma - Ed. Martin Claret, São Paulo - p. 77/78)